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sexta-feira, 26 de julho de 2013

O feito extraordinário de Alckmin


Geraldo: nem com o apoio de toda a mídia....
(Foto: Marcelo Camargo/ABr)
O governador Geraldo Alckmin é um caso raro de político.
Ele é daqueles que preferem se afastar do povo, das manchetes dos jornais e das luzes das câmeras.
Ele é daqueles que se sentem mais à vontade no anonimato, que não dão a mínima para o reconhecimento público.
Conservador até o mais fundo da alma, Geraldo cresceu se apoiando no sentimento também extremamente reacionário de grande parte do eleitorado paulista.
Esse seu perfil ideológico, claro, sempre agradou à chamada "elite" estadual, nela incluída o patronato dos meios de comunicação, que sempre lhe foram extremamente simpáticos.
Assim, na moita, quietinho, Geraldo foi fazendo a sua vida, conquistando mais poder para si e seu grupo.
Dessa forma, a constatação de que seu governo é aprovado por apenas 26% do eleitorado, como mostra a pesquisa da CNI, é surpreendente, pois não há um jornal, uma estação de rádio ou de televisão, nem mesmo nenhum portal da internet que fale mal dele, que sequer acompanhe os atos de seu governo.
Geraldo é inteiramente blindado pela imprensa, pelos tais "formadores" de opinião pública.
E mesmo assim amarga uma desaprovação dessas!
É um caso para se estudar.
Dá para entender por que o governador do Rio, Sérgio Cabral, ficou na rabeira das avaliações - não há um santo dia em que não se fale mal dele.
Também dá para entender a queda da popularidade da presidenta Dilma, também alvo de uma ferocidade única da turma que quer a volta do modelo Casa Grande & Senzala para o país.
No caso de Geraldo, porém, nada disso acontece.
O sujeito é poupado de qualquer crítica pela mídia, não se faz nenhum reparo a nenhuma medida que toma ou deixa de tomar, a mídia inteira age como se tivesse obrigação de soltar press releases e não notícias sobre o seu governo.
E mesmo assim menos de um terço do eleitorado o apóia...
Convenhamos, é preciso ser muito, mas muito sem carisma, sem apelo, sem liderança - é preciso ser um político muito ruim para conseguir esse feito!

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2013/07/o-feito-extraordinario-de-alckmin.html

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Governo Alckmin:Fraco, Acuado, Estado Desgovernado...

O atual retrato de São Paulo
Além da enorme incompetência que domina a adiministração de Geraldo Alckmin em São Paulo, o mesmo está entrando para história política do estado como o governo mais fraco, covarde e omisso que já tivemos.

Acuado, o (des) governador cede às pressões dos vândalos fascistas travestidos de manifestantes e além reduzir as tarifas do trem, metrô e ônibus intermunicipais, cancelou também o aumento das tarifas dos pedágios.

A redução das tarifas é uma enganação

Essas decisões do omisso e medroso governo Alckmin, além de demonstrar covardia em enfrentar os vândalos é uma pura enganação. Afinal, essas reduções vão ser pagas de qualquer forma pelo povo.

Não há segredo: quem conhece os tucanos sabem muito bem que não dá para confiar nos mesmos. No final, a conta vai ser paga pelo povo de alguma outra forma.

O PSDB é mestre em ludibriar o povo. Quem não se lembra dapromessa de Geraldo Alckmin em 2002 de que não haveria cobrança de pedágio no Rodoanel?

Passados três anos da promessa, no ano de 2005, ele esqueceu o que disse ao povo e tome pedágio! Nenhuma novidade para quem conhece de fato o PSDB e seus políticos.

Governo acuado = estado desgovernado

O povo está sofrendo as conseqüências da omissão e da covardia de um governo incompetente e inerte. São Paulo vive dias de verdadeiro caos. Ninguém consegue sentir-se seguro ao sair na capital ou em qualquer grande cidade do estado.

A baderna tomou conta das ruas através da onda de saques, destruições, vandalismo, e arrastões cometidos pelos manifestantes fascistas que tomaram o comando do estado das mãos de Alckmin.

