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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Assessor de Dilma acusa Globo de fazer política


“No momento em que a Globo se mostra receosa em relação a uma eventual proposta para democratizar a comunicação, Marco Aurélio Garcia a acusa de partidarismo. “Quando você tem uma emissora que dedica 19 minutos do seu principal noticiário para fazer um resumo do mensalão às vésperas do segundo turno ... não é uma questão que passa batido para nós”; comandada por Ali Kamel, emissora diz que "só faz jornalismo"

A Rede Globo, assim como os principais meios de comunicação do País, estão unidos contra uma eventual proposta que parta do governo para democratizar os meios de comunicação, a exemplo do que ocorreu com a Ley de Medios argentina, que entra em vigor em 7 de dezembro. Tanto Globo, Abril, Folha e Estado já dedicaram reportagens contra o que acusam ser um golpe contra a democracia.

Neste contexto, o assessor para Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, entrou no debate. E acusou a Globo de agir de forma partidária. Leia na coluna de Mônica Bergamo, da Folha:

CLIMA
Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais do governo Dilma Rousseff, é direto ao criticar a mídia no julgamento do mensalão: "É isso: eu estou falando da TV Globo", disse ele em entrevista à rádio BandNews FM no domingo das eleições. "Houve concretamente uma tomada de posição por parte de analistas", o que, segundo ele, vai além dos limites de órgãos de concessão pública. "Vamos ter claro: não estou me referindo a jornais, mas a órgãos de concessão pública."


CLIMA 2
Garcia referiu-se ao resumo que o "Jornal Nacional" fez do mensalão no dia 23 de outubro, quando mais da metade de seus 32 minutos foi dedicada a um balanço do julgamento. "Quando você tem uma emissora que dedica 19 minutos do seu principal noticiário para fazer um resumo do mensalão às vésperas do segundo turno (...) Não é uma questão que passa batido para nós."


CLIMA 3
Procurada pela coluna, a TV Globo diz que "não tem lado e só fez jornalismo".

terça-feira, 27 de março de 2012

MMA, a barbárie


Gianni Carta, CartaCapital

“Eles choram, cozinham, fazem faxina e conversam. São seres humanos como nós. É isso que The Ultimate Fighter, o novo realitysobre os lutadores de MMA (sigla para artes marciais em inglês) quer provar.

O reality é transmitido pela tevê Globo aos domingos à meia-noite. Os 12 remanescentes episódios servirão como um excelente substituto para soníferos. Pelo menos funcionou para mim na estreia, no domingo 25.

Inspirado no Big Brother BrasilThe Ultimate Fighter consegue ser ainda mais fastidioso. Isso porque vemos 32 brutamontes confinados numa casa no Rio de Janeiro. E não tem biquíni. E nem sexo – consta que ontem não houve nenhuma cena de duplas ou grupos se cobrindo com edredons nas suas camas.

Vai saber o que ainda vai rolar naquela casa.

Essas artes marciais envolvem jiu-jitsu e aqueles golpes de luta greco-romana nos quais os valentes lutadores, todos a expor seus torsos nus, ficam enroscados por longos períodos com objetivo de imobilizar o rival. Claro, há momentos mais viris em que trocam socos, cotoveladas, aplicam joelhadas e chutes.
Os 32 atletas do reality são divididos em dois grupos de 16, um capitaneado por Vitor Belfort, o outro por Wanderlei Silva. O prêmio será um contrato para lutar no UFC, o principal campeonato mundial de MMA.”
Artigo Completo, ::Aqui::

sábado, 24 de março de 2012

Classe "C", de "cenzala"?



Jorge Portugal, Terra Magazine

“Não conheço meio de comunicação mais frouxo do que a TV. Frouxo e equivocado. A televisão brasileira não arrisca nada na sua programação que ela suponha possa descontentar o público bovino que lhe dá audiência cativa. Tudo obedece a uma marcação e previsibilidade que jamais poderão sair do script de décadas. Falo aqui, naturalmente, das TVs comerciais. E quanto maior a audiência, maior a frouxidão, o descompromisso com a ousadia, a falta de inteligência no ar.

Agora mesmo, estamos diante de um capítulo, no mínimo ridículo, dessa mesma novela. Com a explosão de um grande - e novo - contingente de consumidores, denominado por sociólogos de "Classe C", as empresas de TV aberta vivem uma excitação só, para conquistar e consolidar essa nova audiência. Aí, os "gênios" da criação e do marketing ficam imaginando - e pior: decidindo o que a tal "Classe C" quer ver na telinha, em sua casa.

Nessa hora, saltam todos os preconceitos e estereótipos: - "pessoas dessa origem só gostam de curtir pagode, sertanejo, ver tramas açucaradas nas novelas, lutas de MMA (Vale Tudo)" e outros itens desse elenco imbecilizante. No intervalo comercial, é o varejão com um âncora aos gritos oferecendo "aquele conjuntinho" de sala ou a LCD, objeto do desejo de todos.”
Artigo Completo, ::Aqui::

Crianças expostas a sexo e violência na TV


Cecília Bizerra, Observatório da Imprensa

“A Andi – Comunicação e Direitos e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social publicaram o documento “Mídia e infância: o impacto da exposição de crianças e adolescentes a cenas de sexo e violência na televisão“ que, em dez páginas, faz o levantamento dos principais estudos elaborados em diversos países sobre o tema. A pesquisa apresenta estudos sobre os impactos da exposição de crianças e adolescentes a cenas televisivas de sexo e violência desenvolvidas há várias décadas em diversos países. A conclusão é que, majoritariamente, o contato regular de garotos e garotas com conteúdos inadequados pode levar a sérias consequências, como comportamentos de imitação, agressão, medo, ansiedade, concepções errôneas sobre a violência real e sexualização precoce.

O documento apresenta resultados de estudos realizados na Holanda, Canadá, Alemanha e Suécia, mas dedica a maioria de suas páginas a pesquisas realizadas nos Estados Unidos, onde, nos últimos 40 anos, foram realizadas mais de 3.500 pesquisas sobre os efeitos da violência na televisão sobre os espectadores.

Um dos estudos norte-americanos levantados pelo documento foi o longitudinal realizado por pesquisadores da Universidade de Michigan, que relaciona a exposição de crianças à violência na TV e seus comportamentos agressivos e violentos no início da fase adulta. A pesquisa mediu em 1977 os hábitos de 557 crianças de Chicago em relação aos meios de comunicação, especialmente ao consumo de programação televisiva violenta. Após 14 anos, ouviu 329 daquelas crianças, já adultas, com idades entre 20 e 22 anos, e verificou que uma maior exposição a conteúdos violentos transmitidos pela TV durante a infância foi capaz de predizer um maior nível de agressão na vida adulta, independentemente do quão agressivos os participantes eram quando crianças. “O constatado pela equipe de pesquisa de Michigan é que mesmo crianças que não eram agressivas na infância – e de todos os estratos sociais – ao terem sido expostas a um volume expressivo de conteúdos televisivos violentos durante esse período acabaram por apresentar maior probabilidade de se tornarem adultos agressivos”, cita o documento.”
Artigo Completo, ::Aqui::