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quinta-feira, 9 de junho de 2016

JANOT, EU NÃO SOU BURRO, JANOT

O patrão



Por Francisco Costa

Sr. Janot, perdoe-me, não chamá-lo de excelência, mas a minha disposição anda escassa para isso, de excelente no momento... Nada nem ninguém.

Vejo, ouço e leio muita gente dividida a seu respeito, uns achando que é o homem certo no lugar certo, e outros achando que é mais um golpista entre golpistas.

Há muito venho tentando entender o mecanismo do golpe, buscando desde entre as pistas óbvias até as mais estapafúrdias possibilidades, e acho que o encontrei, e justamente na boca da mais velha das velhas raposas velhas, José Sarney, o remanescente do dilúvio bíblico, mais velho que Matusalém.

Na conversa com Sérgio Machado, no telefone grampeado, porque, por ordem da PGR, dos prostíbulos e botequins ao gabinete da Dilma, está tudo grampeado, exatamente como na ditadura militar, onde monitoravam até os traques, peidos e puns.

Em determinado momento o ancião remanescente do Gênesis, capítulo primeiro, assim se manifestou: “eles não aceitam nem parlamentarismo com ela”.

Já ouvi, isso, em 64, “eles não aceitam nem parlamentarismo com ele”, quando o segundo ele era Jango e o primeiro, os norte americanos.

Agora, o ela é Dilma, claro, e o eles nos remete não a uma equação, mas a um sistema de equações, porque com mais de uma incógnita, mas todas fáceis de serem dadas a conhecer.

Comecemos: havia os preparativos de um golpe há pelo menos alguns anos, e para tal contribuíram os cursos dados aos nossos juízes e procuradores do ministério público, nos States ou aqui, mas ministrados pelos juízes de lá, quando se estruturou a Lava Jato, quartel general do golpe e posto avançado dos órgãos de intervenção norte americanos.

A proposta e programa inicial era o de esfacelar a esquerda brasileira e neutralizar as suas lideranças, notadamente Dirceu, Lula e Dilma, pela ordem.

Municiado pela espionagem norte-americana sobre a Petrobras, denunciada pela Wikileaks e confirmada por autoridades do império, Moro começou o estrago, continuando a partir de novas informações, sempre de lá, da matriz, de maneira a que fossem pinçadas as pessoas certas, para depor.

A cada nova informação, uma nova fase (quantas vezes estranhei uma nova fase da Lava Jato não ter nada com as anteriores!).

Mas, fora do script, apareceu um maluco, megalômano e com a desonestidade acima de qualquer limite, Eduardo Cunha, e precipitou tudo, sendo bem vindo porque apressando os planos dos “irmãos do norte”.

No parlamento, uniram-se os que estavam comprometidos com o golpe, uma minoria, principalmente do PSDB, e o resto embarcou, fosse por oportunismo, para fugir da justiça, fosse porque foram remunerados para isso.

Veio o episódio Delcídio, uma aberração, já que a nossa Constituição só permite a prisão de senadores em flagrante de delito, o que não foi o caso, ou que só haja condução coercitiva quando há resistência, o que não aconteceu com Lula.

Para os senhores a Constituição é só um detalhe, um estorvo menor.

Afastada a presidente, o STF, uma extensão da Lava Jato, via Gilmar Mendes, nada fez para impedir que Michel Temer, o interino que não age como tal, nomeasse ministros, alterasse a política econômica, a diplomacia, como se tivesse sido eleito e empossado, democraticamente, com o aval do povo brasileiro.

Tudo isso só foi possível, sem resistência, porque a mídia colaborou, parte dela subordinada, a reboque, e parte participando da liderança, caso da tevê Globo.

E como isso aconteceu? Com factóides, sensacionalismo, escândalos pré fabricados, nascidos no judiciário, passando pelo seu gabinete, tendo a sua anuência, para que acontecessem, inclusive o grampo no telefone da senhora presidente.

