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domingo, 11 de março de 2012

CNBB E EVANGÉLICOS QUEREM PROCLAMAR A ESCRAVIDÃO

"Joaquim José,
que também é
da Silva Xavier,
queria ser dono do mundo
e se elegeu Pedro II.
Das estradas de Minas
seguiu pra São Paulo
e falou com Anchieta,
o vigário dos índios.
Aliou-se a Dom Pedro
e acabou com a falseta:
da união deles dois
ficou resolvida a questão
e foi proclamada
a escravidão"
(Sérgio Porto, "Samba 
do crioulo doido")

Andamos para trás: enquanto a bancada evangélica no Congresso tenta obrigar os psicólogos a tratarem o homossexualismo como uma doença, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vai distribuir agora os panfletos contra o descriminalização do aborto apreendidos às vésperas do 2º turno da eleição presidencial de 2010, recentemente liberados pela Justiça.

Calcula-se que tenham sido confiscados entre 1 milhão e 2 milhões desses papeluchos afrontando a separação entre a Igreja e o Estado, ao reforçarem a imposição de preconceitos religiosos a toda a população, ateus e agnósticos inclusos.

E, claro, tal decisão judicial torna difícil evitar que sejam feitas e espalhadas novas impressões da pregação medievalista.

Pai de duas filhas legítimas e uma adotada, desaconselharei sempre o aborto a quem pedir minha opinião.

Mas, vou defender com unhas e dentes o direito de os responsáveis pela gravidez --e eles só!!!-- decidirem se podem e querem levá-la adiante.

Não vejo vantagem nenhuma e muitas desvantagens em, por meio da lei ou de intimidações de ordem moral, coagirmos pessoas a colocarem crianças indesejadas no mundo. Acabam sendo uma carga para os pais e depois para a sociedade, pois a falta de amor no início da vida tende a torná-las maus seres humanos.

Não é assunto no qual o Estado e os religiosos devam meter o nariz, salvo para garantiram a segurança da mulher, evitando que aborte quando já não é mais possível fazê-lo sem colocar sua saúde e sua vida em risco.

De resto, a perspectiva de termos militantes católicos distribuindo esses folhetos no período eleitoral me deperta péssimas lembranças:
  • a participação da Igreja Católica na preparação do cenário para a quartelada de 1964 (com as famosas marchas de carolas, dondocas e reaças) e a convivência harmoniosa de D. Agnelo Rossi com a ditadura militar quando ele era arcebismo de São Paulo, entre 1964 e 1970; e
  • as ridículas campanhas de rua da Tradição, Família e Propriedade na década de 1960, colhendo assinaturas contra o divórcio e fazendo panfletagens contra o arcebispo vermelho, D. Helder Câmara.
Ou seja, tal recaída conservadora/reacionária por parte de católicos e a escolha dos gays pelos evangélicos como espantalhos da vez nos fazem retroceder mais de quatro décadas.

Pelo andar da carruagem, ou reagimos de imediato e com firmeza ao retrocesso ou acabaremos proclamando a escravidão, como ironizou Sérgio Porto no seu genial "Samba do crioulo doido".

Chega de tergiversações eleitoreiras e de cumplicidade com o atraso!

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Igreja negocia com os conservadores para impor nova derrota à ultradireita católica




D. Waldyr Calheiros faz uma análise
do quadro político brasileiro
A fragmentação dos partidos da direita no país empurra uma parcela significativa do eleitorado conservador para o centro, com a formação do Partido Social Democrata (PSD), liderado por Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, sob as bênçãos de tucanos e democratas ávidos por uma chance de se aproximar da parcela de centro-esquerda que ocupa o Palácio do Planalto. Esta, por sua vez, realiza um movimento de rápida aproximação do ideário capitalista, demonstrada na recente visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ao Brasil e na defesa contundente dos interesses de ruralistas por parte do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator das reformas no Código Florestal....

sexta-feira, 11 de março de 2011

CNBB prega a miséria para o Brasil e a riqueza para a igreja



CNBB defende respeito ao planeta e critica o pré-sal

Documento da Campanha da Fraternidade de 2011 cita projeto de exploração do petróleo que é um dos principais do governo

