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domingo, 5 de junho de 2016

Manual do perfeito midiota

Esse é, basicamente, o processo de formação do midiota: dá-se a ele a ração diária de meias-verdades, e ele acha que se tornou uma pessoa bem informada


Foto: EBC
Foto: EBC
Sabe como funciona?
Um articulista ouve uma fonte e, sem checar a veracidade do fato, publica que determinada autoridade repassou propina de uma empresa para pagar o cabeleireiro.
A pessoa acusada não é ouvida.
O texto é impulsionado para as redes sociais pelo sistema de tecnologia multiplataforma da empresa de comunicação, e quando a pessoa atingida reage, demonstrando que se trata de uma mentira, você já leu no Facebook e aquele anão moral que apresenta um noticiário na emissora de grande audiência faz piadinhas a respeito do assunto.
Algumas horas depois, a pessoa cuja honra foi atingida anuncia que vai entrar com uma ação na Justiça, e o veículo posta uma nota minúscula apresentando o que se chama de “o outro lado”.
Mas você não lê o “outro lado”, porque a mídia tradicional já escolheu um lado para você há muito tempo. Além disso, a versão original parece mais de acordo com o que você pensa.
Esse é, basicamente, o processo de formação do midiota: dá-se a ele a ração diária de meias-verdades, e ele acha que se tornou uma pessoa bem informada.
E, como se sabe, duas meias verdades costumam compor uma mentira inteira.
Daí, o midiota vai conversar com outros midiotas, que confirmam suas convicções, e assim se consolida a visão de mundo que acaba por determinar muitas das decisões que toma no dia-a-dia.
É dessa forma que você passa ao largo das questões nacionais mais importantes.
Não se pode acusar um midiota de desonestidade intelectual, porque para que isso se configure, é preciso que haja alguma atividade intelectual.
E, como já demonstraram importantes pensadores consagrados, o que se passa, na comunicação de massa, é um processo de convencimento baseado na repetição de ideias, sem necessariamente haver um vínculo delas com a realidade.
Essas mensagens são mais efetivas quanto menos reflexão crítica for produzida pelo receptor.
A narrativa e o discurso da mídia tradicional no Brasil não se vinculam há muito tempo aos pressupostos do jornalismo de qualidade.
Tudo isso se presta a um objetivo: a manipulação.
Assim, com os olhos vendados, você é levado a apoiar políticas públicas que, no fim das contas, serão contrárias ao seu interesse.
Por exemplo, a pauta do Congresso Nacional se encheu de propostas que haviam sido engavetadas, algumas das quais ameaçam remeter o arcabouço legal do País a um atraso de décadas.
Direitos arduamente conquistados podem ser relativizados, ou, como gosta de dizer a mídia, “flexibilizados”.
O bombardeio de notícias negativas serve para convencer você de que, infelizmente, essa é a única maneira de combater a crise econômica.
E você acaba agindo contra seus próprios interesses.
No tempo em que os grandes jornais ainda competiam entre si, ou seja, antes de se juntarem numa espécie de partido político informal, o antigo “Estadão” divulgou uma série de anúncios para dizer que a concorrente, a Folha de São Paulo, enganava seus leitores.
Vale a pena ver de novo.
Só que agora vale para todos eles.
Para ver: Antiga propaganda de O Estado de S. Paulo. Apenas desconsidere a última frase:

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Por que Alckmin não deveria comprar lotes de revistas e jornais amigos

