Mostrando postagens com marcador Escolas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escolas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de março de 2017

ESCOLA INTEGRAL X EDUCAÇÃO INTEGRAL


A Educação Pública apresenta, atualmente, deficiências e é comprovada em todos os mecanismos que auferem sua qualidade. Em muito se fala que a resolução dos problemas, da falta de qualidade da Educação Pública, seria resolvida se implantando Educação Integral em todas as escolas e quando ouço essas falas e vejo as propagandas, apresentações de seminários, as orientações pedagógicas e os poucos projetos de implantação dessas tão decantadas Escolas de Educação integral, eu sempre me lembro que alguns anos atrás se fazia uma propaganda massiva, com os seguintes dizeres: toda criança na escola.



No período desta campanha de “toda criança na escola”, eu sempre me perguntava: fazendo o quê? E por que sempre fazia essa pergunta? Neste período, se encheu as sala de aulas de crianças e só. Os resultados dessa campanha de se colocar as crianças na escola não se resolveu o problema da qualidade de ensino e não acabou com o analfabetismo. As salas de aulas ficaram repletas de crianças, mas a qualidade do ensino será a mesma e agora agravada pelo fato de se colocar um número de crianças maior que devia em sala de aulas, ou seja, a escola virou um depósito de crianças retiradas das ruas.

Em alguns municípios, já estão implantando o que seria (ou será!) a tão propalada Escola de Educação Integral. Os alunos ficam o dia todo na escola, com direito ao almoço e tudo mais. Observando-se algumas unidades escolares em funcionamento se fazem necessários alguns questionamentos:

Como é a estrutura dessas escolas onde os alunos ficam o dia todo (tempo integral)?

Se a estrutura administrativa, organizacional e física dessas escolas continuam as mesmas das chamadas escolas tradicional, os mesmos problemas existentes anteriormente irão permanecer!

A quantidade de alunos, por sala de aula, continua a mesma das escolas dita de ensino regular?

Se a quantidade de alunos por turmas forem as mesmas, os professores terão as mesmas dificuldades para controlar os alunos pelo excesso de quantidade. As poucas escolas que já implantaram esse novo modelo, certamente irão continuar com o mesmo número de alunos por turma. Tanto é que as unidades existentes são escolas que apenas foram adaptadas para esse novo modelo e visivelmente se percebe que não foram ampliados o número de salas de aulas.

Os professores tiveram capacitação e foram atualizados?


Se os professores continuarem desatualizados irão continuar lecionando com conteúdos e com as mesmas práticas anteriores. As poucas capacitações existentes são as mesmas que foram programadas para as escolas tradicionais e continuaram a serem aplicados para os atuais professores lotados nessas escolas com o novo regime.

Como foram preenchidos os horários extras que os alunos permanecem nestas escolas?

Se os horários extras para tornar as escolas com turno integral (manhã e tarde) forem preenchidos somente com atividades recreativas, os alunos apenas deixaram de se divertir em casa e na rua e passarão a se divertir nas escolas.
O mais interessante, é que se percebe que não terão atividades para uma Educação Intergral, olhando os mesmos itens da resposta anterior. Se não construíram mais salas de aulas, onde serão as novas atividades de cultura e lazer no novo modelo nestas novas escolas? Para se diminuir o número de alunos por turma e se colocar novas atividades, se faz necessárias contratações de mais professores e ampliação dos espaços, já existentes, nas escolas.

Essas escolas terão os equipamentos necessários (inclusive os da área de comunicação) ?

Os chamados “Laboratórios de Informática” foram implantados com os mesmos procedimentos dos laboratórios implantados anteriormente. Geralmente ficam obsoletos, são utilizados aleatoriamente (geralmente falta capacitação para o uso) e muitos ficam inutilizados por falta de manutenção. Esses laboratórios são mantidos, usados e organizados da mesma maneira das chamadas escolas tradicionais. As aulas nesses laboratórios tem de seguir um agendamento, devido a quantidade de computadores, serem desproporcionais a necessidade de uso por parte de alunos e professores.

