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domingo, 3 de março de 2019

Tecnologia: amor, medo, luta de classes


Atualmente, poucos temas apaixonam tanto como a tecnologia. Mas as paixões envolvidas são, principalmente, amor e medo.

Em “Rua de mão única”, Walter Benjamin afirma:

...que “[a] dominação da natureza, assim ensinam os imperialistas, é o sentido de toda técnica”. Mas a essa visão ele contrapõe outra: “A técnica não é dominação da natureza: é dominação da relação entre natureza e humanidade.” Na segunda versão de seu ensaio sobre “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, ele desenvolve uma distinção entre a primeira técnica, cujo fim é o sacrifício da vida, e uma segunda técnica (...) calcada no jogar junto com a natureza: “A origem da segunda técnica deve ser buscada onde o ser humano, com uma astúcia inconsciente, chegou pela primeira vez a tomar uma distância em relação à natureza. Em outras palavras, ela encontra-se no jogo. […] A primeira [técnica] realmente pretende dominar a natureza; a segunda prefere muito antes um jogo conjunto entre natureza e humanidade.” Ele nota ainda: “Justamente porque essa segunda técnica pretende liberar progressivamente o ser humano do trabalho forçado, o indivíduo vê, de outro lado, seu campo de ação (...) aumentar de uma vez para além de todas as proporções...

(Acesse aqui o comentário acima)

O jogo a que se refere Benjamin, nas sociedades divididas em classes, torna-se luta. Luta de classes. Ou como sintetiza com perfeição meu amigo de Facebook, Caio Almendra: “Tecnologia é técnica mais ideologia”.

Só a partir dessa perspectiva, podemos começar a entender o maravilhoso ou catastrófico potencial da tecnologia. A partir do amor e do medo, mas para muito além deles.

https://pilulas-diarias.blogspot.com/2019/03/partidos-digitais-precisamos-falar.html

Partidos digitais, precisamos falar sobre eles


Os partidos digitais são o tema do livro “The Digital Party”, recém-lançado e ainda sem tradução para o português. O autor é Paolo Gerbaudo, diretor do Centro de Cultura Digital no King's College, em Londres. 

Segundo Gerbaudo, os pioneiros foram os Partidos Piratas, surgidos em países do Norte da Europa. Mais recentemente, surgiram formações de esquerda como o “Podemos” espanhol e “França Insubmissa”. Outro exemplo é o “Cinco Estrelas” italiano, cada vez mais inclinado à direita.

Eles prometem uma nova política apoiada pela tecnologia digital. Alegam que seria mais democrática, mais aberta às pessoas comuns, mais imediata e direta, mais autêntica e transparente.

Seriam a solução para o déficit democrático que transformou os partidos tradicionais em instituições dominadas por tecnocratas e políticos que servem apenas a si mesmos.

Pretendem resolver a crise da democracia, a partir da organização que, tradicionalmente, sempre agiu como o principal elo entre os cidadãos e o Estado: o partido político.

No entanto, tal reestruturação organizacional não leva, como alguns de seus defensores gostariam que acreditássemos, a uma difusão radical do poder na organização, nem leva a uma situação na qual "todos têm o mesmo peso",

Pelo contrário, há uma tendência mais ambígua. Uma crescente concentração de poder nas mãos do líder do partido carismático, a quem o autor descreve como "hiperlíder", acompanhado de uns poucos à sua volta.

Uma "democracia reativa" que se manifesta pelo domínio de formas de um "engajamento democrático passivo". Constantemente retroalimentadas por intervenções da liderança, feitas de cima para baixo.

Partidos digitais, vamos falar sobre eles.

https://pilulas-diarias.blogspot.com/2019/03/partidos-digitais-precisamos-falar.html

sábado, 11 de agosto de 2018

Celular no modo boteco


O questionário CAGE consiste de quatro perguntas criadas para detectar problemas com alcoolismo. Mas ele pode ser utilizado para outras formas de dependência. Por exemplo:

- Você já tentou diminuir ou cortar ("Cut down") o uso do celular?
- Você já ficou incomodado ou irritado ("Annoyed") com outros porque criticaram seu jeito de lidar com o celular?
- Você já se sentiu culpado ("Guilty") por causa da forma como utiliza o celular?
- Você já teve que recorrer ao celular para aliviar os nervos ou reduzir os efeitos de uma ressaca ("Eye-opener")?

