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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Marina Silva, o Estado laico e o Estado ateu


Ela
Marina Silva falou esses dias, e não é a primeira vez, que há uma diferença entre o Estado laico e o Estado ateu. Segundo ela, um estado laico assegura o direito pela fé ou não.

Embora Marina nunca tenha explicado com clareza o que seria exatamente um Estado ateu, aparentemente, segundo sua lógica, significaria ter o ateísmo como “religião” oficial.

Seria mais ou menos o equivalente a um Estado católico, como o Vaticano, ou um Estado muçulmano, como a Arábia Saudita.

Pode até parecer que tem lógica, mas não tem.

O erro básico é atribuir dogmas ao ateísmo e tratá-lo como religião. “Ateísmo”, aliás, não existe de fato, porque ateus não se juntam para seguir regras pré-estabelecidas. Existem ateus.

Ser ateu é não ter religião e não acreditar em figuras sobrenaturais e/ou divinas. Não é ser contra deus ou religiões.

Ateus não louvam a ausência de um deus. Não têm cultos em que falam sobre o quanto não há deus, e o quanto a salvação depende de você negar um deus.

Ateus apenas não acreditam. Assim, em casa, deitados com o laptop no colo, escrevendo um texto.

Desta forma, pela lógica, um Estado ateu e um Estado laico são exatamente a mesma coisa: significa que somos governados por regras mundanas e não baseadas em religiões.

Não tem sentido dizer que alguém seria privado da sua fé pessoal. Para os ateus, não há dogmas a se seguir. Apenas o Estado não pode ser baseado em fé. O Estado é ateu (ou laico), mas isso não se estende às pessoas que servem ao Estado – elas, bem, elas são problema delas mesmas.

A questão que fica é porquê Marina criou essa diferença.

Uma leitura mais generosa diria que, ao fazer essa diferenciação, Marina pensa sob a única lógica que lhe parece fazer sentido — a religiosa. Pensa em ateísmo como uma religião impositória, aos moldes da sua.

Uma mais freudiana poderia presumir que Marina, num “ato falho”, se coloca numa posição tão grande, se eleita, que seria ela o próprio Estado — e, deus me livre, o Estado não pode ser ateu.

Uma um pouco mais cínica, poderia dizer que é um discurso calculado para confundir os eleitores e diminuir o, digamos, fator negativo que a sua religião poderia causar.

O que quer que seja, não vai mudar um fato: Marina, se acaso subir a rampa do Palácio do Planalto, poderá fazer sua rezinha sem problema nenhum. Mesmo se for presidenta deste estado ateu.

Emir Ruivo
No DCM VIA http://www.contextolivre.com.br/2014/09/marina-silva-o-estado-laico-e-o-estado.html

domingo, 25 de dezembro de 2011

Jesus, o mito pagão

Quer saber como o dia 25 de Dezembro foi definido como aniversário de Jesus (que não existiu)? Assista estes vídeos:

sanguessugado do jornalisticamente falando

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

“Oração não recupera drogado”, diz psicóloga




Recentemente, o Conselho Federal de Psicologia do Brasil fez um estudo sobre os cuidados oferecidos em instituições de tratamento de usuários de drogas em todo o Brasil e apontou graves irregularidades em cinco unidades de Mato Grosso.
Entre os problemas, os pacientes são obrigados a assistir a cultos religiosos, independente de sua orientação, e, em alguns casos, há castigos como suspensão da alimentação, isolamento e trabalho sem direito a descanso.
No caso do Lar Cristão Ala Feminina, que fica em Cuiabá, as internas não são obrigadas a “ser crentes”, mas devem seguir todas as regras baseadas na religião; quando essas regras são desobedecidas, as usuárias ficam sem refeição até o momento em que obedecerem.
Ana Luiza Castro, membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos e do Conselho Federal de Psicologia, acredita que usar drogas não é um crime e que as políticas públicas não devem “combater” os usuários, só os traficantes. A psicóloga disse ainda que não crê na eficácia dos tratamentos realizados pelas instituições religiosas. “Eu nunca vi nenhum caso de alguém que se recuperou só com orações e isolamento. Isso é um problema”.
Diário Ateísta

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Mundo Seria Melhor sem Religião?

Existe um programa de TV Norte Americano chamado Intelligence Square U.S. que promove debates 2 contra 2. No dia 15/nov passado o programa apresentou um debate sobre este tema: "O Mundo Seria Melhor sem Religião?"