O cidadão de bem  está literalmente sitiado. Não dá para levar os filhos na escola, andar de trem, metrô ou ônibus tranquilamente em nenhuma cidade de São Paulo.
Patrimônio do povo destruído 

O governo encontra-se totalmente perdido. O estado virou um trem desgovernado, onde a falta de comando é visível e notória, deixando o cidadão de bem a mercê de todo tipo de violência.

O caos está estabelecido e o governador perdeu o comando, deixando a população totalmente abandonada.

Eleitor punirá Geraldo Alckmin e o PSDB

O eleitor não tolerará mais a situação de caos a qual o (des)governo tucano submeteu o povo do estado. O PSDB paulista tende a sumir do mapa e deverá ter o mesmo fim do malufismo.

Não há como suportar tanto descaso. São 20 anos de desmandos diversos cometidos pelo PSDB desde os (des)governos de Mario Covas, passando por José Pedágio Serra e agora, culminando com o inerte mandato atual de Geraldo Alckmin.

Tanto Mário Covas como José Serra fizeram governos danosos para a população, porém, este atual governo de Alckmin consegue ser o pior de todos.

Manifestante fascista saqueia e destrói lanchonete
A covardia, a omissão e a falta de atitude de Alckmin no comando do maior e mais forte estado do país passa a triste sensação de que não temos governador.

A incompetência e o despreparo deste governo de São  Paulo vai ser punida exemplarmente pelo eleitor em eleições futuras.

Não há como passar em branco essa falta de comando. Geraldo Alckmin está perdido e seu fraco e omisso governo não tem mais recuperação.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

HÁ CLAROS INDÍCIOS DE QUE ORDEM PARA ATAQUE POLICIAL CONTRA MANIFESTANTES E POPULAÇÃO SAIU DO GOVERNO DE SÃO PAULO

mulher atingida

Há fortes e claros indícios de que a ação da Polícia Militar atacando manifestantes e a população foi dada pelo governo do Estado de São Paulo. A ação da polícia foi orquestrada e violenta a todo momento. Não houve um problema isolado, mas uma ação conjunta, uma ação como nos piores regimes ditatoriais.

Os policiais militares são os menos culpados dessa ação própria de ditaduras do terceiro mundo. PMs cumprem ordem e a ordem veio de cima. Um dos exemplos dessa ação é de uma mulher (foto ao lado)  que saiu da igreja e foi atingida por um tiro de borracha no rosto. Ela declarou que viveu a ditadura brasileira e era dessa forma que agiam. Assim como nas ditaduras, se não há limites para o Estado, qualquer um pode ser vítima. Houve também ataques contra jornalistas e em vários pontos da manifestação.

Se a ordem saiu do governo do Geraldo Pinheirinho Alckmin, o prefeito Fernando Haddad e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo  tem a sua enorme parcela de culpa e responsabilidade. Eles não ofereceram resistência ao discurso belicoso e violento do governador nos primeiros protestos. O PT deu aval para a violência policial porque em nenhum momento teve capacidade para contrapor o governo Alckmin.

Abaixo um vídeo com a ação da polícia de forma estarrecedora. Manifestantes gritam não à violência, e a PM chega atirando, cumprindo ordem estabelecida.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Alckmin e as más companhias


