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sábado, 7 de outubro de 2017

A ameaça das urnas


Lula acabava de retornar da bem-sucedida caravana pelo Nordeste e calhou de Antônio Palocci depor a Sérgio Moro. Imediatamente os comentaristas da mídia corporativa se lançaram em previsões catastróficas sobre a candidatura do petista.

A euforia durou pouco. Não que a intenção de voto em Lula tenha sofrido algum abalo, ou mesmo encontrado seu teto, situações compreensíveis nas circunstâncias. Pelo contrário, ela cresceu ainda mais, consolidando o horizonte de vitória no primeiro turno e até certa vantagem no segundo, algo há pouco tido como improvável.

Teriam os futurólogos se referido à situação jurídica do ex-presidente? Duvido. Todos sabiam que o depoimento de Palocci não teve obrigação de veracidade e que a sua delação, isolada, será nula como prova. Em resumo, o cenário processual contra Lula permanecia mais ou menos semelhante ao de meses atrás.

Na verdade, os comentaristas quiseram nos convencer de que a Lava Jato seria um contraponto subjetivo do lulismo. Uma espécie de antagonista sem rosto cujo avanço levaria de forma automática ao declínio da imagem pública do ex-presidente.

A premissa ignorava três evidências fundamentais confirmadas pelas pesquisas.

Primeiro, os recortes sociais e ideológicos do apoio a promotores e juízes. O apelo popular desses rapazotes aburguesados e arrogantes que incorporam o Estado punitivo é muito menor do que o imaginário conservador gostaria de admitir.

Segundo, a fragilidade da imagem positiva da Cruzada Anticorrupção. Reproduzindo a rotina tendenciosa e arbitrária do microcosmo cotidiano dos abusos de poder, a Lava Jato caiu no ceticismo dos cidadãos que sobrevivem driblando injustiças.

E, finalmente, a desmoralização do condomínio golpista. A impopularidade de Michel Temer afunda consigo a mídia e os partidos que o defenderam, além de incentivar a nostalgia pelas conquistas sociais dos governos Lula.

O anunciado fracasso do líder nas pesquisas é uma dessas invenções que só encontramos no jornalismo brasileiro. Aí se revelam o medo da direita de disputar com Lula no voto e, afinal, a verdadeira função saneadora da Lava Jato.

Mas não havia sinceridade alguma no fatalismo dos analistas. A estratégia de supervalorizar o poder propagandístico da Lava Jato visava encobrir o verdadeiro obstáculo à reeleição de Lula: o impedimento de sua candidatura pelo TRF-4. Tratava-se de amenizar a responsabilidade do tribunal, “naturalizando” a derrota eleitoral do petista.

Afinal, quanto mais ele aparecer na liderança, principalmente contrapondo alternativas escabrosas, maiores as suas chances nas inevitáveis articulações políticas da corte. E falta pouco para que a campanha lulista incorpore anseios democráticos mais amplos, colocando os desembargadores na posição de inimigos de 40 milhões de eleitores.

De qualquer forma, as pesquisas forçam uma mudança de estratégia. Não surpreenderia se alguém arranjasse um meio jurídico de impedir as viagens de Lula. Ou de antecipar o seu sacrifício, enquanto ainda é possível acreditar em fatos consumados.

http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2017/10/a-ameaca-das-urnas.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A quem serve o Judiciário brasileiro?


Uma ação contra o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) prescreveu em abril, depois de três anos inativa no Tribunal de Justiça. Mesmo destino devem ter os processos do “mensalão tucano”, remetidos pelo Supremo Tribunal Federal à Justiça mineira. A peça contra Eduardo Azeredo, por exemplo, ainda aguarda distribuição.

Graças a decisões do STF, o inquérito dos cartéis metroviários paulistas isentou políticos do PSDB, mesmo os citados em depoimentos dos réus. O Ministério Público de Minas Gerais pediu o arquivamento da investigação sobre o aeroporto que o governo de Aécio Neves construiu nas terras de sua família.

Ignorando as evidências de que os esquemas da Petrobrás começaram antes, a Operação Lava Jato investigou a estatal apenas a partir de 2003. Deixou de lado, assim, um contrato fraudulento, assinado no governo FHC e denunciado pela Comissão de Valores Mobiliários, que movimentou cerca de R$ 56 milhões.

Os episódios acima têm três características chocantes: a ausência de punições a políticos do PSDB, a simultaneidade dessa lacuna com o rigor aplicado contra petistas e as semelhanças (quando não os elos operacionais) entre processos que tomaram rumos tão diferentes.

