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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Desfazendo mitos sobre o Nordeste


O Nordeste de hoje é muito diferente daquele do passado. É a região que mais cresce no Brasil, aumentando investimento, renda, emprego, escolaridade, acesso à banda larga, produtividade, exportação. Conheça alguns dos principais mitos sobre o Nordeste e os nordestinos, que a desinformação alimenta.

Desfazendo mitos que contam por aí...

1 Foi o Nordeste que elegeu a Dilma

Por que não é verdade

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A eleição é nacional e Dilma teve votos em todo o país. Ela conquistou suas maiores votações no Nordeste e no Sudeste. As duas regiões praticamente “empataram” na opção pela presidenta: foram 20,1 milhões de votos no Nordeste, apenas 300 mil a mais do que no Sudeste (19,8 milhões). O Brasil é um só, mas quem se deixar levar pelo preconceito e tentar dividir o país entre eleitores supostamente “informados” e “desinformados” vai ter que brigar com as urnas: Dilma teve mais votos no Sul-Sudeste (26,6 milhões) do que no Norte-Nordeste (24,5 milhões).

2 O Bolsa Família transformou o Nordeste num curral eleitoral do PT

Por que não é verdade

Um dos principais avanços do Bolsa Família foi justamente acabar com a dependência — inclusive política — dos mais pobres. O beneficiário é titular de seu cartão magnético. Vai todos os meses ao caixa eletrônico e saca o valor a que tem direito. Não troca voto por cesta básica. Não deve favores a ninguém. Vota no partido ou candidato que julga mais comprometido com a melhoria da qualidade de vida de sua família e de sua comunidade.

São Paulo é o vice-campeão nacional do Bolsa Família: tem mais famílias beneficiadas do que todos os estados nordestinos, à exceção da Bahia. No entanto, o candidato mais votado em São Paulo, nos dois turnos da última eleição para presidente da República, foi Aécio Neves, do PSDB.

5461a0a5437d711f04f12602_nordeste-mito-02-SP%402x.pngA verdade é que quem vota no PT — seja no Nordeste, Sudeste, Sul, Norte ou Centro-Oeste — tem diversos motivos para fazê-lo: as 422 novas escolas técnicas e 18 novas universidades federais (com 173 novos campus), os mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada, as 80 mil bolsas do Ciência Sem Fronteiras, o aumento real de 73% do salário mínimo, as obras de mobilidade urbana, as 8 milhões de matrículas no Pronatec, as grandes obras de infraestrutura do PAC, os novos aeroportos, rodovias e ferrovias, os 3 milhões de jovens carentes no ensino superior privado graças ao ProUni e ao Fies, as 3,4 milhões de moradias entregues ou em construção do Minha Casa Minha Vida, o R$ 1 trilhão do Pré-Sal para a Educação e a Saúde, o crédito farto para a agricultura familiar, o Bolsa Família e uma infinidade de outras políticas públicas, que promoveram a inclusão e a ascensão social de dezenas de milhões de brasileiros.



3 O Nordeste é atrasado

Por que não é verdade

O Nordeste foi atrasado enquanto os governantes ignoraram a região e o seu povo. A partir das políticas de desenvolvimento com distribuição de renda e o combate às desigualdades sociais e regionais implementadas pelos governos Lula e Dilma, o Nordeste tornou-se o exemplo mais vibrante do novo Brasil que estamos construindo.

A região cresceu o triplo da média nacional. Só nos primeiros cinco meses deste ano, o crescimento foi de 4%. A infraestrutura turística desenvolveu-se como nunca; a matriz industrial diversificou-se, com destaque para as indústrias naval e petroquímica; grandes obras mudaram e estão mudando a paisagem e a história do Nordeste, como a integração do rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina, a refinaria Abreu e Lima, e o Complexo Industrial Portuário de Suape, entre tantas outras.

Nos últimos cinco anos, o Nordeste passou a atrair grandes investimentos. Somente nos três maiores polos de desenvolvimento da região – Suape (PE), Pecém (CE) e Camaçari (BA) – os investimentos captados nos últimos cinco anos e projetados até 2015 somam cerca de R$ 100 bilhões.



Principal responsável pela oferta de crédito na região, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) teve um crescimento nominal de 776% no volume de recursos investidos, em apenas dez anos: em 2002, foram R$ 2,6 bilhões, em 686 mil operações; em 2012, nada menos que R$ 22,8 bilhões, em 3,1 milhões de operações.

E mais: as exportações nordestinas quadruplicaram, saltando de US$ 4,6 bilhões em 2000 para US$ 18,8 bilhões em 2011.