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Como qualquer traficante

Dos descaminhos pelos quais o Brasil se perdeu durante a ditadura militar, hipocrisia foi possivelmente o mais tortuoso.  Contrastando com o moralismo compulsório de ditadores que vetavam obras artísticas por dizerem-nas atentatórias aos “valores da família” ou subversoras da ordem política e social, nas comunas dos beneficiários da usurpação militar os próprios usurpadores se entregavam aos vícios que diziam combater.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dilma quer participação popular na reforma política

Agência Brasil

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em audiência hoje (17), com a presidenta da República Dilma Rousseff, defendeu que seja feita uma reforma política no Brasil com a participação efetiva da população. O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, entregou à Dilma um documento com a posição da Igreja Católica sobre o assunto.

“Nós entregamos nosso documento sobre a reforma do Estado com a participação democrática. Ela [a presidenta Dilma] demonstrou interesse e também disse que vai contar com a participação da CNBB, junto com as outras entidades da sociedade civil, nessa discussão”, disse dom Geraldo, ao deixar o Palácio do Planalto.

Dom Geraldo considerou que a reforma política não pode ser feita “nos gabinetes” e que deve levar em consideração a vontade do povo. A CNBB foi uma das apoiadoras da proposta de iniciativa popular da Ficha Limpa, que exige dos pretendentes a cargos públicos idoneidade perante a Justiça.

Na reunião com a presidenta, de acordo com dom Geraldo, foram debatidos também assuntos como o problema da falta de acesso à água, principalmente no Semiárido nordestino. A proposta é estabelecer uma parceria para a construção de 1 milhão de cisternas para famílias carentes de água.

Os representantes da CNBB também pediram à presidenta que a entidade seja ouvida em relação à reforma agrária e ao Código Florestal. Além disso, a CNBB pediu a Dilma maior atenção com as populações indígenas e remanescentes de quilombos. “São necessária ações, principalmente nas áreas de saúde. Há também uma necessidade de fiscalização dos recursos empregados. Observamos que nem sempre os recursos chegam ao seu destino”, ressaltou.”

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quem paga a conta dos panfletos da CNBB

Seria engraçado se o fato em si não trouxesse à baila uma tragédia, das mais ricas, em que vários elementos se misturam: sortirdez, mentiras,hipocrisia e interesses escusos. Falo dos panfletos pagos e distribuídos pela CNBB e, pelo que sabemos, com dinheiro dos fiéis. Não seria essa, a campanha de arrecadação, um "tapa" na cara de cada fiel que doa seu dinheiro para a CNBB apoiar candidatos direitistas, como na última campanha eleitoral? Mesmo que não fossem candidatos da direita, é justo a CNBB apoiar financeiramente políticos?

Está no ar, até amanhã 12 de dezembro de 2010, uma campanha que visa arrecadar dinheiro para "evangelização", promovida pela CNBB, na grande Mídia.

O lema da campanha é evangelização, mas a CNBB não explica a divisão das doações recebidas, em que uma parte VAI PARA A CONFECÇÃO e DISTRIBUIÇÃO de panfletos mentirosos, descaradamente sórdidos e podres (pasmem) em todo Brasil? E quem paga é a Mitra Diocesana de Guarulhos?

Não! Quem paga é você com sua contribuição, que deveria ser destinada para "evangelização"!



Panfletos da CNBB e suas relações obscuras

Reproduzo o texto de ALTAMIRO BORGES e a grave denúncia publicada no blog NaMariaNews:

A desgraça dos panfletos contra a Dilma, que "supostamente" bispos da CNBB mandaram imprimir na Gráfica Pana, no Cambuci, tem em documento de encomenda/fatura o e-mail de um senhor chamado "kelmon.luis@theotokianos.org.br" (Kelmon Luis da S. Souza).

Ora, trata-se do e-mail da Associação Theotokos, da qual o Sr. Kelmon é o presidente.

Pelo RegistroBR sabe-se que o site está em nome da Casa de Plínio Salgado, que por sua vez é isto (credo!).

Será o benedito que a santa madre igreja tá nesse terror de mandar essa gente mandar uma gráfica fazer e entregar panfleto mentiroso, descarado, sórdido e podre no Paraíso, Barra Funda e Rua do Bosque? E quem paga é a Mitra Diocesana de Guarulhos?

Que relações são essas?

Desculpe, sou alma ingênua.