É cômodo minimizar tais fatos atacando a frágil hipótese conspiratória usada por setores da esquerda para defini-los. Também soa ingênuo ver neles uma simples disputa entre “linhas-duras” e “garantistas”, como se fosse probabilisticamente aceitável que a cada facção sempre coubesse julgar o mesmo flanco partidário.

Não podemos, obviamente, arriscar generalizações em torno de um universo amplo e heterogêneo como o Poder Judiciário. Mas as estatísticas são eloquentes demais. Existem modelos de absolvição (para uns) e punição (para outros) no tratamento judicial a políticos, ainda que suas motivações tenham origens variadas e desconexas.

Esses padrões se reproduzem, com tendências semelhantes, pelos demais campos de interesses oposicionistas. A blindagem a tucanos espelha o respaldo das cortes à mídia que os apóia, nos processos por calúnia, difamação e crimes eleitorais. Os veículos de comunicação retribuem legitimando o partidarismo dos magistrados que materializam a caçada moral contra seus inimigos comuns.
           
Um sintoma da coesão ideológica da teia de favores é o radicalismo antipetista que ela assume em público. O desempenho performático de certos magistrados e procuradores possui teatralidade conclamativa típica de palanques eleitorais, com discursos messiânicos semelhantes aos repetidos pelo colunismo sectário de direita.

A retórica salvacionista ajuda a naturalizar a imagem positiva da injustiça. Quem critica o viés tendencioso das investidas judiciais contra o PT costuma ser acusado de propor uma inversão dessa parcialidade. Em outras palavras, que os petistas recebam o beneplácito dado a seus opositores. Afinal, a punição de criminosos é necessária independentemente de “contrapartidas” de isonomia.

Há um vício grave nesse raciocínio, que resulta na equiparação entre repudiar a impunidade de alguns e defendê-la para todos. Mas seu grande problema é conferir a qualquer justiciamento uma essência positiva, como se conduzisse necessariamente a avanços institucionais e civilizatórios.

A necessidade da equivalência encontra-se tanto nas bases formais da Justiça quanto nos seus “princípios substanciais”. Como o estado de Direito, por definição, se apoia no pressuposto da chamada reciprocidade moral, o tratamento díspar a cidadãos diferenciados pelo perfil partidário afronta a legalidade vigente. Viola, portanto, os tais preceitos republicanos.

A prática também contraria a natureza saneadora das punições. Poupados pelas cortes e pela imprensa, os criminosos perpetuam-se nos cargos administrativos. E fortalecem suas artimanhas, já que a certeza da impunidade favorece o agravamento dos delitos. Resultam inócuos os efeitos positivos das sanções aplicadas aos petistas, já que eles serão substituídos, nas mesmas estruturas, por delinquentes protegidos.

Eis a face tenebrosa do combate à corrupção no Brasil: parte relevante do Judiciário fornece guarida para a hegemonia de uma casta delimitada por afinidades ideológicas, levando a retrocessos constitucionais e ao fortalecimento do crime. Com o apoio da mídia corporativa, esse predomínio adquire uma força institucional de alcance tirânico.

Admitindo que o partidarismo judicial não passa de outro vetor entre os demais que influenciam as agendas decisórias, a solução talvez seja quebrar a redoma protetora e confortável que separa as cortes das pressões populares. Se os magistrados assumiram prerrogativas de interferência nos rumos do país, que forneçam contrapartidas equivalentes à sociedade. Que enfrentem, portanto, o ônus de fazer política.
No: http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2015/11/a-quem-serve-o-judiciario-brasileiro.html

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Não parece golpe, mas é

                                   
A oposição espalha artigos e depoimentos pretensamente “esclarecidos” para reforçar a imagem democrática de um possível impeachment de Dilma Rousseff. Como estratégia militante, é simplória e previsível. Como exercício intelectual, resvala na desonestidade.

Uma característica histórica da propaganda antidemocrática é a alegação da defesa de princípios constitucionais. Não por acaso, os discursos pseudolegalistas de hoje repetem os dos golpismos do século passado, particularmente de 1964. Especialistas em diversas áreas acadêmicas têm demonstrado isso com alarmante eficácia.

Nem a narrativa moralista se sustenta, contudo. Inexistem motivos razoáveis para a deposição de Dilma, o que fica óbvio nas filigranas jurídicas brandidas pelos puxadores de tapete. Se esses critérios servissem para derrubar mandatários, não sobrariam gestores públicos no Brasil. A começar pelo FHC do suborno reeleitoral e pelo Geraldo Alckmin dos cartéis metroviários e do colapso hídrico.

