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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O truque da sacolinha que embrulha o sapo

“Proclamar ao respeitável público que plásticos oxi-degradáveis reduzem os resíduos sólidos urbanos a um pó de traque é um truque que certamente induzirá à má-educação de descartar lixo em qualquer lugar, sem qualquer cuidado, agravando o problema da poluição ambiental. Fazer leis que imponham aos estabelecimentos comerciais brasileiros o fornecimento de sacolinhas de um só tipo de material aos seus clientes é, no mínimo, estultícia mercadológica

Anthony de Christo, Economia Interativa

Respeitável público! Eis aqui uma sacolinha de plástico que chamaremos de biodegradável. Todos os supermercados serão obrigados por lei a fornecê-las aos seus clientes, por módigos centavos. Vocês compram tudo o que quiserem, colocam nas suas sacolinhas mágicas, levam para casa, descartam no lixo e…. pípti pópti pum! Em pouco tempo as sacolinhas se degradarão, sem prejudicar o meio ambiente. Esfarelam-se! Viram pó!

Baseado na realidade, o ilusionismo fascina porque falseia os sentidos do espectador. No truque, pelo menos o sacoleiro mágico diz uma verdade: as sacolinhas viram pó. Mas embrulham o sapo que o povo vai ter que engolir.

É verdade, os plásticos oxi-degradáveis não desaparecem na natureza pois não são biodegradáveis, mas degradáveis. O truque é que se fragmentam em pequenas partículas que se dispersam, tornando a sua coleta e a sua reciclagem absolutamente inviáveis e gerando uma “poluição invisível”, que causará danos ao meio ambiente como quaisquer outros poluentes.

Trocada em miúdos, a biodegradação é o processo que os seres vivos, pequenos, médios, grandes ou microscópicos (como os micróbios) usam para decompor os materiais mais complexos em substâncias mais simples, como o monóxido de carbono (CO2) e água (H2O). Mas para que isso aconteça, de um modo geral, é preciso de ar (oxigênio), luz, umidade, boa temperatura e uma adequada mexida, de vez em quando.

Há exceções, que só confirmam as boas regras: “bichinhos” que não precisam de ar para “digerir” o que comem; “organismos microscópicos” que sem luz, nas fossas oceânicas, comem e descomem seus banquetes naturais. Migalhas de pão, deixadas nos cantos da cozinha, desaparecem mais rapidamente, a olhos vistos, por ação das formigas ou dos bolores. O falecido, enterrado no jazigo da família, vai demorar mais tempo até lhe sobrarem só os ossos. Faraós, enrolados em tiras de betume e protegidos na seca escuridão das pirâmides, podem durar intactos por séculos. Aos mamutes descobertos em geleiras só lhes faltam o sopro da vida e o berro.

Já os plásticos, como madeiras conservadas, cascos de tartaruga e seda pura (constituídos de “plásticos naturais”) duram como a eternidade. Deles se diz que não são biodegradáveis. Mas que se entenda, que abandonados à própria sorte, jogados por aí, como as latinhas de cerveja arremessadas na rodovia, no caminho da praia, tais produtos não são “comidos” em tempo razoável por bactérias, fungos e assemelhados e transformados em suas expressões mais simples, como o gás carbônico e a água.”
Artigo Completo, ::Aqui::