Alckmin tem um secretário de ultradireita:
dize-me com quem andas...
(foto: Marcelo Camargo/ABr)
Geraldo Alckmin, apesar de estar há muitos anos à frente do maior Estado da federação, nunca deixou de ser um político provinciano. Na única vez em que tentou alçar voo mais amplo, concorrendo contra Lula na eleição presidencial de 2006, conseguiu a façanha de ter, no segundo turno, menos votos que no primeiro.
É um político sem visão estratégica, sem liderança ou carisma suficientes para elevá-lo à categoria de estadista.
Por ser medíocre, cerca-se de auxiliares também medíocres, e assim vai tocando a vida, feliz por ter ganho a sorte grande, o governo de São Paulo, com a morte de Mário Covas, de quem era um inexpressivo vice.
Alckmin nunca demonstrou ser progressista, nunca fez questão de mostrar ao eleitorado nada além do que realmente é, um conservador que se preocupa apenas em deixar as coisas da maneira em que estão.
Também é notória a sua ligação com a igreja católica - e com a seita fundamentalista Opus Dei.
E, ao contrário de Covas, que foi perseguido pelos militares, Alckmin nunca teve uma palavra de crítica à ditadura que por duas décadas deixou o país nas trevas.
É como se esse período da história não existisse para ele.
Recentemente, porém, Alckmin teve uma atitude que, se não explicita o seu pensamento político-ideológico, dá umas boas pistas sobre ele.
A nomeação do ultradireitista Ricardo Salles para ser seu secretário particular, nestes tempos de Comissão da Verdade, revela muitas coisas.
Uma delas é que o governador não está nem aí para o passado do Brasil, já que Salles é, publicamente, apoiador da ditadura militar.
Outra é que ele não está nem um pouco preocupado com a chamada opinião pública - ou pelo menos, com parte dela. 
O escritor Marcelo Rubens Paiva, cujo pai foi morto numa dependência do Exército durante a ditadura, já pediu que Alckmin se retratasse por uma afirmação absurda de seu secretário particular: “Não vamos ver generais e coronéis, acima dos 80 anos, presos por causa dos crimes de 64. Se é que esses crimes ocorreram...", disse o sujeito no ano passado a uma selecionada plateia do Clube Militar, no Rio.
Alckmin, como é de seu feitio, está caladinho, fingindo que não tem nada com isso.
Mas, pelo próprio cargo público que ocupa, terá, um dia ou outro, de se manifestar sobre esse tema, para ele tão espinhoso.
Afinal, ele não é mais o prefeito de Pindamonhangaba, embora aja como tal.

domingo, 17 de março de 2013

Enquanto Dilma faz desonerações, Alckmin aumenta conta de água em 7,5%





Parece que nem o jornal Folha de São Paulo, tido como uma especie de assessoria de imprensa do PSDB, aguenta mais os tucanos  em São Paulo. Hoje a coluna Painel,  dedicado a assuntos políticos abriu manchete: “Enquanto Dilma faz desonerações, Alckmin deve aumentar conta de água”. Veja a nota

Quem paga a conta 

Enquanto Dilma Rousseff promove desonerações em série para deter a inflação, Geraldo Alckmin tem encrenca à vista: a Sabesp quer incorporar aditivo de 7,5% ao reajuste anual das contas de água na cidade de São Paulo, que deve ficar próximo de 2%. A revisão tarifária compensaria a empresa, controlada pelo Estado (governo Alckmin PSDB), por uma injeção de recursos do mesmo percentual que fez no fundo de saneamento da capital em 2009, quando José Serra era governador e Gilberto Kassab, prefeito.

Freio 

A agência reguladora paulista contratou empresa para auditar os investimentos da Sabesp antes de decidir se acolhe a revisão da tarifa, que traria impacto ao consumidor a partir de agosto. O contrato entre a empresa e a prefeitura, de 30 anos, prevê injeção de R$ 16 bilhões.

Redução... 

Preocupado com o desgaste da medida, Alckmin estuda saída menos onerosa com sua equipe. Auxiliares do tucano defendem a pulverização desse índice adicional em até quatro anos.

... de danos Alegando desconhecer o processo, a prefeitura pediu prazo para submeter o tema ao comitê gestor dos serviços de água e esgoto da capital. Na próxima sexta-feira, contudo, o Estado deve dar seu veredicto.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A disputa pela sucessão de Dilma e Alckmin



  
Sobre a guerra de posição no interior do PSDB, envolvendo paulistas e mineiros, sinto que é mais uma ofensiva (ou ataque defensivo) dos paulistas que um conflito aberto entre duas forças

Rudá Ricci, Brasil 257

A disputa pela sucessão de Dilma já está em ponto de ebulição. O fator principal é o "pêndulo" Eduardo Campos, mas também a movimentação dos partidos da base aliada do governo federal.

Em São Paulo, as especulações também aumentam gradativamente, mas num nível muito inferior ao ponto de aquecimento da disputa federal. Possivelmente, em função da fome da imprensa local, que é a mesma que está no topo do ranking da grande imprensa nacional.

Isto explica a ausência de especulações públicas sobre a sucessão em outros Estados, como aqui em MG.

Reproduzo, abaixo, as projeções de Gaudêncio Torquato a respeito da sucessão de Dilma e Alckmin, publicadas no último Porandubas Políticas. Vou comentá-las, mas antes, darei meus pitacos em relação à sucessão de Antonio Anastasia, já que a imprensa local pouco faz neste sentido.