Adotando-se os rigores que tentam aplicar a Dilma, aliás, talvez sequer os protagonistas do impeachment ainda pudessem comandá-lo. E sem Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Augusto Nardes, Gilmar Mendes e respectivos asseclas dificilmente haveria espaço para tamanha desfaçatez na agenda nacional.

A natureza arbitrária de uma eventual deposição suplanta quaisquer eufemismos e subterfúgios retóricos. Evitando chamá-la pelo único nome que a descreve, os tais “analistas” realçam aquilo que tentam esconder sobre si mesmos.
http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2015/10/nao-parece-golpe-mas-e.html

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Lama a jato


A cada depoimento novo, o cenário da Lava Jato fica mais constrangedor para a oposição. A imprensa tucana faz algazarra em torno das menções dos delatores a Dilma e Lula, mas o que vemos é um número crescente de elos com José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, etc.

Inflado pela mídia corporativa, Sérgio Moro convenceu-se de que podia criminalizar as maiores empreiteiras do país e ao mesmo tempo manter o processo focado nos petistas. Mas suas pretensões exacerbadas são inconciliáveis com o viés seletivo dos inquéritos.
                                                                               
Ao longo dos intermináveis ritos processuais será impossível desnudar as construtoras sem atingir as doações para candidaturas do PSDB e os contratos no metrô de São Paulo, por exemplo. As menções a Serra nos emails da Odebrecht (e as canhestras tentativas de ocultá-las) fornecem um indicativo dos monstros ocultos nesses armários.

Algo parecido amedronta os ministros do STF. Se tratarem os políticos citados sob critérios menos rigorosos do que usaram no julgamento do “mensalão”, escancaram o partidarismo de seus votos submissos a Joaquim Barbosa. Repetindo aquela verve condenatória, precisarão meter a cúpula oposicionista na cadeia.
                           
Eis o dilema central de Moro e seus asseclas: quanto mais eficazes forem do ponto de vista jurídico, mais perigosos se tornam politicamente. O esforço para manter as investigações em certos eixos convenientes evidencia a preocupação com esses limites. A cronologia usada para o escândalo da Petrobrás fala por si.

E os justiceiros estão certos. A Lava Jato não sobrevive uma semana se extrapolar os limites da atual base governista. Logo surgiriam os editoriais pedindo cautela, os protestos da OAB, as admoestações do CNJ e as interferências das cortes superiores. Prender tucano é coisa que a boa sociedade não aceita e ponto final.

Talvez se precavendo desses perigos, a alcaguetagem comandada por Moro tevetantas falhas rudimentares. Grampos ilegais, vazamentos seletivos e outras esquisitices dificilmente sairão ilesos dos trâmites processuais. É mesmo previsível que as irregularidades inviabilizem boa parte das ações, quando não as anularem por completo. Já vimos esse filme antes, aliás.

A estratégia delatora presume um componente de barganha que dá sentido muito próprio a deslizes que podem favorecer os réus em longo prazo. No mínimo insinua que a efetiva punição dos empreiteiros não configurava o objetivo central dos inquéritos.

Assim compreendemos por que a oposição tenta agravar logo o desgaste do governo federal. O impeachment selaria a utilidade partidária do justiciamento de Moro, garantindo a blindagem dos outros interesses que ele ameaça. Seria um alívio para as próprias defesas, que enfim sorveriam o desvio da atenção midiática.

O golpe representa uma cortina de fumaça para o vergonhoso desfecho que a Lava Jato previa desde o início. Além de alvos de um procedimento político, Dilma e o PT são bodes expiatórios da impunidade dos seus adversários.