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4 Nordestinos são desinformados

Por que não é verdade

54619d6aeda5e620048f5ffa_nordeste-mito-06-universitarios%402x.pngO nordestino é tão informado quanto qualquer outro brasileiro. Tem acesso às mesmas fontes de informação: televisão, rádio, jornal, revista, internet. Aliás, a internet — que, ao contrário dos outros meios de comunicação, se destaca pela diversidade de informações e opiniões — está bombando no Nordeste.

Nos últimos quatro anos, o número de acessos em banda larga fixa cresceu mais no Nordeste que em todas as outras regiões do Brasil: o aumento foi de 136%, totalizando 2,68 milhões de acessos. Em banda larga móvel (via smartphones e tablets), o crescimento foi ainda mais extraordinário: 920%, com 27,68 milhões de acessos, atrás apenas da região Norte.

E mais: com Lula e Dilma, o Nordeste ultrapassou o Sul e tonou-se a segunda região do Brasil com maior número de estudantes no ensino superior (só perde para o Sudeste). O número de universitários mais do que triplicou: de 413 mil em 2000 para 1,4 milhão em 2012.



Das 18 novas universidades federais criadas pelo governos do PT, sete estão no Nordeste, sendo que cada uma delas mantém unidades em mais de um município. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), por exemplo, tem campus em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. No total, 28 municípios nordestinos foram contemplados com campus de universidades federais.

Entre 2010 e 2012, o número de cursos de mestrado e doutorado cresceu 33% no Nordeste, enquanto o Sul e o Sudeste, regiões com maior número de programas de pós-graduação, tiveram crescimento bem menor: 25% e 14%, respectivamente.


5 Nordestinos são tão pobres que trocam votos por migalhas

Por que não é verdade

5462c45e0e1030ba0c03b1c3_nordeste-mito-07-classe-media%402x.png 
Só nos primeiros cinco meses de 2014, o Nordeste criou quase um milhão de novos postos de trabalho. Os investimentos públicos e privados, as grandes obras de infraestrutura, a instalação de novas indústrias, a geração recorde de postos formais de trabalho e o crédito farto para a agricultura familiar, além da transferência de renda e da valorização do salário mínimo, promoveram a ascensão social de milhões de nordestinos.

O Nordeste teve o maior aumento de renda per capita entre todas as regiões do Brasil, permitindo que mais de 20 milhões de pessoas deixassem a pobreza. Há uma década, apenas 22% da população nordestina estava na classe média. Hoje, esse percentual chega a 45%.

Um dos principais responsáveis por essa extraordinária ascensão social é a criação de postos de trabalho com carteira assinada. Nada menos que 4,1 milhões de empregos foram gerados no Nordeste durante os governos Lula e Dilma. Somente no governo Lula (2003/2010), o número de trabalhadores nas indústrias da região – sem contar os outros setores da economia – mais do que duplicou: de 800 mil para 1,7 milhão.

Dois terços dos empregos criados no Brasil no segundo trimestre de 2014 foram no Nordeste, de acordo com a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, elaborada pelo IBGE. Entre abril e junho deste ano, a ocupação na região aumentou em 999 mil novos postos de trabalho.


6 O Nordeste e os nordestinos serão sempre miseráveis, por causa da seca

Por que não é verdade

“A maior seca na vida de um sertanejo sempre foi a seca de oportunidades”. Mais do que apenas uma frase perdida num discurso, a afirmação da presidenta Dilma traduz o empenho dos governos do PT na promoção da segurança hídrica do Nordeste.

Hoje, um extenso conjunto de obras de canalização minimiza os efeitos das longas estiagens, garantindo o abastecimento de água para consumo e irrigação. Além disso, Lula e Dilma construíram 1 milhão de cisternas no semiárido, com capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água cada, o suficiente para suprir, por até seis meses, as necessidades básicas de uma família com cinco pessoas.

Em casos de estiagem prolongada, o governo federal deflagra a distribuição emergencial de água por caminhões-pipa. A operação é coordenada pelo Exército Brasileiro, o que impede a utilização dos veículos como instrumento político, fato que ocorria antes do governo Lula.

Os investimentos em segurança hídrica incluem ainda a Bolsa Estiagem, auxílio financeiro emergencial pago aos agricultores familiares, no valor total de R$ 400, transferidos em cinco parcelas mensais de R$ 80; o apoio à atividade econômica por meio de linha especial de crédito; a antecipação dos pagamentos do Programa Garantia-Safra; e a venda de milho para alimentação animal a preços subsidiados.

Isso explica porque o Nordeste atravessou, em 2013/2014, a maior seca dos últimos 50 anos e, ao contrário do passado, não houve saques a armazéns, nem populações famintas comendo calangos, nem levas de famílias retirantes abandonando a terra natal, por causa da fome e da sede.


