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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nós criamos os Rafinhas Bastos


Ao insultar gente poderosa, o “comediante” da tevê Bandeirantes Rafinha Bastos talvez venha a sofrer alguma sanção de seu empregador, mas a sanha punitiva que ganha corpo por ele ter mexido com quem não devia se abate apenas sobre um dos muitos produtos de um sistema degenerado que reúne os produtores dessas “atrações” e um público que, em última instância, é o grande culpado pela existência desse tipo de “entretenimento”....

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eles torcem para Dilma estar com câncer

Ultimamente, vinha me questionando se minhas convicções políticas e ideológicas me haviam colocado do lado certo. Na tarde de domingo, porém, a dúvida se dissipou. Pude ter certeza de que, no Brasil de hoje, aqueles que se opõem a esse ideário que acalento não são dignos de serem considerados seres humanos.
Pouco após os portais de internet noticiarem que a presidenta Dilma Rousseff foi parar no hospital devido a “pneumonia leve”, dois blogueiros da mídia ligada ao PSDB e ao DEM replicaram a notícia. Os comentários de seus leitores revelam sentimentos indignos da espécie humana.....

sábado, 23 de outubro de 2010

Oito dias de fúria midiática – bombardeio de saturação




Em matéria veiculada na sexta-feira 22 de outubro em seu site, a Agência de Notícias Reuters afirmou, em manchete, que a revista Veja “pode ser o último obstáculo para a vitória de Dilma”. O trecho inicial da reportagem assinada pelo repórter Stuart Grudgings se constitui na melhor crônica sobre o que caracteriza a reta final da disputa pela Presidência da República.
Revista pode ser o último obstáculo para a vitória de Dilma
Sexta-feira, 22 de outubro de 2010 21:05 BRST
Por Stuart Grudgings
Agência Reuters
RIO DE JANEIRO (Reuters) – Já se tornou um ritual nas manhãs de sábado durante a atual corrida presidencial –funcionários dos partidos e jornalistas correm às bancas para verem se, desta vez, a edição da revista Veja derruba a candidata Dilma Rousseff (PT).
Com sua capacidade para fazer ataques, a revista mais lida do Brasil –que já divulgou dois escândalos de corrupção que afetaram Dilma– parece ser o último grande trunfo da oposição, numa disputa em que a candidata governista chega à penúltima semana ampliando sua vantagem na dianteira das pesquisas.
Alguns analistas políticos descrevem a corrida em termos de quantas capas da Veja faltam para a eleição: duas.
A incansável campanha da publicação contra Dilma é um sinal daquilo que alguns dizem ser uma profunda tendência da mídia brasileira contra o PT e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro presidente brasileiro egresso da classe operária.
Para ler a matéria completa, clique aqui
O que torna extremamente grave a matéria da agência de notícias Reuters não é nem o seu conteúdo, que se vê reproduzido em centenas de páginas na internet, em revistas, jornais, tevês e rádios, todos de menor porte, a dita “mídia alternativa” à mídia tradicional, encabeçada pelos grupos Folha e Estado, pela Editora Abril e pelas Organizações Globo. A força da matéria está no perfil da Reuters que figura em seu site, reproduzido abaixo:
A Thomson Reuters é a maior agência internacional de notícias e multimídia do mundo, fornecendo notícias do mundo, investimentos, negócios, tecnologia, manchetes, pequenos negócios, alertas, finanças pessoais, mercados acionários e informações de fundos mútuos disponíveis através do Reuters.com, pelo celular, de vídeos e de plataformas interativas de televisão. Os jornalistas da Thomson Reuters estão sujeitos ao Editorial Handbook, que exige apresentação justa e divulgação de interesses relevantes.
Fica difícil, diante de um perfil como esse, qualificar a agência de notícias de “petista” ou “comunista” ou “petralha” ou seja lá que epíteto pejorativo se queira usar para acusar o veículo de parcial em favor do PT.
A matéria, aliás, foi feliz porque previu o que se viu neste sábado nessa imprensa que a Reuters considera partidarizada e que trabalha para eleger o adversário de Dilma fornecendo supostos escândalos para a campanha dele usar, como demonstra a imagem em epígrafe neste post, reproduzindo as capas de Veja e Folha de São Paulo de 23 de outubro de 2010.
Mais revelador ainda do que acontece no Brasil às vésperas da eleição que talvez seja a mais importante de sua história – pois escolherá quem administrará a rota de sucesso, de enriquecimento e de ascensão social da sociedade brasileira ao longo de quase oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva – é a opinião do jornalista das Organizações Globo Ricardo Noblat, gravada em vídeocast, reproduzida em seu blog na sexta-feira.
Vale transcrever parte do que foi dito em vídeo:
– Os estudiosos de eleições, os marqueteiros responsáveis pela comunicação dos candidatos, os analistas de pesquisas, todos eles coincidem numa coisa: é nessa penúltima semana de campanha – não na última – onde (sic) o eleitor indeciso define seu voto.
– Ele ta confuso, ele ta (sic) em… Ele não sabe bem em quem ele vai votar, mas quando vai chegando o final desta semana, que antecede a última semana, ele se reúne com os seus parentes, com os seus familiares, ele ouve seus amigos e ele, na maioria das vezes, na esmagadora maioria das vezes, chega na próxima segunda-feira, a poucos dias da eleição, com seu voto definido.
– É por isso que todas as campanhas jogam todos os seus principais trunfos nesta semana, não na última. É agora que se dá o debate mais importante entre os candidatos, é agora que as revelações eventualmente guardadas, as denúncias acumuladas, costumam vir à luz.
(…)
Está, assim, largamente explicada e comprovada a visão da agência Reuters, da dita mídia “alternativa”, enfim, da maioria da sociedade brasileira, que confere ao governo Lula uma aprovação sem precedentes na história republicana deste país, por mais que a aprovação do conjunto da sociedade difira da do conjunto do eleitorado, que, por sua vez, aprova em maioria relativa a candidata desse governo à própria sucessão.
Restará aos historiadores do futuro decidirem até que ponto foi democrático, justo, honesto e até mesmo legal o que está acontecendo na política brasileira e que se reproduz por toda a América Latina, esse fenômeno de os setores mais abastados das sociedades da região usarem os meios de comunicação que controlam para tentarem eleger candidatos sabidamente identificados consigo.
Contudo, no presente, ao menos um fato pode ser considerado inegável por qualquer analista isento. Esses meios de comunicação que se transformaram em braços de campanha de um dos lados esgrimindo com o que chamam de “liberdade de imprensa” tentam enganar a população brasileira, pois em ampla maioria teimam em dizer que são “isentos”.
Entre si, os soldados (colunistas, repórteres, editorialistas, enfim, os funcionários desses conglomerados de mídia) da ala midiática do grupo político de oposição a Lula, à sua candidata e ao seu partido admitem abertamente o que fazem e que os seus patrões determinam que façam, mas argumentam que o fim nobre (em suas retóricas) justificaria os meios.
No momento em que termina este texto, ainda faltam nove dias, três horas e 19 minutos para terminar o processo eleitoral e as oportunidades para a fúria midiática ter sucesso em eleger José Serra presidente da República pelos próximos quatro anos.
blog da cidadania

