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sexta-feira, 27 de março de 2015

Vídeo da Nasa mostra como a poeira do Saara fertiliza a Amazônia


O ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes.
Do Ciclo Vivo 

"Uma quantidade significativa de poeira do deserto do Saara “viaja” mais de dois mil quilômetros chegando até a Amazônia, é o que mostra um vídeo divulgado recentemente pela Agência Espacial Americana (Nasa). A informação, no entanto, não é exatamente uma novidade.

Os dados da Nasa que mostram a relação entre o deserto e a floresta foram coletados entre 2007 e 2013, apesar de o fato já ser conhecido por muitos cientistas anos antes. Agora se tem mais dados exatos sobre o fenômeno. 

Estima-se que cerca de 182 mil toneladas de poeira cruzam o Oceano Atlântico chegando ao continente americano - cerca de 27,7 milhões caem na floresta. Deste total, 0,08% corresponde a fósforo (importante nutriente para as plantas), segundo pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o que equivale a 22 mil toneladas.

Esta quantidade de fósforo, ainda segundo o estudo, é suficiente para suprir a necessidade de nutrientes que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região.

“Todo o ecossistema amazônico depende da poeira do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos”, afirma o coordenador do estudo, Hongbin Yu. Ele confirma o que muitos, mesmo sem bases científicas, repetem há tempos: "Este é um mundo pequeno e estamos todos conectados".

A poeira rica em nutrientes sai principalmente de uma região conhecida como Depressão Bodele, localizado no país africano Chade, que foi formada após o maior lago da África secar – há cerca de mil anos.

A maior parte da poeira, entretanto, permanece suspensa no ar, enquanto que 43 milhões de toneladas chegam até o mar do Caribe. O estudo, que só foi possível graças a coleta de dados do satélite Calipso, da Nasa, foi divulgado na revista científica Geophysical Research Letters, veja aqui. A agência divulgou uma animação em 3D que ilustra como tudo acontece, confira:


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Nasa divulga imagens impressionantes de observatório de raio-X


A Nasa divulgou uma série de imagens de tirar o fôlego de estrelas e galáxias a milhões de anos-luz de distância da Terra para marcar o Ano Internacional da Luz. As imagens foram feitas pelo Observatório de Raios-X Chandra, um telescópio espacial especial que custou 1,1 bilhão de libras (R$ 3,9 bilhões). Esta galáxia - Messier 51 (M51) - apelidada de "Whirlpool" (redemoinho), é uma galáxia espiral, como a nossa Via Láctea, localizada a cerca de 30 milhões de anos-luz da Terra. (NASA/CXC/SAO)
O Observatório de Raios-X Chandra faz imagens impressionantes do Universo ao medir raios-X emitidos por objetos de alta energia como buracos negros e restos de supernova. Esta galáxia, a Cygnus A, a uma distância de cerca de 700 milhões de anos luz, contém uma bolha gigante preenchida com raios-X quentes que emite gás detectado pelo Chandra (azul). (NASA/CXC/SAO)
Quando uma estrela maciça explodiu na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, deixou para trás esse escudo de detritos chamado SNR 0519-69,0. Aqui, é possível ver gás em raios- X do Chandra (azul). A borda exterior da explosão (vermelha) e estrelas no campo de visão são observadas em luz do Hubble. (NASA/CXC/Rutgers/J.Hughes)
Quando os raios-X, mostrados em azul, do Chandra e do XMM-Newton são unidos nesta imagem com dados de rádio do telescópio Australia Telescope Compact Array (rosa) e dados de luz visíveis do Digitized Sky Survey (DSS, em amarelo), cria-se uma nova visão da região. Este objeto, conhecido como MSH 11-62, contém uma nebulosa interior de partículas carregadas. (NASA/CXC/SAO/P.Slane)
Este remanescente de supernova, RCW 86, é o resto de uma estrela que explodiu e que pode ter sido testemunhada por astrônomos chineses há quase 2.000 anos. Esta imagem combina raios-X do Chandra (rosa e azul), juntamente com a emissão visível a partir de átomos de hidrogênio na borda do remanescente, observado com o telescópio Curtis Schmidt no Observatório Interamericano Cerro Tololo (amarelo). (NASA/CXC/MIT/D)
Da BBC

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Boas notícias do espaço: “muro invisível” protege a Terra contra radiação letal


Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen
Ilustração didática da atividade dos anéis de Van Allen


Notícias tranquilizadoras sobre a natureza e o nosso meio ambiente provêm com relativa frequência da ciência objetiva.

