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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Cinco planetas se alinham no céu por um mês; saiba como ver raro fenômeno


Para ver o fenômeno raro, é preciso buscar um lugar onde o céu esteja bem escuro
Fanáticos por astronomia terão, a partir desta semana, uma oportunidade rara de acompanhar o alinhamento de cinco planetas.

Da BBC

É um evento bastante incomum, que começará nesta quarta-feira (20 de janeiro) e vai durar exatamente um mês, até 20 de fevereiro.

Pela primeira vez em 10 anos, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno poderão ser apreciados a olho nu, alinhados simultaneamente, entre o horizonte e a lua.

Considerando que a rotação em torno do Sol de cada planeta é diferente, esse é um fenômeno que pode ser considerado imperdível.

De acordo com o especialista Alan Duffy, da Universidade Swinburne, de Melbourne (Austrália), os planetas mais fáceis de serem vistos são Vênus e Júpiter.

"O grande desafio será Mercúrio", diz Duffy à publicação Australian Geographic.
Isso ocorre porque o planeta estará muito próximo ao horizonte, assim ele fica facilmente "escondido". Além disso, ele só aparece durante a madrugada.
O melhor momento para ver os cinco alienado é pouco antes do amanhece
As horas e os dias em que cada planeta podem ser vistos no céu variam conforme a localização na Terra.

O primeiro a aparecer será Júpiter. Devido ao seu brilho, será fácil de vê-lo, mesmo em áreas urbanas.

O Planeta Vermelho, Marte, virá em seguida; e Saturno estará mais abaixo, seguido de perto por Vênus.

O último será Mercúrio.
Especialistas de ambos os hemisférios, norte e sul, concordam que o melhor momento para ver os cinco alienhados é pouco antes do amanhecer.

O site Sky.org recomenda que, entre 27 de janeiro e 6 de fevereiro, as pessoas em todo o mundo usem a Lua como um guia para ver os planetas.

Os planetas estarão entre o satélite natural da Terra e o horizonte.

Alan Duffy recomenda procurar um horizonte aberto e um céu suficientemente escuro - cenário praticamente impossível de se encontrar em áreas urbanas.

Uma vez encontrado um lugar para observar o fenômeno, vale cruzar os dedos para que o céu e o horizonte estejam em condições ideais.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Correntes oceânicas - rios que correm dentro do mar


Foto: Reprodução/ Van Gogh - A Noite Estrelada
Veja nesta animação da NASA as correntes oceânicas de superfície correndo ao redor do mundo. A animação não contém narração ou legendas, seu objetivo é simplesmente usar os fluxos dos oceanos para criar uma experiência visual simples e visceral

Brasil 247

Cientistas do Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio, da Nasa, realizaram esta surpreendente animação que mostra as correntes marinhas de superfície no arco de tempo entre junho 2005 e dezembro 2007.

Em oceanografia, chamam-se correntes oceânicas ou correntes marítimas ao fluxo das águas dos oceanos, ordenadas ou não, decorrentes da inércia da rotação do planeta Terra, dos ventos e da diferença de densidade das águas. Suas movimentações não são bem definidas por haver continentes e ilhas ao longo da sua movimentação, portanto, correm com grande variabilidade. Influenciam na pesca, na vida marinha e no clima. Uma das correntes oceânicas mais conhecidas e importantes é a Corrente do Golfo, que se forma na região do Golfo do México e atravessa todo o Atlântico, levando águas mais quentes até o litoral da Grã-Bretanha e da Noruega. Não fosse essa corrente, a temperatura média nessas regiões seria muito mais baixa do que realmente é.

Essa corrente fria sai da Antártica, passa pela Argentina e chega ao Brasil

Os dados utilizados neste vídeo e animação são extraídos de um modelo computadorizado chamado ECCO2 (Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, fase 2) que estuda a circulação global das correntes e do gelo marinho. O modelo simula o fluxo das correntes em todas as profundidades, mas este vídeo mostra apenas os movimentos das correntes superficiais. Curioso: elas lembram muito as pinceladas circulares de algumas pinturas de Vincent Van Gogh.”



O maior objeto do Universo

Segundo um astrônomo, um vazio tão enorme não é comum, assim como é raro que uma área fria esteja coincidentemente alinhada com o vazio

"Há mais de dez anos, enquanto mediam a temperatura do Universo, astrônomos encontraram algo estranho: uma faixa do espaço com uma largura equivalente a 20 luas e que era extraordinariamente fria.



A descoberta ocorreu quando esses cientistas exploravam a radiação de micro-ondas que envolve todo o Universo, conhecida como Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas (CMB, na sigla em inglês). É a região que temos mais parecida com o que era o Universo quando ele foi criado.

A CMB permeia o espaço e tem praticamente o mesmo aspecto em todas as áreas, emitindo uma temperatura fria de 2.725 kelvins ─ apenas alguns graus a mais do que 0oC. Com o uso novos satélites com sondas para micro-ondas (WMAP, na sigla em inglês), os astrônomos passaram a tentar descobrir as mínimas variações de temperatura nessa massa.