sábado, 11 de setembro de 2010

Em 2002, Noblat já dizia a Serra: às favas com escrúpulos

Para quem está estranhando os “conselhos” do jornalista Ricardo Noblat ao candidato José Serra, reproduzo um artigo dele, de 2002, ainda no Correio Braziliense, onde dizia como deveria o então candidato tucano à sucessão de Fernando Henrique Cardoso agir na campanha eleitoral contra Lula. Os grijos são meus.
“Goste-se ou não do que está fazendo José Serra no segundo turno, ele está fazendo tudo certinho, tudo de acordo com apuradas análises de pesquisas de intenção de voto e as leis universais do marketing político. Um candidato na situação dele e que acha só ter essa chance de se eleger presidente da República, tem de fato de deixar os escrúpulos de lado e partir para cima do adversário. Mais ainda se está a anos-luz de distância dele na preferência dos eleitores.
Serra tem de provocar Lula, sim, para debates. Tem que fazer isso diariamente. E tem que usar a Regina Duarte, sim, para assustar as pessoas insinuando que uma possível eleição de Lula trará de volta a inflação e desestabilizará o país. O próprio Serra terá de insistir na comparação do Brasil de Lula com a Venezuela de Hugo Chaves (sic), sem se importar com o fato de que presidente algum na América do Sul deu mais força a Chaves do que Fernando Henrique Cardoso.
O candidato do governo tem de passar ao largo dos problemas deixados por Fernando Henrique ao seu sucessor e se concentrar naqueles que a administração do PT enfrenta em diversas capitais como Porto Alegre, São Paulo e Recife. Falar dos problemas que Fernando Henrique não conseguiu resolver em oito anos é tarefa de Lula. A tarefa de Serra é falar dos problemas que os aliados de Lula não resolveram, não estão sabendo resolver ou são incompetentes para resolver.
A essa altura, Serra parece pouco se lixar até mesmo para eventuais problemas que ele possa estar criando e que complicarão ainda mais o desfecho do governo de Fernando Henrique. E ele está criando, sim. Ou agravando os problemas atuais. Pela delicadeza do cenário econômico interno e externo, é perigoso um candidato acenar com o caos na hipótese de vitória de outro. O perigo cresce se o profeta do caos tem o apoio do governo, da maioria dos empresários e dos investidores internacionais.
Foi por ter-se dado conta do risco embutido no recente discurso de Serra que Fernando Henrique se apressou em dizer que as instituições do país são sólidas. E que o país não sairá dos trilhos ganhe quem ganhar. Quer dizer: mesmo que Lula ganhe, Fernando Henrique não antevê o caos que Serra diz se esconder logo ali na esquina. A poucos dias da nova eleição, foi Serra e não Lula quem se tornou uma ameaça ao plano de Fernando Henrique de promover uma pacífica transição do poder.”
É preciso comentar? o original pode ser acessado pelo link:http://oglobo.globo.com/pais/noblat/publicacoesdonoblat.asp

domingo, 5 de setembro de 2010

Dilma furacão: Envelhece até piada do jornalista do jogo de completar

Sabe piada feita por piadeiro que carrega no preconceito de classe? E que jornalistas que defendem liberdade de empresa adoram publicar? Então. Eles não tão podendo com o fenômeno Dilma Furacão. Acompanhemos:
1) Há dez horas esta charge ‘mó engraçada’ como diz o @viniciusduarte foi postada
2) Adivinhem o resultado de hoje do tracking diário do IG medindo a Dilma Furacão e o Serra abaixo? Gracinha travestida de humor que já nasceu velha, morreu de caduca:
Moçada ainda não entendeu: nem Serra quer bater no Lula, porque o efeito é bumerangue, minha gemza!