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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Moringa, a árvore mágica que pode acabar com a fome no mundo

Mulher Karo retira folhas verdes dos talos da moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Poucos brasileiros ouviram falar de uma planta chamada moringa. Originária da Ásia e da África, a árvore de até 12 metros de altura fornece abundantes galhos carregados de pequenas folhinhas verdes. Considerada como uma panaceia para muitos males – de tratamento da malária a dores de estômago – e um alimento com alto valor nutritivo e com uma excelente composição de proteínas, vitaminas e sais minerais, a moringa é uma daquelas árvore que todos habitantes dos trópicos deveriam ter no quintal de casa.
Das 14 espécies identificadas, duas são as mais populares. Nativa das encostas do Himalaia, a Moringa oleifera foi reconhecida pela medicina ayurvédica como uma importante erva medicinal há quatro mil anos. A planta indiana acabou sendo disseminada por todo o mundo e chegou até o Brasil.
Uma espécie próxima é a Moringa stenotepala, nativa do leste da África. Segundo pesquisadores da Universidade de Addis Ababa, da Etiópia, que pesquisam a planta há quase duas décadas, a moringa possui uma elevada capacidade para combater diferentes doenças tropicais, tais como a leishmaniose.
Mas o que assombra os nutricionistas é sua composição como alimento. Pesquisadores concluíram que, comparada grama por grama com outros produtos, a moringa possui sete vezes maisvitamina C que a laranja, quatro vezes mais vitamina A que a cenoura, quatro vezes mais cálcio que o leite de vaca, três vezes mais ferro que o espinafre e três vezes mais potássio que a banana. E mais: a composição de sua proteína mostra um balanço excelente de aminoácidos essenciais (aqueles que precisamos ingerir pois o corpo humano não os produz).
Árvores de moringa  (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Em um país lembrado por imagens de subnutrição, observar que a moringa etíope – a espécie Moringa stenotepala – é fartamente plantada na zona tropical do país nos dá um grande entusiasmo. Na estrada que sai de Arba Minch em direção ao sul, a árvore está espalhada em diversos campos de cultivo de milho, assim como ao redor das cabanas de palha dos habitantes da região.
Cerca de 90 km depois, chegamos em Konso, a porta de entrada para o território nativo dos povos do vale do rio Omo. Os vilarejos tradicionais da etnia Konso foram proclamados Patrimônio Mundial pela Unesco em 2011 devido aos terraços criados para a agricultura e às muralhas de pedras que protegem os assentamentos humanos.
Como se não bastasse a engenhosidade dos Konso com seus terraços, possibilitando uma agricultura sustentável nas encostas áridas das montanhas, os líderes da etnia plantam, há muitas gerações, árvores de moringa ao redor de suas casas. Assim, a folhinha verde tão nutritiva não falta a ninguém na comunidade e traz um mínimo de elementos nutritivos a toda a população, principalmente às crianças.
 
Árvores de moringa entre as cabanas dos habitantes Konso (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Graças à moringa abundante e aos cereais e as leguminosas plantados nos terraços Konso, o fantasma da subnutrição afasta-se cada vez mais do sul da Etiópia. De fato, em todos os mercados semanais da região, sempre encontramos pencas e pencas de moringa fresca sendo vendidas para aqueles que não possuem uma árvore em seu quintal.
Thamyres Matarozzi, uma fotógrafa paulistana que viaja com nosso pequeno grupo de brasileiros, já conhecia a fama da moringa desde 2011 quando vivia em Londres. Por ser vegana e buscar uma alimentação consciente, Thamyres comprara na Europa dezenas de saquinhos de pó de moringa para complementar uma possível falta de proteínas ou vitaminas durante sua viagem à Etiópia. Qual não foi sua surpresa ao ver que quase todos os restaurantes onde comemos ofereciam moringa – ou, no idioma local, aleko – nas mais variadas formas, de sopa a refogado!
Thamyres compra um quilo de moringa fresca (Foto: © Haroldo Castro/Época)
Mulher da etnia Banna, com uma cabaça sobre seu penteado tradicional (Foto: © Giselle Paulino )
Uma jovem da etnia Ari chega com um carregamento de folhas de moringa nas costas (Foto: © Haroldo Castro/Época)
A moringa oferece ainda mais um presente às comunidades rurais. Devido a uma composição particular dos óleos e das proteínas contidas nas sementes, quando trituradas e misturadas a uma água turva e não potável, uma reação extraordinária é produzida: a água fica limpa. Como isso acontece? O pó das sementes de moringa possui a propriedade de atrair argila, sedimentos e bactérias, os quais acabam indo para o fundo do recipiente e deixando a água clara e potável.
Tanto as sementes da espécie etíope (Moringa stenopatala) como da asiática (Moringa oleífera) possuem as mesmas características de decantar a água. Pesquisadores do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram, em testes de laboratório, que as sementes da moringa asiática conseguem remover 99% da turbidez da água.
Com todos esses atributos, não é difícil considerar a moringa como uma das plantas mais generosas do planeta. Por isso, várias ONGs de desenvolvimento humano que combatem a pobreza e a fome a chamam de “super planta”, “árvore milagrosa” ou “folha que salva vidas”. 
Depois de saber tudo isso, nosso próximo passo será comprar sementes e plantar moringa em casa!
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/viajologia/noticia/2015/06/moringa-arvore-magica-que-pode-acabar-com-fome-no-mundo.html