Da maneira que estão implantando essas escolas, com a chamada Educação Integral, estão apenas criando meios para manter os alunos o dia inteiro nas escolas, da mesma maneira que anteriormente se fazia a propaganda de toda criança na escola. É como se o único interesse é retirar as crianças e adolescentes da rua e manterem ocupadas dentro dos muros destas escolas. O que está ocorrendo é que a implantação de Escola de Educação Integral, o termo que melhor utilizado seria “Escola de Tempo Integral”, são semelhantes ao divulgado no Projeto “Toda Criança na Escola”, e os resultados, provavelmente, serão iguais aos que se exigia na propaganda do MEC (Ministério da Educação e Cultura), com a diferença de que o tempo, que as crianças e adolescentes irão permanecer na escola, será mais bem mais elástico.

Não é necessário ser nenhum gênio para se perceber que essas novas unidades escolares, que estão sendo implantadas, não irá funcionar como Escola de Educação Integral e sim Escola em Tempo Integral. Para se colocar educação integral, visando a qualidade de ensino, se faz necessário ampliação das atuais escolas (salas de aulas e áreas para lazer e esporte) e também do quadro de pessoal (professores e pessoal administrativo). Somente no item redução de alunos por turmas, o número das salas de aulas teria de ser ampliadas praticamente em dobro e ainda teria de se criar novas salas (além das quadras esportivas) para colocação das novas atividades culturais e de lazer. Um bom exemplo seria as aulas, de músicas, que exigirão novas salas e novos professores para esta disciplina.
Antônio Carlos Vieira (SEED-SE)
Licenciatura Plena - Geografia

Texto original: DEBATENDO A EDUCAÇÃO
via: http://www.carlosgeografia.com.br/2017/02/escola-integral-x-educacao-integral.html

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Por que não se ensina cidadania nas escolas?


O nível de desinformação do brasileiro médio é impressionante. 

Ele, praticamente, não sabe nada da cidade onde vive, do seu país ou do mundo.

Tem mínimas noções sobre as várias áreas do conhecimento humano.

Tudo o que conhece é dirigido para desempenhar as tarefas do dia a dia.

É um ser ingênuo, tolo, que acredita em superstições e lendas, boatos e fofocas, se guia pelas notícias de telejornais e programas policiais popularescos,  e se deixa enganar com facilidade por picaretas que se passam por religiosos. Grande número dessas pessoas é analfabeta, mal e mal sabe escrever seu nome.


A causa dessa tragédia não pode ser resumir à fraca educação formal que tiveram, embora ela seja a maior responsável por toda essa ignorância.

Nos meus tempos de estudante dos antigos ginásio e colegial, nas décadas de 60 e 70, existia uma disciplina chamada Organização Social e Política do Brasil, que nós resumíamos para OSPB, que foi tirada da grade curricular, sabe-se lá por que, em 1993, segundo a Wikipédia, que nos ensina o seguinte:

"Organização Social e Política do Brasil (mais conhecida pela sigla OSPB) era uma disciplina do ensino básico no Brasil, entre 1962 e 1993.

O ensino de OSPB foi proposto por Anísio Teixeira, durante o governo de João Goulart, na Indicação Nº 1 do Conselho Federal de Educação, de 24 de abril de 1962. Conforme o conselheiro Newton Sucupira, o seu estudo deveria servir para apresentar aos jovens estudantes as instituições da sociedade brasileira e a organização do Estado, a Constituição, os processos democráticos, os direitos políticos e deveres do cidadão. Seus modelos eram a "Instrução Cívica" francesa e a "American Government" americana.

Após o golpe militar de 1964, as sucessivas reformas da educação, com a criação da disciplina Educação Moral e Cívica (EMC) chegou a extinguir as disciplinas de Sociologia e Filosofia, reunindo parte do seu conteúdo sob a OSPB. As duas matérias foram tornadas obrigatórias pelo Decreto-Lei 869, de 1969, e extintas pela Lei 8.363, de 1993.

Em 2013, o deputado Valtenir Pereira apresentou um projeto de lei para reinstituir o ensino de EMC e OSPB."