É uma ação entre amigos na qual quem entra com o dinheiro é o contribuinte.
Na Era Digital, que estudante vai ler a Veja, a Folha ou o Estadão?
Na Era Digital, que estudante vai ler a Veja, a Folha ou o Estadão?
A internet está agitada neste final de semana por conta de uma compra de alguns milhares de assinaturas da Veja, da Folha e do Estadão pelo governo do Estado de São Paulo.
É dinheiro público,  extraído do orçamento da educação. As publicações supostamente vão ser lidas pelos alunos das escolas públicas de São Paulo, e isso os ajudará em sua formação.
Isso mitigaria, pelo menos em parte, o problema de a compra haver sido feita sem licitação.
Mas não é exatamente isso.
O que ocorreu é a chamada ação entre amigos, em que as partes – empresas jornalísticas e políticos —  trocam favores usando o dinheiro do contribuinte.
É uma prática velha, e que graças à internet vai sendo cada vez mais exposta aos brasileiros.
Vivi, na editora Globo, uma situação exemplar.
Era 2007, e eu acabara de ser contratado para ser diretor editorial das revistas da Globo.
A principal delas, a Época, era singularmente gentil com um governador  da região norte.
Esse governador, fiquei sabendo depois, comprava grandes lotes de livros da Globo, o que vinha ajudando substancialmente a editora a dar lucros.
Demos, na revista, uma denúncia contra ele. Instalou-se uma confusão. Ele foi a São Paulo para falar comigo e com o então diretor geral da editora, Juan Ocerin.
A conversa não poderia ter sido pior. Ele foi grosseiro, e eu disse que não admitia que uma visita falasse naquele tom ali, numa sala ao lado da redação da Época.
Ele saiu da sala com uma ameaça. “Vou conversar com o João Roberto”. João Roberto era e é João Roberto Marinho, o filho do meio de Roberto Marinho, aquele que é o editor de fato das Organizações Globo.
Não sei se falou.
Antes de ir embora, ele se avistou com o diretor de publicidade da editora, que era seu interlocutor nas negociações de compras de lotes de livros.
Nova confusão. Desta vez, o resultado foi uma conversa a três: Ocerin, eu e o diretor de publicidade.
Em alguns minutos, depois de palavras ríspidas, eu disse ao diretor de publicidade que jamais voltaria a falar com ele.
E de fato não voltei.
Foi contratado um novo diretor de publicidade, e ele me disse que várias vezes Ocerin se queixou dele por não ter o acesso mágico àquele governador para que aportasse dinheiro na editora em momentos de seca.
O que se fazia na editora Globo é uma coisa parecida com a compra de lotes de publicações por Alckmin.
Ninguém fala, mas está entendido que o governo espera alguma simpatia na cobertura editorial.
Do ponto de vista estritamente lógico, alguém consegue imaginar jovens estudantes lendo a Veja, a Folha ou o Estadão, para apreciar os artigos de Dora Kramer, Maílson da Nóbrega e Pondé?
É uma geração digital, divorciada por completo da mídia impressa.
Para testar a motivação real da compra, verifique se alguma escola particular gasta milhões de reais para adquirir a Veja, a Folha ou o Estado.
É, repito, uma ação entre amigos.
Mas quem paga a conta é o contribuinte.
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sábado, 23 de março de 2013