Foi ali que eles encontraram essa área fria, que, apenas recentemente, foi atribuída a uma gigantesca caverna vazia, chamada de "supervazio" cósmico ─ tão grande que pode ser o maior objeto existente em todo o Universo.
Segundo a teoria, um vazio tão enorme, onde não existe nem uma mera estrela, pode deixar uma marca glacial na CMB. 

A formação da área fria

Tudo o que existe no cosmos ─ galáxias e matéria negra invisível ─ se espalha pelo espaço em uma vasta rede de filamentos. Entre eles, há bolsões de vazio de várias formas e tamanhos.

Um vazio realmente grande pode atuar como uma lente, fazendo o CMB parecer mais frio do que é.

Tudo o que existe no cosmos ─ galáxias e matéria negra invisível ─ se espalha pelo espaço em uma vasta rede de filamentos
Assim como a maioria das coisas, a luz também está sujeita à influência da gravidade, que age sobre os fótons em seu trânsito. Mas dentro do vazio, a escassez de matéria faz com que não exista praticamente gravidade. Quando um fóton penetra no vazio, ele perde energia, mas depois pode recuperar a energia perdida.

Enquanto um fóton navega por um vazio, o Universo continua a se expandir. Quando o fóton sai do vazio, encontra a matéria mais espalhada. Por isso, o efeito da gravidade sobre ele não é tão forte.

Físicos descreveram esse fenômeno pela primeira vez no fim dos anos 60, mas ninguém nunca o observou. Depois da descoberta da área fria, astrônomos como Istvan Szapudi, da Universidadedo Havaí, começaram a buscar provas desse comportamento, chamado efeito de integração Sachs-Wolfe (ISW), e as encontrou em 2008.

Szapudi e sua equipe procuraram pelo efeito ISW na análise estatísticas de cem vazios ou aglomerações de galáxias, e descobriram que o fenômeno muda a temperatura da CMB em cerca de 10 milionésimos de kelvin (ou 10 microkelvins).

Em comparação com a área fria, que tem uma temperatura 70 microkelving mais fria do que a média da CMB, trata-se de um efeito pequeno. Mas os cientistas conseguiram mostrar que os vazios podem criar áreas frias ─ e um supervazio seria capaz de formar uma grande área fria.

Para procurar pelo supervazio, Szapudi e seus colegas varreram uma área que cobriria o local onde estaria a área fria. Eles a encontraram a menos de 3 bilhões de anos-luz da Terra, e descobriram se tratar de um objeto gigantesco.
Seu raio mede mais de 700 milhões de anos-luz, o que faz dele provavelmente a maior estrutura física do Universo.

Segundo o astrônomo, um vazio tão enorme não é comum, assim como é raro que uma área fria esteja coincidentemente alinhada com o vazio. "É muito mais provável que o vazio esteja gerando a área fria", diz ele.

Dúvidas sobre a estrutura

Mas outros astrônomos ainda duvidam que se trate de um supervazio.
Patricio Vielva, da Universidade da Cantábria, na Espanha, que liderou a descoberta da área fria em 2004, acredita na possibilidade de essa região ser o resultado de uma textura cosmológica, um defeito no Universo semelhante às fissuras encontradas no gelo.

Segundo teoria, um vazio tão enorme no espaço pode deixar uma marca glacial na CMB

Em 2007, Vielva conseguiu demonstrar que se existe uma textura no Universo, ela poderia criar a área fria através do efeito ISW.

Já o astrônomo Rien van de Weijgaert, da Universidade de Groningen, na Holanda, acredita que a textura seja mera especulação.

"Para a maioria de nós, o supervazio ainda parece ser a melhor explicação para a área fria", afirma o holandês.

Para entender mais, é necessário coletar mais dados. Por enquanto, fazendo mais observações que possam trazer medidas mais precisas do tamanho e das propriedades do supervazio.

Se o supervazio for realmente confirmado, ele será a primeira medida de um objeto que deixa uma marca na CMB através do efeito ISW. Isso é importante não apenas pelo tamanho extraordinário da estrutura. "Teremos com ele uma maneira a mais para estudar a energia negra, que é uma das coisas mais intrigantes do Universo", afirma Szapudi."

terça-feira, 2 de junho de 2015

Confira 15 eventos astronômicos imperdíveis deste ano

Lua de sangue, chuvas de meteoros, conjunções, superluas, um cometa promissor: confira os destaques celestes que estão por vir em 2015