A favor do tema estavam:

Matthew Chapman - Jornalista, escritor e diretor. Descendente do próprio Charles Darwin e autor de uma dezena de livros de divulgação científica. Também

A. C. Grayling - Professor e filósofo britânico. Autor de mais de 20 livros sobre filosofia, religião e razão.

Contra o Tema estavam:

Dinesh D'Souza - Presidente do King's College e autor do Livro "What's so Great about Christianity". E tem tido debates acalorados com Richard Dawkins, Michael Shermer e outros.

David Wolpe - Rabino do Sinai Temple em Los Angeles. Nomeado o rabino nº 1 da América pela Newsweek. Também autor de diversos livros a favor da religião.


Resultado do debate foi favorável ao tema. Mas tenho que considerar que a vantagem inicial já era boa. No final a maioria dos indecisos também ficou a favor.


O link da notícia completa da NPR está aqui. Na página você pode baixar o audio do debate ou o texto transcrito.

by: exatamente

sábado, 26 de novembro de 2011

Pesquisa revela: O número crescente de ateus se dá por danos causados por igreja




O apologista cristão Dr. Alex McFarland concluiu, após entrevistar diversos céticos para seu novo livro, 10 respostas para céticos, que a maioria desenvolveu ceticismo devido à sua má experiência pessoal com a religião organizada.

"Através de quase um ano de pesquisas e numerosas entrevistas pessoais, meu objetivo era realmente entrar dentro da mente cética ", disse McFarland em entrevista ao The Christian Post.

"O tipo mais comum de céticos que encontro são pessoas feridas. Muitos foram atingidos pela igreja, religião, ou por outro cristão ", acrescentou McFarland, que explicou que" praticamente todos os céticos que conversou neste livro surgiram de um fundo religioso....

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

Eliane Brum, via Pavablog

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz.

Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões....

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pesquisa afirma que ateus sabem mais sobre religião que os fiéis


Os ateus e agnósticos dos Estados Unidos estão mais bem informados sobre as crenças do que os protestantes, católicos e fiéis das demais religiões. É o que revela uma pesquisa Pew Forum.


Foram consultadas 3.412 pessoas. Na média, elas responderam corretamente 16 das 32 perguntas. Os descrentes apresentaram a maior média de acertos, 20,9. Em seguida, vieram os judeus (20,5) e os mórmons (20,3).

Os protestantes tiveram a média de 16 acertos e os católicos, 14,7. Ou seja, nos Estados Unidos, os ateus têm muito mais informação sobre religião do que os católicos.

Houve mais ateus que sabiam, por exemplo, que o pão e o vinho representam o corpo e o sangue de Cristo, durante a Eucaristia, do que os católicos.

Dos protestantes, 53% desconheciam que o nome do criador do protestantismo, Martinho Lutero.

A ignorância dos americanos sobre religiões se estende para as várias crenças. Exemplos: a cada dois consultados, menos de um, em média, sabia que o Dalai Lama é budista. Apenas um quarto (27%) tem conhecimento de que a maioria da população da Indonésia é muçulmana.

Os ateus e agnósticos só perderam para os mórmons e protestantes evangélicos brancos no quesito conhecimento sobre a Bíblia e cristandade de forma em geral.

Com informação da AFP.

Fonte:

http://www.paulopes.com.br

Aqui vemos um trecho do documentário "Lord, Save Us From Your Followers" que mostra um tipo de game com perguntas e respostas sobre religião e assuntos relativos para medir o conhecimento dos cristãos e ateus.
Adivinhem quem venceu...


Mostre sua inteligência superior sendo educado nos comentários.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pecados, restrições e medo





(reze… reze desde agora, pois, nascestes pecador)
Certa vez, eu disse a um religioso radical que devia ser triste e amedrontador viver no mundo dele. Cheio de restrições, cheio de ansiedade de que o demônio está à espreita, cheio de rituais e medo de cometer algum pecado pelo qual você será punido....

sábado, 17 de setembro de 2011

Estudo diz que ateísmo vai tomar lugar das religiões



clique na imagem para ler o texto original

Do site F5 da Folha, 10/08/2011:

Carolas, tremei.
Um estudo que publicado em agôsto aponta que, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus.
Para o autor Nigel Barber, portanto, chegará o dia em que quase todo o mundo vai se declarar sem religião.
A mudança já estaria ocorrendo. A pesquisa, feita em 137 países, mostra que nas economias mais desenvolvidas o número de descrentes é  crescente.
Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%).
Na outra ponta, países da África sub-saariana têm menos de 1% de ateus.
O autor aponta razões mercadológicas para a baixa das religiões.
Segundo ele, as pessoas procuram as igrejas para se salvar de dificuldades e incertezas da vida.
Hoje profissionais como psicólogos e psiquiatras podem perfeitamente suprir essa lacuna.