Sobre MG:
A situação não é nada confortável para Aécio e apoiadores. Já comentei o temor dos partidos aliados perderem cargos comissionados que alimentam sua existência. As dificuldades para encontrar um nome forte e confiável à sucessão de Anastasia são muitas. O nome mais apreciado, no momento, é do presidente da Assembléia Legislativa. Também é citado o nome do prefeito Marcio Lacerda, com o inconveniente dele ser do PSB, o que poderá diminuir sobremaneira o espaço de Aécio num futuro governo estadual (caso Lacerda vença o pleito) já que a possibilidade de candidatura avulsa de Eduardo Campos (ou aliança com Dilma) em 2014 acabará por amarrar Lacerda. Sem governo estadual e na possibilidade de perder a eleição federal, o destino de Aécio começa a ganhar contornos de alto risco político.”

Sobre as notas, abaixo, do Porandubas Políticas:
Gaudêncio destaca a guerra de posição no interior do PSDB, envolvendo paulistas e mineiros. Sinto que é mais uma ofensiva (ou ataque defensivo) dos paulistas que um conflito aberto entre duas forças. Em outras palavras, os tucanos mineiros parecem passivos. É fato que um ataque aberto diminuiria ainda mais o brilho do verniz de Aécio Neves, mas a movimentação de Alckmin e Serra, ao final, podem provocar estrago semelhante. Tem a ver com cultura e estilo opostos. Mas também tem relação com poder econômico e paternidade do PSDB.
Gaudêncio percebe, ainda, ausência de proposta substantiva entre aecistas, incluindo seu cacique maior. Problema de toda oposição, eu acrescentaria.
Ao final das notas que reproduzo a seguir, Gaudêncio detalha um cenário em que há espaço para uma terceira força em 2014. Sua análise se concentra em São Paulo. Mas percebo que esta possibilidade ganha força a cada eleição, país afora. O sistema partidário está absolutamente desgastado e o que segura as aparências são os esquemas perversos de alianças que percorrem o Palácio do Planalto até os municípios, os programas de transferência de renda e a festa (com sabor de desforra, de um lado, e de confirmação de poder, de outro) que ainda envolve todo período eleitoral no Brasil. Esta festa é uma das expressões da tradição política brasileira, algo grupal, de origem coronelística, envolvendo toda "entourage" (coronel, cabos, apoiadores desavisados e incautos etc). É verdade que, a levar em consideração o crescente número de abstenção e votos nulos e brancos das últimas eleições, esta "brincadeira juvenil" pode estar perdendo sua atração.
Vamos aos pitacos de Gaudêncio Torquato:
A campanha está nas ruas
No Brasil, o terreno da política é sempre movediço. Há buracos aqui e ali, entrâncias e reentrâncias para entrada e saída dos atores políticos. O remelexo é constante. Idas e vindas, articulações e desarticulações ocorrem ao sabor das circunstâncias. Por isso mesmo, a campanha de 2014 ganha as ruas. A presidente Dilma, em pronunciamento em rede de TV, anuncia redução do custo da energia elétrica para os consumidores e empresas, em claro posicionamento eleitoreiro. A bandeira da luz mais barata é popular. Na esteira da insinuação da presidente, o governador de PE, Eduardo Campos, do PSB, volta às manchetes e primeiras páginas de revista. O líder do PSB, Beto Albuquerque, anuncia : depois do pronunciamento de Dilma, não há mais como esconder a candidatura de Campos.
Já os tucanos...
Enquanto isso, os tucanos fazem sua Convenção partidária, forma de revitalizar o ânimo das bases. José Serra reaparece na cena com seu primeiro discurso após perder a prefeitura de SP para o petista Fernando Haddad. E o que fazem os partidários do governador Geraldo Alckmin ? Lançam Serra na esfera da candidatura à presidência em 2014. Contra Aécio. Quer dizer, SP contra Minas. Nada de café com leite. Café de um lado, leite de outro. Aécio, por sua vez, abre o bico e descreve o travamento da gestão federal. Seu discurso é mero diagnóstico. Carece de propostas substantivas.
Cadê o projeto Brasil ?
