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terça-feira, 29 de março de 2016

Carta aberta ao presidente da OAB

por Isaac Yarochewsky

Excelentíssimo senhor Claudio Lamachia, Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, venho neste espaço manifestar o meu inconformismo e de cerca de pelo menos 13 mil advogados que assinaram nota de repúdio contra a decisão do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil em favor do impeachment da Presidenta da República Dilma Rousseff.
Como diz a referida nota e não é despiciendo lembrar:
A história da Ordem dos Advogado do Brasil na maioria das vezes foi marcada pela defesa intransigente da democracia e dos direitos fundamentais.
A Constituição de 1946 é a primeira a mencionar a OAB (as de 1934 e 1937 silenciaram), tornando obrigatória a participação da mesma nos concursos de ingresso à magistratura dos Estados.
No dia 27 de abril de 1963, o Presidente João Goulart aprovou a lei n.º 4.215, que seria o segundo Estatuto daAdvocacia no Brasil.
No tocante à ditadura militar, a luta da OAB –  que incialmente apoiou o golpe de 1964 -possui seu marco histórico no ano de 1972, quando Presidentes dos Conselhos Seccionais se engajaram em luta compromissada em prol dos direitos humanos então violados pelo regime, merecendo destacar-se o papel da Ordem dos Advogados contra as prisões arbitrárias e torturas perpetradas durante o período.
Poucos anos depois, a OAB seria importantíssima como apoio da sociedade civil organizada no projeto político de redemocratização do país (conhecido nacionalmente como “Diretas Já!”).
 Lamentavelmente, vossa excelência e os Conselheiros Federais que votaram favoravelmente ao impeachment desprezaram na decisão tomada os valores fundamentais do Estado Democrático de Direito. Embora vossa excelência negue, a postura tomada se aproxima da que a OAB tomou em 1964 quando apoio o golpe militar.
O fato do instituto do impeachment está previsto na Constituição da República por si só não exclui o caráter golpista daqueles que como a OAB defendem a medida extremada e de exceção. Insatisfação popular, crise política, crise econômica ou qualquer outra justificativa que não a caracterização, sem sombra de qualquer dúvida, da prática de crime de responsabilidade não é motivo suficiente, legal e legítimo para o impeachmentda Presidenta da República.
Para o respeitável professor de direito público da UnB Marcelo Neves,
“a DCR 1/2015, recebida pelo Presidente da Câmara dos Deputados, é inconsistente e frágil, baseando-se em impressões subjetivas e alegações vagas. Os denunciantes e o receptor da denúncia estão orientados não em argumentos jurídicos seguros e sustentáveis, mas sim em avaliações parciais, de caráter partidário ou espírito de facção. Aproveitam-se de circunstanciais dificuldades políticas da Presidente da República em um momento de grave crise econômica, desconhecendo, estrategicamente, o apoio que ela vem dando ao combate à “corrupção” e a sua luta diuturna para conseguir a aprovação de medidas contra a crise econômica no Congresso Nacional. Denunciantes e receptor afastam-se não apenas da ética da responsabilidade, mas também de qualquer ética do juízo, atuando por impulsos da parcialidade, do partidarismo e da ideologia, em prejuízo do povo brasileiro”.
Os nomes Raymundo Faoro, Hermann Assis Baeta, Márcio Thomaz Bastos, José Roberto Batochio, Rubens Aprobato Machado, Cezar Britto entre outros ficaram marcados na galeria dos ex-presidentes da OAB pela defesa intransigente das prerrogativas dos advogados e advogadas, mas sobretudo, pela defesa da democracia e do Estado de Direito.
Tristemente, seu nome ou será esquecido ou será lembrado dentre aqueles que se aliaram as forças conservadores e autoritárias, a mídia reacionária e golpista, aos interesses escusos dos que fazem coro aoimpeachment da Presidenta eleita democraticamente em eleições livres e diretas com cerca de 55 milhões de votos.
Senhor Presidente, esteja certo que a história não lhe absolverá.
Belo Horizonte, 27 de março de 2016.
Leonardo Isaac Yarochewsky
Advogado OAB-MG 47.898

Sem título-1Leonardo Isaac Yarochewsky é Advogado Criminalista, Professor de Direito Penal da PUC Minas, Membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP).

sábado, 18 de outubro de 2014

A meus amigos tucanos: uma carta aberta


"Amigos tucanos,

Vocês se tornaram, por inocência ou cinismo, pequenos Aécios.