Jornalismo marrom



E lá vem a Folha, a velha Folha defensora do interesse público, da moral e dos bons costumes, denunciar viagens do ex-presidente Lula bancadas por empreiteiras.
Escândalo!
A matéria começa assim:
"Quase metade das viagens internacionais feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após deixar o governo foi bancada por grandes empreiteiras com interesses nos países que ele visitou. Todos eles ficam na América Latina e na África, de acordo com documentos oficiais obtidos pela Folha. As duas regiões foram prioridades da política externa do petista em seus dois mandatos."
E prossegue desse jeito:
"A assessoria do ex-presidente diz que ele trabalha para promover 'interesses da nação' e não das empresas que bancam suas atividades. Mas políticos e empresários familiarizados com as andanças de Lula disseram à Folha que ele ajudou a alavancar interesses de gigantes como Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht nesses lugares."
Porém, em certo momento, revela que "dois procuradores da República, um delegado federal, um juiz e dois advogados disseram à Folha que não há, a princípio, irregularidades nas viagens por não haver lei sobre a atuação de ex-presidentes".
Interessante o jornalismo que a Folha pratica.
Publica algo que aparenta ser uma grave denúncia, o envolvimento de um ex-presidente da República em negócios empresariais, para, lá no meio do texto informar aos seus caros leitores que, segundo todos os especialistas que consultou, o ex-presidente em questão não fez nada que pudesse ser considerado ilegal, imoral, errado, enfim.
Se a moda pega...
Jornalismo desse tipo, feito de insinuações maliciosas, de fofocas, beirando a calúnia, a injúria e a difamação, não é exclusividade da Folha, muito menos algo nascido nestes tempos de guerra incansável contra o governo trabalhista.
Ele existe desde sempre, desde quando se amarrava cachorro com linguiça.
É uma prática conhecida como "jornalismo marrom", assim explicada pela Wikipédia:
"Segundo Alberto Dines, o conceito foi utilizado pela primeira vez no Diário da Noite, em 1960. Ao noticiar o suicídio de um cineasta, ele escreveu que a tragédia era resultado da atuação irresponsável da 'imprensa amarela' O suicida havia sido vítima de chantagem por parte da revista Escândalo. O chefe de reportagem Calazans Fernandes, então, mudou para 'imprensa marrom', alegando que o amarelo é uma cor alegre, enquanto o marrom seria mais apropriado por ser a cor dos excrementos.
No entanto, Márcia Franz Amaral sustenta que a expressão é tradução de imprimeur marron, que é como se chamavam na França os jornais impressos em gráficas clandestinas.
Uma terceira interpretação é de que no Brasil a cor marrom seria identificada com clandestinidade e a ilegalidade, de forma racista, desde o século XVII, por associação aos escravos fugidos ou em situação ilegal no país."
Seja qual for a origem do termo, a Folha sabe muito bem como transformá-lo numa arma poderosa em sua cruzada contra a modernização do país.
É useira e vezeira em brindar seus caros leitores com pérolas que deixariam ruborizados os mais fanáticos autores que se inspiraram no nonsense para suas criações.
Não podemos esquecer que foi a Folha quem definiu o mais tenebroso período da história do Brasil como uma "ditabranda".
Nem que foi ela quem estampou, no alto da primeira página, uma folha criminal falsa da atual presidente Dilma Rousseff.
Ou quem atribuiu ao ex-presidente Lula a responsabilidade pela morte de centenas de pessoas num acidente de avião.
Como se vê, a Folha não tem pudores quando se trata de ir fundo nesse tipo de jornalismo canalha.
Afinal, a nossa imprensa oligopolista tudo pode, já que o Brasil não tem mais uma Lei de Imprensa.
Foi caluniado, foi difamado?
Reclame com o bispo, pois se depender da nossa Justiça você está perdido - os nossos doutos ministros do Supremo Tribunal Federal confundem "liberdade de expressão" com "liberdade de imprensa".
Sem contar que foram eles que acabaram com a profissão de jornalista - e com a própria Lei de Imprensa.
cronicasdomotta

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As “folhices” da Folha

Afora a “casquinha” manipulatória da capa, colocando uma caricatura de Dilma  com “cara de repreensão” do lado da manchete que afirma que “58% dos alunos da USP aprovam a PM do campus”, a matéria de hoje da Folha é um livrinho ilustrado para crianças,  daqueles que faz lembrar a piada sobre Assis Chateaubriand dizendo a um diagramador “moderninho”: “meu filho, você sabe quanto custa um centímetro no meu jornal?”.
São sete historinhas que demonstrariam ao leitores como Dilma é autoritária, grosseira e intolerante. E sete conselhos para quem for tratar com ela.
Vejam:...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Os erros de todos nós