Aliás, essa é a questão que bate na floresta tucana. Onde está o Projeto para o Brasil ? O que o país poderia esperar dos tucanos além de bicadas? As oposições estão travadas no âmbito do discurso. Falar por falar, denunciar por denunciar não leva a nada. Fernando Henrique apóia Aécio. Alckmin apoiaria Serra. Claro, até para poder tirá-lo de sua rota, que é a reeleição ao governo de SP em 2014.
Divisão de poder
Em política, tudo é possível. Inclusive, a entrega da prefeitura da Capital e do governo do Estado a um mesmo partido. Mas isso é algo bastante difícil. O eleitor tende a repartir o poder. Entrega a capital para ser administrada por um partido e o Estado por outro. Por isso, este consultor acha complicada a operação/intenção de Lula de eleger o ministro Padilha, da Saúde, como governador do Estado. Parece mais viável um candidato de outro partido, que não o PT. Esta agremiação, aliás, divide o eleitorado. Uma parte a ela se engaja, outra toma distância. A rejeição ao PT continua alta em SP. Mas o partido, sem dúvida, tem condições de jogar seu candidato no segundo turno.
Corrosão de material
Diante disso, surge a questão : quer dizer que é mais fácil para o PSDB ganhar o governo de SP ? Em tese, sim. Mas há um fator complicador. É aquilo que o marketing político batiza de "corrosão de material". São 20 anos de poder tucano no Estado de SP. Tempo considerado limítrofe para se constatar os primeiros sinais de desgaste da identidade. Explico : Identidade é a coluna vertebral do ator político, seja ele pessoa jurídica, um governo, seja ele pessoa física, o governador Geraldo Alckmin, por exemplo. Identidade é a soma do discurso, ações, propostas, ideários, atitudes, forma de governar, ao lado do plano estético - visual do governo, gestos pessoais, etc. Depois de muito tempo, essa composição vai ganhando tons de cinza ou de amarelo desbotado. O discurso fica velho. O eleitor quer distinguir um novo colorido na paisagem.
O jeito Alckmin de governar
Geraldo Alckmin é, como diz a linguagem dos setores médios, um gentleman. Educado, pessoa de fino trato, cordial, ou, para usar outra imagem, o perfil do sogro ideal. Ao contrário de Mario Covas, um perfil rompante, destemido, que exibia autoridade na fala e nos gestos. Covas era conhecido pela coragem de enfrentar todos os obstáculos. Partiu para cima de um grupo que o apupava na entrada da Escola Caetano de Campos. Alckmin, ao contrário, tem jeito de que é incapaz de matar uma mosca. O estilo é a pessoa, já diziam os clássicos da literatura. Pinço a observação para a política. A identidade do governo de SP leva muito dos traços pessoais de Alckmin. Suave, maneiroso, sem um tronco firme (uma coluna vertebral) que possa identificar a administração. Esse é o busílis, o entrave, que dificultará a reeleição de Alckmin.
Alternativas
O PMDB deverá fechar posição em torno de Paulo Skaf, presidente da FIESP. Trata-se de um perfil conhecido pelo ativismo e empreendedorismo. Skaf foi reeleito por unanimidade para a maior Federação de Indústrias do país. Mudou a feição da casa, transformando-a em foro de debates diários. Ali se vêem ministros, ex-ministros, grandes economistas e analistas da cena brasileira. Lidera ele grandes causas, como o barateamento do custo da energia, uma campanha da FIESP. Portanto, se for o candidato do PMDB e dispuser de um bom espaço de TV, poderá ser o meio termo entre o continuísmo tucano e o oposicionismo petista, que já ocupa o terreno municipal. Há, ainda, o nome do ex-prefeito Kassab. Trata-se de um grande articulador. Mas terá ele de quebrar grandes resistências a seu nome e redesenhar os costados da imagem. Além disso, sobraria para ele a disputa ao Senado. Também uma chance.
E Suplicy ?
Pois é, em 2014, haverá apenas uma vaga em disputa para o Senado. Eduardo Suplicy, o eterno senador petista, continuará a ter preferência ? Na visão deste consultor, trata-se de um perfil que também atravessa o corredor onde estão os materiais corroídos pelo tempo. Suplicy toparia ser candidato a deputado ? Minha impressão é de que o PT vai desviá-lo da Câmara Alta (Senado) e candidatá-lo à Câmara Baixa (Câmara dos Deputados).