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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Anúncio do fim da Lei Áurea foi hoje

1888 - 2016
Luis Felipe Miguel

É para hoje, diz o jornal, o anúncio da reforma trabalhista que o usurpador quer implantar por medida provisória.

Inclui o fim da legislação trabalhista, com a "prevalência do negociado sobre o legislativo" - isto é, que direitos previstos em lei possam ser rifados em acordos coletivos de trabalho.

Há legislação de proteção ao trabalho exatamente porque se sabe que, no embate com o capital, ele tem muito menos força para defender seus interesses. É isso que Temer está enterrando.

Para não ter nenhum problema, a proposta também limita drasticamente a possibilidade de que a justiça do trabalho seja acionada para rever um acordo coletivo.

Também é abolido o limite diário de oito horas de trabalho. Temer quer até 12 horas de trabalho por dia. Juntem isso com os 49 anos de contribuição para a aposentadoria e façam as contas.

Em troca, concede a alguns trabalhadores o direito de retirar uma parte do FGTS para quitar dívidas...

O anúncio perto do Natal certamente não é só sadismo. É para reduzir as reações contrárias. Temer e seu bando não acreditam que estão fazendo tudo o que estão fazendo e o país continua nesta pasmaceira.
http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2016/12/anuncio-do-fim-da-lei-aurea-sera-hoje.html

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

É TEMPO DE RETROCESSO: RECRUDESCEM A XENOFOBIA, O RACISMO, A INTOLERÂNCIA E A FALTA DE SOLIDARIEDADE HUMANA.


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua 
pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para
odiar as pessoas precisam aprender e, se elas 
podem aprender a odiar, elas podem ser
ensinadas a amar." (Nelson Mandela)
.
Há pouco mais de um século, os colonizadores brancos açoitavam os negros nos pelourinhos de suas fazendas e praças das cidades; depois, aos domingos iam à missa professar os dogmas cristãos de tolerância, irmandade, de não violência e de amor ao próximo. 

Havia igrejas de brancos e igrejas de pretos. Embora nelas se dissesse que os homens eram irmãos, filhos de Deus, os negros não eram considerados tão iguais assim.

No período colonial se considerava que a barbárie da escravidão direta era o preço a pagar-se pela benfazeja colonização e pelo progresso da civilização; assim se justificava a segregação racial contra índios (tidos como preguiçosos por não se submeterem aos trabalhos escravos numa terra na qual anteriormente viviam livres) e contra os negros (trazidos acorrentados da África em porões de navios, qual animais, para serem vendidos como mercadoria).  

Uns por convicção sincera, outros por mera hipocrisia, a grande maioria aceitava que, para haver progresso e ganhos civilizacionais, eram necessários tais sacrifícios.

Cabe traçarmos um paralelo entre a escravidão direta, pré-capitalista, e a postura atual dos segmentos sociais dominantes, assessorados por seus áulicos de estimação. Nesta fase terminal do capitalismo, em que poderíamos caminhar pra frente, colocando os ganhos do saber e a serviço da humanidade para emancipá-la, eles defendem (influenciando muita gente) a volta a um passado que nunca foi bom, mas que era melhor do que o presente.

Mas, embora a roda da História seja em alguns momentos detida por obstáculos e até retroceda, ela acaba sempre retomando o seu curso natural. Então, ao atual período de retrocesso deve seguir-se um impulso mais acelerado pra frente, caso a vida planetária não seja interrompida pelo belicismo bestial.

É óbvio que a recaída num capitalismo belicista, nacionalista, xenófobo, racista, machista e, enfim, mais segregacionista, não vai resolver um problema que nasce justamente do anacronismo de tal segregação social causada por um modo de relação social que se tornou inviável graças às contradições na dinâmica dos seus próprios fundamentos. O imperativo do desenvolvimento econômico, que todos defendem, significa apenas mais do mesmo.

Não há sobrevivência possível para o capitalismo no atual estágio da concorrência de mercado (a partir da produção tecnológica de mercadorias) e a adoção pelo Estado de políticas segregacionistas não terá o condão de mantê-lo em pé. A história seguirá o seu rumo inexorável, mas não podemos esperar que as coisas se resolvam sozinhas, aceitando passivamente as políticas de austeridade, sob pena de nos tornarmos sacrifício humano no altar da vã tentativa de salvação capitalista.

O povo alemão engoliu a cantilena nazista da exclusão como receita para o reerguimento da Alemanha, sendo levado a crer na superioridade da raça ariana e do comando político-imperialista alemão. 
A história acontece como tragédia...
Como consequência, teve suas principais cidades destruídas e milhões de pessoas dizimadas, principalmente jovens que marcharam iludidos para o sacrifício inútil, sob o matraquear das metralhadoras que dilaceravam os seus corpos num momento em que deveriam, isto sim, estar desfrutando as delícias da mocidade.