Mas elas não obtêm espaço na mídia, que prefere os anúncios estarrecedores ou deprimentes, e rara vezes verdadeiros, do ambientalismo radical.

É o caso da descoberta surpreendente, e até agora inexplicada, feita por uma dupla de satélites da NASA (National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) e reportada em 27.11.14 pela revista científica britânica “Nature”.

Os satélites detectaram um campo de força invisível e impenetrável, a cerca de 11 mil km da superfície da Terra, que protege nosso planeta de doses letais de radiação. O anúncio foi noticiado por Salvador Nogueira blogueiro da Folha de S.Paulo.

As sondas Van Allen foram lançadas em agosto de 2012 com o objetivo estudar os ‘cinturões de Van Allen’, dois anéis de radiação resultantes da interação do campo magnético terrestre com as partículas emanadas constantemente do Sol.

Os dois cinturões, aliás, foram a primeira descoberta da era espacial, feita em 1958 pelo cientista americano James Van Allen, da Universidade de Iowa.

As sondas de Van Allen da NASA, instrumentos da descoberta do "escudo" protetor da Terra
As sondas de Van Allen da NASA,
instrumentos da descoberta do "escudo" protetor da Terra
Agora houve uma nova surpresa. E foi obra dos cientistas do MIT e da Universidade de Colorado, em Boulder, liderados por Dan Baker, ex-aluno do próprio Van Allen e diretor do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado, em Boulder.

Eles perceberam que todos os elétrons com níveis altíssimos de energia, que chegavam a velocidades próximas à da luz, eram barrados um pouco acima do primeiro dos cinturões. Nenhum deles conseguia passar a barreira dos 11 mil km.

Essas barreiras funcionam como um escudo protetor altamente benéfico, pois essa radiação seria nociva se chegasse à superfície da Terra.

Caso atingissem regularmente a superfície do planeta, tais partículas inviabilizariam o desenvolvimento da vida, além de “fritar” os circuitos eletrônicos de satélites, explicou “O Globo”.

A surpresa aumentou pelo fato desse bloqueio abrupto contrariar a expectativa dos pesquisadores. Eles imaginavam que esses elétrons paravam na atmosfera terrestre e a ideia de uma barreira a 11 mil km nem sequer era suspeitada.

“É quase como se esses elétrons estivessem trombando com uma parede de vidro no espaço”, disse Baker. “É um fenômeno extremamente intrigante.”

“É um fenômeno muito raro, extraordinário. Ele indica que, se colocarmos um satélite ou uma estação espacial em órbita do lado de dentro dessa barreira impenetrável, podemos esperar que eles tenham vida útil muito maior”, declarou John Foster, diretor do Observatório Haystack do MIT, citado pelo "O Estado de S.Paulo".

A ilustração didática mostra a proporção de uma tempestade solar frequente e a Terra (pontinho azul)
A ilustração didática mostra a proporção de
uma tempestade solar e a Terra (pontinho azul)
Montagem de sucessivas fotos de tempestades solares  que chegam pouco depois até a Terra. O corpo solar é representado pelo círculo branco.
Fotomontagem de sucessivas explosões solares
que chegam pouco depois até a Terra.
O corpo solar é representado pelo círculo branco.
Os cientistas ainda não têm uma explicação clara sobre a origem da barreira. O campo magnético da Terra parece não ter nada a ver com isso.

O campo magnético terrestre é 30 vezes mais fraco na chamada Anomalia do Atlântico Sul — um “buraco” no campo magnético perto da costa oriental da América do Sul.

Nessa região, os cinturões de Van Allen chegam um pouco mais perto da superfície.

E se isso fosse causado pelo magnetismo terrestre, seria natural que os elétrons penetrassem mais na região. Mas não.

Baker e seus colegas elaboraram a hipótese de um gás ionizado chamado plasmasfera, que emitiria ondas eletromagnéticas responsáveis por rebater os danosos elétrons altamente energéticos.

Durante os momentos de grande atividade solar, os dois cinturões se desdobram em três, reforçando a defesa da Terra.

Os tripulantes das missões Apollo, que atravessaram esses cinturões entre 1968 e 1972, reportaram, até com os olhos fechados, flashes luminosos durante a travessia.

