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domingo, 21 de agosto de 2011

FHC e Dilma, Lula e Serra


Minha avozinha diria que “o mundo está de cabeça para baixo”. Era o que dizia, em seus últimos anos, enquanto via seu mundo mudar – nem sempre para melhor. Certamente é o que diria vendo Fernando Henrique Cardoso defendendo que seu partido apóie o governo Dilma e manifestando preocupação com a queda contínua de seus ministros.
A aproximação de políticos como Dilma, FHC e Geraldo Alckmin no âmbito de algum tipo de mutirão suprapartidário contra a pobreza e a miséria, porém, é ruim para dois políticos que têm muito pouco em comum: Lula e José Serra, que vêm mantendo o tom beligerante contra seus adversários...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Estudo diz que Lula superou FHC e reconhece herança maldita

Colunistas da grande imprensa andaram compondo odes ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (18/6/1931) por conta da comemoração de seus bem vividos 80 anos. Alguns textos foram constrangedoramente bajuladores. Esses mesmos colunistas, porém, tratam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com desdém e ironia.

É hora de colocar os pingos nos is. Os colunistas da imprensa ubilicalmente ligada ao projeto de poder do PSDB – ou de seus caciques de cocares mais empenados – podem fazer suas escolhas políticas, mas precisam parar de mentir ao negar que o governo Lula foi melhor do que o de FHC e que este legou àquele uma herança maldita........

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O sonho de “matar” Lula

Com a espantosa inteligência política que lhe é característica, o ex-presidente Lula deu uma resposta arrasadora àqueles meios de comunicação que o fustigam sem parar desde que enfrentou Fernando Collor de Mello na eleição presidencial de 1989.
Durante participação nas comemorações dos 31 anos do PT, o ex-presidente foi direto ao ponto ao considerar que estão tentando criar diferenças entre o governo dele e o de Dilma Rousseff. Disse, textualmente, o seguinte:
O fracasso de Dilma é o meu fracasso. Se a grande desconstrução do governo Lula é falar bem do governo Dilma, eu posso morrer feliz
Visivelmente assustada com a possibilidade real de o PT manter o poder em 2014, a direita midiática inventou duas táticas principais que terão que ser “tratadas” devagar e sempre pelos que se opõem ao seu sonho de “matar” Lula politicamente.
Uma dessas táticas é a de tentar envenenar a relação entre o ex-presidente e a sucessora, mirando no histórico verdadeiro de crias que se voltam contra os criadores, como no caso de Pitta contra Maluf, de Fleury contra Quércia ou, mais recentemente, de Kassab contra Serra.
Aliás, se formos generosos com a direita, haverá que considerar que também na esquerda há fenômenos similares, ainda que não sejam idênticos aos que se viu na direita.
De fato, há um sem-número de esquerdistas que se tornaram os piores inimigos de Lula. O PSOL que o diga. Contudo, trata-se de uma cizânia entre meros correligionários e fundada muito mais na vaidade e nos projetos pessoais dos que se sentiram preteridos pelo líder petista.
Os motins de Pitta, Fleury ou Kassab decorreram da percepção que eles tiveram de que seus padrinhos políticos estavam em processo de degenerescência política e deles decidiram se afastar. E é aí que entra a segunda parte da estratégia midiática.
A percepção da direita midiática é a de que, sem Lula ter como se manifestar sonoramente agora que deixou o poder – e com a suposta afasia política de Dilma que essa direita vê no estilo “discreto” dela –, será possível realizar esse antigo e tão acalentado sonho.
O método de desconstrução do governo Lula que criaria o ambiente para uma cizânia entre o seu protagonista e a sucessora é o de apontar uma herança maldita em um governo que saiu apoiado por 83% da população devido a ter gerado um bem-estar social inédito em todas as classes sociais e regiões do país.
A aposta é a de que ninguém se perguntará como a mídia pôde negar que foi herança maldita o país quebrado e em crise que Lula recebeu de FHC enquanto afirma que é herança maldita o país em processo de crescimento e com tantas perspectivas de futuro que Dilma herdou.
De uma coisa, porém, todos podem ter certeza: se a aliança entre Lula e Dilma não foi produto de mero conchavo eleitoreiro, essa cizânia pode nunca acontecer. Tasso Jereissati e Ciro Gomes estão aí para mostrar como relações de amizade sobrevivem a tudo.
O fato é que a direita se deixa convencer pelo seu discurso político sobre Lula, negando-lhe a sua inquestionável inteligência ou qualquer de seus méritos, inclusive de caráter. E confunde a postura política discreta de Dilma com desejo de se diferenciar do antecessor.
Bastaram duas ou três declarações da presidenta sobre política externa para a direita midiática enxergar mudança de rumos na diplomacia. Em um mês e tanto de governo.
Contenção de gastos devido à inflação de demanda causada pela forte e rápida retomada da atividade econômica, apesar de o governo Lula ter aumentado os juros em pleno processo eleitoral, é confundida com sinal de deterioração da economia.
A mais breve análise do histórico da mídia de suas previsões sobre os rumos da economia nos últimos oito anos mostra enganos homéricos, como no caso de sua aposta de que a crise financeira internacional seria um tsnumi, ao passo que foi uma marolinha.
Politicamente, o histórico sobre as apostas políticas tucano-pefelê-midiáticas revela outro gigante de incompetência e falta de sensibilidade que culminou com um encolhimento dos partidos de oposição que chega a ameaçar o sistema de pesos e contrapesos democrático.
Não admira que a esquerda ande batendo em si mesma. Com adversários fracos assim, se não brigar com alguém capaz de reagir à altura acabará perdendo o jeito.
blog da cidadania

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A ‘herança maldita’ de Lula

Durante o mês de janeiro, o Brasil passou a ler em seus grandes jornais, revistas semanais e portais de internet, bem como a ouvir no rádio e a assistir na televisão, comentaristas políticos aludirem a uma suposta “herança maldita” que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria deixado à sucessora que ele mesmo escolheu para sucedê-lo e no sucesso da qual jogou o peso de sua credibilidade.
As pitonisas do Partido da Imprensa Golpista (PIG), bem-pagos comentaristas políticos de grandes meios de comunicação (concessões públicas de rádio e tevê incluídas) que se dispõem a acariciar a visão política e ideológica de seus patrões enquanto continuam se dizendo jornalistas, inventaram que o presidente Lula teria deixado à sucessora um país com problemas.
Para conhecer a verdadeira situação do Brasil após oito anos desse governo tão “ruim” que a mídia critica exponencialmente mais do que criticou o de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, que deixou o país com inflação de dois dígitos, quase sem reservas cambiais e com desemprego nas alturas, vale a pena conferir o que a imprensa internacional diz sobre essa “herança” nefasta que o PIG inventou.
60 Minutos – ou “60 minutes”, em inglês – é um premiado programa jornalístico da televisão americana, apresentado na CBS News desde 1968. Foi classificado entre os programas top-TV, durante grande parte de sua existência, e ganhou inúmeros prêmios ao longo dos anos. O vídeo a que assistirão a seguir mostra bem a “herança maldita” que a imprensa golpista diz que Lula deixou ao país.