Karen Curi, Revista Bula
Mas, amor, como eu costumo dizer, tem de todo tipo e pra todo lado. Às vezes, o que pra gente é verdadeiro, pro outro é só um passa tempo, paixão, amizade colorida, ou seja lá o que for. Então… O amor expira. Tem vezes que ele passa por um longo e rigoroso inverno, depois se renova, reinventa, renasce de mansinho e, quando menos se espera, floresce outra vez. Pode ser que as flores já não venham lindas como antes, mas surgem indiscutivelmente fortes e resistentes.
Outras vezes não. O amor morre mesmo e o defunto fica ali, fedendo no armário, enquanto a gente tapa o nariz, empurra a porta, finge não estar vendo. Mas ele está lá, apodrecendo dentro de caixas e envelopes, roupas com perfume velho, papéis amarelados e apagados, deteriorando dentro e fora de nós. Há quem diga que AMOR, em caixa alta, nunca morre… O que eu sei é que as lembranças, essas sim, duram para sempre.
Por isso, eu te convido, neste fim de ano, a se desfazer de tudo que faz pesar o teu coração. Livre-se do medo do que o outro pensa, da agonia de querer agradar à todo mundo, da dependência de um amor vampiro. Liberte-se do seu próprio personagem socialmente perfeitinho, da prepotência de estar sempre com a razão, da mania de achar imperfeições em tudo. Mande embora as suas cobranças, suas neuras e quem te disser que você não é capaz.
Encha, sim, o seu coração de amor, amor do bom. Carregue junto a ti poucos e verdadeiros amigos. Fé, sempre, muita. Alegria de viver, de estar vivo, de ser o dono da sua vida. Sonhos de todos os tipos, cores, tamanhos e formas. Que os amores defuntos nos façam crescer e ter forças para seguir. E que os bons momentos se multipliquem no nosso céu estrelado!"