Enquanto Moro providenciava o desmonte das nossas empreiteiras, colocando dezenas de milhares de trabalhadores na rua, parava as nossas pesquisas científicas, mormente as da área de energia nuclear, depreciava o valor das ações da Petrobras, para facilitar a privatização, a PGR municiava a mídia: triplex do Lula, iate do Lula, sítio do Lula, Delcídio, Vaccari... Aliviando os verdadeiros denunciados, alguns deles lideranças no golpe, outros, desinteressantes para os planos golpistas.

Com o afastamento da presidente, vieram os absurdos de Temer, sempre contra a parcela de menor poder aquisitivo do povo, e veio a resistência, num crescendo inesperado, a ponto da tevê Globo, a contragosto, ter que noticiar.

É preciso neutralizar isso e manter as atenções distantes das arbitrariedades golpistas, e aí o anúncio das prisões de Jucá, Renan e Sarney.

Não serão presos. Se forem será por pouco tempo, porque para o judiciário brasileiro não interessa o fato ou o agente motivador do fato, mas as conseqüências do fato, e aqui é manter os holofotes longe do parlamento e do gabinete Temer.

Particularmente acho um absurdo prender esses três ladrões, e por um motivo muito simples: são senadores da república, e por isso só podem ser presos em flagrante de delito, e não pela vontade de golpistas.

Sou democrata, e assim como não admito arbitrariedade contra os meus, não admito que sejam cometidas contra os meus adversários e meus inimigos, porque logo chegará a minha vez. Não há democracia parcial. Se houvesse a Lava Jato se justificaria.

Quer moralizar o país, prender os que estão solapando a república? Anote aí: Gilmar Mendes, Sérgio Moro, José Serra, Aloysio Nunes, Michel Temer e a si próprio, o resto é figuração, bandidinhos de menor periculosidade, politicamente falando, não resistem a um interrogatório.

Mas isso só se os norte-americanos deixarem.

Afinal, são eles que estão movendo os cordões dos mamulengos tupiniquins.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Wikileaks revela ligação entre movimento Vem Pra Rua, FHC e agência da CIA

chequer

Há poucos dias, o líder do Movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer, foi desmascarado por jornalistas, blogs e outros sites independentes do Brasil, que descobriram sua ligação com uma agência ligada a CIA acusada de envolvimento em tentativas de golpes de estado em vários países.
Basta uma breve pesquisa pelo site do Wikileaks e é possível encontrar o nome de Rogério Chequer em documento interno da Stratfor, agência que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações e agências governamentais dos EUA.
Conforme o Wikileaks, outras instituições também estariam vinculadas e podem ter prestado serviços de informações a Stratfor, como o Jornal O Globo e o Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Rogério Chequer já apareceu ao lado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em foto, assim como ao lado de José Serra (PSDB) em eventos de campanhas do então candidato Aécio Neves (PSDB).
O jornalista independente Fernando Brito, do blog Tijolaço, descobriu, após breve pesquisa, que “Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. Lá era sócio de uma empresa chamada Atlas Capital Management, que geria fundos de investimentos junto com David Chon e Harry Kretsky. Apenas um dos fundos, o Discovery Atlas Fund (do qual Chequer também era sócio), tinha US$ 115 milhões (R$ 360 milhões) em ativos”, conta Brito. As informações são do Institutional Investitor.
Ninguém sabe por quais motivos Chequer voltou ao Brasil para ser sócio de uma pequena agência de publicidade e virar “liderança” de um movimento contra a presidente Dilma Rousseff.
As questões que ficam é: Qual o envolvimento do Chequer com a Stratfor? Será que ele recebeu treinamento de espião? Por quais motivos retornou ao Brasil?
Com informações de Tijolaço, Br29 e Pragmatismo Político.
via http://blogdoitarcio.blogspot.com.br/2015/04/wikileaks-revela-ligacao-entre.html

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Wikileaks revela gravíssima sabotagem dos EUA contra Brasil com aval de FHC


Telegramas revelam intenções de veto e ações dos EUA contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro com interesses de diversos agentes que ocupam ou ocuparam o poder em ambos os países