Eventos Astronômicos Em maio, o planeta acompanhou uma coincidência rara de três eventos astronômicos no mesmo dia: um eclipse total do Sol, uma superlua e o equinócio de outono. Todos os anos, os "céus" promovem espetáculos como esses para os amantes da astronomia.
Para observar muitos desses fenômenos, não é preciso ter um telescópio ou binóculos, em várias ocasiões, alguns deles podem ser vistos a olho nu.
Então prepare a agenda e, se quiser saber ainda mais, dê uma olhada no calendário completo do site especializado Sea and Sky.
Confira alguns eventos:
Junho
6 – Vênus atinge máxima elongação oriental. Neste dia, o planeta terá boas condições de visibilidade, pois estará em seu ponto mais alto no céu do crepúsculo. Vênus estará muito brilhante na direção Oeste, pouco depois do pôr do sol.
Julho
1 – Conjunção entre Vênus e Júpiter. Os dois planetas estão entre os objetos mais brilhantes do céu noturno. Neste dia, vão estar absurdamente próximos um do outro, a uma distância aparente de meros 0,3º. Para achar o par, é só olhar para o Oeste logo após o pôr do sol.
Agosto
12 e 13 – Chuva de meteoros Perseidas. Em 2015, esta que é uma das melhores chuvas para se observar, promete ainda mais, já que a fina Lua crescente não deve atrapalhar sua visibilidade. As partículas deixadas para trás pelo cometa Swift-Tuttle são famosas por produzir, entre 17 de julho e 24 de agosto, uma grande quantidade de meteoros muito brilhantes. O pico de atividades neste ano será entre a noite de 12 e a manhã de 13 de agosto, depois da meia-noite. O radiante das Perseidas fica na constelação de Perseu, mas os meteoros podem aparecer em qualquer lugar do céu.
29 – Superlua. Marcando a primeira das três superluas visíveis de 2015, neste dia nosso satélite natural estará em sua fase cheia, com o disco inteiramente iluminado pelo Sol. A Lua deve parecer um pouco maior e mais brilhante no céu, já que atinge o ponto de sua órbita em que está mais próxima da Terra.
Setembro
28 – Superlua e eclipse lunar total. Segunda do ano, esta superlua será a mais próxima de todas da superfície terrestre. Neste dia, os brasileiros serão agraciados com uma vista “de camarote” para um eclipse total da Lua, que não deve se repetir antes de 2019. Todo o território do país poderá observar, por volta das 22h, a Lua começar a escurecer e ganhar uma coloração avermelhada, conhecida como “Lua de Sangue”. Cerca de uma hora depois, o astro estará completamente eclipsado, e só voltará ao normal por volta das 1h30 da madrugada.
Outubro
– Cometa C/2013 US10 Catalina. Descoberto há pouco tempo, em 2013, o cometa pode se tornar visível a olho nu nos céus do Hemisfério Sul neste dia. Conforme migra para uma observação somente no Hemisfério Norte, pode ganhar ainda mais brilho até o fim do ano.
21 e 22 – Chuva de meteoros Orionídeas. Irmã gêmea das Eta Aquarídeas, também produzida por fragmentos do cometa Halley, nas Orionídeas (2 de outubro - 7 de novembro) serão produzida cerca de 20 meteoros por hora durante o pico de atividade, que este ano ocorre entre a noite de 21 e a manhã de 22 de outubro. Para observá-la, basta ir a um local com pouca iluminação e ficar de olho na constelação de Órion depois da meia-noite.
27 – Superlua. Esta será a última superlua do ano.
28 – Conjunção entre três planetas (Vênus, Marte e Júpiter). Típico evento que deixa a comunidade de entusiastas de astronomia em polvorosa, o encontro relativamente raro entre os três planetas deve ocorrer pela manhã, pouco antes do nascer do sol, na direção leste. Vênus, Marte e Júpiter formarão um pequeno triângulo de 1º no céu da alvorada.
Novembro
– Conjunção entre Vênus e Lua. A Lua crescente deve se encontrar com o brilhante Vênus na direção leste, pouco antes do amanhecer. Os astros estarão a uma distância aparente de 2º um do outro.
13 e 14 – Chuva de meteoros Geminídeas. Considerada por muitos como a melhor chuva de meteoros de todas, as Geminídeas podem produzir até 120 meteoros multicoloridos por hora. Os resíduos do asteroide 3200 Faetonte cruzam com a Terra todos os anos entre 7 e 17 de dezembro, sendo que em 2015 o pico da chuva será durante a madrugada de 13 para 14 do mês. Para observá-la, é preciso estar em uma área com pouca luminosidade e, de preferência, olhar para o radiante, que fica na constelação de Gêmeos. Mas os meteoros podem riscar o céu em qualquer região.
25 – Lua Cheia. Não poderia haver data melhor para a última Lua Cheia do ano: bem no dia de Natal. Aproveite a celebração com uma enorme e brilhante Lua no céu.
via: http://cmais.com.br/jornalismo/mundo/confira-15-eventos-astronomicos-imperdiveis-deste-ano

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Olhe para o céu. O senhor dos Anéis está de volta!


Observar o planeta Saturno é sem dúvida uma das atividades mais interessantes e educativas que existem. Seu conjunto de anéis é simplesmente fantástico e não tem quem não se encante ao vê-los. Experimente. Saturno está no céu!
Saturno e tempestades de auroras
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Sem contar a Terra, Saturno é provavelmente o planeta mais famoso do Sistema Solar. Se duvida, peça à uma criança para desenhar um planeta e com quase certeza ela desenhará Saturno, repleto de anéis!
Atualmente, o gigante gasoso está a 1.38 bilhões de quilômetros da Terra, a caminho da oposição que ocorrerá em 22 de maio. Isso significa que visto da Terra, Saturno ficará do lado oposto ao do Sol, 100% iluminado, formando uma espécie de alinhamento que favorecerá ainda mais sua observação.