Os judeus foram feitos de bodes expiatórios para a decadência do capitalismo alemão após a 1ª Guerra Mundial. É sempre assim. Quando o capitalismo emperra, sempre se apontam supostos culpados, porque a mente social aprisionada pelo fetichismo da mercadoria é incapaz de enxergar que o ato de comprar e vender não é algo natural, representando, isto sim, um mecanismo de segregação social cuja lógica caminha para um ponto de contradição inexorável. O fim já se avizinha e, por mais que o retardem, não o conseguirão evitar.

Agora a bola da vez são os ataques às posturas humanistas. A falácia da austeridade, que coloca a culpa das dificuldades sociais nos ombros das eternas vítimas do capitalismo, legitima posturas excludentes e individualistas, de modo a que o estadunidense Donald Trump, a francesa Marine Le pen, o inglês Nigel Forage, o austríaco Norbert Hofer e o alemão Franke Petry, além dos candidatos tupiniquins a Hitler subdesenvolvidos, hoje se alardeiam como salvadores da pátria, defendendo sem o menor pejo as posturas mais desumanas.
...depois se repete como farsa...

A miséria nunca foi  boa conselheira. Em fase de depressão irreversível, o capitalismo caminha para barbárie e o ecocídio. É mais fácil guardar egoisticamente para si o último toucinho da despensa do que garantir o prolongamento da vida mediante uma produção coletiva que proporcione toucinho para todos.

É mais fácil aceitar que o Estado demita, policie os revoltosos, mantenha ou aumente os impostos, salvando assim o sistema financeiro da bancarrota, ainda que isto imponha sacrifícios inauditos à população exaurida, do que negar o Estado e a política convencional, partindo para a construção do novo desconhecido.

E não adianta ficarmos esperando que os demagogos salvadores da pátria acabem se desmoralizando, com seu consequente defenestramento do poder, pois eles serão substituídos por outros lobos em peles de cordeiros, num eterno pêndulo da ineficácia. 

Há que negarmos o poder; negarmos a política; negarmos a forma de mediação social que segrega; e de empregarmos todas as nossas energias e saberes acumulados pela humanidade no sentido sua emancipação.

Por que continuarmos repetindo as fórmulas que nada resolveram, esperando que deem certo na próxima tentativa? A lógica mais banal aponta na direção contrária.
...e pode até virar chanchada.

Por que reivindicarmos mais salários, se é a mecânica dos salários é aquilo que nos oprime sem que compreendamos o porquê da opressão, tal qual um viciado em cocaína precisa da droga que o consome para a estabilização momentânea da sua dependência àquilo que o mata?      

Por que exigirmos políticos honestos, se é a política aquilo que nos mantém aprisionados na camisa-de-força chamadademocracia (a arapuca que nos faz acreditar que temos direito de escolha, quando, na verdade, nossas opões estão restritas àquilo que já foi escolhido)?

Por que acharmos que precisamos de mais policiamento e cadeias, numa guerra urbana na qual os peões fardados se confrontam com peões descamisados igualmente armados, com a intensificação morticínio dos dois lados, ao invés de cultivarmos uma cultura de paz, com indivíduos sociais que não sejam adversários entre si e apoiem outros seres humanos na busca da felicidade?
  
Por que os sindicatos de trabalhadores não se transformam em sindicatos de homens livres, que denunciam o trabalho como a fonte primária de uma forma de relação social escravagista por excelência, na qual tudo é valor monetário e mensurado por esse mesmo padrão, como se a vida estivesse subordinada a uma lógica ilógica de acumulação de riqueza abstrata quando falta riqueza material para o povo?
Será isto impossível por estarmos fadados a uma autodestruição fratricida? A resposta a tal indagação é um rotundo NÃO, desde que nos livremos dessa matriz fetichista mercantil que aprisionada o nosso pensar, e que leva muitos a acreditarem que os defensores da essência do mal sejam capazes de extirpar o próprio mal. (por Dalton Rosado)

https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/11/e-tempo-de-retrocesso-recrudescem.html

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Das senzalas para as fábricas, a opressão continua