sábado, 13 de julho de 2013

A FOME NO MUNDO - E A IGNORÂNCIA DOS QUE SÃO CONTRÁRIOS AO BOLSA FAMÍLIA


Os números são alarmantes. Morrem de fome por dia no Mundo 56 MIL pessoas enquanto 1 BILHÃO de pessoas permanecem subalimentadas. No ano passado, 70 milhões de pessoas morreram no mundo, isso corresponde a 1% da população do Planeta. Dessas mortes, 18,2 milhões ocorreram por fome ou de suas consequências imediatas.

Em matéria publicada hoje no Caderno Prosa / O Globo - o sociólogo suíço Jean Ziegler fala sobre a fome no mundo e, sem meias palavras afirma que ela só acontece por uma ação perversa e direcionada dos que ESPECULAM NAS BOLSA DE COMMODITIES, com alimentos como ARROZ, TRIGO e MILHO. A ação desses especuladores é diretamente responsável pelo alto custo dos alimentos e pela impossibilidade de que os mais pobres possam adquiri-los. Segundo ZIEGLER, não faltam alimentos no mundo, e os que especulam com eles, deveriam ser colocados diante de um TRIBUNAL INTERNACIONAL por CRIME CONTRA A HUMANIDADE, visto que com sua ação criminosa são responsáveis pela morte de milhares de pessoas.

Indagado sobre o BOLSA FAMÍLIA ele diz que o Programa alcançou resultados formidáveis, que o Brasil avançou muito, mas, entende que só com REFORMAS ESTRUTURAIS, como a AGRÁRIA e o investimento na AGRICULTURA FAMILIAR será possível tirar os ainda 13 MILHÕES DE BRASILEIROS (ERAM 23 MILHÕES) que ainda sofrem com extrema dificuldade para se alimentar.

Em outra abordagem sobre o BOLSA FAMÍLIA, a economista SÔNIA ROCHA faz um relato da evolução dos programas de transferência de renda no Brasil,aponta o CARTÃO MAGNÉTICO do Bolsa Família como um dos maiores avanços visto que acaba com o clientelismo e os intermediários. Diz que o Programa acertou, sendo copiado mundo afora por: ESTATÍSTICAS CONFIÁVEIS - RECURSOS SUFICIENTES - RAZOÁVEL INFRAESTRUTURA SOCIAL - COBERTURA ESCOLAR QUASE UNIVERSAL.  Diz que o programa /política social foi vitoriosa por reduzir consideravelmente a pobreza extrema, e indica que o próximo passo é gerar oportunidades para crianças e jovens que estão no programa.

Segundo a economista, a verdadeira porta de saída do programa, será o MERCADO DE TRABALHO e EDUCAÇÃO.

Há ainda uma matéria com os Professores Walquiria Leão Rego e Alessandro Pinzani, QUE CONTESTA a posição de que o Bolsa Família é Assistencialista ou Paternalista, e ressalta a sua importância para a emancipação das mulheres nos rincões mais pobres do Brasil.

Sem nenhuma conotação de cunho partidário ou eleitoral,  a matéria mostra, além do gravíssimo problema da fome no MUNDO e ainda no Brasil, que nós, através dos Programas Sociais de transferência de Renda, que tiveram início em Campinas e no Distrito Federal nos anos 1990 condicionando os beneficiários a oferecerem contrapartida (BOLSA ESCOLA), trilhamos o caminho certo e que hoje o BOLSA FAMÍLIA, que reuniu e ampliou os diversos programas existentes, é uma ferramenta eficiente e indispensável para que se promova justiça social e combata os persistentes bolsões de miséria que ainda existem.

QUEM É CONTRÁRIO AO BOLSA FAMÍLIA, assim se posiciona por IGNORÂNCIA do que o PROGRAMA significa e como ele está estruturado, ou então, por pura MA-FÉ. No segundo caso, estão os que não aceitam que as riquezas do país sejam distribuídas entre todos os seus filhos ou os que desejam retirar dividendos políticos com as críticas que fazem.

