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quinta-feira, 22 de março de 2012

Em sete anos, 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente


Classe C representa 54% da população, em 2005 esse estrato respondia por 34%

Evelyn Pedrozo, Rede Brasil Atual

A classe C representa 54% da população brasileira, ou seja, 103 milhões de pessoas, com aumento de um ponto percentual em relação a 2010, quando totalizava 101,6 milhões. Na comparação com 2005, quando esse grupo chegava a representar 34% da população, ou 62,7 milhões de pessoas, a participação cresceu 20 pontos percentuais. Os dados fazem parte da pesquisa O Observador Brasil 2011, divulgada hoje pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas em parceria com o instituto Ipsos. Realizada desde 2005, a pesquisa mostra que 63,7 milhões de brasileiros ascenderam socialmente no Brasil nos últimos sete anos.

A classe C, a que mais cresceu entre 2010 e 2011, recebeu 2,7 milhões de pessoas que deixaram as classes D e E. Para as classes A e B ascenderam 230 mil pessoas, e esse estrato apresenta crescimento considerável também entre 2005 e 2011, deixando de representar 15% da população no primeiro período e saltando para 22%. Ao mesmo tempo, o estudo mostra uma queda vertiginosa dos ocupantes das classes D e E, que passaram de 93 milhões em 2005 para 45,2 milhões em 2011.

Renda

A pesquisa mostra que em 2011, houve novo aumento da renda dos brasileiros, fruto do aumento de renda da Classe C, na qual a renda média disponível cresceu quase 50% e a renda familiar média cresceu quase 8%. Apesar da estabilidade da renda familiar das classes AB e DE, a renda disponível das famílias em 2011 cresceu nas diferentes classes. O aumento da renda disponível em todas as classes sociais indica que houve maior contenção de gastos.”
Matéria Completa, ::Aqui:

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Vez da Classe D



“Os últimos anos foram da classe C, que se tornou a vedete do desenvolvimento econômico brasileiro e passou a concentrar 53% dos brasileiros e superar o consumo, somado, das classes A e B.

Agora, segundo levantamento feito pelo jornal ‘Brasil Econômico’ e pelo ‘Instituto Datapopular’, é a vez da classe D tomar o lugar na ribalta.

São perto de 50 milhões de brasileiros, com renda – hoje – entre R$705 e R$1126 e que, até 2012, responderão por R$ 400 bilhões em compras de bens e serviços.....

sábado, 16 de abril de 2011

Classe C chega a 40% em cruzeiro marítimo

DCI

“Com maior poder de compra e planos de ampliar gastos em turismo e lazer, a população emergente virou a menina-dos-olhos das empresas que operam em viagens de cruzeiros marítimos, e, a cada grupo de 10 passageiros que entram nos navios, 4 são do público de classe C. Esse impulso na demanda alavancou o setor, que fechará neste mês a temporada 2010/2011 (iniciada em outubro) com sensível expansão, estimada em 884 mil passageiros. 

O setor acaba de contar cerca de 40 mil empregos e ultrapassou o índice "normal" de crescimento, ao saltar 50% na última temporada, quando a média era de 35%, conforme a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar). A força econômica da atividade é vista quando um cruzeiro aporta no Rio de Janeiro, por exemplo. Lá, cada turista gasta, em média, US$ 250 por dia. O Terminal Concais, de passageiros, em Santos  (SP), é referência na área, diz Flávio Brancato, diretor de Operações. "Quando Concais começou a operar [há 13 anos], eram movimentados 94 mil passageiros. Agora, nesta temporada, devem passar por aqui 1 milhão e 50 mil turistas". Para Ricardo Amaral, diretor-geral da Royal Caribbean no Brasil, esta é a segunda temporada no País, e a expectativa é atingir 150 mil passageiros. Já Maximiliano Santinelli, da Ibero Cruzeiros, tem ótima expectativa para as próximas temporadas. "Prevemos estada mais longa por aqui entre 2011 e 2012."