Mozart: para o Estadão, apenas um pianista

Essa pérola estava ontem no portal do Estadão. Foi difícil acreditar que alguém que trabalha com informação não saiba quem foi Mozart. E mais difícil acreditar que uma bobagem desse tipo mereceu destaque: "Ouvir concertos do pianista (sic) austríaco Wolfgang Amadeus Mozart durante a execução de uma colonoscopia - exame que ajuda na descoberta do câncer no intestino - pode aumentar as chances de detecção de pólipos pré-cancerosos, diz estudo apresentado na 76ª reunião científica do American College of Gastroenterology (Colégio Americano de Gastroenterologia), realizada nesta semana em Washington, nos Estados Unidos."
Imbecilidades desse tipo são publicadas desde sempre e não são exclusividade do Estadão. Todos os jornais já embarcaram  nessa. E revistas "conceituadas" também. Quem não se lembra do "Boimate", um incrível cruzamento de um boi com um tomate, que mereceu uma página da Veja, esse reduto do reacionarismo nacional?
Como é impossível lembrar de todos os despropósitos que já foram levados aos prezados leitores, o que dá  para fazer é resgatar um e-mail antigo que guardei com carinho, que traz alguns dos mais clamorosos erros da Folha. Com ele faço uma singela homenagem a esta nossa despreparada imprensa, sempre tão zelosa em apontar as faltas dos outros e tão relapsa quanto às suas inúmeras falhas.

ANTOLOGIA DE ERROS DA FOLHA


 “Diferentemente do que foi publicado na seção de necrologia, caderno São Paulo, nos dias 24/6 (pág. 3-6) e 25/6 (pág. 3-8), não houve missa de Ricardo Bacanhim Pereira. Ele está vivo.”(27.jun.97) 


 “O quadro da edição de 9/1 de ‘Ciência’, referente à reportagem ‘Viagra para mulher’, à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto.” (14.mar.00) 


 “Diferentemente do que foi publicado no texto ‘Artistas periféricos passam despercebidos’, à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase ‘No princípio era o Verbo’ está no Novo, não no Velho Testamento.” (7.dez.94) 


 “O nome do maestro Eleazar de Carvalho saiu grafado errado na edição de ontem à pág. 1-9 do caderno Brasil.” (5.jul.94) (Saiu sem o v) 


 “Na nota ‘Balão’, da coluna Joyce Pascowitch, publicada à pág. 5-2 (Ilustrada) de 18/12, onde se lê ‘bando Opportunity’, leia-se ‘banco Opportunity’;” (21.dez.95) 


 “A peste pneumônica é transmitida por gotículas de saliva, diferentemente do que informou o texto publicado na pág. 2-10, no dia 24/09.” (28.set.94) O texto afirmava que a doença era transmitida por filhotes de perdiz. Quem editou o texto procurou um sinônimo para perdigoto, que pode significar tanto salpico de saliva como filhote de perdiz. 


 “Texto de capa do caderno Ilustrada da edição de anteontem grafou incorretamente no primeiro parágrafo a palavra ortografia (saiu hortografia).” (25.fev.95) 


 “Saiu grafado incorretamente na edição de ontem o plural de fuzil-metralhadora. O certo é fuzis-metralhadoras, e não fuzíveis-metralhadoras, como foi publicado na pág. 1-14 de Brasil.” (13.set.91) 
 “Por erro de digitação, foi grafado poço cartesiano, em vez de artesiano, na página 3-1 de sábado último.” (16.fev.94)


 “O músico Carlos Santana é guatemalteco, e não mexicano, como informou reportagem à pág. 4-3 (Ilustrada) de ontem.” (12.mar.96)… “Diferentemente do que informou ontem esta seção, o músico Carlos Santana é mesmo mexicano e não guatemalteco.” (13.mar.96) 


 “Diferentemente do que foi publicado à pág. 1-14 (Brasil) da edição e 19/3, a Segunda Guerra Mundial começou em 1939, os EUA entraram na guerra em 1941, a Guerra dos Seis Dias foi em 1967, o presidente Richard Nixon (EUA) renunciou em 1974, Margaret Thatcher assumiu o poder no Reino Unido em 1979, o Muro de Berlim caiu em 1989, e o Iraque invadiu o Kuait em 1990.” (27.set.95)