Os telegramas da diplomacia dos EUA revelados pelo Wikileaks revelaram que a Casa Branca toma ações concretas para impedir, dificultar e sabotar o desenvolvimento tecnológico brasileiro em duas áreas estratégicas: energia nuclear e tecnologia espacial. Em ambos os casos, observa-se o papel anti-nacional da grande mídia brasileira, bem como escancara-se, também sem surpresa, a função desempenhada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, colhido em uma exuberante sintonia com os interesses estratégicos do Departamento de Estado dos EUA, ao tempo em que exibe problemática posição em relação à independência tecnológica brasileira. Segue o artigo do jornalista Beto Almeida.
O primeiro dos telegramas divulgados, datado de 2009, conta que o governo dos EUA pressionou autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara , no Maranhão.

Veto imperial


O telegrama do diplomata americano no Brasil, Clifford Sobel, enviado aos EUA em fevereiro daquele ano, relata que os representantes ucranianos, através de sua embaixada no Brasil, fizeram gestões para que o governo americano revisse a posição de boicote ao uso de Alcântara para o lançamento de qualquer satélite fabricado nos EUA. A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que os EUA “não quer” nenhuma transferência de tecnologia espacial para o Brasil.
“Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”, diz um trecho do telegrama.
Em outra parte do documento, o representante americano é ainda mais explícito com Lokomov: “Embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”.

Guinada na política externa


O Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA (TSA) foi firmado em 2000 por Fernando Henrique Cardoso, mas foi rejeitado pelo Senado Brasileiro após a chegada de Lula ao Planalto e a guinada registrada na política externa brasileira, a mesma que muito contribuiu para enterrar a ALCA. Na sua rejeição o parlamento brasileiro considerou que seus termos constituíam uma “afronta à Soberania Nacional”. Pelo documento, o Brasil cederia áreas de Alcântara para uso exclusivo dos EUA sem permitir nenhum acesso de brasileiros. Além da ocupação da área e da proibição de qualquer engenheiro ou técnico brasileiro nas áreas de lançamento, o tratado previa inspeções americanas à base sem aviso prévio.
Os telegramas diplomáticos divulgados pelo Wikileaks falam do veto norte-americano ao desenvolvimento de tecnologia brasileira para foguetes, bem como indicam a cândida esperança mantida ainda pela Casa Branca, de que o TSA seja, finalmente, implementado como pretendia o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, não apenas a Casa Branca e o antigo mandatário esforçaram-se pela grave limitação do Programa Espacial Brasileiro, pois neste esforço algumas ONGs, normalmente financiadas por programas internacionais dirigidos por mentalidade colonizadora, atuaram para travar o indispensável salto tecnológico brasileiro para entrar no seleto e fechadíssimo clube dos países com capacidade para a exploração econômica do espaço sideral e para o lançamento de satélites. Junte-se a eles, a mídia nacional que não destacou a gravíssima confissão de sabotagem norte-americana contra o Brasil, provavelmente porque tal atitude contraria sua linha editorial historicamente refratária aos esforços nacionais para a conquista de independência tecnológica, em qualquer área que seja. Especialmente naquelas em que mais desagradam as metrópoles.

Bomba! Bomba!