Quando penso em vários de vocês, um por um, tenho certeza que quase todos são capazes de enxergar a demagogia no discurso de Aécio.

Esse discurso que, aliás, me fez entender porque FHC, na ausência de Mário Covas, tentou emplacar os fracos Serra e Alckmin como sucessores antes deste jovem senhor cujo cinismo me parece beirar a sociopatia.
O discurso agressivo e raso segue a mesma receita do discurso de Collor:
apontar e amplificar erros de lá que também existem cá; apontar e amplificar falta de ética de lá que é ainda maior cá.
Eu sei que vocês veem. Eu sei que vocês notam. E ainda assim, toleram. Alguns, gostam.

Para vocês, a preocupação com as urnas eletrônicas, “fáceis de forjar resultados”, sumiu a partir do dia que Aécio ganhou da Marina. Tivesse ganho a Marina ou acabado no primeiro turno, queria ter visto a gritaria.

Agora, para vocês, acusações na Petrobras que cutucaram o PSDB, devem ser investigadas, quando há poucos dias eram tidas todas como verdades absolutas.

Todas as acusações ligadas ao Aécio, aliás, têm que ser provadas. Mas é bom lembrar que quem trouxe acusações sem prova em tom de veredicto final foi Aécio, chamando as acusações da Petrobras de “mar de lama”.

E vocês sabem.

E vocês sabem da incoerência.

Dilma não é minha candidata ideal, é verdade. Mas não posso deixar um massacre ocorrer com uma pessoa honesta e franca, com todos os defeitos que possa ter, e me manter calado.

Minha candidata ideal, aliás, me deixou decepcionado não apoiando Dilma num momento tão delicado do Brasil.

Aos amigos cínicos, digo que vocês não precisam ganhar dos inocentes no golpe. Vocês não precisam falar essas bobagens desonestas, cujo único efeito real, no fim das contas, é diminuir a vocês mesmos e a humanidade.

Aos inocentes, digo que vocês não precisam ser inocentes para sempre. É só questionar (os dois lados) e buscar dados.

Neste momento de polarização e de manipulação ferrenha da mídia, só dados salvam.

E a quem interessar possa, sugiro Dilma, meu voto aberto, pela competência e honestidade.

E se votarem no Aécio, que pelo menos votem pelos motivos certos. Acreditar na direita é um direito absoluto e inquestionável. Preferir o PSDB por questões ideológicas também.

O que não dá para ser é outro Aécio, porque um já é demais.

Vocês são tão lindos, amigos, e estão tão feios. E o pior é que mesmo que vocês cometam uma loucura, eu os amo e amarei.

Com carinho,

Emir

DCM

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro, por Roberto Amaral

Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro

"A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.

Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.

Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.

Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.

Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado.

Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.

 Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.

Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.

Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.

 O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.

Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.

Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.

Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.

O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano.

Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.

Roberto Amaral

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Caso Lupi: a outra versão da história

Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a VejaO Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.
Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos três filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.
Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia à assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.
Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas à espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses....