Felipe Araujo
Foto: Tronco usado para violentar escravos no Engenho do Livramento, no município de Redenção, em Fortaleza
Com o fim oficial da escravidão, vencemos o chicote e o tronco do feitor. Contudo os negros não tinham terras nem propriedades no fim da escravidão. O que restava a eles era vender sua força de trabalho para os mesmos latifundiários que antes os escravizavam, nas fazendas ou nas fábricas. Qualquer que fosse o caso, os negros eram tratados como inferiores, uma vez que houve mais de 300 anos de escravidão e a ideologia da classe dominante (o racismo) tratava de reforçar esta visão.
Dessa forma, o chicote foi sendo trocado (lentamente) por longas horas de trabalho, abuso de poder, assédio moral, violência física legitimada pelas forças repressivas e todo tipo de opressão. A repressão do chicote foi trocado pela exploração inerente ao capitalismo e à existência a classe trabalhadora capitalista.
Podemos citar como exemplo as³ perseguições que eram feitas aos sambistas. Essas investidas repressivas tinham a autorização do Estado. Toda essa violência tinha como objetivo manter os trabalhadores negros numa situação de submissão, para que eles não se rebelassem e, mais uma vez, decidissem se insurgir contra os “senhores”.  Dessa forma a luta do movimento negro ainda é anti-racista, por liberdade, uma liberdade radical, que só poderá ser conquistada com a derrocada final do capitalismo e todos seus instrumentos de submissão.
É por esse motivo que a burguesia hoje investe tanto em criar formas de dividir o movimento negro, por dentro dele mesmo. Para isso, fingem combater as discriminações raciais ao mesmo tempo que continuam violentando os corpos e mentes de negros. A ONU, por exemplo, faz campanhas contra o racismo, fingindo estar ao lado dos negros e negras, enquanto que suas tropas da paz assassinam e estupram adultos e crianças negras no Haiti e na África. 
Educação para todos: da pré-escola à universidade
Isso acontece porque a opressão e a exploração são a espinha dorsal do capitalismo. É por esse motivo que os marxistas lutam ao mesmo tempo contra o racismo e o capitalismo, afinal eles são duas faces da mesma moeda. Por este motivo, todas as lutas anti-racistas devem ter como fim a derrota do sistema que sempre nos perseguiu. Todas as pautas do movimento negro devem ter como fim a derrota do capitalismo. As lutas pelos direitos mais básicos ensinarão as pessoas a se organizarem contra esse sistema que torna os direitos humanos mais básicos parecerem um privilégio, como é o caso da educação – da  pré-escola à universidade.
Nós defendemos a universalização do ensino superior como única alternativa real que permitirá o acesso das massas (pobres, negros e não negros) à educação.  A situação das cotas, no Brasil e nos EUA, mostra a realidade desta política. A maioria continua pobre e fora da universidade, enquanto se cria uma “elite negra” para controlar e reprimir a maioria.
No próximo Enem, são mais de 8 milhões de inscritos enquanto o número de vagas em universidades públicas é 230 mil. Ou seja, menos de 3% dos que fazem o Enem entrarão em uma universidade pública. E os que entram, quando são pobres, tem dificuldade em terminar o curso. Falta dinheiro para comer, para o transporte, para os livros.
A solução é investir mais em educação pública, até que tenham vagas, gratuitas e para todas as pessoas, da creche à pós-graduação. Dessa maneira, o número de negros com ensino superior aumentaria significativamente, e nós negros não teriamos de passar todo tipo de dificuldade para se formar, ainda mais quando sabemos que a maioria dos negros está no ensino particular, sofrendo muito para pagar as altas mensalidades. Caso contrário, cursar a universidade vai sempre parecer um privilégio, quando na verdade é um direito de todos.
Serviço público e gratuito. Abaixo a repressão!
Defendemos saúde pública, gratuita e para todos, assim como defendemos que todos devem ter acesso a transporte, moradia, emprego, esporte e lazer. Afinal, são os negros que recebem os piores atendimentos desses serviços, uma vez que compõe as parcelas mais pobres da sociedade.
Para nós, é muito importante também falar da violência contra a juventude. Por ano, morrem cerca de 30 mil jovens assassinados. Esses jovens são, em sua maioria esmagadora, negros, filhos da classe trabalhadora das periferias urbanas e também das periferias rurais. Essa juventude é obrigada a viver com armas apontadas para sua cabeça, seja da polícia racista, seja do crime organizado ou das milícias e coronéis.
Outra arma contra a juventude são as drogas, que escravizam e destroem os corpos e mentes de nossos jovens. Não podemos aceitar que jovens sejam mortos diariamente, e nem que seus corpos sejam encarcerados – seja pelas drogas, seja pelas cadeias. Nos morros e favelas, o jovem, especialmente a juventude negra, é oprimido pela polícia, pela milícia e pelos traficantes. Somente nossa organização independente poderá garantir o seu futuro e a sua liberdade.
Queremos uma juventude que lute pela sua liberdade e que tenha liberdade para lutar. Queremos a liberdade plena de toda classe trabalhadora.
- Pelo fim da violência a juventude. Liberdade para lutar, lutar pela liberdade.
- Nem polícia, nem tráfico, nem legalização das drogas! Liberdade para a juventude.
- Educação pública e gratuita para todos; da creche à pós-graduação! Nenhum negro fora da escola ou da universidade, nenhum negro sem saúde, cultura, esporte e lazer.
- Paz entre nós, guerra aos senhores!