A sugestão inspira-se em entrevista de Catherine Price, autora do livro “Como largar o celular: Manual de Desintoxicação”. No depoimento publicado pelo portal Público, em 30/07/2018, ela fala sobre estratégias para reconquistar “o tempo que se perde ao celular”.

Mas dieta absoluta não adianta, diz a entrevistada. É preciso “criar uma nova relação” com o aparelho.

Certo. Mas, tal como no caso da bebida, a dependência não pode ser tratada apenas em nível individual. A relação que precisa ser renovada não é apenas com certas substâncias ou tecnologias. É com o mundo ao redor.

Segundo Catherine, o primeiro passo para uma vida melhor é “romper a relação amorosa com o celular”.

De novo, ela está correta. Mas os próximos passos deveriam caminhar em direção ao rompimento com outras relações nada amorosas. Principalmente, com as formas de exploração e opressão que, frequentemente, transformam prazeres e facilidades em vício e sofrimento.

Enquanto isso, e como é sexta-feira, que tal começar colocando o celular no “modo boteco” e celebrar com amigos e amores do melhor jeito possível?

sábado, 8 de agosto de 2015

Conheça os empregos ameaçados pela automação (e os novos que surgirão)


"Acredite se quiser, mas uma das profissões do momento nos Estados Unidos é a de caminhoneiro. Com base em dados do Censo americano, o site da National Public Radio (NPR), a rede pública de rádios do país, mostra que se trata do emprego mais popular em 29 Estados americanos.



Isso não quer dizer que dirigir caminhões seja uma carreira disputada. Sua popularidade está apenas no fato de ter vagas disponíveis e pagar um salário decente.

Diferentemente de inúmeras profissões que decaíram nos últimos anos, o serviço como caminhoneiro se manteve imune às forças que eliminaram vários postos de trabalho.

Nas últimas décadas, computadores e máquinas automáticas substituíram secretárias, bancários, frentistas, caixas de supermercados e tantas outras profissões. Mas as entregas de bens ainda não podem ser feitas por um prestador de serviços em outro país, e os trajetos de longa distância ainda não foram automatizados.

Mesmo assim, os caminhoneiros podem ser os próximos na lista de empregos sob risco de extinção. Empresas como Google, Uber e Tesla estão desenvolvendo veículos sem motorista, começando justamente por protótipos capazes de cumprir viagens longas.

Se conseguirem automatizar as entregas, isso não seria apenas uma benesse para as empresas distribuidoras, mas também para a segurança nas estradas – apenas nos Estados Unidos, até 4 mil pessoas morrem a cada ano em acidentes envolvendo grandes caminhões (com a culpa quase sempre atribuída a um erro do condutor).
Caminhoneiro é uma das profissões mais populares em vários Estados americanos
Mas caminhões que dirigem sozinhos não seriam bem-vindos em todas as áreas. Alguns críticos do conceito ressaltam que o fim dos caminhoneiros teria um efeito dominó sobre outros empregos.

Nos Estados Unidos, até 3,5 milhões de motoristas e 5,2 milhões de pessoas que atuam diretamente no setor de distribuição e entregas ficariam desempregadas. Além disso, as inúmeras paradas localizadas nas principais rotas rodoviárias poderiam ficar abandonadas.

Ou seja, os caminhões autoconduzíveis poderão arruinar milhões de vidas e trazer consequências desastrosas para um setor significativo da economia.
Futuro sombrio

Esse tipo de alerta sombrio costuma ser emitido com frequência, não apenas na indústria da distribuição, mas também em várias outras áreas da força de trabalho mundial.

Conforme máquinas, softwares e robôs vão se tornando mais sofisticados, alguns especialistas temem que estejamos à beira de perder milhões de empregos.

Segundo um estudo recente feito por analistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, a próxima onda de avanços tecnológicos vai colocar em risco até 47% de todos os empregos dos Estados Unidos.
 