terça-feira, 5 de abril de 2011

Carta aberta ao pastor e deputado Marco Feliciano

De: prcequinel@yahoo.com.br

Para: dep.pastormarcofeliciano@camara.gov.br
Marcos Feliciano
CARTA ABERTA AO PASTOR E DEPUTADO MARCOS FELICIANO
1. A Constituição Federal é maior e infinitamente mais importante que a bíblia ou qualquer outro livro supostamente divino ou sagrado porque, já em seu artigo 1º, assenta que o Brasil tem como um dos seus princípios fundamentais a dignidade da pessoa humana.
2. Já a sua bíblia defende explicita e claramente a escravidão, para citar apenas um exemplo que me ocorre, e você, pastorzinho homofóbico de merda, proclama e canta e garante que os africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé, e que isto é um fato, e que tal maldição, e de novo recorro à sua inacreditável fé obtusa, explica os problemas todos vividos pela África. Vale dizer, pastorzinho homofóbico de bosta, que você e sua manada negam em nome de um deus que sequer existe qualquer condição inata de dignidade aos africanos, concedendo-lhes a redenção, entretanto, - oh, o deus inexistente é tão misericordioso -, se aceitarem cristo ou besteira assemelhada. Eu, de cachola de poucas luzes, fico com a dignidade que nossa lei maior proclama e nos impõe buscar e me permito, comendo minhas goiabinhas regulamentares, acrescentar mais um problema ao rol dos desafios da nossa África: livrar-se da invasão dos missionários que oferecem aos africanos a tal da redenção em cristo desde que, é claro, deixem uma graninha nas suas indefectíveis e imorais sacolinhas coletoras de coisas daqueles que nada possuem.
3. Meu filho mais novo é gay e, por amá-lo incondicionalmente, tenho o dever irrenunciável de protegê-lo de ataques de gente da sua laia porque, que fique claro, a dor que ele sentir, de qualquer tipo, será também a minha dor e eu não posso permitir que meu menino sofra. Seu deus inexistente, pastorzinho-monte-de-estrume, diz que meu filho é amaldiçoado, e você ecoa estas merdas, e você proclama que ofender meu filho, seu filho-da-puta homofóbico, é um direito seu e da sua manada de cristãos bovinos que tangidos, como é próprio, babam bovinamente.
4. No que depender das minhas forças declaro que não será ele que ficará acuado pelo preconceito, pela intolerância e pela violência. Ao contrário, vocês é que haverão de sentir-se constrangidos e acuados, e isso será feito, sempre, nos meus termos, ou sendo bem mais claro: quem, segundo meu juízo e entendimento, ofender, constranger ou ameaçar meu filho, por qualquer meio em qualquer lugar, estará autorizando resposta pronta e rápida de minha parte: bateu, pastorzinho homofóbico canalha, levou, e comigo não tem essa conversa mole de oferecer a outra face.
5. Recuso-me terminantemente a considerar um energúmeno da sua extração merecedor do tratamento protocolar de Vossa Excelência, pois isso seria afronta e grosseria ao digno deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e, também, porque um patife como você que diz que meu filho e eu temos ‘sentimentos homoafetivos podres’ mereceria tratamento respeitoso, seu homofóbico de merda?
6. Se entendi direito, você é pastor da Assembleia de Deus, e – quioispariu! -, é cantor, ou seja, além de nos encher o saco obrando as baboseiras religiosas que ofendem o senso comum, você canta as porcarias todas do gospel-gosmento, abusando infinitamente da nossa paciência. Quiospariu, pastorzinho indecente, poupe-nos da sua cascata de porcarias!
7. Você disse que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, a rejeição”, e eu afirmo que meu filho e o povo LGTB não têm “sentimentos podres” de qualquer tipo e, que fique bem claro, seu homofóbico filho-da-puta, o que produz ódio, rejeição e crime não são os sentimentos homoafetivos, é gente da sua laia que provoca essas coisas, seus lazarentos. Sentimentos podres, emérito calhorda e monumental filho-da-puta, inundam em verdade sua cabeça depois de ter sido tomada por esta fé insana, doentia, obtusa e perigosa.