Gráfico da NASA apresentando os escudos magnéticos de Van Allen em volta da Terra  e as duas 2 sondas da NASA, também conhecidas como Radiation Belt Storm Probes
Gráfico da NASA apresentando os escudos magnéticos de Van Allen em volta da Terra
e as duas 2 sondas da NASA, também conhecidas como Radiation Belt Storm Probes
Segundo os cientistas, as ondas magnéticas de baixa frequência produzidas pelaplasmasfera, tal como o “chiado” em uma transmissão de rádio, seriam as responsáveis por desviar os elétrons de alta energia, “erguendo” o escudo.

Ainda é preciso ver como essa plasmasfera se comporta quando atingida por tempestades geomagnéticas mais intensas.

“Se o Sol eventualmente bombardear a magnetosfera terrestre com uma ejeção de massa coronal, suspeito que ela será capaz de romper o escudo por um período de tempo”, especula Baker.

Em qualquer hipótese, a descoberta confirma mais uma vez a ordem profunda que existe na natureza. Ela também põe em evidencia os sapienciais mecanismos que reconstituem essa ordem quando atingida por fatores mais adversos.

E tudo isso sem que o homem tenha ideia desses mecanismos benéficos, suas ameaças e suas capacidades de auto-restauração.

Em face de esses fenômenos, como são limitadas as forças do homem e limitados os efeitos de sua atividade!

E nossos ardidos ambientalistas continuam achando que o homem pode desertificar ou torrar o planeta com aerossóis, carros ou cidades! 
Copiado do: http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2014/12/boas-noticias-do-espaco-muro-invisivel.html

sexta-feira, 21 de março de 2014

O fim da civilização ocidental está próximo: por que a NASA está sendo chamada de comunista


, Diário do Centro do Mundo 

"A civilização ocidental está à beira do colapso e só há duas saídas: a preservação da natureza e políticas para reduzir a desigualdade social.
Sem muita novidade, certo? A não ser o fato de que essa é a conclusão de um novo estudo da NASA que analisou o fim de outras civilizações, como os romanos e o povos da Mesopotâmia — que também não viram sua própria extinção chegar.

“Duas características importantes aparecem em todas as sociedades que entraram em colapso”, diz o documento. “O esgotamento de recursos naturais e a estratificação econômica da sociedade entre elites e massas”.

Numa prova de que a histeria ultradireitista é moda não apenas no Brasil, a NASA já está sendo classificada de comunista por uma vastidão de paranóicos. “Para além de qualquer coisa, esse levantamento prova que precisamos ficar atentos à implantação do socialismo nos Estados Unidos”, escreveu Suzanne Hamme do site Freedom Outpost. Para uma líder de um grupo de evangélicos fundamentalistas, “a cada dia que passa nosso Caro Líder se parece menos e menos com um progressista ingênuo e mais como alguém determinado a destruir nosso país”.

Para a NASA, em sociedades desiguais, “é difícil evitar o colapso. Elites crescem e consomem muito, resultando em fome entre populações pobres”. Como a classe trabalhadora tem recursos limitados, os ricos, isolados do problema, continuam a consumir de forma desigual, “agravando o problema”.

Os pesquisadores usaram uma fórmula para chegar a suas conclusões. Ela leva em conta fatores como taxas de natalidade e renda para criar uma equação matemática. Para quem acha que nós somos imunes ao que destruiu Roma, uma breve observação do que aconteceu ali demonstra como “sociedades complexas e poderosas são suscetíveis a entrar em colapso”.

Qual a salvação? O fim pode ser evitado se a população chegar a um estado de equilíbrio, se a taxa de esgotamento da natureza for reduzida a um nível sustentável e se os recursos forem distribuídos de forma equitativa.

Como apontou o jornal Guardian, as conclusões a que a agência espacial chegou devem servir como um alerta para que governos, corporações e consumidores reconheçam que fazer as coisas como sempre não é uma atitude sustentável e que mudanças estruturais são urgentes.

O fim está próximo. E nem o pessoal da Marcha da Família vai se salvar porque Deus está ocupado com Marina Silva."

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Nasa divulga foto inédita de luas de Saturno


A Nasa acaba de divulgar uma imagem impressionante de duas das mais de 60 luas de Saturno. Nela, Titã --o maior dos satélites, que tem tamanho superior ao do planeta Mercúrio-- aparece acompanhado de Dione, o terceiro maior.