Mas será que essas projeções são verdadeiras? E se forem, devemos nos preocupar? Se os robôs tomarem nossos lugares, vamos virar preguiçosos profissionais, como retratado no filme Wall-E? Ou será que as inovações tecnológicas nos darão mais liberdade para ir atrás de empreitadas mais criativas e compensadoras?
A mão que alimenta

Para podermos responder a essas perguntas, devemos reconhecer que a tecnologia, a inovação e a mudança das normais culturais sempre alimentaram a rotatividade da força de trabalho.

As máquinas vêm tomando nossos empregos há séculos. "As economias de mercado nunca ficam paradas", afirma David Autor, professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "As indústrias vivem ascensões e quedas, os produtos e serviços mudam – e isso vem acontecendo há muito tempo."

No passado, enquanto algumas profissões desapareceram, outras surgiram. Habilidades artesanais, que eram um grande trunfo para um trabalhador do século 18, foram substituídas pelo know-how da produção industrial, com o advento da manufatura de larga escala no século 19. Mas na década de 1980, muitas das tarefas feitas por pessoas durante a Revolução Industrial já eram executadas por máquinas.

De maneira geral, essas mudanças trouxeram resultados mais positivos do que negativos para a sociedade. "A automação nos deu mais tempo, e conseguimos realizar mais coisas", diz Autor.
Muitas redes ferroviárias já são autônomas, mas a tecnologia ainda pode trazer novas oportunidades
As máquinas de lavar transformaram uma tarefa de horas em algo que pode ser feito com um simples apertar de botão; ferramentas elétricas tornaram a construção civil mais eficiente; e computadores eliminaram trabalhosos cálculos e escritas. Houve uma melhora na qualidade de vida e na segurança das pessoas. "Deveríamos ficar felizes que muitos desses empregos desapareceram", afirma Carl Frey, um dos autores do estudo feito pela Universidade de Oxford.
Ritmo acelerado

Mas, em comparação com o passado, o ritmo com que as transformações no mercado de trabalho ocorrem hoje é muito mais acelerado. Com a possível exceção da Revolução Industrial, nunca assistimos a uma mudança tão rápida na sociedade e na economia.

E, apesar de ser cedo para confirmarmos, os números indicam que o mercado de trabalho não está evoluindo rápido o suficiente para acompanhar essas mudanças. A relação entre postos de trabalho e a população geral tem caído nos países desenvolvidos, independentemente da crise econômica mundial que começou em 2008.

"Acredito que isso mostra que a economia digital não criou muitos empregos diretos, e os empregos criados tendem a se concentrar em grandes cidades", afirma Frey. "Isso faz os preços aumentarem, cria desigualdades e impede que as pessoas morem ou se mudem para os lugares onde esses empregos estão surgindo."

Conforme alguns trabalhos começaram a marchar rumo à extinção, muitas pessoas que costumavam executá-los – agentes de viagens, telefonistas, técnicos de laboratório fotográfico,gráficos etc. – acabaram migrando para profissões que pagam menos – como garçons, faxineiros, jardineiros e outros – porque não tinham a formação necessária para ir para empregos da camada econômica equivalente.

"Há uma enorme mudança nas habilidades necessárias hoje no mercado de trabalho, mas ela não se reflete no nosso sistema educacional", explica Alison Sander, diretora do braço de análises para o futuro do Boston Consulting Group.
Robôs cirurgiões como o sistema da Vinci podem funcionar como as mãos dos médicos

Autor concorda: "De fato, há uma demanda cada vez maior por trabalhadores com formação superior e uma série de habilidades refinadas, mas uma queda vertiginosa na necessidade de pessoal com educação média".

Isso significa que uma enorme parcela da população que, nas últimas décadas, tinha um padrão de vida elevado, hoje já não pode mantê-lo.

E o problema só deve se intensificar nos próximos anos, à medida em que trabalhos que envolvam rotinas ou tarefas repetitivas mentais ou físicas têm mais chances de serem eliminados pela automação.
Empregos do futuro

Na lista de carreiras ameaçadas estão os atendentes de lanchonetes, caixas, operadores de telemarketing, contadores, garçons e até jornalistas.