8. Não seja assim mentiroso que o seu deus, mesmo inexistente, pode não gostar. O deputado Jean Willys não chamou a bancada evangélica para nenhuma guerra. Pelo que sei, apenas confirmou compromisso explicitamente assumido em sua campanha, o de que o seu mandato seria espaço de discussão, defesa e de luta pelos direitos dos homens e mulheres LGBT. Vocês, bando de cagões religiosos que constituem perigosa tropa do atraso e da escuridão é que declararam a tal guerra, e isso faz muito tempo. E você, especificamente, bradou no último dia 31 de março: “Conclamo a Mídia Cristã responsável, pois existem também no nosso meio cristão uma MIDIA MARROM, inescrupulosa, baixa, irresponsável e leviana, que se alimenta de especulações e fofocagens! Nesse momento não é o meu nome que está em jogo, nesse momento estão em jogo comigo MILHÕES DE CRISTÃOS QUE LUTAM PELA FAMILIA ASSIM COMO EU.” Ou seja, você escreve uma montanha de merdas e, em face da justa reação das pessoas de bem, trata de convocar uma espécie de cruzada. Era só que nos faltava, pastorzinho homofóbico, pulha e racista.
9. Não sei se você sabe, eminente produtor de interpretações safadas da bíblia, mas sexualidade não é escolha ou opção, é fato da vida e ponto final. Meu filho não é nenhum criminoso, ou anormal, não precisa de cura e é, claramente, um menino honesto e bom, amoroso, que respeita sua família, que gosta de trabalhar coletivamente, mas, para gente estúpida e abostada como você, ele deve esconder-se, anular-se, negar-se, envergonhar-se. Proclamo que meu menino, enquanto eu estiver por aqui, exercerá abertamente o definitivo direito de viver sua sexualidade e sua vida, e sua busca por felicidade, e anuncio que dele me orgulho, dentre outras razões, exata e precisamente por ter decidido não esconder-se. Meu guri, além do mais, tem coragem.
10. Sou ateu e isso nunca teve, e não tem, nenhuma importância, e sempre respeitei, deputadozinho produtor de cocô pretensamente santo, a fé professada pelas pessoas, e tenho muitos amigos que são fervorosamente evangélicos ou católicos, e mesmo meu menino Jean acredita em um deus. Agora, quem proclama, como você, que os povos africanos são amaldiçoados por um deus inexistente por terem uma religião diferente da cristã, deve merecer de minha parte combate frontal e direto. Quem é capaz de crer neste tipo de porcaria e de, lendo no livro das inutilidades, sandices supostamente divinas que poderiam lhes conferir uma espécie de ‘direito’ de serem intolerantes e preconceituosos contra o povo LGTB, bem, você e outros religiosos de merda não terão de minha parte nenhuma condescendência: para jaguaras da sua espécie, saiba, do pescoço pra baixo é canela.
11. Se você decidir processar-me devo dizer que repetirei diante de qualquer juiz o que escrevi, de modo que vamos lá, bostinha rançoso e lídimo representante do atraso e das trevas, anote aí: sou Paulo Roberto Cequinel, RG 847.060-0/PR, aposentado, residente à Rua João Leão, 324, Bairro Batel, 83370-000, e posso ser encontrado facilmente no fórum da Comarca de Antonina/PR, à Travessa Ildefonso, 115, onde faço trabalho voluntário de assistência aos presos e, como minha sala fica exatamente ao lado da dos Oficiais de Justiça, serei rapidamente alcançado pelo longo braço da lei.
12. Há entretanto em sua vida, pastorzinho jaguara, homofóbico e filho-da-puta, um problema insolúvel, e nem seu deus inexistente dele dará conta. Não existe no mundo juiz que me obrigue a acreditar que você NÃO É um pulha e um pústula. Simples assim, seu bosta: você é um pulha e um pústula.
Ao tempo em que reafirmo minha integral indignação e repúdio, esclareço que esta carta aberta tem por escopo defender irrestritamente a integridade moral e a imagem do meu filho. Filho-da-puta algum que ouse fazer isso pode achar que ficará sem resposta.
PAULO ROBERTO CEQUINEL
PS 1: Seu sorriso sestroso, seu cocozão homofóbico e racista, é tão verdadeiro quanto uma nota de 3 reais.
By: O Ornitorrinco

