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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ano novo, já pensou em mudar de atitude?


Todo fim de ano é quase a mesma coisa, a esperança se multiplica. A limiar de um novo ano parece encher de expectativas todas as pessoas, o ano novo traz consigo as já tradicionais resoluções de ano novo, as esperanças se renovam, como bem profetizou Augusto dos Anjos: A Esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, voltam sonhos nas asas da Esperança.

desafios

São diversas as promessas feitas no final do ano para serem cumpridas no novo ano: “vou começar um regime alimentar, vou entrar pra academia, vou trocar de serviço, vou viajar mais, vou trabalhar menos, vou ser mais compreensível, vou entrar pra uma faculdade”, e por aí vai.

É bom que se diga que essas intenções são saudáveis a todo ser humano. É importante pensar positivo e acreditar que dias melhores virão. Mas além da intenção é necessário sobretudo a ação, é preciso fazer acontecer, tomar as rédeas da própria vida e mudar a rotina. As mudanças não acontecem de fora pra dentro é preciso que elas nasçam no íntimo de cada um.

Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço. [Immanuel Kant]

Todos temos algum sonho a se realizar e pra isso é preciso atitude, não basta simplesmente viver pelos cantos reclamando dos infortúnios da vida. É necessário partir para ação, as nossas ações é que irão determinar o tamanho dos nossos resultados.

O ano que se inicia pode realmente significar algo novo, pode significar mudança pra melhor, mas pra que isso ocorra é necessário deixar de lado o comodismo e partir pra medidas efetivas de mudança. É preciso superar desafios, e, pra que isso ocorra, é necessário dar o primeiro passo, já percebeu que toda longa jornada começa com o primeiro passo? Você tem tudo que precisa pra começar essas mudanças dentro de você, só esperando seu reconhecimento, faça acontecer.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão . E ilusão não tira ninguém do lugar onde está. Ilusão é combustível de perdedores.  [Roberto Shinyashiki]

É preciso ser protagonista da própria história, mudar de atitude, o ano que se inicia pode representar isso. O começo de um novo tempo na sua vida. A questão fundamental é não aceitar passivamente as situações que são impostas como normais, é aprender a lutar contra as condições adversas pra atingir nossos objetivos. É correr atrás dos sonhos, e, pra isso, é preciso persistência, não podemos desanimar no primeiro obstáculo. A vitória só é possível pra aqueles que não desistem no meio do caminho.

É importante não ter medo do fracasso, pois ele faz parte do nosso aprendizado. O fracasso é apenas uma nova oportunidade pra fazer melhor, trata-se apenas de uma alteração de rota temporária no caminho para o sucesso.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. [Fernando Pessoa]

Faço do ano que se inicia algo diferente, ao invés de apenas promessas de mudanças, mude de atitude e parta para ação.  São exatamente essas ações é que irão determinar e farão a diferença na busca por seus objetivos.

Que a chegada de um novo ano represente o início das mudanças que todos vocês que leem meu blog almejam. Que vocês tenham fé nessas mudanças e tenham sobretudo atitude pra fazer com que elas aconteçam. De minha parte eu torço pra que você tenha essa atitude de mudança e que acredite no seu potencial pra alcançá-las, o resto virá por acréscimo.

Não abra mão dos seus sonhos!

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.



http://www.osinvicioneiros.com.br/2012/12/ano-novo-ja-pensou-em-mudar-de-atitude.html#ixzz2GIkTNVOn

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Os plantões de fim de ano



No fim de ano, quem fica de plantão nas redações dos jornalões torce, contraditoriamente, por duas coisas: para que nenhum fato interrompa a modorra, e que ocorra algo extraordinário que quebre a enfadonha rotina da espera da hora de ir embora.
Geralmente, nada acontece. Mas de vez em quando alguma desgraça livra o plantão da chatice - coisas boas, todos sabem, não são notícia, pelo menos para o jornalismo praticado no Brasil.
Talvez pensando nisso, nessa quietude de fim de ano, os jornalões preparam de antemão matérias para tentar adivinhar como será o novo ano que se aproxima.
Antigamente gastavam páginas e mais páginas com as insuportáveis e nunca lidas "retrospectivas".
A moda agora é outra, a das "prospectivas".
E nelas os jornalões dão vazão ao seu natural instinto de dizer que o Brasil está à beira do Apocalipse, que nada vai dar certo no futuro breve, por culpa única e exclusiva de um governo incompetente, corrupto, que insiste em inchar a máquina pública com "companheiros", verdadeiros parasitas de um Estado paquidérmico e perdulário.
Para tanto contam com a inestimável ajuda dos sempre presentes "analistas", geralmente ex-alguma coisa dos governos tucanos, ou meros operadores do mercado financeiro, que falam umas tantas imbecilidades livremente, sem ninguém para contestá-los ou sequer tentar trazê-los de volta à realidade.
Porque tudo se resume a isso: há o Brasil real, que vai muito bem, e o Brasil dos jornalões, no qual nada funciona, o país do "Pibinho", do "mensalão", do "Rosegate" - e por aí vai.
Os plantões de fim de ano são mesmo chatos, há horas demais para notícias de menos.
Talvez por isso fosse conveniente aproveitar esse tempo livre para dar uma voltinha pela cidade, conversar com as pessoas, olhar as coisas todas diretamente, sem a interferência da janela escurecida e permanentemente fechada por causa do ar-condicionado.
O jornalismo, esse ofício tão maltratado pela indolência, agradeceria a iniciativa.

Cronicasdomotta