Não sou louco de afirmar que, se a OSPB voltasse a ser ensinada, as próximas gerações de brasileiros iriam sair da escola sabendo tudo.

Mas, ao menos, teriam muito mais consciência do que é ser um cidadão. 

Saberiam, por exemplo, que os impostos são cobrados por municípios, Estados e União, da mesma forma que a saúde pública e a própria educação têm a responsabilidade dividida entre essas três esferas.

Poderiam, dessa forma, fiscalizar melhor a gestão pública, pois, convenhamos, é muito mais fácil aporrinhar um prefeito ou os vereadores do que um governador de Estado ou um presidente da República.

Uma coisa, porém, seria, se a OSPB voltasse, mais que necessária: aulas minimamente atrativas, porque, pelo menos no meu tempo, elas eram muito, mas muito chatas.
no: http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/09/por-que-nao-se-ensina-cidadania-nas.html

domingo, 2 de outubro de 2011

Rio aprova inclusão de ensino religioso nas escolas


Contrariando um parecer do Conselho Municipal de Educação, a prefeitura do Rio conseguiu aprovar a inclusão do ensino religioso no currículo das escolas públicas cariocas. O projeto de lei cria aulas opcionais para diferentes denominações religiosas e abre 600 vagas para professores da área. A partir de 2013, o impacto no orçamento do município será de R$ 15,7 milhões por ano.
Aprovado por 28 votos a cinco, o texto estabelece a adoção de aulas facultativas para os estudantes do Ensino Fundamental da rede municipal. Os pais decidirão se os alunos devem assistir às aulas e poderão escolher a designação religiosa de sua preferência.
Segundo o projeto, os professores serão contratados após concursos públicos, mas deverão ser "credenciados pela autoridade religiosa competente, que exigirá deles formação religiosa obtida em instituição por ela mantida ou reconhecida".
Em fevereiro, o Conselho Municipal de Educação - responsável pelo acompanhamento da política educacional do município - aprovou um parecer que rejeitava a inclusão da religião nas escolas. O objetivo era reafirmar o "caráter laico da escola pública", uma vez que a adoção do ensino religioso é alvo de uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
"Lamento profundamente a decisão dos vereadores. Para atender aos anseios de grupos religiosos, a prefeitura ignorou a avaliação que havia sido feita por um órgão formado por educadores", criticou a professora Rita Ribes Pereira, integrante do Conselho Municipal e especialista em educação infantil.
O projeto foi enviado à Câmara pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB), que se baseou na Constituição para propor a alteração no currículo escolar. Segundo o artigo 210, a religião deve ser uma das disciplinas do Ensino Fundamental.

~ o ~
O que diz o Art. 210 da Constituição Federal de 1988:
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 1º - O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.
§ 2º - O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.

Com textolivre

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sala de aula brasileira é mais indisciplinada que a média, diz estudo

As salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de outros países avaliados em um estudo do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, na sigla em inglês).

Pesquisa foi realizada entre estudantes de 15 anos
O estudo, feito com dados de 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que, no Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores "nunca ou quase nunca" têm de esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula.....

sábado, 14 de maio de 2011

Como aprender 400 palavras em inglês em apenas um minuto?

Depois da leitura comece imediatamente a estudar inglês, que diferentemente do que você pensa, é extremamente fácil de aprender. Este artigo extraído da Revista Nacional é apenas o primeiro chute na bola. O resto é por sua conta.
Obs: São extremamente raras as exceções às regras citadas, portanto, é preferível aprender 400 palavras em inglês num minuto, do que ficar preocupado com a rara exceção.
REGRA NÚMERO UM  Para todas as palavras em português que terminam em DADE (Como na palavra CIDADE) tire fora o DADE e coloque em seu lugar TY e assim cidade passou a ser CITY. Vejamos agora umas poucas das cento e tantas palavras que você já aprendeu nestes primeiros vinte segundos de leitura deste artigo:
Cidade
= city
Velocidade
= velocity
Simplicidade
= simplicity
Naturalidade
= naturality
Capacidade
= capacity