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

De novo as sacolinhas


Com o mundo pegando fogo, em plena crise econômica, tensões no Oriente Médio e tudo mais de ruim que possa existir lá fora ou aqui em terras brasileiras, parece até brincadeira eu insistir nessa história da sacolinha de plástico que os supermercados passaram a nos negar.
Mas é que continuo injuriado com isso.
Por dois motivos: pelo cinismo dos empresários, que vieram com esse papo furado de que agora são bonzinhos e vão salvar o mundo, e pela estupidez dos consumidores que acreditam que essa turma realmente fala a verdade - vão ser ingênuos assim na Terra da Fantasia!
Além desses dois pontos, o que também me deixa muito irritado é ver que muitas pessoas que realmente batalham pela preservação do ambiente não percebem que ao endossarem essa atitude dos empresários estão, na verdade, contribuindo para deixar tudo pior do que está.
Ora, até uma criancinha de jardim de infância - é assim que se fala hoje? - sabe que a nossa querida Terra chegou no ponto em que chegou, à beira do colapso, por culpa exclusiva de um modelo econômico cruel, que dilapidou tudo o que pôde da natureza, em busca do lucro mais rápido e mais fácil.
Nem preciso dizer que esses nossos queridos donos de supermercados são soldados disciplinados do exército que quer manter esse sistema em funcionamento, que estão pouco de lixando para a Mata Atlântica, ou para a  Amazônia, ou para a camada de ozônio, ou para as tantas espécies ameaçadas na terra ou no mar, ou para as tribos indígenas esquecidas nos confins deste imenso país, ou mesmo para toda a poluição que ataca os paulistanos e os habitantes de outras grandes cidades.
Essa turma tem apenas uma preocupação, que é aumentar os seus lucros, já estratosféricos, à custa dos consumidores, ou seja, de nós, pobres trabalhadores.
Se não fosse a sacolinha de plástico, seria outra coisa. Num passado recente foram os empacotadores, agora são os pacotes, no futuro serão as mocinhas dos caixas - e assim por diante. Afinal, o que seria do capitalismo sem o lucro?
Por fim, para terminar mais este desabafo contra a ganância dos empresários e a babaquice dos consumidores que caíram nesse conto do vigário, deixo uma provocação: já que todos são contra o plástico, que tal embalar as mercadorias que a gente compra com sacos de papel, como antigamente se fazia, claro que gratuitamente, já que o custo dessa "cortesia" está embutida no preço dos produtos?
Ou então, que tal deixar o consumidor escolher que tipo de embalagem quer para levar sua compra para casa: saquinho de plástico, saco de papel, caixa de papelão, seja lá o que for?
Isso não seria, vamos dizer, mais civilizado?

Crônicas do Motta

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SUPERMERCADOS E A LOROTA DO MEIO AMBIENTE .

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Você sabe que está sendo enganado pelo lobby verde dos legislativos municipais, estaduais e federal, quando vê uma notícia como esta, da demissão no setor dos fabricantes de sacolas plásticas.

É que na tucanolândia mór do Brasil, proibiram a utilização das sacolinhas nos mercados. Se você a quiser, terá de pagar. Os supermercadistas, autores do lobby, estão rindo à toa, tudo sob a capa de preservar o meio ambiente.

Então me diga se não estou certo. Você joga seu lixo fora como? Usando uma sacola plástica tradicional de supermercado, ou compra um pacote com sacos de lixo daqueles azuis ou pretos para tal fim?

Claro. Você, eu e a maioria dos brasileiros nos utilizamos das sacolinhas tão providenciais.

Sabedores disso, Diniz e companhia fizeram o quê? Uma campanha massiva para desestimular o uso. Primeiro, queriam vender as de pano. Além de não terem que oferecer sacolas grátis, ganhariam uma boa grana obrigando o povo a engolir mais um produtinho. Não deu muito certo, porque o povo ficou sabendo que as sacolas plásticas de hoje em dia são por lei, biodegradáveis, ou seja, não duram mais do que 180 dias no meio ambiente antes de sumirem. A lorota ecológica não funcionou.

É que procure entender você aí, quanto um supermercado como o Pão de Açucar, Wal Mart ou Carrefour gasta por ano com esse negócio de dar sacolas plásticas para os clientes. Imagine a substancial economia que não farão a partir de agora. Não é um motivo bacana pra engambelar o cidadão com a lorota do meio ambiente?

Pois se ainda não se convenceu, digo mais. Ok, você leva suas compras embora em caixas de papelão (que deverá trazer de casa porque elas sumirão dos mercados já já) ou sacolas de pano. Mas e teu lixo, vai pro caminhão embalado em quê? Na tua sacola de pano? Na tua caixa de mercado?

Você não será obrigado a comprar sacos plásticos biodegradáveis do mesmo jeito, para o descarte do lixo?

Viu como te enganaram? Te enganaram dizendo que era tudo pelo meio ambiente.

As indústrias das sacolas já se manifestaram publicamente denunciando a farsa, mas a mídia claro, não deu muito espaço. Quem faz propaganda todo santo dia nas rádios e TVs do Brasil, os supermercados ou os fabricanes de sacolinhas?

Quem será que iria ganhar essa briga?