http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2015/08/lama-jato.html

domingo, 2 de junho de 2013

A comparação entre Lula/Dilma e FHC

Um artigo de Marcos Coimbra coloca luz à persistente comparação entre os governos FHC e os lulistas. O artigo "A Herança de Fernando Henrique" apresenta dados de uma recente pesquisa realizada pela Vox Populi. 
Coimbra informa que a pesquisa foi nacional e propôs aos entrevistados que avaliassem quinze áreas de atuação do governo Dilma, comparando-as com o desempenho de Lula e FHC. O artigo apresenta alguns resultados, que passo a reproduzir:
Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram; na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma; nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%; na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados. No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor. Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados; na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%. No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Pelos dados apresentados, a oposição não desconsidera estes índices, embora não esteja explorando com muita competência. As áreas onde o governo FHC é melhor avaliado ou diminui consideravelmente a distância dos governos lulistas são: combate à corrupção, inflação, saúde e segurança. Os dois primeiros itens são mais favoráveis à oposição. 
Pois são estes dois pontos que viraram trincheira do discurso oposicionista. Alguns poucos procuram emplacar a pecha de incompetência de Dilma na gestão do Estado. A se fiar por estes dados do Vox Populi, dificilmente o adjetivo vai colar na personagem. 
Por seu turno, o tema da corrupção parece ter ressonância na classe média tradicional, mas não atinge as amplas massas de eleitores que parecem identificar como sinônimo de perfil governamental. Em outras palavras, qualquer que seja o partido ou governante, corrupção seria um princípio, na avaliação dos brasileiros menos abastados. Portanto, o julgamento desse eleitor não leva em consideração este desvio de conduta. O que conta é o resultado concreto em sua vida. 
Aí entra a inflação. Este parece um veio promissor a ser explorado pelas oposições. Mas não como estão explorando. Os discursos oposicionistas só falam do impacto sobre os salários em nota de rodapé. O centro é o descontrole e o impacto sobre os investimentos. Cá entre nós, a grande massa dos brasileiros entende esta formulação como voltado para eles ou para empresários? O que as oposições, por falta de banho de rua, ainda não compreenderam é que discurso técnico precisa ser traduzido para o campo da vida cotidiana. E, principalmente nos dias de inserção pelo consumo, relacionado com o poder de compra. 
Enfim, é o DNA da oposição que se configura como seu principal adversário. Sem a explosão da inflação ou um discurso mais agudo em relação aos riscos de queda social dos consumidores emergentes, os governos lulistas ainda mantém dianteira na geração de emprego, habitação, erradicação da pobreza, educação e política econômica em geral. 
A desconstrução terá que ser profissional. E a oposição, depois, precisará dizer que fará melhor do que já fez. Há tempo para isto. Mas, convenhamos, o cenário atual não é nada propício. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Por que o PT ganhou todas as eleições nos últimos 10 anos



Uma comparação simples entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula/Dilma Rousseff (PT), em torno de uma dúzia ou pouco mais de pontos - não precisa mais que isto - mostra o quanto é diferente o jeito de governar dos tucanos e dos petistas. A comparação em cima dos resultados obtidos por um e por outro prova, também, o quanto é sem sentido e se dá em cima de razões meramente políticas a insistência dos tucanos em dizer que os governos Lula, principalmente no campo econômico, foram continuidade dos dois mandatos do presidente FHC.

1) Taxa de inflação (IPCA):
FHC (1995-2002) - 100,6;
Lula (2003-2010) - 50,3%;

2) Taxa de Desemprego (IBGE):
FHC (Dezembro de 2002) - 10,5%;
Dilma (Dezembro de 2011) - 4,7%;

3) Taxa Selic (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - 25% a.a.;
Dilma (Agosto de 2012) - 7,5% a.a.;

4) Salário Mínimo (IBGE):
FHC (Dezembro de 2002) - R$ 200 (US$ 56);
Dilma (Agosto de 2012) - R$ 622 (US$ 306);

5) Investimentos Públicos (Banco Central):
FHC (2002) - 1,5% do PIB;
Lula (2010) - 2,9% do PIB;

6) Dívida Pública Líquida (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - 51,5% do PIB;
Dilma (Julho de 2012) - 34,9% do PIB.

7) Reservas Internacionais Líquidas (Banco Central):
FHC (Dezembro de 2002) - US$ 16 bilhões;
Dilma (Agosto de 2012) - US$ 372 bilhões;

8) PIB (Banco Central):
FHC (2002) - US$ 459 bilhões (2º da América Latina e 15º do mundo);
Dilma (2012) - US$ 2,4 Trilhões (1º da América Latina, 2º das Américas e 6º do mundo);

9) Exportações (Banco Central):
FHC (2002) - US$ 60 bilhões;
Dilma (2012) - US$ 256 bilhões;

10) Empregos Formais (Caged-Ministério do Trabalho):
FHC (1995-2002) - 5 milhões;
Lula-Dilma (2003-2011) - 17 milhões;

11) Escolas Técnicas Federais (MEC):
FHC - 11;
Lula - 224;

12) Universidades Federais (MEC):
FHC - 1;
Lula - 14;

13) ProUni (MEC):
FHC - Não existia;
Lula-Dilma - 1 milhão de estudantes beneficiados;

14) Crescimento Econômico:
FHC (1995-2002) - 2,3% a.a.;
Lula (2003-2010) - 4,6% a.a..