Os Anéis Sumiram!
Saturno completa uma volta ao redor do Sol a cada 30 anos e periodicamente aponta a borda dos seus anéis para a Terra.
Isso acontece sempre a cada 14 e 15 anos e em setembro de 2009 o ângulo de visão era tão pequeno que a perspectiva transformou o disco anelar em uma simples linha escura cruzando a face do planeta. Naquela ocasião, os anéis de Saturno simplesmente sumiram.
Os Anéis Voltaram!
Com o passar dos dias e dos anos, entretanto, o ângulo de visão foi novamente aumentado, permitindo que os anéis se tornassem visíveis novamente. Até 2017 eles estarão totalmente abertos.

Anesi de Saturno fechando e abrindo
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Vendo Saturno
Atualmente Saturno pode ser encontrado no quadrante leste logo após o pôr do Sol a partir das 21 horas, lembrando que o leste é o quadrante onde o Sol nasce.
O planeta está bastante brilhante, com magnitude de 1.01 e nesta quarta-feira estará ligeiramente abaixo da Lua, o que facilitará muito sua localização. À medida que as horas passam o planeta vai subindo acima do horizonte e lá pelas duas da madrugada estará quase no zênite.
Para ver os anéis de Saturno será necessário o uso de uma pequena luneta ou telescópio. Se você ainda não tem um, a hora de adquirir um instrumento astronômico é agora. O planeta ficará disponível por alguns meses e nada melhor que reunir os amigos e familiares para diversas sessões de observação planetária. Fica a dica.
Bons céus!


Artes: No topo, espetacular imagem do senhor dos anéis registrada pelo telescópio espacial Hubble, com destaque para tempestade de auroras no hemisfério norte do planeta. Acima, mosaico criado pelo astrônomo Efrain Morales, de Aguadilla, Porto Rico, ajuda a entender a inclinação de Saturno. As fotos foram feitas com um telescópio de 12 polegadas e mostram a mudança da geometria dos anéis ao longo dos anos. Créditos: Nasa, Efrain Morales Rivera , Apolo11.com 
http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Olhe_para_o_ceu._O_senhor_dos_Aneis_esta_de_volta!&posic=dat_20150408-103502.inc

quinta-feira, 26 de março de 2015

Pode o asteroide 2014 YB35 atingir a Terra na sexta-feira?


Um asteroide com cerca de 700 metros de comprimento passará próximo da Terra na sexta-feira dia 27 e caso atinja nosso planeta poderá provocar um mega tsunami ou devastar cidades do porte de São Paulo. Mas será que corremos algum risco de impacto?
Asteroide 2014 YB35
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Sempre que um grande asteroide cruza as cercanias da Terra, diversos sites lançam matérias com títulos alarmistas, sempre na expectativa de criar um fato bombástico na tentativa de render algumas visitas extras. E dessa vez a história não foi diferente.
De fato, o grande asteroide 2014 YB35 passará nas vizinhanças do nosso planeta na próxima sexta-feira e devido ao seu tamanho e massa tem enorme capacidade destrutiva caso ocorra um impacto, mas para alívio geral isso não vai acontecer.


Veja o vídeo com a orbita de 2014 YB35

Muita Energia
2014 YB35 tem cerca de 700 metros de comprimento e pesa mais de 600 milhões de toneladas. Neste momento, sua velocidade é de 36 mil km/h e se atingisse a Terra, liberaria energia equivalente a 7 milhões de toneladas de TNT. Isso é 350 vezes mais forte que a primeira bomba atômica lançada sobre o Japão em 1945.

Caso 2014 YB35 atingisse o oceano, a liberação dessa energia poderia provocar ondas gigantes capazes de inundar cidades litorâneas. Se atingisse cidades populosas, a perda de vidas e prejuízos materiais seria incalculável.
Embora o cenário não seja nada animador caso ocorresse um impacto, ele não passa de um exercício de pensamento, digno de um filme de ficção.
Os cálculos mostram 2014 YB35 passará muito longe da Terra, a cerca de 4.4 milhões de km de distância. Isso é quase 12 vezes a distância da Terra à Lua. O momento da máxima está previsto para acontecer na sexta-feira às 03h20 pelo horário de Brasília e segundo as efemérides calculadas, até o ano de 2200 não há qualquer possibilidade de impacto. Até lá, durma tranquilo.

Bons céus!

 sugado do: http://www.apolo11.com/cometa_73p.php?titulo=Pode_o_asteroide_2014_YB35_atingir_a_Terra_na_sexta-feira_&posic=dat_20150325-175509.inc

domingo, 15 de março de 2015

Por que a Lua está se afastando da Terra


A Lua se afasta da Terra cerca de 4 cm por ano
"Você certamente não percebeu, mas a Lua está se afastando de nós.

BBC Brasil  

O satélite da Terra está atualmente 18 vezes mais longe do que quando se formou, há 4,5 bilhões de anos.

Sem a Lua, nosso planeta seria irreconhecível. Os oceanos quase não teriam marés, os dias teriam outra duração e nós poderíamos não estar aqui, de acordo com alguns cientistas que acreditam que a Lua foi fundamental para o início da vida em nosso planeta.