Última pergunta. Já que os amigos do Abílio não precisarão gastar mais uma grana mandando fazer sacolas plásticas, será que eles vão repassar a economia pro preço do produto que eles vendem?

No Anais Políticos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

É tudo por grana


Essa história da sacolinha está dando o que falar.
Muitos dizem que o sacrifício do consumidor de ter de arcar com o custo de uma sacola retornável vale a pena, pois, afinal, precisamos cuidar do planeta, preservar o ambiente, essas coisas todas.
Quero dizer que estou absolutamente de acordo em que se faça tudo certo. Se o plástico é tão nocivo quanto dizem, que se acabe com o plástico.
Não sou a favor das sacolas de plástico.
Sou, simplesmente, contra ter de pagar para embalar os produtos que compro.
E isso por uma razão pueril: o custo da embalagem já está embutido no preço da mercadoria que adquiro. Nenhum comerciante deixa de fazer isso.
O seu Diniz nunca teve prejuízo por fornecer aos fregueses as sacolas de plástico. Acontece que, sem elas, seu lucro, já na estratosfera, vai aumentar ainda mais.
Não sei se quem me lê se lembra do tempo em que os estacionamentos dos shopping centers eram gratuitos. Aos poucos, eles passaram a cobrá-los. De início, era uma ninharia, depois os preços aumentaram, aumentaram e estão essa barbaridade de hoje.
Com a sacolinha é a mesma coisa.
Quando todo mundo já tiver se acostumado a ir fazer compra com as suas próprias sacolas, os comerciantes vão inventar algo mais para que o seu lucro aumente.
Podem, por exemplo, pegar toda a grana que vão economizar com as sacolinhas de plástico e a venda das retornáveis para comprar máquinas de autoatendimento nos caixas. Vamos ter de nós mesmos passar pelo scanner tudo o que gente botou no carrinho, digitar o número de código quando ocorrer algum erro, chamar um dos raros atendentes para dirimir alguma dúvida, usar a maquininha do cartão der crédito, fazer tudo sozinho, enfim.
Vamos, de certa forma, trabalhar para o seu Diniz, que estará feliz da vida por ter demitido um monte de funcionários e aliviado a sua folha salarial.
Claro que vão dizer que vai ser bom para os fregueses, vai ser mais rápido e prático, que eles só pensam no bem-estar das pessoas.
E os consumidores, mais uma vez, vão achar isso lindo, porque a propaganda na televisão vai dizer isso, os jornais e revistas vão dizer isso, os especialistas em varejo vão dizer isso, será uma unanimidade tal que ninguém vai querer ser do contra.
Bem, eu sou do contra.
E vou continuar sendo até que me convençam de que não foi por grana que acabaram com as sacolinhas - e o estacionamento gratuito, entre tantas coisas que era boas para o consumidor.

Crônicas do Motta

terça-feira, 31 de maio de 2011

A verdade sobre o banimento das sacolas plásticas.

Consumo de sacos plásticos

Acho interessante a leitura, para que possamos ter uma outra visão, menos ambientalista e mais crítica, sobre a abolição das sacolas plásticas, nos supermercados paulistas.

Se transferir esse mesmo raciocínio e lógica para outras ações, podemos ter noção dos interesses envolvidos por trás de temas "ambientais".
Abraços,
Mauricio Moromizato

AO VENCEDOR, AS BATATAS
FRANCISCO CHAGAS


Num dia, a Câmara Municipal de São Paulo aprova, a "toque de tambores", a lei nº 15.374 que propõe o banimento de sacolas de plástico em todo o comércio da capital. No dia seguinte, ela é sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab. Assim, rapidamente.......

terça-feira, 24 de maio de 2011

Plástico, herói ou vilão?


A decisão de banir o uso das sacolas de plástico nos supermercados paulistanos acirrou a discussão sobre o uso do material: afinal, o plástico é um vilão destruidor do ambiente ou um produto que revolucionou a vida do homem e continua indispensável?
Hoje são poucos os que se lembram de como era o mundo sem o plástico, tal a maneira que ele se incorporou à civilização.
Mas apesar de todos esses anos de bons serviços prestados à humanidade é forte a campanha dos chamados ambientalistas contra seu uso - e sua fabricação.......