15) Balança Comercial (Banco Central):
FHC (1995-2002) - Déficit de US$ 8,7 bilhões;
Lula-Dilma (2003-2011) - Superávit de US$ 290 bilhões

domingo, 20 de janeiro de 2013

Pesquisa mostra que estudantes do ProUni ampliaram perspectivas profissionais e garantiram melhores salários



Mariana Tokarnia, Agência Brasil 
 
“O nível educacional no Brasil não determina maior renda, mas está ligado à satisfação pessoal e à abertura de novas perspectivas profissionais. O Programa Universidade para Todos (ProUni) tem sido fundamental para o acesso ao ensino superior e embora o nível educacional não determine maior renda, está ligado à satisfação pessoal e à abertura de novas perspectivas profissionais, conforme conclusões da pesquisa O ProUni e seus egressos: uma articulação entre educação, trabalho e juventude, da doutora em educação Fabiana Costa, apresentado pela primeira vez no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional de Estudantes (UNE).
Em 2012 a pesquisadora consultou 150 egressos do ProUni na cidade de São Paulo. Para a maioria dos profissionais consultados (91,9%), a formação universitária possibilitada pelo programa ampliou os horizontes e facilitou a articulação na área profissional. Os entrevistados apontaram as várias dificultdades que tiveram durante o curso: 85% já trabalhavam e continuaram trabalhandodurante a graduação.

“Esses estudantes superaram não apenas as dificuldades ao longo da graduação, mas de toda a formação. São problemas que vêm desde a escola. Eles já trabalhavam antes. Muitos como eles tiveram que escolher entre estudo e trabalho e acabaram deixando os estudos”, disse Fabiana.

Os entrevistados tiveram uma melhora na carreira e mais de um terço aumentou de 71% a 100% o salário que ganhava. Isso não significa que os rendimentos sejam altos: 33,9% recebe entre um e dois salários mínimos mensais, 27,1% recebem entre dois e três salários mínimos, 15,3% entre três e quatro e apenas 8,5% ganham mais de cinco salários mínimos por mês. Esses profissionais, no entanto, ganharam mais estabilidade com a formação – 85% estão empregados e 64,4% têm a carteira assinada.

Outro dado que chamou atenção da pesquisadora foi que 72,6% trabalham na área que estudaram. “Isso mostra que o programa está funcionando, que as pessoas estão colocando em prática o que aprendem e estão melhorando a carreira que escolheram."

O Programa Universidade para Todos (ProUni) concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. Neste primeiro semestre estão sendo oferecidas 162.329 bolsas, distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições de todo o país. Até sexta-feira (18) o Ministério da Educação havia registrado mais de 620 mil inscritos.

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do ProUni (Conap), Valmor Bolan, acrescentou que os estudantes do programa têm aproveitamento semelhante ou superior aos demais estudantes. Em uma pesquisa feita na Universidade Católica de Brasília, em Taguatinga, no Distrito Federal, os estudantes do ProUni tiveram média de nota quase um ponto superior em relação aos outros.

“É comum que alunos em condições desfavoráveis tenham mais garra para vencer. Se você der uma chance a esses alunos, eles vão demonstrar que conseguem superar na caminhada aqueles que partem de uma situação mais favorável”, explicou Bolan.
O 14º Coneb da UNE acontece em Recife (PE) até segunda-feira (21). Este ano foram mais de 3,5 mil inscrições de entidades de todas as regiões do país. Sob o tema “A Luta pela Reforma Universitária: do Manifesto de Córdoba aos Nossos Dias”, o Coneb oferece debates e grupos de discussão sobre temas ligados às universidades e ao Brasil. Ao final, os delegados vão decidir os rumos e posicionamentos da UNE para 2013. O evento antecede a Bienal da UNE, espaço de diálogo de estudantes e movimentos culturais que, este ano, está em sua 8ª edição.”

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Contra fatos e números... nenhuma noticia plantada é relevante



Na tentativa de menosprezar o governo Dilma o UOL acabou demonstrando quanto que a renda per capita cresceu nos governos Lula e Dilma. P.S. Dizer que tínhamos mais poder de compra em 1980 do que hoje é de chorar de tanto rir. 

Coitado PIG!




Interessante, no gráfico acima podemos constatar que os governos Lula e Dilma meteram um aumento de 340,89% na renda que o 'Arrogante' nos deixou em 2002 em comparação com 2011, quanto a 2012 ainda não acabou é apenas uma previsão, mas mesmo assim o aumento foi de 301,03%.