Mas como esse afastamento nos afeta e com que rapidez ele está ocorrendo? 

Distância exata

A Lua, como explica à BBC a pesquisadora Margaret Ebunoluwa Aderin-Pocock, do Departamento de Ciência e Tecnologia do University College de Londres, está se afastando da Terra a uma velocidade de 3,78 centímetros por ano.

E graças ao pouso na lua da missão Apollo, da Nasa, entre 1969 e 1972, podemos medir essa distância com incrível precisão.

Em três das missões, os astronautas deixaram no satélite unidades retrorefletoras cheias de pequenos espelhos.

Credito: Reuters 

Os astronautas da missão Apollo deixaram pequenos espelhos no satélite que permitem medir a distância entre a Lua e a Terra  

Desde então, os astrônomos têm disparado raios laser em direção a essas unidades refletoras, para manter um registro exato de o quanto a Lua está se afastando.

"Enviamos cerca de 100 quatrilhões de fótons com cada pulso de laser. Se tivermos sorte, para cada pulso que enviamos, volta (à Terra) um fóton", disse à BBC Russet McMilllan, do observatório astronômico científico Apache Point Observatory (APO, por sua sigla em Inglês), localizado nas montanhas de Sacramento, no Novo México (EUA).

Apesar de à primeira vista um fóton parecer pouco, ele é suficiente para medir a distância entre a Lua e da Terra até o seu último milímetro.
No momento em que a BBC conversou com McMillan, a distância exata era 393.499 km, 257 metros e 798 mm.

Por quê?

Esse afastamento se deve à fricção entre a superfície da Terra e a enorme massa de água que está sobre ela e faz com que, ao longo do tempo, a Terra gire um pouco mais lentamente sobre o seu eixo.
Para cada ação há uma reação igual e oposta. Esta é a terceira lei de Newton.

Crédito: Thinkstock
À medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua se acelera
A Terra e a Lua são unidas por uma espécie de abraço gravitacional. Então, à medida que o movimento da Terra diminui, o da Lua acelera.

E, quando algo que está em órbita acelera, essa aceleração o empurra para fora.

Efeito

A distância da Lua afeta nosso planeta de várias formas. Para começar, à medida em que a Terra gira mais devagar, os dias ficam mais longos.

Eles já estão mais longos, em dois milésimos de segundo a cada século.


Além disso, os invernos serão muito mais frios e os verões, muito mais quentes.

Isso pode ter um efeito devastador sobre a Terra, ante a dificuldade dos animais em se adaptar a extremos climáticos.

E se a força gravitacional da Lua torna-se mais fraca, as marés na Terra não serão tãoacentuadas.

No entanto, mesmo sem a Lua, existiriam marés - ainda que suaves - pelo efeito do Sol.

No entanto, nenhuma dessas consequências deve preocupar: as mudanças são sutis demais para que possamos testemunhá-los.

A Lua nunca vai escapar da Terra. Mesmo que a Terra continue diminuindo sua velocidade, irá girar na mesma velocidade em que orbita a Lua. Nesse momento, a Terra e a Lua vão chegar a um equilíbrio e a Lua deixaria de se afastar.

Mas, muito antes que isso aconteça, o Sol vai se expandir até virar um gigante vermelho e engolir, no processo, a Terra e seu satélite.

Dito isso, não há necessidade de se preocupar. Ainda faltam cerca de 5 bilhões de anos para isso acontecer."

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Observação solar: o fantástico e misterioso cometa SOHO-2875

Na última semana, um objeto muito luminoso e rápido cruzou o campo de visão do telescópio solar SOHO e quase mergulhou na atmosfera do Sol. Era um cometa diferente, não pertencia a nenhum grupo conhecido, mas pode se tornar visível nas próximas semanas.
Cometa SOHO-2875 C/2015 D1 (SOHO)
Clique para ampliar
Batizado provisoriamente de SOHO-2875, o cometa surgiu no campo de visão do telescópio LASCO C3 no dia 18 de fevereiro e durante três dias deu um verdadeiro show na frente das lentes.
SOHO-2875 apareceu pequeno e tímido no canto superior direito da imagem e a cada cena divulgada dava a impressão clara de que mergulharia no Sol, como acontece com a esmagadora maioria dos cometas da família Kreutz. No entanto, o objeto não se comportou como o esperado e para a surpresa de todos contornou o disco solar e ressurgiu ainda mais forte e brilhante após ser ofuscado pela estrela.
Para os especialistas, esse estranho cometa foi bastante interessante por duas razões. A primeira é que a rocha não parece pertencer ao grupo de cometas conhecido como família Kreutz, um agrupamento de fragmentos que se dispersaram no espaço após a ruptura de um cometa maior ocorrida há alguns séculos.
A segunda razão é que a maioria dos cometas descobertos pelo satélite SOHO e que chegam muito perto do Sol não sobrevivem à viagem e são vaporizados pelo intenso calor. Esses objetos são conhecidos por "sungrazers", pois parecem mergulhar no Sol.

