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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Por que não se ensina cidadania nas escolas?


O nível de desinformação do brasileiro médio é impressionante. 

Ele, praticamente, não sabe nada da cidade onde vive, do seu país ou do mundo.

Tem mínimas noções sobre as várias áreas do conhecimento humano.

Tudo o que conhece é dirigido para desempenhar as tarefas do dia a dia.

É um ser ingênuo, tolo, que acredita em superstições e lendas, boatos e fofocas, se guia pelas notícias de telejornais e programas policiais popularescos,  e se deixa enganar com facilidade por picaretas que se passam por religiosos. Grande número dessas pessoas é analfabeta, mal e mal sabe escrever seu nome.


A causa dessa tragédia não pode ser resumir à fraca educação formal que tiveram, embora ela seja a maior responsável por toda essa ignorância.

Nos meus tempos de estudante dos antigos ginásio e colegial, nas décadas de 60 e 70, existia uma disciplina chamada Organização Social e Política do Brasil, que nós resumíamos para OSPB, que foi tirada da grade curricular, sabe-se lá por que, em 1993, segundo a Wikipédia, que nos ensina o seguinte:

"Organização Social e Política do Brasil (mais conhecida pela sigla OSPB) era uma disciplina do ensino básico no Brasil, entre 1962 e 1993.

O ensino de OSPB foi proposto por Anísio Teixeira, durante o governo de João Goulart, na Indicação Nº 1 do Conselho Federal de Educação, de 24 de abril de 1962. Conforme o conselheiro Newton Sucupira, o seu estudo deveria servir para apresentar aos jovens estudantes as instituições da sociedade brasileira e a organização do Estado, a Constituição, os processos democráticos, os direitos políticos e deveres do cidadão. Seus modelos eram a "Instrução Cívica" francesa e a "American Government" americana.

Após o golpe militar de 1964, as sucessivas reformas da educação, com a criação da disciplina Educação Moral e Cívica (EMC) chegou a extinguir as disciplinas de Sociologia e Filosofia, reunindo parte do seu conteúdo sob a OSPB. As duas matérias foram tornadas obrigatórias pelo Decreto-Lei 869, de 1969, e extintas pela Lei 8.363, de 1993.

Em 2013, o deputado Valtenir Pereira apresentou um projeto de lei para reinstituir o ensino de EMC e OSPB."

Não sou louco de afirmar que, se a OSPB voltasse a ser ensinada, as próximas gerações de brasileiros iriam sair da escola sabendo tudo.

Mas, ao menos, teriam muito mais consciência do que é ser um cidadão. 

Saberiam, por exemplo, que os impostos são cobrados por municípios, Estados e União, da mesma forma que a saúde pública e a própria educação têm a responsabilidade dividida entre essas três esferas.

Poderiam, dessa forma, fiscalizar melhor a gestão pública, pois, convenhamos, é muito mais fácil aporrinhar um prefeito ou os vereadores do que um governador de Estado ou um presidente da República.

Uma coisa, porém, seria, se a OSPB voltasse, mais que necessária: aulas minimamente atrativas, porque, pelo menos no meu tempo, elas eram muito, mas muito chatas.
no: http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/09/por-que-nao-se-ensina-cidadania-nas.html

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Alckmin afirma que vai manter aprovação automática na rede pública de ensino


Rede Brasil Atual
São Paulo - Em debate realizado pelo portal Uol e jornal Folha de S. Paulo, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin voltou a defender a aprovação automática em escolas da rede pública de ensino. Entretanto, foi confrontado pelo candidato do PT, Aloizio Mercadante, que afirmou que o governo de São Paulo deve desculpas aos jovens, pois tiveram a educação comprometida pela deficiente formação e falta de oportunidades.

Pressionado pelos candidatos do PP e PT, o tucano limitou-se a desviar o foco das perguntas feitas, não respondendo à maioria das críticas direcionadas aos 16 anos do PSDB no governo paulista.

Celso Russomano (PP), o terceiro participante, questionou o governo do PSDB sobre a falta de segurança no estado. Ele também afirmou que os dados sobre o tema, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, são maquiados. Russomano sustentou que houve crescimento dos índices de criminalidade e da insegurança. Para o candidato, a polícia de Sâo Paulo trabalha sem estrutura e muitas cidades não têm nem delegado de polícia.

Mais críticas

Questionado sobre o caos aéreo, principalmente em São Paulo, Alckmin afirmou que em seu governo houve a ampliação e reforma dos aeroportos, como o de Itanhaém , no litoral de SP, onde há uma base de exploração das reservas do Pré-Sal.

Alckmin também foi confrontado a respeito do descumprimento do edital de privatização de empresas do setor elétrico por parte das empresas compradoras. Alckmin limitou-se a dizer: "Vou verificar" e voltou a afirmar: "Estado provedor de tudo não existe. Temos de trazer a iniciativa privada para o país".
Boca que fala