Além disso, empregos que antes eram mais desafiadores e precisavam de uma alta especialização podem ser tornar comuns por causa da automação, como já ocorre, por exemplo, em certos setores da medicina, como a radiologia.

Mas a automação não necessariamente significa a ruína de vários outros setores. Enquanto houver tarefas que exijam algum nível de envolvimento humano, ainda há espaço para pessoas de carne e osso.

Quando a ferramenta de busca do Google começou a decolar, há pouco mais de uma década, por exemplo, houve o medo de que bibliotecários se tornariam seres obsoletos. Em vez disso, aumentou o número de vagas nessa carreira, exigindo novas habilidades. "Se uma máquina pode substituir um ser humano completamente, aquela pessoa é supérflua. Mas se essa pessoa puder gerenciar aquela máquina, ela se torna mais valiosa", explica Autor.

Junta-se a isso o fato de que máquinas e softwares muito provavelmente jamais poderão substituir certos empregos. Até hoje, o homem é muito superior em qualquer trabalho que envolva criatividade, empreendedorismo, habilidades interpessoais e inteligência emocional.

As carreiras que precisam delas? Clérigos, enfermeiros, palestrantes motivacionais, cuidadores, treinadores esportivos, artistas – todos com muitas chances de se dar bem em um mundo mais automatizado.

E mesmo que restaurantes comecem a usar tablets nas mesas para preparar os pedidos e robôs venham servir a comida, a sociedade pode não querer adotar essas mudanças. É possível que continuemos a querer que outros seres humanos venham a nossas mesas ou dirijam nossos táxis.

Este é um fenômeno que reflete na recente reaparição de artesões nos grandes centros urbanos do planeta. Hoje, há um mercado cada vez maior para móveis e outros objetos feitos à mão, para alimentos caseiros e com um toque pessoal, e por tantas outras artes e serviços. E isso significa também o surgimento de empregos digitais para ajudar a aumentar a venda desses produtos.
Exemplos de compensações

Ainda estamos longe de ter robôs que possam gerenciar uma sala de aula cheia de crianças
A realidade é que para cada carreira que a tecnologia elimina, sempre haverá uma onda de novos caminhos profissionais a serem explorados e criados. Assim como alguns dos empregos de hoje – gerente de mídias sociais, designer de aplicativos, diretor de impacto ambiental – teriam sido inimagináveis em 1995, não podemos prever que novos tipos de trabalho surgirão no futuro.

Mas conseguimos imaginar com base em números e tendências. Sander prevê um futuro onde conselheiros genéticos, biobanqueiros, autores de realidade aumentada, especialistas em antienvelhecimento e experts em mitigação de desastres naturais urbanos poderão ocupar os lugares mais quentes da economia, assim como outras profissões que decorrerão da concentração cada vez maior de pessoas nas grandes cidades.

Ao mesmo tempo, não devemos assumir que a economia vai se ajustar às mudanças. Não há garantias de que tudo funcione bem no futuro. Para tornar a transição o menos dolorida possível, precisamos ser proativos em assegurar que a destruição de certas carreiras seja feita com a provisão adequada para aqueles que perderem seu papel na sociedade.

"Se conseguirmos criar recursos sem uma grande demanda de mão de obra, o problema terá que ser: 'temos muita riqueza – como vamos distribuí-la?'", diz Autor.

Opções socialmente responsáveis podem incluir um apoio melhor para aqueles que estão temporariamente desempregados e treinamento acessível para ajudá-los a mudar para um novo setor.

Alguns países, setores e empresas estão respondendo melhor a essas mudanças do que outros. Para Sanders, de um lado, há organismos reguladores rígidos que podem impedir a inovação, como a recente proibição do Uber na França, por exemplo. Por outro, há o caso da Alemanha, onde 1,5 milhão de pessoas se matriculam em cursos preparatórios remunerados a cada ano, saindo deles com alta formação para atuar em áreas técnicas.