7 As obras de integração do rio São Francisco estão abandonadas

Por que não é verdade

54659189ad5ef59373f50460_image-sao-francisco.jpgTodas as etapas do empreendimento estão 100% contratadas e a previsão de entrega está confirmada para 2015. Onze mil trabalhadores e 4 mil máquinas já executaram 2/3 da obra, que beneficiará 12 milhões de pessoas em 390 municípios de quatro estados: Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco. São 477 km de canais, organizados em dois Eixos de transferência de água – Norte e Leste. A obra engloba a construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios.

A Integração do Rio São Francisco faz parte de um grande conjunto de obras de segurança hídrica — o maior da história — que o governo federal realiza em parceria com os governos estaduais. Estão em andamento ou já foram concluídas: no Ceará, o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas; no Piauí, a Adutora de Piaus e a Adutora de Bocaina; em Alagoas, o Canal do Sertão Alagoano; na Bahia, a Adutora do Algodão e a Adutora do Feijão; em Pernambuco, a Adutora do Pajeú (fases 1 e 2) e a Adutora do Agreste; na Paraíba, Vertentes Litorâneas; no Rio Grande do Norte, a Adutora do Alto Oeste.

Ou seja: depois de enfrentar condições climáticas adversas e séculos de descaso por parte dos governos do passado, o Nordeste provou que nada mais o impede de seguir mudando – para melhor, juntamente com o Brasil.


8 O Brasil está dividido

Por que não é verdade

O Brasil nunca esteve dividido. Apenas passou por uma eleição bastante disputada, a exemplo de vários outros países ao longo da história, como a França em 2012 (quando Hollande venceu Sarkozy por apenas 3,2% de diferença) e os Estados Unidos em 2000 (George W. Bush chegou a perder nas urnas para Al Gore, mas acabou eleito pelo colégio eleitoral) e em 1960 (Kennedy bateu Nixon por uma diferença de 0,1%!!!). E tanto a França quanto os Estados Unidos continuam inteirinhos da silva.

Por causa do falso mito de que “foi o Nordeste que elegeu a Dilma”, teve até gente falando em separar a região do resto do país, o que seria um completo absurdo, além de um prejuízo irreparável para o Brasil.

Primeiro, porque o Nordeste é hoje uma das grandes locomotivas da nossa economia, crescendo o triplo da média nacional e sendo responsável pela geração de 2/3 dos empregos do país, como explicamos no item 3. Segundo, porque o Nordeste é também responsável por grande parte da nossa extraordinária riqueza cultural: a prosa de Ariano Suassuna, Jorge Amado e Graciliano Ramos, a poesia de João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, os ensinamentos de Celso Furtado, Paulo Freire e Josué de Castro, a sabedoria dos mestres populares, a música de Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Raul Seixas... Já pensou se o forró deixasse de ser brasileiro? Se as praias mais lindas do Brasil não fossem mais do Brasil?

E acima de tudo, seria muito ruim perder o Nordeste – ou qualquer uma das partes que formam este nosso país-continente – porque a grandeza do Brasil está justamente em sermos um.

Nossa força reside na extraordinária diversidade que nos une. Somos todos brasileiros, da Amazônia aos pampas gaúchos, do cerrado ao sertão, passando pelo litoral. Cada qual com seu sotaque, sua cultura, seu jeito próprio de ser brasileiro – mas todos unidos pelo mesmo idioma, o mesmo espírito de luta, a mesma alegria que encanta o mundo.

Sem o Nordeste, o Sudeste, o Sul, o Norte ou o Centro-Oeste, o Brasil seria menos Brasil.

No Brasil da Mudança, via contextolivre

sábado, 15 de novembro de 2014

Trabalho infantil no Nordeste cai 57,3% nos últimos dez anos



Trabalho infantil diminui 57,3% no Nordeste entre 2004 e 2013
"Número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil no Nordeste caiu 57,3% entre 2004 e 2013


O Nordeste registrou queda de 57,3% no número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil, entre 2004 e 2013, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O estudo também mostrou a redução de 49,8% no trabalho de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, no mesmo período.

Para ampliar esforços no combate ao trabalho infantil, gestores municipais e estaduais do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte participam esta quinta (13) e sexta-feira (14) do Encontro Intersetorial das Ações Estratégicas do Peti – Região Nordeste I, em São Luís (MA).

Segundo a secretária nacional de Assistência Social do Ministério doDesenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Denise Colin, os dados mostram uma redução expressiva nas atividades tradicionais de trabalho infantil na região. “A fiscalização dessas atividades, a presença das crianças nas escolas e os serviços de assistência social foram os principais fatores para a mudança desse cenário”, enfatizou.