Crônicas do Motta

sábado, 27 de agosto de 2011

Militantes da ‘faxina’ reeditam o Cansei


Quem chegasse hoje ao Brasil e lesse os jornais imaginaria que há uma guerra contra a corrupção liderada por uma imprensa idealista. O noticiário exacerbou exponencialmente aquela “cruzada ético-midiática” que permeou a década passada. Se, durante o governo Lula, havia alguma denúncia todos os meses, no governo Dilma o processo foi elevado ao cubo, com várias denúncias sendo espalhadas ao mesmo tempo...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Rossi diz que Serra pautou Veja e Folha contra ele




Na carta de demissão, ex-ministro da Agricultura manda um recado claro para o ex-presidenciável tucano; diz que ele está por trás das denúncias que o derrubaram do governo


Brasil 247

Nem é preciso dizer o nome. Na carta de demissão, o ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi, mandou um recado claro para o ex-governador paulista José Serra, que foi o candidato tucano nas últimas eleições presidenciais. “Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja” e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias. Mas minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra.”

Sem entrar em considerações sobre a honestidade do ex-ministro da Agricultura, a acusação é procedente. A agenda da “faxina” interessa, sobretudo, ao ex-presidenciável tucano. Em artigo recente, nós, do Brasil 247, apontamos as digitais de José Serra na Operação Voucher, que tem como principal objetivo dinamitar a coalizão entre PT e PMDB.”

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Governo Dilma enfrenta crise política inédita

A complexidade do momento político posterior à conturbada eleição presidencial de 2010 requer, acima das paixões momentâneas, reflexão serena e realista. Enquanto o Brasil se pergunta se Antonio Palocci cai ou não por conta das suspeitas sobre o expressivo aumento de seu patrimônio entre 2006 e 2010, vale refletir sobre o futuro do governo Dilma Rousseff......

sábado, 4 de junho de 2011

Odeiem Palocci e idolatrem Arida

Do mês passado para cá, a imprensa golpista deu um golpe de mestre. Transformou homens que usaram o sistema em benefício próprio em duas coisas diferentes: o que comprovadamente usou pior a sua passagem pela área econômica de um governo, virou herói. E aquele do qual se suspeita que usou mal esse período no governo, virou a Geni de plantão.......

terça-feira, 17 de maio de 2011

O que a elite midiática ainda não entendeu

Essa elite ainda não entendeu nada. Os que se manifestaram diante do shopping Higienópolis e na avenida Angélica no último sábado, não foram às ruas para que seja construída uma estação de metro e tampouco são diferentes dos cidadãos do bairro de Higienópolis......

segunda-feira, 18 de abril de 2011

FHC perde de Lula por 3 a 2

Saiu (sábado) na coluna de Mônica Bergamo, a colunista de fofocas do caderno de (maiores) inutilidades da Folha de São Paulo:
—–
FOLHA DE SÃO PAULO
16 de abril de 2011
Mônica Bergamo
TERCEIRO ROUND
Fernando Henrique Cardoso volta a disparar. Em entrevista ao jornalista Alexandre Machado em seu programa “Começando o Dia”, que estreia na rádio Cultura FM, na segunda, desafia Lula para disputar uma eleição contra ele. Diz que o petista, “lá de Londres, refestelado em sua vocação nova [de palestrante]“, se “dá o direito de gozar” de FHC. “Ele se esquece que eu o derrotei duas vezes. Quem sabe ele queira uma terceira. Eu topo.”.......