O outro telegrama da diplomacia norte-americana divulgado pelo Wikileaks e que também revela intenções de veto e ações contra o desenvolvimento tecnológico brasileiro veio a tona de forma torta pela Revista Veja, e fala da preocupação gringa sobre o trabalho de um físico brasileiro, o cearense Dalton Girão Barroso, do Instituto Militar de Engenharia, do Exército. Girão publicou um livro com simulações por ele mesmo desenvolvidas, que teriam decifrado os mecanismos da mais potente bomba nuclear dos EUA, a W87, cuja tecnologia é guardada a 7 chaves.
A primeira suspeita revelada nos telegramas diplomáticos era de espionagem. E também, face à precisão dos cálculos de Girão, de que haveria no Brasil um programa nuclear secreto, contrariando, segundo a ótica dos EUA, endossada pela revista, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, firmado pelo Brasil em 1998. Tal como o Acordo de Salvaguardas Brasil-EUA, sobre o uso da Base de Alcântara, o TNP foi firmado por Fernando Henrique. Baseado apenas em uma imperial desconfiança de que as fórmulas usadas pelo cientista brasileiro poderiam ser utilizadas por terroristas, os EUA, pressionaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que exigiu explicações do governo Brasil, chegando mesmo a propor o recolhimento-censura do livro “A física dos explosivos nucleares”. Exigência considerada pelas autoridades militares brasileiras como “intromissão indevida da AIEA em atividades acadêmicas de uma instituição subordinada ao Exército Brasileiro”.
Como é conhecido, o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, vocalizando posição do setor militar contrária a ingerências indevidas, opõe-se a assinatura do protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que daria à AIEA, controlada pelas potências nucleares, o direito de acesso irrestrito às instalações nucleares brasileiras. Acesso que não permitem às suas próprias instalações, mesmo sendo claro o descumprimento, há anos, de uma meta central do TNP, que não determina apenas a não proliferação, mas também o desarmamento nuclear dos países que estão armados, o que não está ocorrendo.

Desarmamento unilateral


A revista publica providencial declaração do físico José Goldemberg, obviamente, em sustentação à sua linha editorial de desarmamento unilateral e de renúncia ao desenvolvimento tecnológico nuclear soberano, tal como vem sendo alcançado por outros países, entre eles Israel, jamais alvo de sanções por parte da AIEA ou da ONU, como se faz contra o Irã. Segundo Goldemberg, que já foi secretário de ciência e tecnologia, é quase impossível que o Brasil não tenha em andamento algum projeto que poderia ser facilmente direcionado para a produção de uma bomba atômica. Tudo o que os EUA querem ouvir para reforçar a linha de vetos e constrangimentos tecnológicos ao Brasil, como mostram os telegramas divulgados pelo Wikileaks. Por outro lado, tudo o que os EUA querem esconder do mundo é a proposta que Mahmud Ajmadinejad, presidente do Irã, apresentou à Assembleia Geral da ONU, para que fosse levada a debate e implementação: “Energia nuclear para todos, armas nucleares para ninguém”. Até agora, rigorosamente sonegada à opinião pública mundial.

Intervencionismo crescente


O semanário também publica franca e reveladora declaração do ex-presidente Cardoso: “Não havendo inimigos externos nuclearizados, nem o Brasil pretendendo assumir uma política regional belicosa, para que a bomba?” Com o tesouro energético que possui no fundo do mar, ou na biodiversidade, com os minerais estratégicos abundantes que possui no subsolo e diante do crescimento dos orçamentos bélicos das grandes potências, seguido do intervencionismo imperial em várias partes do mundo, desconhecendo leis ou fronteiras, a declaração do ex-presidente é, digamos, de um candura formidável.
São conhecidas as sintonias entre a política externa da década anterior e a linha editorial da grande mídia em sustentação às diretrizes emanadas pela Casa Branca. Por isso esses pólos midiáticos do unilateralismo em processo de desencanto e crise se encontram tão embaraçados diante da nova política externa brasileira que adquire, a cada dia, forte dose de justeza e razoabilidade quanto mais telegramas da diplomacia imperial como os acima mencionados são divulgados pelo Wikileaks.
Do Pragmatismo Político
No Senta a Pua

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mundo Big Brother





Pratap Chatterjee, Bureau of Investigative Journalism / CartaCapital

“Uma indústria multibilionária secreta está oferecendo sistemas de ponta que permitem que governos identifiquem, rastreiem e monitorem qualquer um através de seus telefones e computadores.

É o que uma coletânea de centenas de e-mails promocionais e outros materiais de marketing obtidos pelo WikiLeaks revelam.

Uma empresa alemã oferece a habilidade de rastrear “opositores políticos”; uma compania italiana alega poder controlar smartphones remotamente e usá-los para escutar conversações e fotografar os donos; uma empresa americana permite usuários “ver o que eles [os espionados] veem”; uma empresa sul-africana oferece ferramentas para gravação de bilhões de chamadas telefônicas e armazenamento eterno para o material.