No ramo da hotelaria, a expansão também caminha por conta do aumento da renda dos brasileiros, e as gigantes estrangeiras estão com apetite de olho na Copa do Mundo (2014) e o turismo de negócios. Redes como a Pestana Hotels & Resorts, Hilton e Accor, ampliam sua a presença no Brasil, com novas unidades em Brasília (DF).”

quarta-feira, 23 de março de 2011

O Brasil que “bomba” vira país de classe média

Os economistas do “Brasil da Roda Presa” – nome genial dado por Dilma Rousseff aos que vivem nos “advertindo” contra o risco do crescimento econômico –  vão ter de inventar uma nova rodada de explicações sobre o que, para eles, é inexplicável.
Os defensores da tese do “esperem o bolo crescer para depois repartir” e do “arrocho contra a crise” não têm o que dizer diante de cada dado que surge sobre a distribuição e crescimento da renda no Brasil.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Classe média se espalha para o Norte e Centro-Oeste

Consumo: Companhias investem para ganhar mercado nessas regiões

Alessandro Carlucci, presidente da Natura: novo centro de distribuição no Pará e meta de “avançar mais pelo Brasil”

ADRIANA MATTOS | VALOR

Dois levantamentos finalizados nas últimas semanas pelas consultorias Data Popular e Kantar Worldpanel revelam dados inéditos sobre o fortalecimento da nova classe média brasileira.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Classe C domina alta em higiene e beleza

Consumo de cosmético e higiene pessoal de emergentes cresce 725% entre 2002 e 2010 e supera compras de classes AB
O consumo de produtos de higiene pessoal e beleza cresceu entre as classes mais baixas, mostra levantamento feito pelo instituto Data Popular.
A penetração desses produtos -ou seja, o percentual de pessoas dessas classes que os consome- teve forte alta entre 2003 e 2010.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A luta de classes - essa danada!!

Dilma e o lulismo perderam classe média: hora de fazer campanha para os pobres

publicada sexta-feira, 15/10/2010 às 00:43 e atualizada sexta-feira, 15/10/2010 às 00:04
O PT e Dilma perderam o apoio da classe média. Mesmo uma boa parte da nova classe “C”, lulista, afastou-se de Dilma – assustada com a boataria religiosa e com a campanha de calúnias.
 O “Datadvinhador” (instituto mantido por esse Escrevinhador) já havia detectado essa tendência, através de duas pesquisas qualitativas.
1) Na sala de um dos meus filhos (escola particular liberal, “cabeça”, na zona sul de São Paulo), ele me conta, sou o único pai que não votará Serra ou nulo (marinistas) nesse segundo turno. “O engraçado, pai, é que os professores são quase todos Dilma”, estranhou o garoto, de 13 anos – o que me leva a concluir que permanecem firmes com a candidata de Lula os setores de classe média que têm tradição de sindicalização, e consciência aguçada de classe (como professores, bancários etc).
2) Numa festa recente de jornalistas bem empregados, numa das maiores corporações de mídia do país, a esmagadora maioria estava com Serra – relata minha mulher. Num grupo de 20 ou 30, só 2 se declaravam eleitores de Dilma. Mesmo assim, mantinham-se acuados, silenciosos – enquanto a maioria serrista era barulhenta. Nesse caso, nenhum espanto – o jornalista parece ser o profissional de classe média que melhor incorporou a agenda neo-liberal dos anos 90, e que mais se identifica com os patrões, tendo dificuldade enorme de se enxergar como trabalhador.
As minhas “qualis” não erram.
E agora a pesquisa CNT/Sensus confirmou: Serra tem 70% dos votos e Dilma apenas 30% entre quem ganha mais de 20 salários mínimos (ou seja,, mais de 10 mil reais); na faixa até 1 salário mínimo. Dilma tem 53% e Serra 36%.
O corte de classe é impressionante. O mapa eleitoral da votação no primeiro turno – no Rio e em São Paulo – é outro indicativo. Dilma ganhou nas periferias paulistanas, nas cidades operárias da grande São Paulo, e Serra deu lavada no bairros centrais, grã-finos, e também naqueles da baixa classe média. No Rio, Serra liderou em boa parte da zona sul e na Barra. Dilma deu lavada na zona Oeste e na Baixada Fluminense.
Alguns gênios do marketing eleitoral acham que “o PT precisa se comunicar melhor com a classe média”. Pelo que ouço na rua, penso um pouco diferente: a classe média quer sangue, quer arrancar dedo de petista como fez no Rio em 2006. A classe média e boa parte da elite acham que Dilma é um monstro, “uma terrorista, que nem pode ir pros Estados Unidos” (como disse um amigo do meu filho, repetindo o que deve ter ouvido dos pais).
Diante disso, como perguntava Lênin: que fazer?
Já disse aqui: a campanha de Lula deveria aprofundar o corte de classe. Jogar pesado. Dizer a verdade: Serra é o candidato dos ricos, Dilma dos pobres. O PT parece fugir da luta de classe – mas a danada está sempre atrás dele…