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O artigo de FHC

É preciso analisar pelo que vale o quilométrico artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que o jornal Folha de São Paulo anuncia hoje (12 de abril) em manchete principal de primeira página e que no meio da manhã já se espalhava por blogs da imprensa alinhada à oposição ao governo Dilma.
São sete páginas recheadas por 5.485 palavras, espaço suficiente para conter montanhas de propostas e com uma divulgação que não me lembro de ter sido dada recentemente a outro texto opinativo emitido por um ser humano – o artigo, repito, foi anunciado na manchete principal de primeira página do jornal pago de maior circulação no Brasil.
O que se esperaria de tal texto? Que tivesse alguma grande fórmula não só para o Brasil, mas para a humanidade. No mínimo. Entretanto, não consegui encontrar uma só linha que justificasse o alarde que esse amontoado de idiossincrasias de um político sem votos recebeu e continua recebendo – e que deverá receber ainda mais, nos próximos dias.
E tudo para quê? Nas palavras do próprio FHC, “Para recordar que cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo”.
Não admira que o texto de FHC seja longo, pois. Para anunciar a que veio, gastou os primeiros sete parágrafos. E nada anunciou.  A idéia central desse texto imenso resume-se ao seguinte:
Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os ‘movimentos sociais’ ou o ‘povão’, falarão sozinhos
Para dar publicidade a percepção tão brilhante, uma revista que pouca gente deve conhecer, a “Interesse Nacional”. A publicação foi lançada em 2008. São membros de seu Conselho Editorial pessoas de visões tão distintas quanto os abaixo citados:
André Singer,
Berta Becker,
Carlos Eduardo Lins da Silva,
Cláudio Lembo,
Cláudio Moura Castro,
Daniel Feffer,
Demétrio Magnoli,
Eduardo Giannetti da Fonseca,
Eliézer Rizzo de Oliveira,
Eugênio Bucci,
Fernão Bracher,
Gabriel Cohn,
Glauco Arbix,
João Geraldo Piquet Carneiro,
Joaquim Falcão,
José Luis Fiori,
Leda Paulani,
Luiz Carlos Bresser Pereira,
Raymundo Magliano,
Renato Janine Ribeiro,
Ricardo Carneiro,
Ricardo Santiago,
Roberto Pompeu de Toledo,
Rubens Barbosa
Sérgio Fausto.
Ao menos dois dos conselheiros são leitores deste blog, o ex-ombudsman da Folha de São Paulo Carlos Eduardo Lins da Silva e o professor Renato Janine Ribeiro. É um espectro amplo que vai da direita magnoliana à centro-esquerda. E o site da revista está hospedado no UOL.
A escolha do veículo para divulgar a idéia (?) de FHC vale talvez mais do que um texto paquidérmico que não diz nada de novo ou de lógico, pois aqueles que se quer conquistar para as hostes de oposição a Dilma Rousseff são justamente os que a peça publicitária do Grupo Folha diz integrarem a “Nova classe média, içada da pobreza pelo crescimento econômico dos últimos anos”.
Trocando em miúdos: são aqueles que se beneficiaram mais do que quaisquer outros durante o governo Lula e que vêm dando uma banana tanto para o Grupo Folha quanto para FHC desde 2002 até 2010. Agora, com mais motivos do que no começo.
Entre a nova e a velha classe média, segundo os resultados estratificados de pesquisas de opinião, Dilma e Lula fazem muito sucesso. Se o apanhado for nacional, Dilma e Lula vêm empatando com a mídia e a oposição ou derrotando-as há muito tempo em todos os segmentos de idade, gênero e escolaridade, apesar de perderem em determinados Estados do Centro-Oeste, do Sul e do Sudeste e entre os mais ricos.
De fato, a nova classe média lidera o pelotão das classes médias que já responde por mais da metade da população do Brasil, o que significa que FHC quer deixar para os adversários apenas os muito ricos ou muito pobres, por mais que a sua base eleitoral seja a dos mais ricos, tanto regional quanto economicamente.
É ridículo porque FHC não se preocupa com propostas que seduzam contingentes amplamente satisfeitos com o Brasil que vem sendo construído desde 2003. Quer apenas convencer esses setores de que ele é que fez o país de que a nova classe média passou a desfrutar somente sob Lula.
Ou seja, é a velha tática, o velho discurso que não funcionou em 2002, em 2006 e em 2010. Assim fica difícil, não acham?
—–
Quem quiser poder ler o texto é só clicar em "mais informações" logo abaixo. Quem o divulgou em primeira mão foi o blogueiro da Globo Ricardo Noblat.....