 Além disso, a educação integral e o ensino técnico são elementos fundamentais para diminuição do trabalho infantil entre os adolescentes de 14 a 17 anos. A pesquisa apontou ainda que, na região Nordeste, 1,03 milhões de crianças entre 5 e 17 anos trabalham, sendo 467,363 mil em atividades agrícolas, 185,017 mil em comércio e reparação, 213,613 mil em serviços domésticos e 573,170 mil em outros serviços.


Denise Colin lembra que, em 2013, o ministério redesenhou o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), e agregou novas estratégias àquelas que já vêm sendo executadas com sucesso. A agenda do programa envolve um amplo processo pautado no fortalecimento da atuação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e na articulação intersetorial, que abrange desde o planejamento das ações estratégicas até a execução e monitoramento das ações nos municípios.

“Estamos fazendo encontros por região, apresentando um diagnóstico específico, bem como os desdobramentos necessários para erradicar o trabalho infantil”, observa a secretária, destacando ainda a realização do Encontro Nacional das Ações Estratégicas do Peti, em agosto deste ano. Até dezembro, o MDS promove mais três eventos intersetoriais em João Pessoa (Nordeste), Curitiba (Sul) e Brasília (Centro-Oeste).

Conferência

No ano passado, o Brasil sediou a III Conferência Global sobre Trabalho Infantil por ser referência na área. Na época, o ativista indiano Kailash Satyarthi, ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2014, elogiou a Declaração de Brasília, o documento final da conferência. “A Declaração de Brasília vai ajudar e servir como uma ferramenta para auxiliar a trazer a mudança aos governos”, afirmou ele.

Embora o número de crianças e adolescentes diminua a cada ano no país, o trabalho infantil tende a se concentrar em situações invisíveis às ações do poder público ou naturalizadas por famílias e comunidades.
Até a realização da próxima conferência, em 2017, na Argentina, o Brasil está se organizando para que a soma das agendas intersetoriais avance na resposta aos compromissos internacionais firmados, o que possibilitará o cumprimento da meta de erradicação do trabalho infantil até 2020."

