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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Outro caso de espionagem em massa na internet é descoberto


Nesta terça-feira, a empresa russa especializada em segurança informática Kaspersky anunciou a descoberta de uma enorme rede de espionagem que está na origem de ataques de complexidade sem precedentes que conseguiram infectar discos rígidos de computadores de governos, instituições públicas e empresas estratégicas.

A Kapersky batizou esta rede como The Equation Group. A empresa russa assegura que esses hackers, desde 2001 "tenham infectado milhares ou até dezenas de milhares de vítimas, em mais de 30 países ao redor do mundo". De acordo com a empresa de segurança, o Equation Group é uma rede "que supera tudo o que se conhece em termos de complexidade e sofisticação técnica".

A Kaspersky informa ainda que o Equation Group "utiliza um programa muito complicado e caro para infectar suas vítimas e acessar seus dados. Eles também escondem suas atividades com grande profissionalismo." Quanto aos autores desses ataques, a empresa de segurança não quis acusar diretamente os Estados Unidos, embora tenha sugerido, pois observou que o mecanismo de espionagem empregado pelo grupo tem "fortes semelhanças" com o Stuxnet, vírus com que que Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) atacou o programa nuclear iraniano.

Assim, o Fanny — um dos Trojans utilizados pelo Equation Group — contem elementos que indicam que seus desenvolvedores são o mesmo ou muito semelhante ao Stuxnet. Os países mais afetados por esses ataques são Irã, Rússia, Paquistão, Afeganistão, Índia, China, Síria e Mali. Os alvos selecionados com "precisão cirúrgica" são representações diplomáticas e governamentais, empresas de telecomunicações, aeroespaciais, de energia, pesquisa nuclear, gas e petroleiras, militares, de nanotecnologia, ativistas islâmicos, meios de comunicação de massa, de transporte, instituições financeiras e empresas de desenvolvimento de tecnologias de criptografia.

Os agressores usam métodos universais para infectar objetivos: não só através da web, mas também por meios físicos. Eles usaram uma técnica de interceptar ativos físicos e substituí-los por versões infectadas com Trojans. Um exemplo é o de participantes selecionados para uma conferência científica em Houston: ao voltar para casa, alguns dos participantes receberam uma cópia do material da conferência em um CD-ROM, que foi usado para instalar o trojan chamado de DoubleFantasy na máquina de destino. O método exato pelo qual esses CDs foram interceptados é desconhecido.

No Movimento Político de Resistência, via http://www.contextolivre.com.br/2015/02/outro-caso-de-espionagem-em-massa-na.html

sábado, 2 de julho de 2011

Presidente do DEM-DF: Não denunciei hacker para não favorecer PT


Tire suas próprias conclusões: você votaria num indivíduo desses? 

O presidente do diretório do DEM no Distrito Federal, ex-deputado Alberto Fraga
O presidente do diretório do DEM no Distrito Federal, ex-deputado Alberto Fraga, explica a Terra Magazine por que não denunciou o responsável pela invasão da conta de e-mail da então candidata Dilma Rousseff (PT). O hacker, que se identificou como "Douglas", teria oferecido 600 e-mails da petista para o democrata e para o PSDB. Ambos os partidos se recusaram a pagar pelo conteúdo.
- Para quê (denunciar)? Para ajudar o PT? Eu ia prender o rapaz para ajudar Dilma, Zé Dirceu e quadrilha? Nada disso - justifica.......

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“Hacker” da Folha é um tiro no pé

Folha publicou ontem que um “hacker” invadiu o computador pessoal da então candidata à Presidência da República e o do ex-ministro José Dirceu, e tentou vender dados sobre a correpondência de cada um deles ao PSDB e ao PFL.
Historinha mal-contada.
O tal hacker não invadiu o computador de ambos, mas os do UOL, pertencente à empresa que edita a Folha, onde estavam armazenadas as mensagens. Aliás, nem a matéria o nega......

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Hacker mesmo é outra coisa

Pedro Doria, O Globo

“Mal entrou no cenário mundial, ganhando manchetes e derrubando sites, e a turma do LulzSec já está pedindo o chapéu. Nada como as primeiras prisões para enquadrar os meninos. Eles por certo chamaram a atenção para a fragilidade de um bom conjunto de sites corporativos. Mas, no fim, sobra pouco de suas ações. Coisa de meninos, mesmo, que querem aparecer. Se por vezes parece estar ali algum lustre político, é só ilusão. Hacker de verdade é muito diferente.

Ainda são muitos os programadores de boa cepa que se ressentem do uso que nós jornalistas fazemos da palavra "hacker". Na origem, o hacker não é bom ou mau. Ele é só excepcional, hábil como poucos na lida com o digital.

Os primeiros hackers eram acadêmicos, cientistas da computação. Não é só a habilidade que os distinguia. Seguiam também um credo que nasceu do método científico e da contracultura. A informação quer ser livre. Deve ser livre. Dividiam informação. Trocavam macetes. E, com uma certa arrogância, invadiam os computadores onde a informação que buscavam estava protegida. Consideravam que ninguém tinha o direito de proteger informação útil à comunidade de programadores. Mais que busca por fama ou fortuna, curiosidade os movia.

Aqueles que, ainda hoje, se identificam com aqueles hackers míticos dos anos 1970 e 80, preferem chamar a trupe do LulzSec de crackers. É um ideal romântico, mas a língua não lhes pertence e o termo já caiu no uso geral. Hacker é o sujeito muito hábil com computadores mas é, também, aquele que derruba ou invade sistemas - por diversão, crime ou ideologia política. Por seus feitos, o LulzSec não se destaca em nenhum dos grupos.

Em 1981, o grupo alemão Chaos Computer Club (CCC) invadiu o sistema eletrônico de um banco e fez uma transferência eletrônica de 134.000 marcos para sua conta bancária sem que ninguém percebesse. No dia seguinte, convocou a imprensa, devolveu o dinheiro publicamente e relatou como tudo foi feito. É assim que os profissionais apontam falhas de segurança e ainda se divertem.”
Artigo Completo
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