Este material está sendo publicado pelo WikiLeaks e pela ONG Privacy International, um grupo de Direitos Humanos sediado em Londres.
Os arquivos jogam luz sobre uma indústria sombria que vale 5 bilhões de dólares e está crescendo rapidamente. Este tipo de propaganda não é aberta ao público. Pelo contrário: elas são enviadas a contatos-chave – geralmente agências governamentais e forças policiais – em feiras de negócios que são fechadas ao público e à imprensa.

Um roteiro de Hollywood?

Os documentos foram coletados de mais de 130 empresas sediadas em 25 países, desde o Brasil até a Suiça, e revelam uma gama de tecnologias sofisticadíssimas que parecem ter saído diretamente de um filme de Hollywood.

Mas essas empresas são reais. E dão consistência aos ativistas que garantem que esse setor que está se proliferando constitui uma nova e não regulada indústria de armas.
“Estes documentos revelam uma indústria vendendo ferramentas não apenas para alvos de intercepções legais…  mas para vigilância em massa. Estas ferramentas permitem a  governos vasculhar emails, conversas e mensagens de textos de populações inteiras, armazenar, procurar e analisar. Assim como o Google guia sua busca na web. Permitem a um policial à paisana rastrear qualquer um que diz algo rude sobre um ditador. “Não é de se espantar que essas empresas trabalham para países como Egito, Síria e Irã”, diz Ross Anderson, professor de Engenharia de Segurança na Universidade de Cambridge.”
Artigo Completo, ::Aqui::

quarta-feira, 30 de novembro de 2011


Porta-voz do WikiLeaks analisa as estratégias da organização e os impactos que sua atuação vem causando no mundo

Igor Felippe Santos, João Brant, Maria Mello e Pedro Carrano / Brasil de Fato

Regido pelo princípio de que a livre circulação de informações emancipa os povos para que empreendam suas lutas, o WikiLeaks – organização responsável pela divulgação de documentos confidenciais que revelam a má conduta de governos, empresas e organizações no mundo inteiro – chegou a tornar públicos, até dezembro do ano passado, cerca de 250 mil documentos diplomáticos estadunidenses. Por sua luta, tem sido penalizado por grandes conglomerados financeiros, como Mastercard, Visa, American Express, Bank of America etc., que têm bloqueado a transferência de doações feitas por simpatizantes no mundo inteiro, por meio de seus cartões de crédito. Apesar da tentativa de miná-la, a organização continua ativa e recebendo doações. O jornalista investigativo islandês Kristinn Hrafnsson, seu porta-voz, falou sobre o assunto ao Brasil de Fato, durante sua participação no I Encontro Mundial de Blogueiros, realizado entre os dias 27 e 29 de outubro, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Brasil de Fato – Como você chegou ao WikiLeaks?

Kristinn Hrafnsson – Depois de trabalhar mais de 20 anos com jornalismo, tornava-me mais e mais exasperado com o fato de os jornalistas não estarem cumprindo com seu papel de expor a má conduta dos governos. O jornalismo é reflexo do que acontece na Europa e nos EUA, com a noção errada de objetividade. Os jornalistas se impõem uma castração quando vão cobrir os fatos, sob o pretexto de uma pretensa objetividade. Comecei a ser muito crítico com o jornalismo. Eu tinha estado no Afeganistão, no Iraque, cobria eventos internacionais. Claro que eu estava com nojo da cobertura da imprensa sobre as questões do meu país, momentos antes das invasões ao Iraque e Afeganistão. Mas, relação a estas, via-se que os jornalistas estavam sendo alimentados com mentiras como se fossem bebês para justificar o envolvimento militar estadunidense na região.

Onde você trabalhava?