MDS

domingo, 9 de novembro de 2014

Preconceito - IBGE explica raiva de Sul e Sudeste contra o Nordeste


Se dependesse das regiões Sul e Sudeste do país, o presidente da República para o quadriênio 2015 – 2018 seria Aécio Neves. O Brasil estaria se preparando para inaugurar mais uma República banqueira como tantas outras que o fizeram chegar ao limiar do século XXI como o quarto país mais desigual do mundo, perdendo só para países africanos miseráveis.
O que livrou os brasileiros – inclusive do Sul e do Sudeste – da escuridão política foi o povo nordestino. O Nordeste, por ser a segunda região mais populosa do país depois do Sudeste e por ter dado a Dilma Rousseff apoio ainda mais intenso do que o que o senador tucano teve no Sudeste, reelegeu a presidente.
O mais interessante nesse processo é que a região dos coronéis de outrora, que sustentou a ditadura militar nos seus estertores – quando o resto do país já exigia redemocratização – e que votava nos conservadores apesar de a vida de seu povo, com a direita no poder, piorar a cada ano, aprendeu a votar em causa própria.
A eterna prepotência das regiões do resto país que se desenvolveram mais devido à política e não a méritos próprios, vem gerando surtos de preconceito contra o Nordeste nas últimas eleições presidenciais, com destaque para as de 2010 e 2014, quando o Ministério Público teve que entrar em campo para punir surtos racistas e xenofóbicos.
O caso de São Paulo é pior, em termos de ignorância, preconceito e xenofobia. O povo paulista, hoje, emula o povo nordestino, que elegia, reelegia e elegia de novo seus algozes enquanto sua vida piorava. Os paulistas acabam de conceder o SEXTO mandato de governador ao PSDB apesar da piora galopante das próprias vidas.
A hegemonia tucana fez com que, de 2001 a 2011, São Paulo se tornasse o Estado que mais perdeu participação no PIB da indústria brasileira. Apesar de ainda responder pela maior parte da produção industrial (33,3%), SP teve recuo de 7,7 pontos percentuais em sua participação no PIB industrial, onde há os melhores empregos.
Ironicamente, enquanto a falta de água caminha para se tornar história no Nordeste, sobretudo devido à incrível obra de Transposição do Rio São Francisco, que, apesar das sabotagens, em breve estará concluída, no Sudeste, sobretudo em Minas Gerais e SP, a população paga pela incúria dos governos conservadores dos últimos 12 anos.
A inversão do desenvolvimento no país se torna gritante na comparação entre o PIB industrial do Norte e do Sul do país. Enquanto o primeiro cresceu 1,9 ponto percentual no período de 2001 a 2011, o Sul perdeu 2,1 pontos.
Tudo isso vem acontecendo porque, após a chegada do PT ao poder, em 2003, o Brasil tratou de reparar uma chaga histórica. Qual seja, o processo deliberado de incremento econômico do Sul e do Sudeste em detrimento do Norte e do Nordeste, que foi política de Estado ao longo de nossa história, desde o descobrimento.
O que puxava os índices de desenvolvimento do Brasil para baixo sempre foi o Nordeste, mas só até que Lula chegasse ao poder. Dali em diante, essa equação começou a se inverter.
Quando os paulistas acusam os nordestinos de terem sido responsáveis pela reeleição de Dilma por não saberem votar, mostram quanto não sabem nada sobre o próprio país. Os nordestinos sabem muito bem por que votam no PT, como mostra a mais nova edição da PNAD contínua, do IBGE.
A nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) produz informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho e suas características, tais como idade, sexo e nível de instrução, permitindo, ainda, o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País através da produção de dados anuais sobre trabalho infantil, outras formas de trabalho e outros temas permanentes da pesquisa, como migração, fecundidade etc.
Pois bem: segundo a nova PNAD contínua, divulgada na última quinta-feira, no período de 12 meses (fechado em junho) o Nordeste liderou a criação de postos de trabalho no país. De 1,5 milhão de empregos criados nesse período, 1 milhão foi criado no Nordeste e o resto pelas demais regiões.
Vejamos, então, quem é que não sabe votar: o povo de São Paulo, que vota há vinte anos em um governo que liderou a redução da presença de seu Estado no PIB, que materializa uma inédita escassez de água e que vê seus problemas sociais se agravarem, ou o povo do Nordeste, que votou maciçamente em um governo que vem fazendo a vida melhorar tanto na região?
O PIB nordestino cresce a uma taxa quatro vezes maior que a do resto do Brasil. Isso ocorre porque, após a chegada de Lula ao poder, o governo federal vem fazendo o que tem que ser feito no país para acabar com um nível de desigualdade que mantém os brasileiros no atraso.
Como é que se distribui renda? Antes de distribuir por idade, sexo etc., a renda começa a ser distribuída geograficamente e, passo a passo, a atuação governamental vai se sofisticando por idade, gênero etc.
Ou seja: para distribuir renda no Brasil, há que fazer, primeiro, as regiões mais pobres crescerem mais do que as regiões mais ricas.
Com efeito, se o Norte e o Nordeste fossem um país – como, inclusive, quer parte do Sul e do Sudeste –, seriam um dos países que mais crescem no mundo, com o PIB do último ano crescendo mais de 4%.
Infelizmente, só há uma forma de distribuir renda: para alguém ganhar, alguém tem que perder. Não dá para todos ganharem da mesma forma se um tem mais e outro tem menos, e o que se quer é justamente maior igualdade. Assim, o Norte e o Nordeste precisam crescer mais do que o Sul e o Sudeste mesmo.
Se aqui, no “Sul Maravilha”, não fôssemos tão egoístas e alheios à realidade, entenderíamos que não adianta querermos o desenvolvimento só para nós – ou mais para nós – porque o povo das regiões empobrecidas migra para cá, aumenta a demanda por serviços públicos e, mergulhado na pobreza e no abandono, vê seus filhos caírem na criminalidade.
Com o maior crescimento do Norte e do Nordeste, a migração cai ou muda de rumo, como tem acontecido – hoje, há cada vez mais nordestinos voltando à região de origem. Além disso, o Sul e o Sudeste poderão parar de enviar recursos, via impostos, para combater a miséria extrema nas regiões mais pobres.
De certa forma, o povo do Sul-Sudeste tem um “motivo” para não gostar dos quatro governos do PT a partir de 2003. A percepção de que o desenvolvimento dessas regiões não tem sido grande coisa, não chega a ser cem por cento errada. Porém, isso ocorre porque está havendo redistribuição de renda entre regiões, no Brasil.
No atual ritmo de crescimento do Norte e do Nordeste, em mais um mandato do PT o Brasil terá outra face – mais justa, mais coerente com um país que não pode ser rico em uma ponta e miserável na outra. E, ainda que grande parte do povo das regiões preteridas não entenda, ao fim todos sairemos ganhando com isso.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/ibge-explica-mal-estar-de-sul-e-sudeste-contra-o-nordeste/

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nordeste puxa empregos no Brasil


