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domingo, 24 de março de 2013

Pastor Feliciano declarou que sua mansão vale apenas R$ 60 mil


Marco Feliciano declarou que sua mansão vale apenas R$ 60 mil. Ministro do STF Ricardo Lewandowski intimou ontem (20) o pastor a depor sobre acusações de estelionato


Em sua declaração de bens apresentada em 2010 à Justiça Eleitoral, o pastor Marco Feliciano informou que a sua mansão (na foto ao lado) em Orlândia (SP) vale apenas R$ 60 mil. Do lado dela há uma casa simples — onde funciona uma clínica de estética — avaliada em R$ 65 mil.
Em um terreno de 600 metros quadrados, a mansão parece uma fortaleza à sombra de coqueiros em um bairro de pessoas simples.
O pastor mora ali com sua mulher e três filhas. A garagem foi dimensionada para os três carros de luxo importados dele e os da família. Apenas um desses carros — uma BMW — vale cerca de R$ 95 mil, ou seja, R$ 35 mil a mais do que o valor declarado da mansão.
mansão pastor marco feliciano
Um dos carros de luxo do pastor Feliciano custa cerca de R$ 95 mil, mais do que o valor declarado da casa. (Foto: Mariana Martins)
Naquele ano, Feliciano declarou que os seus bens dão a soma de R$ 634,8 mil. O bem de maior valor era um imóvel avaliado em R$ 127 mil. Hoje ele está alugado para uma empresa de eventos. No total, o pastor possui seis imóveis em Orlândia.
O pastor, que se elegeu deputado pelo PSC com mais de 200 mil votos, disse quenão coloca em seu bolso sequer um centavo do dízimo da sua igreja, a Catedral do Avivamento, que tem 13 templos (ou “filiais”, como dizem seus pastores) no Estado de São Paulo.
Ele afirmou ao jornal “O Globo” que o seu patrimônio foi construído com o dinheiro que recebe de suas palestras, mas não entrou em detalhes sobre o valor médio que cobra. Disse que o pagamento é “variável”.
Em paralelo às atividades religiosas de Feliciano, há os negócios de suas empresas. A Marco Feliciano Empreendimento Culturais e Eventos cuida dos shows, a Grata Music se dedica à venda de CDs e DVDs, e a Tempo de Avivamento Empreendimentos é de publicidade. A Assessoria do pastor afirmou que essas duas empresas se encontram desativadas.
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  • A revista Istoé desta semana publicou que o pastor é também dono da GMF Consórcios. A empresa foi fundada em 2007 por três pastores da Avivamento para atuar no comércio de programas de computador e serviços de internet, mudando depois para “administração e representação comercial de bens e direitos”.

Os pastores transferiram a GMF para Feliciano e sua mulher, a pastora Edileusa Feliciano, que também é sócia dele em outras empresas.
O pastor já usou suas pregações para estimular as vendas da empresa. Até recentemente, em seu programa religioso na tevê, ele dizia aos fiéis: “Realize, em nome de Jesus, o sonho da casa própria. Com apenas R$ 300 por mês você adquire um consórcio que dará uma carta de crédito de R$ 30 mil”.
Feliciano sonha alto. Ele já disse que um dia será presidente do Brasil. Por enquanto ele segue firme na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. embora seja autor de afirmações racistas e homofóbicas.

Ministro Lewandowski intima Pastor Feliciano a depor sobre acusação de estelionato

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou na noite desta quarta-feira intimação para que o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) compareça a interrogatório no dia 5 de abril. O deputado é réu em uma ação penal na qual é acusado de estelionato.
A denúncia contra Feliciano foi feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 2009, antes de ele tomar posse como deputado federal. O processo foi remetido ao STF em razão do foro privilegiado. Na ação, o deputado é acusado de obter para si a vantagem ilícita de R$ 13.362,83 simulando um contrato “para induzir a vítima a depositar a quantia supramencionada na conta bancária fornecida”.
A defesa do deputado nega a acusação. Segundo o advogado Rafael Novaes, Feliciano foi contratado para fazer uma série de palestras e não pôde comparecer em razão de outros compromissos. Ele teria recebido o dinheiro, mas tentado devolver. Ainda segundo o defensor, os organizadores se recusaram a receber e entraram com a ação na Justiça.