Deus ilusão

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Deus está em toda a parte


Eu costumo dizer que é mais fácil fundar uma “igreja” (leia-se religião) do que abrir um hospital. Ou uma escola. Ao que parece, tenho razão. Aliás, há escolas a fechar, hospitais a abrir falência, mas as igrejas resistem sempre.
Ora, em complemento das igrejas de vão-de-escada surgem, agora, as igrejas de sob-as-árvores. Pelos vistos, porém, os deuses é que nem sempre estão de acordo, daí que vão mandando sinais a manifestar isso mesmo. Por exemplo, em Janeiro mandaram um raio que fulminou oito fiéis.
Não haveria hipótese de instalarem um pára-raios num dos ramos mais altos da árvore? Assim como se faz nas igrejas de pedra-e-cal?
Diário Ateísta

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Com 44% de ateus, Holanda usa igrejas como livrarias e cafés



Livraria Selexyz, em Maastricht
Café Olivier, em Utrecht
As igrejas e templos da Holanda estão cada vez mais vazios e as ordens religiosas não têm recursos para mantê-los. Por isso esses edifícios estão sendo utilizados por livrarias, cafés, salão de cabeleireiro, pistas de dança, restaurantes, casas de show e por aí vai.

De acordo com pesquisa de 2007, a mais recente, os ateus compõem 44% da população holandesa; os católicos, 28%; os protestantes, 19%; os muçulmanos, 5%, e os fiéis das demais religiões, 4%....

sábado, 20 de agosto de 2011

MPF-SP processa Rede TV!




O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo moveu ação civil pública contra a emissora Rede TV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus pela veiculação de mensagens ofensivas contra pessoas ateias. Nela, o órgão pediu que ambas se retratem no programa de onde partiu as declarações, bem como esclareçam à população sobre a diversidade religiosa e liberdade de crença no Brasil durante o dobro do tempo usado nas supostas ofensas...

domingo, 10 de julho de 2011

O que Darwin pensava sobre Deus

Não é raro que alguns religiosos, sedentos por encontrar autoridades científicas que compartilhem de suas opiniões religiosas, representem mal a opinião de figuras famosas das ciências. Não é raro que Einstein, que disse que a ideia de um deus pessoal é pueril, seja falsamente retratado como teísta fervoroso. O mesmo ocorre com Darwin.

Cita-se a autobiografia de Charles Darwin como uma evidência desta suposta crença, porém, ressalvas devem ser feitas quanto a este livro. A primeira delas é que, obviamente, havia pressão social vitoriana contra qualquer manifestação por parte dele que fosse contra o status quo, a mesma pressão que em parte explica a demora do naturalista para publicar suas ideias. A outra ressalva à autobiografia é bem conhecida e é dita na biografia de Darwin escrita por Desmond e Moore ("Darwin - A vida de um evolucionista atormentado"): Henrietta, filha de Darwin, censurou extensamente da autobiografia qualquer sinal de divergência com o pensamento vitoriano.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fábio Marton, ex crente da Assembléia de Deus e hoje ateu, afirma: “Igrejas pentecostais podem parecer seitas”. Confira entrevista completa




Fábio Marton já foi Pastor, pregou de púlpito desde pequeno e poderia ter tido uma grande carreira como pregador no meio evangélico assim como outros famosos que hoje existem, mas um dia decidiu sair de igrejas que frequentou, como a Assembléia de Deus e Quadrangular, e se tornou ateu, brigando com família e amigos......

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A primeira campanha ateísta do Brasil

