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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Filme pornô na TV aberta? É só mudar de canal, ora!




Bem, pelo que entendi dos defensores da inimputabilidade de “atrações” como Rafinha Bastos na televisão aberta, das piadas sobre “comer” mulher grávida e seu bebê, por exemplo, fiquei me perguntando: por que inocentes filmes-pornô (comparados com a sugestão até de pedofilia envolvida na mais recente obra do “pobre” e “invejado” Rafinha) não têm espaço nessas concessões públicas?
Pensem comigo: se em nome de “criações artísticas” vale tudo, por que não piadas sobre pedofilia se já estão tornando o estupro “engraçado”? E se podem dizer essas coisas, por que não podem mostrar? Qual é o freio que censura a imagem explícita de um homem e de uma mulher ou de pessoas do mesmo sexo fazendo apenas sexo que não censura fazer troça de sexo forçado com mulheres ou com crianças?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nós criamos os Rafinhas Bastos


Ao insultar gente poderosa, o “comediante” da tevê Bandeirantes Rafinha Bastos talvez venha a sofrer alguma sanção de seu empregador, mas a sanha punitiva que ganha corpo por ele ter mexido com quem não devia se abate apenas sobre um dos muitos produtos de um sistema degenerado que reúne os produtores dessas “atrações” e um público que, em última instância, é o grande culpado pela existência desse tipo de “entretenimento”....

segunda-feira, 3 de outubro de 2011




Queria comer e foi comidoFoto: Divulgação

PIADA INFAME DE RAFINHA BASTOS SOBRE WANESSA CAMARGO – “COMERIA ELA E O BEBÊ” – PODE SELAR SEU AFASTAMENTO DO PROGRAMA CQC, DA BAND; SENHA PODE TER SIDO DADA PELO APRESENTADOR MARCO LUQUE, QUE CONDENOU SEU COMPANHEIRO DE BANCADA; O HUMOR BRASILEIRO PERDE OU GANHA COM A dECISÃO?

247 – Dias atrás, o programa CQC, da Bandeirantes, exibiu uma das piadas mais infames já vistas na televisão brasileira. “Eu comeria ela e o bebê”, foi o que disse o apresentador Rafinha Bastos sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo. Neste domingo, a direção da Band avalia se repreende ou se afasta em definitivo o apresentador do programa comandado por Marcelo Tas....

terça-feira, 17 de maio de 2011

E se falarmos de “eticamente correto”?

Por Rodolfo Vianna, do Observatório do Direito à ComunicaçãoRafinha Bastos, humorista e apresentador do programa CQC, fez uma piada em um dos seus shows que logo repercutiu por toda a internet: mulher feia que é estuprada não tem que reclamar, tem que agradecer. O relato está no perfil do comediante publicado na edição de maio da revista Rolling-Stone.
Auto-denominado politicamente incorreto, Rafinha insiste na pertinência da sua piada e diz que a função do humor é provocar. Aliás, ouve-se de praticamente todas as bocas dos atuais comediantes brasileiros (e com ecos significativos no conjunto da sociedade) a necessidade de se combater o “politicamente correto” pelo humor. Mas, afinal, do que se trata esse combate?
É constituinte do humor a transgressão. Ele se estabelece por uma ruptura, um estranhamento, num “esforço inaudito de desmascarar o real”, nas palavras do historiador Elias Thomé Saliba em seu livro Raízes do riso. E existe toda uma longa tradição humorística que relaciona o riso à liberdade, à infração das normas que sufocam os sujeitos em determinados contextos históricos, à revelação do inaceitável frente ao aceitável imposto, etc.....

terça-feira, 10 de maio de 2011

A república dos canalhas

Mais um degrau foi galgado na escalada de canalhice que começou no fim do ano passado com aquela garota do interior de São Paulo que pregou o assassinato de nordestinos pelo Twitter, passando pelo crime impune de racismo cometido pelo deputado Jair Bolsonaro e que acaba de desembocar na apologia ao estupro pelo integrante do programa CQC Rafinha Bastos.....