As duas luas "posam" com os famosos anéis do planeta.

O registro divulgado hoje foi feito em 21 de maio deste ano pela sonda Cassini, que orbita o planeta. Para chegar às cores de aparência natural, foram combinadas imagens com filtros vermelho, azul e verde.


no Jornalisticamente falando

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Novas imagens desmentem teorias que dizem que o homem nunca pisou na Lua


Uma nova imagem do solo lunar mostra o local do pouso das missões da agência espacial Nasa até o local.
É possível ver as pegadas dos astronautas e o rastro deixado pelo veículo lunar. No vácuo do espaço, o equipamento deixado lá está intacto até hoje.
Com a vitória na corrida espacial, a Nasa abandonou a missão Apollo, e desde 1972 nunca mais voltou à Lua.
A agência espacial americana cortou o seu programa de ônibus espaciais, mas afirma que agora quer voltar ao solo lunar. Muitos duvidam, no entanto, que o governo americano tenha dinheiro e vontade para concretizar o projeto.
Por ora, as imagens servem pelo menos para dispersar teorias que dizem que o homem nunca chegou à Lua e que as imagens famosas de 1969 foram filmadas em um estúdio em Hollywood.
Na BBC

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Novos estudos mostram que a Lua tem núcleo igual ao da Terra

Utilizando modernas técnicas de sismologia aplicadas a antigos dados coletados pelas missões Apollo entre 1969 e 1972, pesquisadores estadunidenses confirmaram que a Lua tem núcleos similares aos terrestres. De acordo com os cientistas, Isso explicaria os sinais de magnetismo encontrados nas rochas trazidas pelos astronautas, além de confirmar que esse campo magnético também seria gerado através do efeito dínamo, da mesma maneira que ocorre na Terra.

De acordo com Renee Weber, ligada ao Centro Marshall de voos espaciais, da Nasa, as descobertas sugerem que a Lua possui um núcleo interno sólido rico em ferro, com cerca de 250 km de raio e um núcleo externo, composto principalmente de ferro líquido com 500 km de raio. O estudo indica que os núcleos também contem uma pequena porcentagem de elementos leves, como enxofre, concordando com as últimas pesquisas sobre o núcleo terrestre e que sugerem a presença de elementos leves na camada ao redor do núcleo interno.
Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores utilizaram os dados coletados pelos instrumentos deixados na Lua durante as missões Apollo. Entre 1969 e 1972 os astronautas instalaram na superfície lunar quatro sismômetros que registram contínua atividade sísmica até 1977.
Novas Técnicas
Na análise dos dados foram aplicadas as mais modernas técnicas e metodologias sismológicas existentes na atualidade, entre elas o processamento por matriz, técnica que permitiu identificar e distinguir as fontes dos sinais dos abalos lunares. Os cientistas conseguiram identificar como e por onde as ondas sísmicas passaram ou foram refletidas por elementos no interior da Lua, descobrindo a composição e estado das camadas em várias profundidades.
Apesar das sofisticadas missões de imageamento lunar terem feito significantes contribuições para o estudo da topografia, o interior do satélite natural da terra permaneceu sujeito a diversas especulações desde a Era Apollo. Os pesquisadores já haviam deduzido sobre a existência de um núcleo lunar com base em estimativas indiretas das propriedades do interior do satélite, mas muitos cientistas discordavam sobre a existência de camadas, o raio e sua composição.
A principal limitação do estudo sísmico lunar era o forte ruído causado pela sobreposição de sinais saltando repetidamente entre as estruturas da crosta fracionada da lua. Para vencer este desafio Weber empregou uma nova técnica chamada empilhamento de sismograma, uma espécie de particionamento digital dos sinais. O método melhorou a relação sinal-ruído e permitiu que os cientistas tivessem uma visão mais clara do caminho e do comportamento de cada sinal original que trafegou pelo interior lunar.
"Esperamos continuar trabalhando com os dados da missão Apollo para refinar nossas estimativas das propriedades do núcleo e deixar os sinais sísmicos o mais claro possível. Isso nos ajudará ainda mais a interpretar os dados coletados em futuras missões", disse a cientista.
Nova Missão
Uma das futuras missões a que se referiu Webber será a GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory), gerenciada pela Nasa. A missão será lançada este ano (2011) e consiste em duas naves gêmeas que orbitarão a Lua por diversos meses. O objetivo será medir de forma sem precedentes o campo gravitacional da Lua e permitirá aos cientistas responderem questões fundamentais sobre a crosta e núcleo da Lua, revelando as estruturas abaixo da superfície e a história térmica do nosso satélite.
O trabalho de Webber foi publicado essa semana pela revista Science e teve como coautores cientistas ligados às Universidade do Arizona, Universidade da Califórnia e do Instituto de Física do Globo, de Paris.
No topo, o astronauta Buzz Aldrin instantes depois de abrir os painéis solares do sismômetro passivo instalado durante a missão Apollo 11. No centro da foto vemos um refletor de raios laser e a bandeira americana ao fundo.
Crédito: Nasa.
By: Apolo11