http://www.marxismo.org.br/content/das-senzalas-para-fabricas-opressao-continua

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Raízes do Brasil: no levante dos bisturis, ressoa o engenho colonial



“Credite-se  à elite brasileira façanhas anteriores dignas de figurar, como figuram, nos rankings da vergonha do nosso tempo. O repertório robusto ganhou agora um destaque talvez inexcedível em seu simbolismo maculoso: uma rebelião de médicos contra o povo. Sim, os médicos, aos quais  o senso comum associa a imagem de um aliado na luta pela vida, lutam hoje nas ruas do Brasil. Contra a adesão de profissionais ao programa ‘Mais Médicos', que busca mitigar o atendimento onde ele inexiste. A sublevação branca incluiria táticas ardilosas: uma rede de inscrições falsas estaria em operação para inibir o concurso de profissionais estrangeiros, sobre os quais os nacionais tem precedência.Consumada a barragem, uma desistência em massa implodiria o plano federal no último dia de inscrição.

O cinismo conservador é useiro em evocar a defesa do interesse nacional e social enquanto procede à demolição virulenta de projetos e governos assim engajados.  Encara-se o privilégio de classe  como o perímetro da Nação. Aquela que conta. O resto é o vazio. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A escravidão assalariada

"É impressionante como em tempo de evolução tecnológica ainda é aceito o trabalho escravo porem “assalariado” emdeterminados lugares. Venho compartilhar com vocês essa minha indignação. Não é de hoje que vemos informações rolando na mídia sobre a empresa FOXCONN. Relatos de Falta de infraestrutura, registros de desrespeitos às leis trabalhistas e questionamentos sobre as condições de trabalho são alguns dos problemas aqui no Brasil encontrados.O presidente da FOXCONN afirmou que os brasileiros "não trabalham tanto, pois estão num paraíso". E o país, em comparação com Taiwan, "não conta com tecnologia avançada": "Estou treinando os brasileiros, dando as tecnologias para eles".
Será mesmo que nos brasileiros que acordamos as 4 da manha pegamos conduções super lotadas, exercemos uma jornada diária de 8 a 9 horas de trabalho por dia, nos alimentamos mal, ganhamos menos do que seria de direito pelo trabalho exercido, com escala de 6x1 e mesmo assim não trabalhamos tanto? Nos últimos anos a empresa aqui citada enfrentou problemas como suicídios de seus funcionários em horário de trabalho na china, a solução adotada por eles foi colocar grades de proteção para que não se repita o ato. O pior que tudo ficou por isso mesmo. O que me intriga é saber que uma multinacional que esta em nosso pais tem um presidente com essa postura desumana, fico estarrecida com a atitude adotada na china pra solucionar problemas como o suicídio. E ainda falam que a escravidão acabou, onde? Como sempre a classe dominante vassalando a vida da classe “operária”, digamos assim. 
O Brasil é um pais que será eternamente estereotipado como o “país do futuro”,como o povo mais feliz do mundo. Onde é feriado e carnaval todos os dias. Aqui pode esta tudo dando errado, mesmo assim abrimos os braços com o sorriso de uma criança inocente. Sabemos que as leis que regem o nosso digníssimo e amado país nem sempre favorece a todos, pois se somos capazes de aceitar a escravidão de Mac Donald, Bobs e afins priorizando a desqualificação do que a educação de nossos jovens, seremos capaz de dizer seja bem vinda FOXCONN.
Referencia http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1052729-brasil-so-oferece-mercado-local-diz-foxconn.shtml
POR: LAIS GOMES

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Onde estão vossos deuses?

O dorso nu.
A pele negra
brilha sobre o
sol escaldante

Está acorrentado
ao tronco
o negro homem

O chicote sibila
no ar e rasga
a pele- dor lancinante!
Uma.... duas...trinta vezes...
O sangue escorre.
Vermelho,
como o meu
o seu
o do feitor
e o de seu dono.
Não soltou um ai.
O suor escorre
misturado ao sangue,
o corpo desfalecido
acorrentado ao tronco.
Onde estão vossos deuses?
Onde está vossa humanidade?
Mais no chicote que no tronco,
que acolhe o corpo torturado.
Precisamos aprender a ser troncos,
rijos e acolhedores.
É um longo caminho, pegajoso,
pelo sangue que brota
de corpos inocentes,
vítimas de homens e deuses
covardes e indecentes!
no Interrogações