A partir desta terça-feira (5), Porto Alegre será a primeira capital brasileira a exibir outdoors de uma campanha de mídia sobre ateísmo. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos e já havia sido recusada pelas companhias de ônibus de São Paulo, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.
A ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) havia anunciado em 13 de dezembro do ano passado que alguns ônibus de Porto Alegre ostentariam mensagens ateias, (veja aqui) porém, segundo Daniel Sottomaior, a ATP (Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre) teria desistido da campanha na última hora (veja aqui). “Fiquei sabendo pela imprensa que a ATP vetara a veiculação dos anúncios. Quando contatei com a Associação, ela primeiro confirmou o veto e depois passou a dizer qua nada ocorrera e que desconhecia o assunto”, afirmou Sottomaior ao Sul21.
As peças são polêmicas e falam sobre fé, moralidade e ateísmo. Uma delas exibe as fotos de Charles Chaplin, que era ateu, e Adolf Hitler, que não era ateu, com os dizeres “religião não define caráter”. Outra afirma “Somos todos ateus com os deuses dos outros”, e traz imagens de uma divindade hindu, uma divindade egípcia e de Jesus de Nazaré, com as legendas “mito hidu”, “mito egípcio” e “mito palestino”. Uma terceira diz que “A fé não dá respostas, só impede perguntas”. Os cartazes devem ser exibidos ao longo de um mês.
Conforme pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, os ateus são as pessoas mais detestadas no país, merecendo repulsa, ódio ou antipatia de 42% da população. Para o presidente da entidade, Daniel Sottomaior, o propósito da campanha é aproximar o ateísmo do dia-a-dia da sociedade e assim ajudar a diminuir o preconceito que existe contra ateus.
Em junho, a entidade ganhou uma liminar que lhe concedia direito de resposta na Tevê Bandeirantes para responder a comentários considerados ofensivos do jornalista José Luiz Datena, no extinto programa Brasil Urgente. A liminar foi cassada mas o julgamento do mérito continua pendente. Datena e a Bandeirantes foram processados por diversos ateus no país devido a esse episódio. (veja aqui).
Na ocasião, Datena disse que só quem não acredita em Deus é capaz de cometer crimes. Para ele, ateus são “pessoas do mal”, “bandidos”, “estupradores”, “assassinos” e atribuiu a culpa da violência e da corrupção no país aos ateus.
Entre os dias 4 e 17 de julho estarão expostos dois outdoors. Os outdoors da segunda quinzena serão outros.
Nos seguintes locais:
Bairro Bela Vista – Av. Carlos Gomes, 1229
Bairro Santa Cecília – Av. Ipiranga, 3850 próx. Rua Barão do Amazonas
Bairro Chácara das Pedras – Av. Antônio Carlos Berta, em frente ao Mc Donald´s
Bairro Petrópolis -Av. Protásio Alves, em frente ao Hospital Petrópolis na esquina com a Lucas de Oliveira
By: Sul21, via Com textolivre

domingo, 3 de julho de 2011

Se para ateus, deus não existe, por que discutir sua existência?

Muitos deístas criticam os ateus por não aceitarem sua crença. Por não respeitarem o deus de sua religião e os afrontarem mostrando provas, criando debates e expondo idéias consideradas blasfêmias pela sociedade religiosa.


Realmente algo incomodo para quem foi acostumado a vida toda a não questionar essa existência. E muitas pessoas acreditam que incomodar é o único motivo de divulgar o pensamento ateísta. Mas não é bem assim.

Acredito que a maioria dos indivíduos tenta fazer o seu melhor para contribuir com a sociedade e o comportamento humano. Ninguém gosta de ver o mal dos outros, tanto ateus quanto religiosos, todos querem uma sociedade de paz e igualdade.

Ateus usam a razão e principalmente a ciência para tornar o mundo um lugar melhor, onde a evolução cientifica e psicológica da sociedade ande mais livremente, trazendo melhores benefícios a nós e ao planeta.
Ai que a religião atrapalha...



Em muitos casos, cientistas não podem fazer pesquisas ou estudar certos assuntos para não infringir as leis do pensamento teológico.

A religião impede o pensamento livre e o questionamento. Usa dogmas como respostas para perguntas e bloqueia a imaginação.

- Por que tal coisa é assim?
- Porque deus quis! Não questione e não duvide ou irá para o inferno.

Esse tipo de comportamento é prejudicial ao aprendizado da nossa espécie. Nós, humanos, só aprendemos através de questionamentos, experiências e descobertas. Impedir a tentativa de achar respostas, é algo grave. Isso torna o ato de acreditar que deus é o responsável por tudo, ser algo grave e prejudicial.

Se praticássemos a religião rigorosamente como mandam as escrituras, estaríamos eternamente atrofiando nossa capacidade de evolução.

A resposta "foi deus" é simplesmente o limite de nossa ignorância. Quase equivalente a dizer "não sei", só que, ao assumir que não sabemos, abrimos portas para descobertas.

É muito mais provável que o mundo se torne um lugar melhor através do conhecimento e da educação, do que através da religião.
Ela está presente há tanto tempo e nunca conseguiu transformar o mundo e acabar com os males, por que não dar uma chance para razão desta vez?

Esse é um dos motivos pelo qual os ateus estão tentando mudar o pensamento que está entre nós há milênios. Acreditando que, sem religião, contribuir-se-ia mais e melhor para sociedade, instruindo e incentivando o aprendizado, ao contrario da religião que busca responder todas as perguntas simplesmente dizendo que foram atos de um criador.

Comentem!

vida em órbita

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Violência contra homossexuais




Dráuzio Varella
A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.
Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.
Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).
Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?
Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.
Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.
Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.
Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.
Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.
Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.
Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.
Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.
A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.
Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.
Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.
Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.
Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.
Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?
Dráuzio Varella
By: Blog do Nitoso, via Com textolivre