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Carta Aberta ao próximo Presidente do Brasil

Louco delirante do dia

***
Excelentíssimo senhor José Serra.
Pesquisas sérias feitas por especialistas, isentos da criminalidade da política prostituída que está desqualificando os institutos de opinião do nosso país, nos trazem a alegria de saber que o senhor será nosso próximo Presidente da República.
A sociedade – a maioria não subornada ou não corrompida, pelo corrupto, sórdido, imoral e aético movimento chamado de lulismo – acordou para o que representaria para o nosso país um fascismo sindicalista com um poder público que está sendo controlado por um covil de bandidos.
O Brasil, na sua parcela honesta e digna, está profundamente envergonhado perante o mundo diante da postura de cabo eleitoral leviano, mentiroso, hipócrita e farsante assumida pelo atual presidente, que desceu do seu cargo para se comportar da forma a mais desprezível possível no desespero de eleger sua marionete para tentar se salvar do julgamento futuro das suas inúmeras ações e omissões que, durante os oito anos de seu desgoverno, permitiram que meliantes petistas transformassem o poder público em um covil de bandidos e fossem praticados inúmeros crimes de lesa-pátria. Foram mais de cem escândalos de corrupção não esclarecidos e ninguém foi preso e condenado. Essa foi a Justiça da era Lula.
O Poder Público liderado por um psicopata nascido no pântano comuno-sindical, amigo íntimo de uma gang que já foi denunciada por um Procurador Geral da República, e que sonha com o poder perpétuo - foi reduzido a um sórdido, irresponsável e inconsequente instrumento de omissão perante as agressões às leis eleitorais, à Constituição e demais códigos legais, e aos mais elementares princípios que devem nortear o comportamento dos que são pagos pelos contribuintes para servir à sociedade.
Por alguns meses ficamos absolutamente atônitos com a possibilidade de o país ter como presidente uma marionete de uma dupla – Lula e Dirceu – que representaria um criminoso retrocesso do processo democrático e da liberdade de expressão, e que transformaria o país em uma Cuba Continental.
A Presidência da República, o nosso mais importante cargo público, o posto do líder de uma nação, nunca poderia ser ocupado por alguém com o perfil político e pessoal da candidata do atual presidente, pelo fato dessa senhora ser absolutamente desqualificada para exercer esse cargo e assumir tamanha responsabilidade, em todos os sentidos que possam ser enumerados. Um terceiro e sucessivo vitorioso estelionato eleitoral nos qualificaria como idiotas, imbecis e bestas perante o mundo.
Temos um presidente que além de zombar da Justiça Eleitoral pede, publicamente, entre centenas de atos de política criminosamente prostituída já praticados durante seus dois mandatos, em plena campanha de sua fantoche, para que se extirpe um partido político. Ao mesmo tempo um seu lacaio, que comanda o lobby da corrupção petista, recomenda aos seus militantes meliantes que partam para a agressão nas ruas.
Temos um presidente que agride impunemente a moralidade, as leis eleitorais, a ética e os mais elementares princípios que deveriam pautar suas atitudes ao colocar rigorosamente a máquina do poder público como cabo eleitoral de sua candidata.
Temos um presidente que ultrapassou durante o seu mandato todas as fronteiras que separam a dignidade, da honra, do respeito às leis, do respeito ao cargo de presidente do Brasil, e do patriotismo, para se colocar até o pescoço afundado no pântano do sindicalismo fascista, o berço dessa gente sórdida que transformou uma ideologia de luta pela democracia em um instrumento de suborno, corrupção e prevaricação para criar as trilhas para uma nova intentona comunista.
Temos um presidente que cometeu o hediondo crime de transmitir aos mais jovens a ideia de que a ilicitude, a imoralidade e a falta de ética são os melhores instrumentos de luta pela vida.
Cristo está agora respondendo ao desafio de uma militante desse presidente, acusada de diversos crimes cometidos durante o regime militar, e que declarou que nem Nosso Senhor poderia derrotá-la no seu papel de um fantoche do mais sórdido político de nossa história.
O “Titanic” petista que se achava imbatível e que pretendeu subornar e corromper mais da metade do nosso país está afundando e afogando nas águas da vitória do bem sobre os representantes do demônio nascido no sindicalismo fascista.
Presidente José Serra. Sua tarefa não será nada fácil para desfazer a profunda degeneração moral das relações públicas e privadas promovida pelo desgoverno petista. Foram oito anos de urdidura de um hediondo plano para transformar o país em uma República Sindicalista Fascista. Cuidado com os ratos e as ratazanas dos porões fétidos do Titanic Petista. Tudo será feito para tentar comprometer sua posse. Proteja-se, pois esse tipo de gente não respeita a vida de ninguém.
Mas acredite, sua dimensão humana e política lhe trará a força necessária – com a ajuda de mais da metade da sociedade que não se deixou corromper nem subornar pelos canalhas traidores do país – para enfrentar todas as dificuldades e iniciar um novo projeto democrático para o país.
Os jovens que estão estudando para formarem as novas gerações de líderes poderão novamente acreditar que ser honesto, ser digno, ser ético, ter bom caráter, e ser cumpridor das leis são valores que devem ser perseguidos.
O trabalho honesto e a busca de oportunidades para o aperfeiçoamento educacional e cultural, sem assistencialismo compradores de votos, será retomado contra as tentativas de fazer milhões de cidadãos instrumentos de uma gang que luta apenas pelo poder para colocar o país nas mãos da mais sórdida burguesia pública-privada de nossa história.
Milhares de funcionários públicos não precisarão mais se sentir reféns da desonestidade compulsiva da gang que se infiltrou no poder público.
Presidente José Serra, parabéns antecipados, sem medo de voltar a ser feliz, pelo fato de não acreditarmos que mais da metade da população seja formada de gente que se deixa corromper, especialmente a maioria dos mineiros e dos paulistas que foram reduzidos ao qualificativo de bestas pelos que seguem os passos do fascismo sindicalista atrás da sombra da marionete do mais degenerado político de nossa história.
Esperamos que após a sua vitória o Poder Judiciário, as Forças Armadas, e as polícias civis, militares, e federal, façam com que sejam preservadas as leis do país desta vez, e não permitam que os meliantes militantes do sindicalismo fascista transformem o país em um barril de pólvora que poderá explodir e resultar em uma guerra civil.
Que ninguém se iluda! Após a sua vitória, Excelentíssimo Senhor José Serra, testemunharemos todo tipo de tentativa para que o fracassado golpe de um estelionato eleitoral fascista seja, então, consumado através de uma baderna generalizada nas ruas promovida pelos que queriam que o país continuasse sendo comandado por um covil de bandidos.
A face real do anticristo da política virá à tona e sua soberba espúria derrotada se transformará em um ódio incontrolável contra seus adversários.
Presidente José Serra, que Deus o proteja e faça de sua administração à frente do país um motivo de orgulho para todos aqueles que durante os oito últimos anos vêm lutando para trazer de volta para os seus filhos e suas famílias a esperança de viverem em uma verdadeira democracia, e não mais reféns do medo de serem perfilados diante de em uma cova coletiva do fascismo sindicalista de Lula e Dirceu.
Aos covardes, aos indecisos e aos omissos uma mensagem. Não tenham mais medo e escolham o melhor para o Brasil consolidando mais ainda a grande vitória do nosso candidato José Serra. É a vitória do bem sobre o mal. É a vitória do sonho da democracia sobre o totalitarismo petista. É a vitória da luta pela liberdade contra o terrorismo de Estado. É a vitória da honestidade, da dignidade e da honra sobre a hedionda traição dos lacaios canalhas esclarecidos cúmplices do lulismo. É a vitória de Cristo sobre a representante do demônio nascido no pântano do sindicalismo fascista, ela que, na sua insanidade comunista psicopata, o desafiou.
Geraldo Almendra
glaf@terra.com.br
 Esquerdopata