Sintonia Fina

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Governos Lula e Dilma reajustam salário mínimo em 239%, contra inflação de 76%!


por Marcos Doniseti

Com o reajuste para R$ 678, o aumento real do salário mínimo (descontada a inflação acumulada entre 2003-2012) chega a 92,6%. Em dólares, o aumento foi ainda maior: 485,4%. 

Desde o ano de 2003, o salário mínimo brasileiro acumula um reajuste de 239% (já considerando o aumento de 9% para o ano de 2013, que elevará o seu valor para R$ 678).

Enquanto isso, a taxa de inflação oficial acumulada (IPCA) desde 2003 atinge os 76%. E se usarmos o INPC, que é utilizado para reajustar o salário mínimo, a inflação acumulada chega aos mesmos 76%. 

Assim, o salário mínimo teve um reajuste 3,1 vezes maior do que a inflação do período (reajuste de 239%, contra inflação de 76%). 

Assim, o aumento real do salário mínimo acumulado no período 2003-2012 foi de 92,6%. 

Já se fizermos o mesmo cálculo em US$ dólares, o aumento do salário mínimo também foi muito significativo. Senão, vejamos:

No final de 2002, o salário mínimo era de R$ 200 e o dólar fechou cotado a R$ 3,54. Assim, o valor do salário mínimo em dólares era de US$ 56,50 dólares.

Hoje, o dólar está cotado em torno de R$ 2,05. Como o salário mínimo subirá para R$ 678 a partir de 01 de Janeiro próximo, mantida a cotação atual do dólar, o salário mínimo chegará a US$ 330,73 dólares.

Isso representa um aumento real de 485,4% do valor do salário mínimo brasileiro quando o mesmo é cotado em dólares.  

Valeu, Lula!

Valeu, 
Dilma!

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/governos-lula-e-dilma-reajustam-salario.html

sábado, 1 de dezembro de 2012

Posse de Joaquim nasceu da coragem de Lula


 
Quando o ex-presidente Lula sinalizou que pretendia indicar um negro para compor o Supremo Tribunal Federal em 2003, a grande imprensa chiou e a comunidade jurídica torceu o nariz.
Supremo não é lugar para cotas, não se pode mensurar capacidade de ministro pela cor da pele. Essas e tantas outras objeções foram ouvidas a granel à época.
Nove anos depois, Joaquim Barbosa é saudado com pompa e circunstância como o primeiro negro a presidir o STF – mas uma coisa não existiu sem a outra.
Deu-se o mesmo, é verdade, com o ex-presidente Fernando Henrique ao nomear, também com enorme e inexplicável atraso, a primeira mulher para nossa Suprema Corte.
Como Barbosa, Ellen Gracie também tinha competências de sobra para ocupar o lugar que ocupou – mas eles teriam chegado lá com a inércia e a força da tradição que vinham marcando o poder há décadas?
Que proporção de mulheres em cargos de liderança ou de negros na Justiça temos, até os dias de hoje, para poder considerar isso “normal”?
Em muitas situações, o preconceito é sutil demais para nos darmos conta. Rompê-lo exige mais esforço do que parece à primeira vista, mais coragem do que os engenheiros de obra feita tinham para confrontá-lo.
Na democracia, não pode haver uma luta mais importante do que a da igualdade – não há sentido em um poder que se orgulha de emanar do povo, se parte considerável do povo permanece alijado e estranho a ele.
O caminho da igualdade, no entanto, está longe de ser suave. Cada passo provoca uma intensa reação.
A classe média, que está acostumada a ir de carro para o trabalho e de avião para as férias, já constatou a aspereza da ascensão social. Há muito mais trânsito nas ruas e aeroportos lotam como rodoviárias.
O Brasil, enfim, se dá conta que ainda não é um país preparado para todos.
A “high society” que se alimenta, sobretudo, da exclusividade, não suporta o mais remoto traço de semelhança. Como lembrou Danuza Leão, em recente artigo, “Qual a graça de viajar para os Estados Unidos se por cinquenta reais mensais o porteiro do prédio também pode ir?”
Quanto mais os privilégios vão sendo rompidos, mais a indignação de quem se acostumou com o legado da zona de conforto se aprofunda.
Disputar o ingresso na faculdade com os filhos da empregada jamais passou pela cabeça de uma geração tão bem nascida.
Pode-se criticar a baixa rotação da redução de desigualdades e apontar um certo ufanismo no discurso que supõe reeditar o “milagre brasileiro”. Mas que isso não sirva apenas de pretexto para estancar um processo que se espera irreversível.
A economia ganha com o mercado consumidor forte, a indústria lucra com a capacitação da mão-de-obra e ainda abrimos um leque de instrumentos mais eficazes que a prisão para lidar com a criminalidade.
Reduzir desigualdades é o que o país pode fazer de melhor para si mesmo.
Mas é preciso tomar iniciativas - a mão do mercado já mostrou que não faz isso por conta própria.
Marcelo Semer
No Terra Magazine