O dono da Editora Gráfica Pana LTDA é Alexandre Takeshi Ogawa. O pai, Paulo Ogawa, que aparece no vídeo é o "contador". Sócia da gráfica é Arlety Satiko Kobayashi, funcionária pública da Assembleia Legislativa de SP (ver DO: matrícula 5057); filiada do PSDB do bairro da Bela Vista; décima maior doadora da campanha de Victor Kobayashi (vereador suplente PSDB, 2008; em 2010 candidato a deputado estadual, não eleito), que por sua vez é filho do também político Paulo Kobayashi, falecido, e que solta belezas difamatórias no Twitter.

2.100.000 panfletos, por R$33 mil - Quem paga? (A RESPOSTA ESTÁ ESTAMPADA ACIMA!)

Por que os panfletos teriam de ser entregues na Barra Funda, na Rua do Bosque (que também é Barra Funda) e no bairro do Paraíso? O que a Mitra Diocesana teria a ver nesses lugares? Qual é a rede nessa história?

A Associação Theotokos fica exatamente na Rua do Bosque, 1903 - Barra Funda - São Paulo - CEP 11360-001 - essa casa abaixo. Para onde iriam os panfletos depois daí?

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/10/os-panfletos-mentirosos-da-cnbb-e-suas.html#ixzz12d7aTHYI

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Material atacando Dilma é apreendido em Campos do Jordão.

Acabei de falar por telefone com o Deputado Carlinhos, que foi uma das pessoas que abriram um boletim de ocorrência em Campos de Jordão contra a distribuição ilegal de material ofensivo e calunioso contra Dilma Rousseff, que resultou na apreensão de grande quantidade de material.
O diretor do Hospital São Paulo de Campos de Jordão, Selmo Felski, foi flagrado distribuindo o material calunioso e está sendo ouvido agora, com a presença da imprensa na delegacia Policial de Campos de Jordão.
Selmo estava com um automóvel do tipo pick-up com vários panfletos contra Dilma. A Pick-up continha adesivos de Serra e Alckmin colados nos vidros e o Diretor possui ligação com candidatos tucanos da cidade, tendo trabalhado nas suas campanhas. A denúncia foi feita ao Deputado Carlinhos por um vereador do Democratas quando ele visitou a câmara de Vereadores da cidade.
Mesmo após a publicação desse artigo, vamos continuar tentando descobrir se o Sr. Selmo tem ligação partidária com algum partido da coligação que apóia o Serra e aguardando das pessoas que estão acompanhando o caso de perto que enviem imagens da apreensão.
Abaixo cópia do Boletim de Ocorrência que foi extraído do Blog do Deputado Carlinhos. Agradecimentos ao @biruel que passou o contato do deputado.
blog do Len

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

regional Sul 1 da CNBB trabalhou voto contra o PT

Incrustado na Zona Sudeste da cidade de São Paulo, o Parque São Lucas esconde a única igreja do Brasil da Congregação do Oratório São Filipe Neri. Fundada pelo padre Aldo Giuseppe Maschi em meados do século passado, a igreja até hoje realiza missas em latim, abolidas mundialmente pelo Concílio Vaticano II, em 1963. Na sexta-feira, o jovem padre Paulo Sampaio Sandes rezou a missa da tarde, de costas para os fieis, com a concessão ao português de três Aves Marias e uma Salve Rainha. O coro, de cinco beatas, também preferiu o latim.

O padre Paulo faz parte de uma congregação tradicional, é contra o aborto, a união civil de homossexuais e a adoção de crianças por casais de homossexuais. Entendeu a recomendação da Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como uma ordem: expor, na homilia, no dia da eleição, o suposto veto da Igreja Católica à candidata Dilma Rousseff (PT), estendido a todos os candidatos do Partido dos Trabalhadores, e distribuir, na saída da missa, a carta onde explicitamente a regional descarta o voto católico nos candidatos que defendem o aborto, em especial, e nomeadamente, nos petistas. "No dia das eleições eu vou distribuir a carta lá fora, mas a carta é muito explícita em relação aos candidatos, não vou falar o nome deles na homilia", disse o padre, depois da missa, confessando constrangimento com a determinação da Regional. "O próprio Dom Odilo Scherer diz que não devemos falar de nomes de candidatos".