Dois terços dos empregos criados nos Brasil estão no Nordeste
(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
No segundo trimestre do ano, 1,495 milhão de empregos formais foram criados no país, e deles, cerca de 1 milhão se situam nos Estados do Nordeste. A informação do IBGE ajuda a explicar a preferência dos nordestinos pela manutenção do governo trabalhista. Afinal, por que os eleitores daquela região iriam votar num candidato que havia anunciado que tomaria "medidas impopulares" assim que assumisse a Presidência? E que também havia dito que o salário mínimo está muito alto? 
O receituário neoliberal pregado por Aécio Neves é inimigo mortal do pleno emprego. 
O nordestino, na sua sabedoria, percebeu claramente que o candidato oposicionista não teria nenhum pudor em interromper a escalada desenvolvimentista por que passam o Norte e Nordeste do Brasil.
Por isso, dois terços dos eleitores dessas regiões votaram em Dilma.
Leia a seguir a íntegra da reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:


De cada três empregos criados entre abril e junho, dois foram no Nordeste

Mais de dois terços das vagas de trabalho geradas no país, no segundo trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, foram no Nordeste, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comparado de abril a junho de 2013, com os mesmos meses de 2014, a população ocupada no país cresceu 1,7%. Isso representa 1,495 milhão de trabalhadores a mais, sendo cerca de 1 milhão nos Estados nordestinos, onde o crescimento chegou a 4,6%.

O coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo, ponderou que as variações no Nordeste e, também, no Norte, se dão sobre taxas de ocupação historicamente menores: "As regiões Nordeste e Norte são regiões que, dado o desenvolvimento econômico ser menor que o das demais, têm um nível de ocupação menor, comparado com o Sudeste, Sul e até mesmo Centro-Oeste."
Ele acrescentou que, mesmo assim os dados foram “extremamente favoráveis".

No Nordeste, a população ocupada corresponde a 51,9% das pessoas com mais de 14 anos, enquanto no país a taxa chega a 56,9%. O Norte fica mais próximo da média nacional, com 56,8%, mas continua abaixo do Sudeste, que tem 57,8%; do Sul (61,1%); e do Centro-Oeste (61,5%).

Mesmo liderando número de empregos com carteira assinada, o Nordeste ainda tem a menor proporção de trabalhadores formais no setor privado.
Os Estados nordestinos também lideraram o crescimento de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado, com alta na região de 10,4%. A expansão foi mais de duas vezes superior à nacional, de 5,1%, e, em números absolutos, ficou abaixo apenas do Sudeste, que teve 799 mil vagas criadas, contra 582 mil do Nordeste. 

Ainda assim, o Nordeste tem a menor proporção de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, 63,7%, ante 78,1% do Brasil e 85,6% do Sul, que tem a maior formalização. No Nordeste, 29,4% da população trabalha por conta própria, enquanto no Brasil a taxa é 22,9%. A Região Norte tem um percentual ainda maior de pessoas nessa situação: 29,8%.

Se levada em conta a formação, o Nordeste é a região onde há menor escolaridade entre a população ocupada: 10,3% não têm instrução alguma, 30% cursou o ensino fundamental incompleto e 9,3%, apenas o fundamental completo. Por outro lado, 10,6% dos trabalhadores têm nível superior.

No Brasil, o percentual sem instrução é 5,1%, os que não completaram o fundamental somam 25,4%, e quem completou somente essa etapa escolar, 10,9%. Outros 11,1% têm nível superior.

A maior escolarização está no Sudeste, que tem 2,5% da população ocupada sem instrução, 21,8% com ensino fundamental incompleto, e 11,3% com fundamental completo. O percentual do nível superior, no Sudeste, chega a 19%.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/11/nordeste-puxa-empregos-no-brasil.html#more

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sou Paulista, mas não sou fascista !