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"17 milhões de empregos desde 2003"




Um estudo recente, divulgado pelo Dieese (A situação do trabalho no Brasil na primeira década dos anos 2000), registra o enorme progresso do Brasil neste novo ciclo de governos progressistas inaugurado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva em 2003 e mantido sob Dilma Rousseff, que aprofunda o processo de mudanças então iniciado.

Depois de duas décadas de retrocesso, agravado pelo governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, o Brasil reencontrou o caminho do crescimento, com grande benefício para os trabalhadores.

Foram criados, entre 2003 e julho de 2011, quase 17 milhões de novos empregos, com carteira assinada. Mesmo sob a mais grave crise capitalista desde 1929 (iniciada em 2007 / 2008), a criação de novos empregos no Brasil continuou, ao contrário do que ocorre nos EUA e na Europa onde o predomínio de políticas de defesa do capital e dos interesses patronais leva à estagnação, ao desemprego e ao empobrecimento dos trabalhadores. Em nosso país, apesar da crise, no ano de 2009 foram criados quase um milhão de novos empregos.

A melhoria nas condições dos trabalhadores brasileiros é consequência da nova orientação adotada pelo governo federal a partir de 2003.

A nova política inaugurada por Lula começou a apresentar efeitos em 2004; o país voltou a crescer (5,7% naquele ano) e o emprego começou a deslanchar. Em 2005 outro fator significativo trouxe efeitos benéficos para a economia brasileira: o governo Lula não renovou o acordo de Fernando Henrique Cardoso com o FMI, de 2002, que reforçou a submissão do Brasil às autoridades financeiras do FMI e do imperialismo.

O efeito veio em seguida; já em 2005 o crescimento foi de 3,2%; subiu para 4% em 2006 e para 6,1% em 2007; a crise internacional começou a cobrar seu preço em 2008 e o ritmo diminuiu um pouco, caindo para 5,2%. Este foi o ano do início da crise econômica nos EUA e na Europa, com forte impacto no mundo. Seu reflexo na economia brasileira foi a queda de 0,6% no PIB em 2009 mas, mesmo assim, o país – em plena crise mundial – continuou criando empregos com carteira assinada.

A volta do crescimento trouxe a melhora no mercado de trabalho e o fortalecimento do mercado interno, dando novas bases ao desenvolvimento a partir das forças próprias do país.

Outros fatores que ajudam a explicar este quadro favorável foram as políticas de valorização do salário mínimo, a política de transferência de renda para os mais pobres e a expansão do crédito. O resultado foi o aumento da massa salarial (214%), passando de R$ 19 bilhões em 2000 e para R$ 60 bilhões em 2009.

Outro fator fundamental para a melhoria na situação dos trabalhadores foi o reforço da luta sindical e operária, que cresceu a partir da unidade das centrais sindicais, entre as quais se destaca a atuação da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), na direção da luta e na abertura das negociações com o governo, resultando nas políticas de valorização do trabalho e dos salários que, juntamente com os programas de distribuição de renda (como o Bolsa Família), ajudaram a elevar a renda dos trabalhadores mis pobres.

Embora os resultados sejam significativos, ainda persistem grandes dificuldades para consolidar as conquistas alcançadas; a maior delas é formada pelos efeitos negativos da crise internacional do capitalismo, que parece não ter fim.

O avanço no rumo das mudanças depende da luta do povo e da derrota de qualquer ameaça de volta do neoliberalismo. Por isso é importante vencer os conservadores e a direita na eleição municipal deste ano, para fortalecer o rumo democrático e popular e manter o Brasil na rota do avanço.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

As Famílias que controlam “OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO BRASIL” e a campanha contra o governo Dilma Rousseff.


O que há por trás da forte oposição que os grandes conglomerados de comunicação no Brasil fazem ao governo do Partido dos Trabalhadores (Lula 2003 / 2010 e Dilma 2011 / 2014) é principalmente a questão do interesse econômico, com pano de fundo ligado a visão elitista e preconceituosa, que as famílias que controlam essas redes de TV, Rádio, Jornais e Revistas, além da Internet, defendem. 