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CARTA ABERTA À MILITÂNCIA


Companheiras e companheiros,

Chegamos à reta final de um processo eleitoral histórico, que fará de Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil.
Com Dilma, no próximo domingo teremos a oportunidade de eleger o terceiro governo popular e democrático do Brasil.
É o momento de confirmar a opção pela mudança, que a sociedade brasileira fez ao eleger o presidente Lula pela primeira vez, em 2002.
É o momento de garantir as conquistas acumuladas nos últimos oito anos; e de avançar ainda mais na construção de um país melhor, mais desenvolvido e socialmente mais justo.
A candidatura da companheira Dilma Rousseff é a certeza de que esse projeto vai prosseguir nos próximos anos.
Ela foi construída sobre uma sólida base de apoio social ao governo do presidente Lula.
Em torno dela formou-se um amplo arco de alianças, agregando todas as forças políticas que nos ajudaram a construir o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e ampla inclusão social.
Dilma Rousseff representa o Brasil que se transforma, que é amado por seu povo e respeitado em todo o mundo.
Ao longo dessa campanha, Dilma defendeu este projeto nos comícios, nas ruas, nos debates, nos programas de rádio e tevê.
De nossos adversários, que não têm proposta, não têm discurso, não têm representatividade, tudo o que ouvimos foi uma campanha de mentiras, falsidade e golpes baixos.
Vamos vencê-los no voto, mais uma vez.
Vamos dar a eles mais uma lição de democracia.
Vamos confirmar nas urnas o que já se sente nas ruas, nas fábricas, nas escolas, na internet: é Dilma vitoriosa no primeiro turno das eleições.
É nessa hora, nesses últimos dias de campanha, que a militância do PT vai fazer a diferença mais uma vez.
Eu me dirijo a vocês, como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, para convocar a militância mais aguerrida do Brasil.
Você, que tem uma estrela vermelha no peito, pegue sua bandeira, reúna os companheiros, vá para as ruas defender nossa candidata, a candidata do PT e do presidente Lula.
Distribua nossas mensagens pela rede, acione o tweeter, siga nossos blogs, combata as mentiras e os boatos que os adversários espalham.
Vamos mostrar a eles que temos o melhor projeto, a melhor candidata, a melhor aliança.
E vamos mostrar, mais uma vez, que temos algo que nenhum outro partido tem: a militância mais apaixonada desse país.
É a nossa militância que vai fazer a diferença na reta final. Vamos pras ruas, vamos para decidir. Vamos fazer História mais uma vez.
Vamos com garra e determinação, com amor pelo Brasil, com a força do PT.
Vamos para a vitória no dia 3 de outubro!
José Eduardo Dutra