Cálculos orbitais feitos pelo pesquisador Karl Battams, ligado ao observatório naval dos EUA, indicam que no momento de maior aproximação SOHO-2875 chegou a menos de 3.5 milhões de km do Sol, o que pode indicar que se trata de uma rocha bastante maciça.
Na segunda-feira, a União Astronômica Internacional, através do site Minor Planet center, oficializou a descoberta de SOHO-2875, que passou a ser chamado oficialmente de C/2015 D1 (SOHO).
Após cruzar o campo de visão do telescópio, SOHO-2875 seguiu viagem e se afastou bastante do Sol. Isso significa que dentro de alguns dias já poderá estar ao alcance de telescópios terrestre situados no hemisfério norte do planeta.


Artes: no topo, imagem em alta resolução do satélite SOHO mostra o cometa SOHO-2875 durante passagem à frente do coronógrafo, ao mesmo tempo que uma gigantesca ejeção de massa coronal é observada na face oposta do Sol. Acima, vídeo mostra toda a passagem do cometa na frente das lentes do telescópio. Créditos: SOHO, Apolo11.com. 

 Sugado do: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Observacao_solar_o_fantastico_e_misterioso_cometa_SOHO-2875&posic=dat_20150225-114026.inc


domingo, 22 de fevereiro de 2015

O que saberemos sobre o espaço daqui a uma década?






A Nasa lançou recentemente a Orion, primeira de suas novas naves destinada ao transporte de astronautas em substituição aos ônibus espaciais. A agência também está desenvolvendo um enorme foguete que vai rivalizar com o Saturn V. A Europa conseguiu pousar uma sonda em um cometa a 510 milhões de quilômetros da Terra, enquanto a China está trabalhando em sua próxima estação espacial.

Enquanto isso, empresas particulares estão mudando o mapa dos negócios no espaço, ao seguirem com seus planos para realizar voos ao espaço, turismo espacial e até missões para Marte.

Nos próximos anos, também assistiremos à etapa final da construção telescópio espacial James Webb, um observatório flutuante do tamanho de uma quadra de tênis.

Portanto, a partir de 2020, será que teremos uma nova e gloriosa era espacial?

A BBC reuniu um painel de especialistas para ouvir suas opiniões: Scott Pace, diretor do Instituto de Política Espacial, em Washington; David Baker, ex-engenheiro da Nasa, escritor e editor da revista Spaceflight; e Monica Grady, professora de ciências planetárias e espaciais na Open University, da Grã-Bretanha.

Veja o que eles têm a dizer:

O homem vai voltar à Lua...

Para especialista, a Lua poderia servir de base para lançamento de foguetes
Para David Baker, a Lua exerce um fascínio porque está ali visível todas as noites. "Uma viagem à Lua dura apenas três dias, e mandar astronautas para lá por um curto período de tempo é algo que exige poucos recursos. Um dos objetivos da China é colocar astronautas na Lua", afirma.

Já Monica Grady prevê que alguns grupos estabeleçam uma base semipermanente na Lua. "Não é uma colonização; o local servirá para lançar foguetes que explorarão o Sistema Solar no futuro", diz.

Scott Pace critica a política dos Estados Unidos em relação à Lua. "O país não só excluiu o astro como um próximo passo de sua exploração, como também deixou de fora seus parceiros internacionais. Tínhamos muitos parceiros em potencial que estavam interessados na Lua. Mas este assunto tem que continuar na agenda, porque ele é guiado por interesses geopolíticos, técnicos e econômicos, tanto dos Estados Unidos como de seus grandes parceiros".

...mas (ainda) não vai a Marte

Ex-engenheiro considera ideia de ir a Marte 'perigosa'
"Apesar de Marte ser um dos objetivos da exploração humana, não sei muito bem o que poderá acontecer uma vez que pousarmos lá e fincarmos uma bandeira", afirma Grady. "Há um debate sobre se devemos fazer de Marte um habitat protegido."

Para Pace, a questão das parcerias internacionais também foi afetada pela decisão dos Estados Unidos de se dedicar a uma missão para Marte. "Muitas outras agências espaciais disseram que se tratava de algo muito ambicioso. Estrategicamente, escolhemos uma direção que nos tirou das parcerias", diz.

Baker critica a ideia de ir a Marte como "drástica, perigosa e prematura". "A Orion só consegue manter sua autonomia no espaço por três semanas – não serve para abrigar seres humanos no caminho até Marte", explica. "A imagem que a Nasa passa para a opinião pública é muito diferente daquilo que ela tem capacidade para realizar."

China e Índia terão destaque

China está a caminho de ter sua própria Estação Espacial
"Estamos começando a assistir a uma corrida espacial entre a Índia e a China, e acho que isso tende a crescer nos próximos anos", aposta o ex-engenheiro David Baker.

Scott Pace discorda: "Não creio que se trata de uma corrida. Para a China, a conquista espacial é uma maneira de estimular o orgulho nacional e apoiar o Partido Comunista, assim como uma maneira de melhorar a qualidade industrial e atrair jovens para a área de ciência e tecnologia".