A tarefa de falsear a informação, manipular a notícia e assim desinformar o povo brasileiro, filtrando o que será objeto de denúncia, dando ênfase aos possíveis deslizes dos políticos e governantes que não seguem a cartilha de destruir o serviço público e não estão de mãos dadas com os “mercados”, é facilitada pelo MONOPÓLIO que exercem sobre todos os tipos de veículos de comunicação de massa, e assim fecham as portas aos jornalistas que não se vergam a imposição de manchetes fraudadas e ou colunas partidarizadas. 

Uma centena de profissionais do jornalismo está em situação de esquecimento e quase nenhuma visibilidade. A postura isenta, equilibrada e que contribuiria certamente para a formação de uma opinião pública de base e com cabedal suficiente para enxergar de fato o momento do Brasil e os passos que o país precisa dar, avaliando sem adesismo ou sem oposição sistemática e oportunista as decisões do governo, não encontra vez nos grandes jornais impressos ou televisados. Os novos jornalistas que se formam, já encontram um ”esquema” de oposição nas redações, controladas por gente até talentosa, mas, infelizmente em sua maioria, com medo do desemprego e do ostracismo, subjugados pela mão de ferro que o redator chefe empresta para o patrão. O apoio dos “donos de jornal” ao fim da exigência de DIPLOMA para o exercício do jornalismo, e a forte oposição a criação de um CONSELHO para a profissão de jornalismo estão por trás dessa tendência. 

Não fosse o heroísmo de alguns poucos que resistem ao massacre que os monopólios praticam e as válvulas de escape da notícia e dos fatos que chegam ao conhecimento público via redes ainda independentes ou Internet, e a DITADURA DA INFORMAÇÃO estaria completamente estabelecida. 

O ódio que os tubarões da comunicação nutrem pelo ex-presidente Lula está em parte, ligado a quebra de conceitos como o que fez possível um homem de pouca instrução e quase nenhuma cultura formal se tornar o melhor presidente do Brasil, reconhecido e assim avaliado interna e externamente. Lula privilegiou as classes menos favorecidas e defendeu os interesses nacionais no campo econômico e das relações internacionais, diplomáticas e comerciais. Mas o fator determinante para esse ódio, é que com Lula presidente, não foi possível a esses conglomerados, avançar no controle imenso que já possuem sobre a comunicação e informação. Lula ousou criticar a qualidade péssima dos programas de televisão, chamou a atenção para as vias paralelas de formação de opinião pública, denunciou a manipulação das notícias e fortaleceu os meios de comunicação oficial, além de defender a bandeira do marco regulatório das comunicações e difusão da internet entre as camadas mais populares. Lula tomou ainda uma medida que foi a gota d´água para as “famílias’ lhe odiarem, ele melhorou e ampliou a base da distribuição da propaganda oficial paga aos veículos de comunicação. 

A recente campanha que os meios de comunicação colocaram em prática contra o Ministro Paulo Bernardo, tentando criar fatos que inviabilizassem sua permanência no Ministério das Comunicações, está ligada ao interesse contrariado pela Lei de Banda Larga e outras medidas que já estão sendo postas em prática e em futuro breve, vai tirar desses conglomerados parte do domínio que possuem. Eles estão apavorados e inconformados. 

A esperança de reverter essa situação morreu com a vitória de Dilma Rousseff. Na Campanha Presidencial de 2010, os veículos de comunicação jogaram um jogo sujo e pesado, na tentativa de eleger José Serra presidente. Perderam, e agora estão já em campanha para impedir que a presidente Dilma seja reeleita, ou que Lula tente ser novamente eleito em 2014. 

Para isso já estão trabalhando, e, por conta disso se uniram num pacto que visa “SANGRAR O GOVERNO DILMA” por quatro anos seguidos. As diretrizes da forma de ação em conjunto foram traçadas numa reunião que aconteceu ainda nos primeiros dias do mandato do atual governo, e reuniu cinco representantes de “famílias que possuem as mais fortes redes de comunicação no Brasil”. 

O que eles estão fazendo, e o que eles vão fazer para “sangrar” o atual governo e derrotar as chances do PT com Dilma ou Lula continuar no poder, você vai ler aqui em vários artigos que serão publicados ao longo da próxima semana. 

Agradecimento: 

Ao 007BONDeblog pelo apoio ao divulgar a presente matéria, e a todos que nos acompanharem nessa jornada por uma informação e imprensa verdadeiramente livre. 

Nota do blog: Matéria originalmente publicada no 007 Diário Não Oficial 
http://diarionaoficial.blogspot.com.br/
em: 22/10/2011
http://007bondeblog.blogspot.com.br/