quinta-feira, 10 de março de 2011

Saiba como é feita a reentrada dos ônibus espaciais




Perdendo velocidade, o ônibus espacial tende a perder altitude, o que faz aumentar o atrito sobre as altas da camada da atmosfera. Esse processo é conhecido como "reentrada", e é um dos momentos mais críticos de toda a missão, somente comparável em risco aos 8 minutos iniciais do lançamento.
Durante a reentrada, a temperatura do corpo da espaçonave atinge mais de 1500 graus Celsius e é isolada por milhares de pequenas placas de cerâmica e silica, que revestem a parte inferior do ônibus espacial. O nariz e bordos de ataque da nave são protegidos de forma mais cuidadosa, já que produzem maior atrito e consequentemente mais calor. Cada placa de cerâmica é única e numerada e não pode ser substituída por outra que não seja sua réplica.
A elevada temperatura causada pelo atrito aquece os gases ao redor da espaçonave e os incandesce. Essa incandescência é conhecida como plasma e ocorre devido à ionização das partículas dos gases. Esse fenômeno bloqueia a propagação das ondas de rádio e impede a transmissão de dados e as comunicações de voz entre a nave e o centro de controle da missão.
Barreira do Som
Vinte e cinco minutos após o processo de-orbital, a nave atinge 129 km de altitude. Nesse ponto o transportador não tem meios próprios de retornar à orbita terrestre e sua única opção é pousar. À medida que sobrevoa o continente, dois fortes estrondos são ouvidos devido a quebra da barreira do som. O primeiro é causado pela onda de choque provocado pelo nariz da nave e o segundo é provocado pelas extremidades das asas do transportador, que passam fora do cone de ar criado pelo nariz. (veja o vídeo).
Imagens: No topo, ônibus espacial Discovery pousa na base de Cabo Kennedy, na Flórida, em março de 2009. Na sequência, video mostra os últimos instantes antes da reentrada, desde o momento em que a incandescência do plasma aquecido é observada pelo tripulação até o momento do pouso, na Flórida. Acima, vídeo mostra o momento em que os dois estampidos da quebra da barreira do som são ouvidos. Repare que os estampidos também são ouvidos no primeiro vídeo. Créditos: Nasa/Youtube.
By: Apolo 11


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sol acorda e produz maior explosão de raios-x dos últimos 4 anos