"Nos Estados Unidos e na Europa, cada vez que um novo governo assume o poder, muda as políticas espaciais. Essa descontinuidade gera uma enorme perda de tempo e de recursos", afirma Monica Grady. "A China leva vantagem nessa área ao ter um sistema político não democrático que pode fazer planos com bastante antecedência e que sabe que eles serão cumpridos".

O futuro da Estação Espacial é incerto

EUA têm obrigações com a Estação Espacial Internacional até 2024
O analista Pace lembra que os Estados Unidos estão comprometidos com a EEI até 2024, mas questiona se os demais países permanecerão no projeto até lá, principalmente a Rússia.

"Isso vai depender do futuro das relações entre os dois países. Ambos dependem mutuamente do outro para que o projeto dê certo. Será preciso um grande esforço para isolar isso dos demais problemas nas relações entre russos e americanos", diz ele.

Já Baker acredita que a EEI será tirada da órbita terrestre, já que a Rússia não poderá seguir operando a base sozinha por não ser sua única dona.

"Quando chegarmos em 2020, serão mais de 20 anos desde que os primeiros componentes da EEI foram lançados", lembra.

Pace prevê que em meados de 2020 a China terá uma estação espacial em órbita e afirma que a Europa já está em negociação com o país asiático para ter alguns astronautas a bordo.

Iniciativas privadas podem roubar a cena

Para analistas, avanço do turismo espacial pode ser positivo para as agências governamentais
Os especialistas consultados pela BBC acreditam no sucesso de missões lançadas por empresas particulares, como a Virgin Galactic, a SpaceX e a XCOR, mas reconhecem que será um privilégio para pouquíssimas pessoas.

"Será algo para os super-ricos, da mesma maneira que os primeiros voos de avião também foram feitos por super-ricos", lembra Monica Grady.

Para David Baker, a iniciativa poderia ser uma maneira de enviar cientistas para experimentos em voos sub-orbitais. "Quando as empresas privadas se consolidarem como algo independente dos governos, teremos resultados surpreendentes", diz.

Já Pace vê com cautela o avanço das companhias particulares. "A falta de planos do governo americano para além da EEI é algo perigoso para o setor comercial espacial emergente. Sem uma demanda governamental clara, é difícil ver como essas empresas poderão se manter sozinhas. Hoje em dia, a Nasa injeta nelas bilhões de dólares para que desenvolvam projetos que atendam à própria Nasa", explica.

O homem continuará a ser audacioso

Mesmo com advento de robôs, o homem continuará curioso em relação ao espaço
Os avanços da robótica poderão abrir novos caminhos para que o homem continue explorando o espaço, na opinião dos especialistas. "A própria definição do que é ser humano envolve questões como: ‘Até onde podemos ir?
O que podemos ver? O que podemos aprender e trazer de volta?’", indica Pace. "Em parceria com sistemas robóticos, devemos ir até onde pudermos."

Para Monica Grady, os robôs um dia serão capazes de fazer tudo o que os seres humanos fazem e, para fins científicos, não haverá necessidade de mandar pessoas para missões espaciais. "Mas continuamos curiosos por natureza, temos aspirações e inspirações. Por isso, acho que mesmo com robôs, as pessoas vão continuar querendo viajar para o espaço", afirma.

Já David Baker questiona se um modelo baseado na robótica será mesmo o futuro da exploração espacial. "Acho que ela continuará sendo guiada pelo mercado e por pessoas. Estamos assistindo a uma democratização do programa espacial", diz."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Conheça a estrela que invadiu o Sistema Solar


Uma representação artística da estrela Scholz, que atualmente está a 20 anos-luz de distância
'Uma estrela invasora passou pelo nosso Sistema Solar há apenas 70 mil anos, de acordo com astrônomos.

 

Nenhuma outra estrela chegou tão perto de nosso sistema. Os pesquisadores, de uma equipe internacional, dizem que ela chegou a ficar cinco vezes mais perto que nosso vizinho mais próximo, a estrela anã Próxima Centauri.

O objeto, uma anã vermelha conhecida como estrela Scholz, passou pela área externa do Sistema Solar, uma região conhecida como Nuvem Oort.

A estrela Scholz não passou sozinha pelo Sistema Solar, ela veio acompanhada por um objeto conhecido como uma anã marrom - um corpo celeste que não tem a massa necessária para gerar fusão em seus núcleos.

Observações da trajetória da estrela sugerem que há 70 mil anos esta invasora passou a 0,8 ano-luz do Sol. A nossa vizinha mais próxima, a Proxima Centauri, está a 4,2 anos-luz, por exemplo.

A descoberta foi publicada na revista especializada Astrophysical Journal Letters.
Perto

Na pesquisa, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, Estados Unidos, afirmaram que têm 98% de certeza de que a estrela Scholz viajou pelo que é conhecido como "Nuvem Oort Externa", uma região no limite do Sistema Solar com trilhões de cometas.

Esta região é como uma "casca" esférica em volta do Sistema Solar e pode se estender até 100 mil Unidades Astronômicas, ou UA (uma UA é a distância entre a Terra e o Sol).

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores precisavam de duas informações: a mudança na distância do Sol para a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela pelo céu (velocidade tangencial).