REGRA NÚMERO DOIS  Para todas as palavras em português que terminarem ÇÃO (como na palavra NAÇÃO) tire fora o ÇÃO e coloque em seu lugar TION e assim a palavra NAÇÃO passou a ser NATION (as respectivas pronúncias não importam no momento e além disso você estaria sendo muito malcriado querendo exigir demais numa aula de graça!) Vejamos agora algumas das centenas de palavras em que a imensa maioria delas se aplica a essa regra:
Nação
= nation
Observação
= observation
Simplificação
= simplification
Naturalização
= naturalization
Sensação
= sensation
Determinação
= determination
Qualificação
= qualification
REGRA NÚMERO TRÊS – Para os advérbios terminados em MENTE (como na palavra NATURTALMENTE), tire MENTE e em seu lugar coloque LLY (e assim a palavra passou a ser NATURAL-LY. Quando o radical em português termina em L, como na palavra TOTALMENTE, acrescente apenas LY). Veja agora abaixo algumas delas:
naturalmente
= naturally
Simplisticamente
= simplistically
Geneticamente
= genetically
Oralmente
= orally
geologicamente
= geologically
fraternalmente
=fraternally

Etc, etc

REGRA NÚMERO QUATRO  Para as palavras terminadas em ENCIA (como no caso de ESSENCIA) tire o ENCIA e em seu lugar coloque ENCE (que agora passou a ser ESSENCE). Eis algumas delas abaixo:
Essência
= essence
Reverencia
= reverence
Belevolência
= benevolence
Eloquência
= eloquence
REGRA NÚMERO CINCO – E para terminar este artigo, ficando ainda com mais água na boca, aprenda agora a última e a mais fácil delas (há um monte de outras interessantes, mas não dispomos aqui espaço para tudo).
Para as palavras terminadas em AL (como na palavra GERAL, não mude nada! Escreva exatinho como está em português e ela sai a mesma coisa em inglês. Veja alguns exemplos.
Total
= total
Natural
= natural
General
= general
Fatal
= fatal
Manual
= manual
Sensual
= sensual

by: Com textolivre

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Escola do 'Cerra' não tem cadeira nem carteira. Aluno faz rodízio. É um 'jenio'

E ainda quer ser presidente (de qualquer coisa).
Na tarde de ontem, um cartaz colado no portão da escola estadual Roberto Mange, extremo sul de São Paulo, avisava: não haverá aula hoje para a 6ª A e 6ª B. Motivo: falta de cadeiras e carteiras.
Os alunos das duas salas só descobriram que seriam dispensados das aulas de ontem ao chegar na escola, mas o fato não os surpreendeu.
Desde que as aulas começaram para valer, anteontem, parte das turmas da escola têm se revezado, pois não há lugar para todos sentarem. Em um dia, algumas séries foram mandadas para casa; no seguinte, outras.
Segundo alunos e pais ouvidos pela Folha de S. Paulo na porta da escola, anteontem pelo menos uma turma da manhã (de 8ª série) e outra da tarde (de 5ª série) foram dispensadas.
Ontem, além das duas salas de 6ª série que ficaram sem aula à tarde, alunos de ao menos uma 8ª série da manhã também voltaram para casa. Estudantes relataram que o problema se estende ainda a turmas da noite.
"Ontem [anteontem] chegamos aqui adiantados, e nos deparamos com o cartaz dizendo que a turma da minha filha não teria aulas. Faço de tudo para meus filhos não faltarem na escola. É complicado", afirma a dona de casa Marlete Oliveira Silva, 38, mãe de uma aluna da 5ª série que caminha por 25 minutos todos os dias para chegar com a filha à escola.
"O pior é que eles avisam de última hora. As mães vêm com as crianças arrumadinhas e têm que voltar para trás", diz a mãe de outro estudante Silene dos Santos, 45, que acompanhou a frustração dos pais nestes dois dias.
Lucinda Correia Ferreira, 46, também conta que o filho aproveitou a manhã de ontem, quando deveria estar estudando, para ir ao dentista, já que a turma dele da 8ª série foi dispensada porque não havia onde sentar.
By: Blog do Celso Jardim