Eram exatamente 23h56 pelo horário de Brasília quando os satélites que monitoram o ambiente espacial deram o aviso. Depois de quase quatro anos sem qualquer manifestação mais intensa, finalmente o Sol deu o ar da graça e disparou contra a Terra a primeira forte emissão de raios-x do atual Ciclo Solar 24.
A emissão eletromagnética foi produzida por uma forte explosão ocorrida junto ao grupo de manchas solares 1158, apontadas diretamente na direção do nosso planeta. Além da radiação, a explosão provocou uma espécie de tsunami que "chacoalhou" a atmosfera da estrela e produziu uma grande ejeção de massa coronal que nos próximos dias deverá atingir a alta atmosfera da Terra.
Essa massa de partículas é composta de bilhões de toneladas de gás ionizado que se desloca a mais de 2 milhões de quilômetros por hora. Quando atinge a camada mais alta da atmosfera, excitam os átomos de oxigênio e nitrogênio, provocando as fantásticas auroras boreais.
De acordo com dados registrados pelo satélite geoestacionário GOES-10, o fluxo de raios-x atingiu o nível "X" da escala de intensidades. Como as ondas eletromagnéticas se propagam muito mais rápido que as partículas que ainda estão se aproximando, o nível da emissão no comprimento de onda dos raios-x permite estimar o tamanho da tempestade geomagnética que deverá atingir a Terra.
Normalmente, emissões de nível X são capazes de provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias. Quando a emissão é muito intensa, as tempestades geomagnéticas também podem causar danos em equipamentos eletrônicos sensíveis e até mesmo provocar problemas no fornecimento de energia elétrica caso as correntes elétricas sejam induzidas nas linhas de transmissão.
Ilustrações: No topo, o grupo de manchas solares 1158. A explosão ocorre quando a energia aprisionada magneticamente sobre as manchas solares é repentinamente liberada. Na sequência, gráfico mostra o pico no fluxo de raios-x detectado pelo satélite GOES-10, no comprimento de onda de 8 Angstroms, às 01h56 UTC (23h56 pelo horário de Brasília). Créditos: NASA/Solar Dynamics Observatory (SDO) / SWPC (Centro de Previsão de Clima Espacial dos EUA)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nasa confirma descoberta de nova forma de vida na Terra

 Uma nova bactéria diferente das outras formas de vida que habitam a Terra foi descoberta pela NASA, segundo anunciou o jornal norte-americano The Washington Post nesta quinta-feira (2/12).

De acordo com a pesquisa, a bactéria possui elementos essenciais para o desenvolvimento do modelo genético que possibilita a vida no planeta, exceto o fósforo. Porém, o novo ser utiliza o arsênio como substituto, que é altamente tóxico para os outros seres vivos.

A bactéria foi descoberta no lago alcalino Mono, no deserto da Califórnia, e pode representar a ampliação das possibilidades de haver outros tipos de vida na Terra.
"A definição de vida acabou de ser ampliada", diz Ed Weier, chefe da equipe de cientistas. 

Até agora, todos os seres vivos da Terra compartilhavam dos mesmos seis elementos básicos em seu DNA: carbono, fósforo, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio e enxofre, compondo assim um modelo genético comum. Com a descoberta, será possível buscar de novas formas a vida na Terra. Antes as buscas eram feitas a partir da presença dos seis elementos essenciais, agora, porém, o arsênio deve ser incluído.

“O resultado da pesquisa é um lembrete de que a vida como nós conhecemos pode ser muito mais flexível do que acreditamos", afirmou a microbióloga Felisa Wolfe-Simon, cientista da NASA e líder do estudo, coletiva de imprensa.

A pesquisa, que foi publicada na revista norte-americana Science, detectou ainda que o lago Mono contém tanto o fósforo quanto arsênio e, portanto, a bactéria é capaz de se desenvolver com os dois elementos. Em experimentos realizados em laboratórios, a NASA alterou bactéria geneticamente a submetendo ao fósforo e ao arsênio, concluindo que em ambos os casos a bactéria continuava viva e incorporava os elementos ao seu material genético. Apesar disso, mesmo o arsênio sendo o elemento original de seu DNA, os cientistas identificaram que a bactéria se desenvolveria melhor usando o fósforo, assim como os outros seres do planeta. 
Opera Mundi, via esquerdopata

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Nasa deixa mundo em suspense sobre descoberta de vida extraterrestre

Agência espacial convoca imprensa para falar sobre o assunto

A Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), vem causando efervescência, principalmente na internet, ao anunciar para esta quinta-feira (2) uma entrevista à imprensa sobre uma descoberta científica ligada à vida extraterrestre. Um comunicado da agência diz que o órgão vai "discutir uma descoberta em astrobiologia com consequências para a pesquisa de provas da existência de vida extraterrestre"
Os apaixonados pelo espaço e pelos extraterrestres fizeram uma enxurrada de especulações na web sobre a importância desse anúncio, mas a Nasa não quis dar mais detalhes até o momento.
Entre as pessoas que falarão na quinta-feira estão Mary Voytek, que dirige o programa de astrobiologia da Nasa, Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora em astrobiologia no USGS (Instituto de Geofísica Americano), e Pamela Conrad, astrobióloga do Centro Espacial Goddard da Nasa.
A astrobiologia é uma ciência que estuda a vida no Universo, incluindo sua origem, evolução, localização e as chances de ela se perpetuar.
By: AFP