Na televisão islandesa. Em 2008, houve a bolha com os bancos na Islândia, mais um exemplo de mentiras que os jornalistas compraram. Em quatro dias ela estourou e colapsou todo o sistema bancário. As pessoas que não tinham nenhuma experiência em promover manifestações políticas foram às ruas e ameaçaram queimar o parlamento. Foi, basicamente, o que derrubou o governo, um processo popular. Quando a poeira começou a baixar, começamos a receber informações de como os bancos armavam as fraudes; o trabalho interno. O que todos achavam que era um milagre econômico era simplesmente o trabalho de jovens banqueiros com tendências doentias por jogos. Em 2009 eu conheci o WikiLeaks, quando ele expôs pela primeira vez esse sistema ao publicar a carta de empréstimos do maior banco da Islândia. Eles eram tão poderosos que controlavam governos e as instituições que deveriam monitorá-los. Para mim, foi um momento chave de mudança quando eu percebi que ele podia expor o que meus colegas jornalistas não expunham, as falcatruas. Nesse período, conheci Julian Assange na Islândia e nos tornamos amigos. Ele me contou que a proposta do WikiLeaks era baseada no ideal dos hackers australianos do final dos anos 1980, e, embora o termo hacker tenha hoje uma conotação ruim, trabalhava com a ideia clara e simples de que a informação deve ser pública. No momento em que me engajei, esse movimento estava crescendo em espiral, vindo à tona esses vazamentos massivos que temos publicado desde abril do ano passado. O primeiro foi o vídeo do helicóptero num ataque ao Iraque [Assassinato colateral], que me deixou muito chocado. A ideologia do WikiLeaks é muito simples e direta: trata-se de liberdade de informação, transparência e importância dos informantes que ajudam a revelar corrupção e má conduta. Quando a notícia é apropriadamente disseminada, pode ser um veículo de mudança social, para trazer o que chamamos de justiça.

Qual balanço vocês fazem do resultado desses vazamentos?

É difícil avaliar os impactos, mas talvez o mais forte tenha sido o psicológico. Por mostrar que uma organização pequena pode expor as grandes más ações das nações mais poderosas, que tem o impacto de dar poder ao povo e convencê-lo de que a justiça é possível. De que é possível trazer mudanças sociais por meio da ação direta. Nós mostramos tantas informações novas sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão, expondo suas realidades, que foi possível contar o que realmente aconteceu a partir dos próprios atores que dela participaram, dos papéis oficiais. Os papéis jogaram luz sobre a vocação imperialista dos EUA no mundo e mostraram como eles operam em cada país, além das informações de má conduta que os próprios EUA encontraram nesses países.”
Entrevista Completa, ::Aqui:

terça-feira, 3 de maio de 2011

“Facebook é máquina de espionagem”, diz Assange



Em uma entrevista ao Russia Today, o fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse que o Facebook é a “mais espantosa máquina de espionagem já inventada”.
“Nas redes sociais temos a base de dados mais ampla sobre os cidadãos, suas relações, o nome de seus contatos, seus endereços, as mensagens que trocam com outras pessoas e isso tudo é alojado nos EUA, acessível aos seus serviços de inteligência”, disse ele.
Para Assange, as empresas por trás desses serviços – como o Google e o Yahoo – criaram mecanismos para facilitar o acesso dos serviços de inteligência à esse tipo de informação. “Obter uma citação ou um requerimento judicial já não é um problema. Existe uma interface de conexão já em uso. Isso quer dizer que o Facebook está sendo gerido pelos serviços de inteligência americanos? Não, não é isso. Simplesmente a inteligência dos EUA tem a capacidade legal e política para pressioná-los. É caro manejar um a um cada um dos arquivos, por isso automatizaram o processo”.
E o fundador do Wikileaks vai além: quem usa as redes sociais com frequência e convida os amigos a participarem do Facebook está trabalhando de graça para as agências de inteligência dos EUA.
Assange está aguardando sua extradição para a Suécia.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Wikileaks: Serra é golpista, desinformado e mentiroso



Serra “buscaria uma política externa mais afinada com os EUA”
Por Marcus V F Lacerda e Natalia Viana

Em 18 de dezembro de 2009 o então governador de São Paulo José Serra encontrou-se durante 90 minutos no palácio do governo com o subsecretário para assuntos do hemisfério ocidental do governo americano, Arturo Valenzuela. Serra já era já cotado para ser candidato tucano à presidência em 2010, mas ainda não havia formalizado a candidatura.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Wikileaks entrega: ataques do PCC eram armação para Lula