terça-feira, 12 de abril de 2011

Uma comissão da verdade para a velha mídia


O vídeo divulgado no site Conversa Afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim (Veja aqui), é mais uma prova incontestável de como determinado segmento da imprensa deu sustentação ao golpe e ditadura militar, tornando-se cúmplice dos crimes cometidos pelo estado no período mais negro da história desse país.
Não me lembro de ter visto a exibição da propaganda adesista sem vergonha construída em cima de mentiras em uma tentativa patética de reescrever a história, na ocasião em que foi exibida pela Rede Globo. O ano era de 1975, e esse blogueiro só tinha sete anos de idade à época, só comecei a tomar consciência do que o país tinha vivido e ainda vivia três anos mais tarde......

terça-feira, 5 de abril de 2011

Os mercenários de Folha e Globo e o “direito” de discriminar

A parte que mais choca do quarteto de impérios empresariais que controla quase toda a comunicação no Brasil são os mercenários contratados para assassinar reputações e induzir preconceitos de todos os tipos, sobretudo raciais, de classe e regionais.....

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ajudando a Folha a entender a conjuntura



Então vejamos: dos 447 indicados para os melhores cargos no executivo cerca de 40% são ligados a partidos. Número baixo, afinal para que é que servem os partidos? Sim, dona Folha, para disputar eleições e exercer o governo, o tal Executivo. Quem ganha governa, quem perde escreve bobagem no Twitter e na Folha. Essa é a lei.

Considerando que esse é o terceiro governo consecutivo de uma coligação encabeçada pelo PT é de se esperar que os cargos sejam distribuídos, majoritariamente, a pessoas confiáveis politicamente. Assim como o governo de São Paulo está infestado de tucanos e não tem um petista que seja, o governo federal é nosso, dona Folha. Nós do PT e partidos coligados nomeamos, demitimos, indicamos ministros do Supremo e coisa e tal. Foi isso que o povo brasileiro decidiu e é assim que será até que vocês o convençam do contrário. 

Revogam-se as disposições em contrário.


 Еskеrдоpата 

terça-feira, 1 de março de 2011

O limite da fé

Antes de tudo, quero esclarecer uma coisa: considero que devem ser respeitadas todas as posições das pessoas que lutaram pelo projeto político que venceu a eleição presidencial do ano passado, sejam elas contra ou a favor do que vai se tornando um divisor de águas da política nacional, o armistício da presidenta Dilma com a oposição e a mídia.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A MÍDIA E AS DROGAS


Qualquer ser que já tenha lido algum jornal alguma vez na vida, identificará nesta matéria o que a Folha quis transparecer. Desencontro no Governo e mais, que havia no reduto petista, um cidadão que vai contra o pretendido pela sociedade. Penalizar fortemente os traficantes.

Não importa que o corpo da matéria esteja correto e não tendencioso. Os jornalões sabem que a maioria do público fica somente com a manchete estampada, e a impressão que ela passa.

Então, é importante passar a imagem que alguém no governo não é severo contra a droga.

Mas a Folha não menciona, porque óbvio, não vem ao caso, que seu padrinho mór, defende a descriminalização das drogas.

FHC percorre o mundo falando besteiras sobre isso. Claro que durante a campanha presidencial passada, não abriu o bico. E a imprensa também não se incomodou em perguntar. Preferiram criar caso sobre a tal liberação do aborto, que Dilma nunca foi a favor. Mas que a mulher do sacrosanto Serra, já fez.


Clique aqui para ver FHC defendendo a maconha.
Clique aqui para ver como foi a artimanha da mídia sobre as drogas.
Clique aqui para ver que hipocrisia é o metiê tucano.
Anais políticos

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Recomendação


“Se passar na banca e ver a FOLHA, não compre.

Se comprar, não abra.

Se abrir, não leia.

Se ler, não acredite.

Se acreditar, RELINCHE.