A estrela Scholz atualmente está a 20 anos-luz de distância, ou seja, um sistema razoavelmente próximo. Mas, a Scholz demonstrou um movimento tangencial muito lento para uma estrela tão próxima.

Isto indica que ela estaria se distanciando de nosso sistema ou estaria vindo em nossa direção para um encontro próximo com o Sistema Solar no futuro.

As medidas da velocidade radial confirmaram que o sistema estelar binário está, na verdade, se distanciando de nosso sistema. Ao rastrear seus movimentos no passado, os cientistas descobriram a passagem próxima do Sol há 70 mil anos.
'Insignificante'

Uma estrela passando pela Nuvem Oort poderia causar problemas gravitacionais nas órbitas dos cometas daquela região, arremessando-os para trajetórias dentro do nosso Sistema Solar.

Mas, Eric Mamajek acredita que os efeitos da estrela Scholz em nossa vizinhança cósmica foram "insignificantes".

"Existem trilhões de cometas na nuven Oort e há chance de alguns desses terem sido perturbados por este objeto. Mas, até agora, parece que esta estrela não desencadeou uma 'chuva de cometas' mais importante", afirmou o cientista à BBC News.

A estrela Scholz passou relativamente perto, mas o sistema binário (a estrela anã vermelha e sua companheira, a anã marrom) tem pouca massa e estava passando em alta velocidade. Estes fatores combinados contribuíram para que o efeito da passagem da Scholz pela Nuvem Oort fosse pequeno.

Apesar de esta ter sido a passagem mais próxima já detectada de uma estrela rimeira proximidade inédita da passagem desta estrela, Mamajek acredita não ser incomum que estrelas se aproximem de nosso Sol. Ele afirma que uma estrela provavelmente passa nas proximidades da Nuvem Oort aproximadamente a cada 100 mil anos.

Mas ele sugere que uma passagem tão próxima como esta, ou mais próxima ainda, é, de alguma forma, mais rara. Segundo Mamajek, as simulações matemáticas mostram que um evento como o que envolveu a estrela Scholz ocorre, em média, a cada 9 milhões de anos.

"Então, é uma coincidência que nós tenhamos conseguido descobrir uma que passou tão perto nesses últimos 100 mil anos", disse."

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Névoa misteriosa em Marte intriga cientistas


Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno.
"Uma descoberta feita por astrônomos amadores que passam horas estudando Marte deixou cientistas com a pulga atrás da orelha.

 

Descoberta pela primeira vez em 2012, uma espécie de névoa apareceu orbitando ao redor do planeta apenas uma outra vez e depois desapareceu.

Ao analisar imagens da misteriosa neblina, os cientistas da Agência Espacial Europeia descobriram que ela é a maior já vista e se estende por mais de 1.000 quilômetros.

Em artigo publicado na revista Nature, eles dizem que a pluma poderia ser uma grande nuvem ou uma aurora excepcionalmente brilhante. Mas deixam claro que ambas as hipóteses são difíceis de serem comprovadas.

"Essa descoberta traz mais perguntas do que respostas", disse Antonio Garcia Munoz, cientista da Agência Espacial Europeia.

TELESCÓPIOS

Em todo o mundo, uma rede de astrônomos amadores mantém seus telescópios calibrados para analisar o “planeta vermelho”.

Eles viram essa misteriosa formação pela primeira vez em março de 2012, logo acima do hemisfério sul de Marte.

Damian Peach foi um dos primeiros astrônomos amadores a capturar imagens do fenômeno.

"Eu notei essa formação saindo ao lado do planeta, mas eu primeiro achei que havia um problema com o telescópio ou câmera”, disse.

"Mas, à medida que eu ia verificando as imagens de perto, percebi que era algo real - e foi uma grande surpresa."

A neblina brilhante durou cerca de 10 dias. Um mês mais tarde, ela reapareceu e perdurou o mesmo período de tempo. Mas nenhuma formação do tipo não foi vista desde então.
Nuvens

Os cientistas que comprovaram o fenômeno buscam agora uma explicação para ele, mas, por enquanto, só têm hipóteses.

Uma teoria é a de que a névoa é uma nuvem de dióxido de carbono ou partículas de água.

"Sabemos que há nuvens em Marte, mas até hoje elas foram observadas apenas até uma altitude de 100 km", disse Garcia Munoz.

Segundo ele, a misteriosa névoa está bem acima dessa altitude, o que coloca em xeque essa possibilidade.

Outra explicação é a de que esta ela é uma versão local das auroras polares.
"Nós sabemos que nesta região em Marte nunca foram relatados auroras antes”, disse Muñoz. “Além disso, a intensidade registrada nessa névoa é muito, mas muito maior do que qualquer aurora já vista em Marte ou na Terra.”

Para o cientista, se qualquer uma dessas teorias estiver certa, isso significaria que a nossa compreensão da atmosfera superior de Marte está errada.

Ele espera que, ao publicar o estudo, outros cientistas também colaborem com explicações para o fenômeno. Mas, se isso não ocorrer, os astrônomos terão de esperar para as névoas retornarem à Marte.

Fotos de telescópios ou naves que estão atualmente em órbita ao redor do planeta também podem ajudar a desvendar esse mistério."