Adilson Santos
Essa corja de neo-fascistóides, caso não tivesse fugido do Mobral em tenra idade, saberia que o desenvolvimento do Estado de São Paulo e, principalmente da cidade de S. Paulo, deve-se única e exclusivamente ao Período conhecido como República Velha, quando os Baronetes do Café açambarcaram o poder federal, após o golpe militar que derrubou a Monarquia .
Lembro que até 1879, ou seja, há 130 anos atrás, a cidade de S.Paulo possuia inacreditáveis 15.000 habitantes e em algumas mapas nem mesmo aparecia, pois era apenas uma parada provisória para tropeiros que vinham de Sorocaba ou retornavam para lá, em direção ao vale do Paraíba ou Santos, cidades MUITO mais importantes.
Os governantes da Velha Oligarquia cafeeira que tomaram o poder a partir de 1889, ou mais precisamente desde o governo Prudente de Morais, ENDIVIDARAM TODO O PAÍS, PARA DESENVOLVER SUAS PROPRIEDADES E FACILITAREM A SUA PRODUÇÃO CAFEEIRA, através de emprestimos triliardários junto aos Rothschild's, Lloyds e demais banqueiros ingleses a juros absolutamente escorchantes e pasmem, A GARANTIA DO PAGAMENTO ERAM AS ALFÂNDEGAS DE TODO O BRASIL.
Em resumo, a patranha era a seguinte: os Oligarcas presidentes da República Velha, construiram estradas de Ferro, Silos, Armazéns e demais benfeitorias (TUDO EM S.PAULO) com dinheiro emprestado no exterior e mandaram a conta para todo o Brasil pagar.
Entre 1894 e 1930, foram tomados um total de aproximadamente 45 milhões de Libras Ouro (+- USD$ 800 BILHÕES ) emprestados apenas junto aos Banqueiros ingleses e americanos e deste total 94% FORAM DESTINADOS PARA S.PAULO .
O único estado ou cidade que abocanhou alguma migalha significativa deste montante foi a antiga capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, quando da administraçao Pereira Passos (1902 - 1906 ), na polêmica reestruturação da cidade denominada "Bota Abaixo ", que apesar de toda a truculência praticada, saneou o Rio de Janeiro da varíola e da febre amarela, além de ter modernizado a cidade.
Para se ter uma idéia do descalabro do desvio de verbas de TODO O BRASIL PARA DESENVOLVER S. PAULO E OS BARÕES DO CAFÉ, estudem o chamado "Convenio de Taubaté", de 1906, considerado a Mãe de todas as Maracutaias .
Como no inicio do Século XX, a cotação internacional do café estava caindo vertiginosamente, provocada pela superprodução brasileira, a Oligarquia Paulista que detinha o poder resolveu que iria manter ARTIFICIALMENTE OS PREÇOS NUM PATAMAR MUITO SUPERIOR AO INTERNACIONAL, para que os pobres Barões do Café não fossem prejudicados e nem fossem obrigados a se adequar ao deus mercado ( Oferta e procura e etc).
Então tiveram uma ideia luminosa, ou seja, iriam fazer com que a diferença entre o preço da saca internacional ( menor) fosse bancada POR TODA A POPULAÇÃO DO BRASIL.
Por este sacrossanto convenio, o Governo federal se comprometia em comprar dos oligarcas a saca do café a um preço muito superior à cotação internacional, para posteriormente revendê-la no mecado mundial com prejuizos bilionários . Como o Erário público não possuia recursos para isso, os Varões de Plutarco Paulistas da Republica Velha contraíram um empréstimo junto aos banqueiros ingleses no valor de 2 MILHÕES DE LIBRAS OURO ( coisa pouca, algo em torno de 35 Bilhões de dólares nos dias atuais ), para safarem a sua onça .
Perguntinha : Quem pagou este empréstimo ?
Resposta : TODO O BRASIL, POIS AS ALFÂNDEGAS DO RIO A MANAUS FORAM FIADORAS, OU SEJA,TODA A MERCADORIA QUE PASSASSE NESSES PORTOS (DEZENAS), TERIAM UMA TAXAÇÃO EXTRA PARA HONRAR O PAGAMENTO .
Desculpe-me por me estender, mas o que gostaria de demonstrar é que: O propalado desenvolvimentismo dos paulistas ou de sua elite, o lendário arrojo dos quatrocentöes de S.Paulo é uma grossa mentira, pois a cidade de S.Paulo foi fundada em 1554, e após 325 anos (ano 1879 ) sua capital possuia minguados 15.000 habitantes, 1 hotel e nenhum banco, além de em muitos mapas nem mesmo ser mencionada.
Após a tomada do poder pela oligarquia paulista a partir de 1889 ou mais precisamente desde 1894, S. Paulo misteriosamente iniciou seu desenvolvimento espetacular, ao mesmo tempo que o restante do País empobrecia de forma mais espetacular ainda.
Se tornar desenvolvido economicamente graças a empréstimos biliardários que foram pagos por outros com sacrifícios inenarráveis é muito fácil e não representa mérito algum, muito pelo contrário, representa um parasitismo patológico histórico que precisa ser reparado. 
Se durante 36 anos Todo o Dinheiro da Nação fosse enviado para o Amapá, e fossem tomados empréstimos de centenas de bilhões de dólares junto aos bancos internacionais e estes recursos fossem enviados quase unicamente para este Estado, em muito pouco tempo ele se tornaria desenvolvido, uma grande potência, e então os habitantes amapaenses diriam que "Nosso Arrojo construiu o nosso desenvolvimento".
Elite Paulista e seus coliformes agregados, um conselho carinhoso: " DEVOLVAM O QUE VOCES ROUBARAM DO BRASIL !!
Publicado no blog do GilsonSampaio
O texto é um comentário de leitor feito no Tijolaço. A matéria original você pode ler no final.
Sanguessugado do Com Texto Livre

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O silêncio de Aécio nos ataques ao Nordeste



, DCM

"Desde a apuração dos votos no domingo, a internet foi inundada por uma série interminável de posts preconceituosos em relação aos nordestinos pela votação maciça obtida na região por Dilma.

