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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nem Os Canalhas Aguentam Mais

Sarkozy disse a Obama que não aguenta mais Netanyahu



  
PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, disse na semana passada ao seu colega norte-americano, Barack Obama, que está farto de lidar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a quem considera um mentiroso.
O comentário, feito na semana passada durante uma conversa reservada na cúpula do G20, em Cannes, foi ouvido por um pequeno grupo de jornalistas, e só agora veio à tona.
"Não suporto o Netanyahu, ele é um mentiroso", disse Sarkozy a Obama, que criticava o presidente francês pelo apoio à adesão palestina à Unesco (agência da ONU para a cultura).
Um repórter da Reuters estava entre os jornalistas presentes e confirmou a veracidade das declarações, divulgadas na terça-feira por um site francês.
Obama disse que, mesmo que Sarkozy esteja farto do líder israelense, é preciso lidar com ele regularmente, segundo a tradução oferecida por um intérprete francês durante a franca conversa em Cannes.*
Contrariando a posição dos EUA, a França votou favoravelmente na semana passada à adesão palestina na Unesco, mas disse que irá se abster com relação ao pedido de participação plena da Autoridade Palestina na ONU. Washington e Paris dizem que palestinos e israelenses deveriam retomar o seu processo de paz.
(Por Brian Love)


*Já no JB a tradução é essa:
"Você está cansado dele, eu tenho que lidar com ele todos os dias", teria respondido Obama, segundo o site, que não informa se existe uma gravação do diálogo, que vazou por problemas técnicos no sistema de tradução simultânea."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Agora, é a vez da Síria



 
Se a semelhança entre os cenários da devastadora mudança de regime no Iraque e na Líbia significa alguma coisa, o futuro da soberania de Bashar al-Assad na Síria pode estar por um fio. O xis da questão – lembro eu – é que mudar o regime na Síria é providência absolutamente central para todos os objetivos dos EUA no Oriente Médio. As coisas estão de tal modo interligadas, que vários objetivos estratégicos podem ser obtidos numa só cajadada, dentre os quais, e importante, diminuir muito a influência de Rússia e China na região. Não é oportunidade que Washington deixe passar...

sábado, 19 de março de 2011

A guerra como solução


O Brasil se absteve de votar a resolução do Conselho de Segurança da ONU que permite que forças estrangeiras metam o  bedelho na conturbada Líbia. Foi o suficiente para que a turma de sempre lascasse o pau no país, que, mais uma vez, não se alinhou aos interesses "ocidentais" (leia-se os dos Estados Unidos e alguns países europeus). O não-voto brasileiro foi acompanhado pelo dos outros Bric - China, Índia e Rússia - e pelo da Alemanha....