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Destruição Em Massa - Geopolítica da Fome
Autor: Ziegler, Jean
Editora: Cortez

Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Sociologia
Este livro de Jean Ziegler é muito mais que um retrato fiel das condições de vida dos condenados da terra ou uma vigorosa denúncia do papel funesto desempenhado, em todo mundo, pelas corporações transnacionais no agro. Trata-se de uma obra rigorosa que demonstra o caráter destrutivo (em termos ambientais e socioeconômicos) do modelo de agricultura capitalista monopolista que está em curso em todo mundo e que, no Brasil, chamamos de agronegócio.
EDITORA SARAIVA

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TRANSFERÊNCIAS DE RENDA NO BRASIL

Obra da economista e pesquisadora Sônia Rocha será lançada nesta quinta-feira (6), no Rio. Autora diz que política de transferência de renda do país é bem-sucedida
Brasília, 6 – O sucesso do Bolsa Família se deve à progressão e ao constante aperfeiçoamento do programa desde a sua criação, em 2003. A constatação é da economista e pesquisadora do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) Sônia Rocha. Nesta quinta-feira (6), ela lança, no Rio de Janeiro, o livro Transferências de renda no Brasil. O Fim da Pobreza?

“Com o Bolsa Família, a política social deixou de ser paternalista. É uma coisa técnica e uma política de Estado”, destaca a economista. 


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Vozes do Bolsa Família - Autonomia, Dinheiro e Cidadania
Autor: Rego, Walquiria Leão; Pinzani, Alessandro
Editora: Unesp
Categoria: Ciências Humanas e Sociais / Política
Estudarmos a pobreza, os destituídos de voz, os “invisíveis”. Descobrimos, por meio de estudos diversos, que são milhões de brasileiros que estavam, e em muitos casos ainda estão, completamente fora das heranças mais básicas da civilização. Qual é o papel e quais são as conseqüências econômicas e sociais do programa Bolsa Família para a vida..

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A agricultura familiar, é a solução na cura da fome mundial


“Segundo a FAO, até 2050 serão os pequenos agricultores que fornecerão grande parte dos produtos necessários para alimentar mais de nove bilhões de habitantes no mundo”             
      
No dia 16 de outubro, comemorou-se o Dia Mundial da Alimentação, criado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) para conscientizar a opinião pública sobre a nutrição e a alimentação mundial, em especial a luta contra a fome que atinge diversas populações. Este ano, o tema definido pela FAO é “Cooperativas agrícolas alimentam o mundo”, como reconhecimento do papel que estas entidades desempenham na busca da melhoria da segurança alimentar e na erradicação da fome. Segundo a FAO, até 2050 serão os pequenos agricultores – e os produtos oriundos da agricultura familiar -, que fornecerão grande parte dos produtos necessários para alimentar mais de nove bilhões de habitantes no mundo. Para isso, uma das medidas necessárias para a obtenção da segurança alimentar e nutricional é apoiar e investir no trabalho que é desenvolvido pelas cooperativas, organizações e associações de produtores rurais, para que tenham condições de aumentar a produção de alimentos, comercializar seus produtos, criar empregos e, a partir daí, aumentar a segurança alimentar no mundo e reduzir a pobreza, principalmente no meio rural.
Muitos ainda são os desafios, entre eles acabar com as dificuldades de acesso aos meios de produção de boa qualidade, à assistência técnica e extensão rural e ao crédito para financiamento da produção, além de fornecer infraestrutura e meios de transportes adequados nas áreas rurais para levar os produtos aos mercados locais.

Sabemos que esses problemas ainda não tiveram solução almejada, mas seria injusto não reconhecer que, em épocas passadas, sua gravidade foi bem maior. Segundo recente relatório denominado “Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2012”, publicado pela FAO, pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), o Brasil conseguiu reduzir o percentual de subnutridos de 14,9% entre 1990 e 1992, para 6,9%, entre 2010 e 2012.
No país, cerca de 13 milhões de pessoas ainda passam fome ou sofrem com desnutrição. Os programas sociais desenvolvidos pelo governo brasileiro, em parceria com governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada e sociedade civil, foram elogiados neste documento. Ainda de acordo com o relatório, os diversos programas e políticas em andamento no Brasil têm permitido reduzir a fome no país. Assim, hoje, no Brasil, milhares de famílias têm motivo especial para celebrar esta data, pois muitas delas são beneficiárias dos diversos programas que asseguram o direito humano à alimentação para aquelas pessoas que realmente precisam, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que promove o acesso à alimentação e incentiva a agricultura familiar, destinado às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, além daquelas atendidas pelas redes socioassistenciais.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, este programa, nas suas diferentes modalidades, tem no Brasil um total de 62.031 agricultores familiares como fornecedores de diferentes produtos. Apresenta maior cobertura nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul e, no que se refere aos produtores, a participação de agricultores familiares mais pobres é maior principalmente na região Nordeste (sobretudo Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba).
De janeiro a junho deste ano, a Bahia contemplou 4.726 agricultores familiares como fornecedores de produtos para este programa, o que gerou mais de R$ 9 milhões de renda para estes grupos. O que fora comercializado a partir deste programa totaliza mais de 9 milhões de quilos entre diversos produtos. Ainda é pouco, se considerarmos que a Bahia tem uma das maiores populações rurais do país, mas a partir de ações que começam a ser desenvolvidas, como a elaboração do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, será possível consolidar a Política Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional e isso, sem dúvida, será de grande valia para a erradicação da fome e da pobreza rural no Estado.

Por: Lídice da Mata, do Congresso em Foco
http://www.vejabemvb.com