Wikileaks: ataques do PCC em São Paulo em 2006, ano de eleição, eram para desestabilizar o Lula

"O aterrorizante levante que a principal facção criminosa de São Paulo executou durante vários dias de maio de 2006 - com 299 ataques dentro e fora das prisões e 154 mortes em confrontos nas ruas - capturou atenção redobrada da diplomacia dos Estados Unidos, que, na época, e com base em informação de um funcionário do sistema penitenciário paulista, chegou a enviar relatório a Washington dizendo que havia conotação política por trás da balbúrdia: a tentativa de desestabilizar o governo do presidente Lula."

Relatório dos EUA relacionou facção criminosa ao MST

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quatro dogmas da esquerda anti-capitalista, que servem para reforçar os mitos que sustentam o capitalismo

Normalmente, os pensadores associados à esquerda anti-capitalista tem sido caracterizados por gozarem de uma atitude anti-dogmática, ao analisar diferentes sistemas políticos, econômicos, sociais ou científicos. Esta atitude foi não ter nada para questionar tudo é concedido, incluindo os pilares da sua própria ideologia.
Hoje, para estes pensadores, há certos temas que não se atrevem questionar, por medo de sofrerem rejeição por grande parte da opinião pública, fortemente manipulada (doutrinada) pela máquina midiática, ou por causa de alguns preconceitos quase religiosos, difundidos entre a esquerda anti-capitalista por supostos intelectuais progressistas. Assuntos que se tornaram verdadeiros dogmas de fé. Tudo isso pensando bem intencionadamente e não fazendo nenhuma ligação com o poder que dizem combater; uma relação que poderia impedi-los de questionar certas crenças sociais.
Entre essas questões intocáveis, há quatro em particular: o terrorismo, a Aids, o aquecimento globale os vazamentos do WikiLeaks, fenômeno recente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O império ataca


Aprovada extradição de Julian Assange para a Suécia
Redação Carta Capital

Juiz aprovou o pedido de extradição sueco para que o fundador do WikiLeaks seja julgado por crimes sexuais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cablegate WikiLeaks: agora é o público que escolhe

Passados quase dois meses do lançamento dos documentos das embaixadas americanas, o WikiLeaks vai começar uma nova estratégia de divulgação aqui no Brasil.
A partir de agora, vamos deixar o público escolher quais os temas que devem ser pesquisados no arquivo de documentos e publicados no site do WikiLeaks.
Basta responder (aqui) a esse post pedindo um tema, figura pública ou evento a ser pesquisado, que eu vou selecionar os documentos. Todos os pedidos serão publicados, e os temas mais pedidos terão prioridade.
Para a divulgação, vamos fazer parceria com uma série de blogs e veículos independentes, entre eles:Carta CapitalConversa AfiadaLuis Nassif OnlineBlog do MelloEscrevinhadorViomundoNota de RodapéMaria FrôFazendo MédiaFutepocaElaine TavaresGonzumBlog do RovaiBlog da CidadaniaAltamiro Borges.
É um experimento inédito. Até agora, Globo, Folha e WikiLeaks estavam usando seus critérios para julgar quais documentos seriam publicados por vez, algo “de cima pra baixo”. Dessa vez, o próprio público vai decidir, invertendo a lógica da produção da notícia.
As publicações começam na próxima semana.
Com textolivre

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Wikileaks-Brasil divulga inquérito completo sobre Operação Satyagraha

Vazamento: A WikiLeaks Brasil recebeu o inquérito completo da operação, veja os documentos agora.
PRISÃO – DANIEL DANTAS – VERÔNICA DANTAS – NAJI NAHAS – CELSO PITTA