O sentimento xenofóbico de parte da população do Sul e Sudeste contra os nordestinos não é nenhuma novidade. Tanto que há poucas semanas a nova Miss Brasil também foi xingada nas redes sociais pelo simples fato de ser cearense.

O fato novo é que desta vez a discriminação vem associada a um movimento político de claro apoio ao candidato do PSDB, Aécio Neves, e que foi potencializada pela fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que desqualificou o voto dado em Dilma como tendo vindo de uma parcela ignorante da sociedade.

Ainda assim, passados três dias do recrudescimento da demofobia do Sul maravilha, Aécio não fez um mísero pronunciamento repudiando o preconceito contra cidadãos dos quais ele pretende ser o líder daqui a menos de três meses.

O acirramento dos ânimos, natural tendo em vista a quarta disputa consecutiva em segundo turno entre petistas e tucanos, não pode ser o sinal verde para atitudes tão vis. Na França, por exemplo, a demora do Partido Socialista em rebater o ultranacionalismo racista de Jean-Marie Le Pen fez crescer o ódio aos imigrantes.

Ao não se posicionar claramente contra o preconceito antinordestino, Aécio abre espaço para que este pensamento ganhe força e coloca em risco, ao fim e ao cabo, nossa democracia, ainda tão jovem e conquistada a duras penas por mulheres e homens de todos os cantos do país.

Mais: ao calar, o senador, como diria o ditado, parece consentir com o ódio aos nordestinos. Pode-se inferir que o tucano, ciente de que não vai obter melhora significativa de sua votação nos estados da região, quer mais é alimentar o exacerbamento do antipetismo entre o eleitorado das metrópoles do Sul-Sudeste visando a conseguir vantagem sobre Dilma em colégios eleitorais de peso como São Paulo e Rio de Janeiro para aplacar a grande derrota que a presidenta deve lhe impor no restante do país. Aécio vai sujar as mãos desta maneira em troca de uma eleição?

Se a fala de Levy Fidelix incitando a perseguição de homossexuais no debate da Record foi um choque para os brasileiros, o silêncio de Aécio sobre os ataques sofridos pelos nordestinos tem potencial para nos envergonhar muito mais."

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Estudante é condenada por ofensa a nordestinos



A estudante Mayara Penteado Petruso foi condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão pelo crime de racismo.
A ofensa, cometida contra os nordestinos, ocorreu pela rede de microblogs Twitter no dia 31 de outubro de 2010, logo após a vitória eleitoral da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.
"Nordestisto (sic) não é gente. Faça um favor a Sp: mate um nordestino afogado!", escreveu a estudante em sua página na rede social.
A pena contra ela foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A decisão foi tomada pela juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo.
Em sua defesa, Mayara admitiu a publicação da mensagem e disse que foi motivada pelo resultado das eleições presidenciais.
Ela afirmou que não tinha a intenção de ofender, que não é preconceituosa e que não esperava tamanha repercussão. De acordo com o processo, Mayara disse estar envergonhada e arrependida.
Estudante de Direito, Mayara perdeu o emprego em um escritório de advocacia após o episódio. Ela também teve que mudar de cidade e abandonar a faculdade.
"O que se pode perceber é que a acusada não tinha previsão quanto à repercussão que sua mensagem poderia ter. Todavia, tal fato não exclui o dolo", afirma a juíza na decisão.
A juíza estabeleceu a pena abaixo do mínimo legal já que Mayara sofreu consequências com a infração. "Foram situações extremamente difíceis e graves para uma jovem", diz Bonavina Camargo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O PAPEL DO NORDESTE NO DESENVOLVIMENTO DO PAÍS



Por Lilian Milena
Da Agência Dinheiro Vivo

Com a expansão econômica no Nordeste, 12 milhões de pessoas migraram para a Classe C durante os últimos oito anos. O aumento do PIB no centro Crato/Juazerio do Norte do Ceará, por exemplo, foi de 28%, entre 2003 e 2008, e em Vitória da Conquista, Bahia, o crescimento do PIB municipal foi de 32%, no mesmo período. Em Picos, no Piauí, o aumento de empregos formais foi de 126%, enquanto a média do Brasil, de 2003 até 2009, foi de 55%.

Os fatores que explicam o dinamismo recente do Nordeste, segundo o diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), José Sydrão de Alencar Júnior, são as políticas de valorização do salário-mínimo e as políticas sociais (Bolsa Família e previdência social)....