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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Com ódio e com medo

Juca Kfouri
Sem ódio e sem medo foi o mote da campanha vitoriosa para o Senado do pernambucano Marcos Freire, pelo velho MDB, em 1974, em plena ditadura.

Havia, então, motivos de sobra para odiar e temer.

Hoje, quando não há, um perigoso clima de violência verbal toma conta do debate e qualquer coisa, seja um jantar com a presidenta ou a Copa do Mundo, viram motivos para destilar ódio.

O ano da desgraça de 1964 está suficientemente próximo para que as lições não sejam esquecidas e sempre é bom lembrar que muita gente boa foi no embalo da histeria que culminou no golpe midiático, civil e militar. Quando se constatou que João Goulart não iria comer as criancinhas brasileiras, e que os militares tinham apoio das oligarquias de sempre, já era tarde –e só restou protestar por mais de duas décadas.

"Jantou com a Dilma? Petralha sem vergonha, você nunca me enganou. Vendeu-se por uma boca livre", escreveu um cretino fundamental ao escriba, enquanto outro não menos dizia que "colunista tucano chama Dilma de pop". Ao menos não usou outro termo da moda, tucanalha...

Entre os neoesquerdistas e a velha direita criou-se um fosso que transformou a discussão política, e até a esportiva, em permanente Fla-Flu, como se estivéssemos na Venezuela, embora por aqui não tenha havido nem sequer uma tentativa de democracia direta, haja emprego e os protestos contra a Copa do Mundo tenham também o sentido de "quero mais", absolutamente compreensível e justificável.

É preciso ter clareza para identificar que se a violência da fome, ou da morte na fila de hospital, é ainda pior que a dos black blocs, a dos que propagam o ódio ou a justiça pelas próprias mãos também é –principalmente porque parte de pessoas tidas como letradas.

Esta coluna chamou a presidenta de pop porque gostou mais dela do que de seu governo e viu nela a intenção de fazer algo para tirar o futebol do atoleiro. Se fará ou não, veremos e cobraremos, como com FHC e Lula.

Fato é que o primeiro compromisso que assumiu já cumprirá na segunda-feira que vem, ao se encontrar com o Bom Senso F.C..

Mas a "pop", a avó, o bom humor dela aqui descritos, tiveram mais a ver com a preocupação em não demonizar quem está longe de ser a capeta e de tentar trazer para um campo mais ameno, civilizado, carinhoso até, um embate que deve terminar nas urnas e não em sangue.

Porque é de se estranhar que nem Sarney, nem mesmo Collor, tenham despertado tamanho ódio.

Terá sido porque Dilma é repudiada pela elite branca como diria o insuspeito Cláudio Lembo, ou será ele também um agente do petismo?

Será pela ascensão dos excluídos?

Ou será porque ela é mulher –e como Lennon cantou, a mulher é o negro do mundo?
sugado do: http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/05/com-odio-e-com-medo.html

terça-feira, 6 de julho de 2010

Para driblar o PIG em 2014




Pela segunda vez em uma Copa do Mundo, na história recente, a Seleção brasileira entrou em pânico e foi para casa mais cedo. Como em 2006, na Alemanha, a equipe ficou completamente perdida diante de um adversário não tão forte ao ponto de fazer o futebol pentacampeão do mundo perder o rumo daquele jeito. Não foi, portanto, o futebol holandês que venceu.

Para quem não sabe o quanto a direita odeia o Brasil - 2

Nelson S Oliveira 

Que saudades da Copa de 1970, quando o Brasil inteiro vibrou com uma  vitoria que coroava um país em pleno desenvolvimento, olhando para um futuro promissor!... Hoje, o que temos são nuvens negras da preocupação resultante da ameaça populista de péssima qualidade, importada de Cuba ou Venezuela!

Nelson

Obrigado Dunga 

ASSINO EMBAIXO, TORÇO PELO BRASIL, MAS NÃO TORCI PELA SELEÇÃO BRASILEIRA E LOGO EU QUE GOSTO DE FUTEBOL. NÃO ESTAVAMOS PREPARADOS PRA GANHAR ESSE TÍTULO. NÃO POR FALTA DE CRAQUES, O FUTEBOL BRASILEIRO TEM UMA IMENSIDÃO  ELES, MAS POR EXCESSOS DE CRAQUES DO ROUBO E DA CORRUPÇÃO.

SUELI GUERRA

esquerdopata