O inquérito completo da Operação Satyagraha, que investiga o desvio de verbas públicas, corrupção e levagem de dinheiro, desencadeada em 2004.
A Operação Satiagraha prendeu, no início de julho de 2008, mais de 20 pessoas acusadas de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha. Entre eles, o empresário e investidor financeiro Naji Nahas, o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Observação:
O site Wikileaks Brasil é organizado por um grupo anônimo, sem qualquer ligação com o WikiLeaks de Julian Assange.
Os documentos do Wikileaks-Brasil não chegaram a ser enviados ou analisados pelo WikiLeaks oficial.
Com textolivre

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

EUA financiam mídia golpista da Venezuela

Miguel Otero
O dono do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Otero, e os da Globovisión, Guillermo Zuloaga e Nelson Mezerhane, que fazem oposição cerrada ao governo de Hugo Chávez, se reuniram em 2010 com o diplomata norte-americano Patrick Duddy para pedir financiamento que os tirasse da falência.
A informação vazou em documentos do site Wikileaks e explica como jornais que têm venda ao público praticamente nula continuam circulando. As mensagens revelam que Otero dava como prazo máximo de funcionamento do jornal até abril do ano passado, se não recebesse recursos. O El Nacional, ainda que só para ser exposto nas bancas, continua sendo impresso diariamente até hoje.
Guillermo Zuloaga
Zuloaga e Mezerhane fugiram para a Florida acusados de várias fraudes, rombos financeiros, dívidas milionárias com o fisco, incitação ao magnicídio e outros crimes.
A advogada Eva Golinger, que tem se caracterizado por denunciar as manobras pensadas e executadas por Washington contra Caracas, declarou que outros documentos do Departamento de Estado dos EUA que estão sendo divulgados evidenciam o processo de seleção e cooptação de jornalistas para trabalhar nesses meios à serviço dos interesses anti-nacionais.
Para esse fim é usado como fachada um programa de intercâmbio internacional, cujo verdadeiro objetivo é pagar profissionais que se disponham a promover e defender os interesses dos EUA, mesmo tendo que se submeter ao aviltamento da sua profissão. Eva mencionou entre esses mercenários o agora deputado da Assembléia nacional, Miguel Angel Rodríguez, que recebeu milhares de dólares para assinar supostas reportagens de “investigação” e receber aulas em escritórios para essa finalidade nos Estados Unidos.
By: Blog do Miro

sábado, 29 de janeiro de 2011

Julian Assange afirma que manipulação por parte da mídia é pior do que a praticada por governos


“O fundador do controverso site Wikileaks, Julian Assange, afirmou que a manipulação pela mídia é pior do que a praticada por governos.

Em entrevista a internautas brasileiros por intermédio do blog da CartaCapital, editado pela jornalista Natalia Viana, Assange expôs sua opinião sobre a omissão da mídia ao manipular informações.

"A manipulação das informações pela mídia é perigosa, porque quando a própria mídia se afasta do seu papel crítico, não somente os governos deixam de prestar contas", afirmou Assange.

Para exemplificar sua teoria, o jornalista citou a Guerra do Iraque, iniciada em 2003, como o exemplo mais claro de manipulação alavancada pela grande mídia, no caso, a dos Estados Unidos.”
Matéria Completa, ::Aqui::

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Julian Assange, Contra os maiores governantes do Mundo!

Wikileaks Parte I 
Quem será esse Homem, que desafiou os EUA?

Tudo começou com a internet, acho Eu!

Internet é um conglomerado de redes em escala mundial de milhões de computadores interligados pelo TCP/IP,  que permite o acesso a informações e todo tipo de Transferência de Dados. Ela carrega uma ampla variedade de recursos e serviços, incluindo os documentos interligados por meio de hiperligações da World Wide Web, aquele monte de www que digitamos antes de qualquer endereço, na qual vamos acessar na Rede, e a infraestrutura para suportar correio eletrônico e serviços como comunicação instantânea e compartilhamento de arquivos.

E como isso foi fundamental para que muitas pessoas se beneficiassem dessa ferramenta poderosa, hoje usada mundialmente?

Como diz o ditado "existem dois caminhos", o do bem e do mal!

Aquele na qual iremos nos beneficiar da Internet para aprendermos, aumentarmos nosso conhecimento diante da gama de informações aqui destinadas.