Hoje, mais de 4 mil empresas em todo o mundo montaram seus próprios centros de formação e treinamento. Outras companhias estão tentando mudar sua demografia para evitar a perda de empregos. A BMW, por exemplo, está modificando suas fábricas para atender às necessidades de seus funcionários mais velhos, em vez de obrigá-los a se aposentar.
No entanto, pode até ser que um dia as máquinas e a inteligência artificial tomem o lugar de seres humanos em várias áreas. Isso não é algo necessariamente ruim, especialmente se isso levar a um aumento da riqueza e do bem estar de todos."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cinco truques para deixar seu computador mais veloz


Procedimentos simples como deletar programas mais pesados e adotar versões online podem ajudar a melhorar a performance do computador
"Mas acabamos de comprar o computador!", você reclama. Na verdade, você o comprou há seis anos, quando fez aquela viagem e decidiu aproveitar o valor do câmbio. Mas por que é que agora os programas demoram tanto para abrir?

Da BBC Brasil 

Se você não é especialista em TI, mas não quer trocar de computador como troca de roupa, a BBC Brasil compilou alguns truques para ajudá-lo a manter seu Mac ou PC – são passos simples e que podem ser usados por todos, independentemente do quanto você sabe sobre computadores.  

1. FAÇA UMA DESFRAGMENTAÇÃO NO DISCO RÍGIDO

Talvez você nem saiba o que isso significa, mas pode se surpreender com a importância do procedimento na manutenção do computador.

A desfragmentação acelera a forma como seu computador lê e navega pelos documentos, "limpando" e reorganizando os dados armazenados nele.

Até os discos rígidos modernos ficam mais lentos com o passar do tempo, por causa da forma como os arquivos são guardados. À medida que arquivos são criados e deletados, eles são fragmentados e guardados em diferentes partes do disco, em vez de ficarem todos juntos. Isso faz com que o acesso aos arquivos fique menos eficiente.

Ao organizar os blocos de informação espalhados no disco rígido, você não apenas aumenta o espaço disponível na memória, mas agiliza o acesso aos dados.

Antes de comprar outro computador, experimente desfragmentar o que tem em casa
A desfragmentação é especialmente necessária em PCs, que possuem um programa especial para fazê-la. Outra opção é o programa gratuito Smart Defrag 3 (para Windows 8.1).

Em Macs, a Apple afirma que a desfragmentação dificilmente precisará ser feita, porque o sistema otimiza a organização dos arquivos automaticamente. Mas se o seu Mac estiver lento, é possível usar o programa Utilitário de Disco (Disk Utility) para consertá-lo.

Se quiser tentar a desfragmentação mesmo assim, o programa iDefrag (para Apple OS X) também é gratuito.

2. APAGUE ARQUIVOS DESNECESSÁRIOS

Hoje em dia é muito fácil encher um disco rígido de menos de 200 GB. E quanto mais cheio ele fica, mais difícil fica para completar qualquer ação.
Você provavelmente tem muitos arquivos antigos que nunca usa, ocupando espaço valioso em seu computador.

E para descobrir quais são eles de maneira rápida, basta baixar um aplicativo.

Você certamente tem arquivos antigos que não usa mais ocupando espaço valioso na sua máquina
Há muitos programas no mercado tanto para PCs quanto para Macs. Para usar no Windows, SpaceSniffer e WinDirStat, ambos gratuitos, ajudam a identificar os arquivos que ocupam mais espaço em seu disco rígido.

Se você usa o Mac, há um jeito ainda mais fácil de encontrar esses arquivos, usando o próprio Finder (programa padrão de gerenciamento de arquivos do OS X). Ele possibilita ver tudo o que está no Mac de maneira prática, incluindo aplicativos e programas, discos rígidos, arquivos, pastas e drives de DVD.

Você pode organizar seus arquivos e pastas por aí, buscar material em qualquer lugar em seu Mac ou deletar tudo o que não quer mais.

3. Evite executar programas automaticamente

Esta é uma das maneiras mais rápidas de deixar seu computador mais veloz – especialmente quando você liga a máquina.

Você pode ver quais programas estão sendo executados no computador em tempo real e fechá-los, se quiser.

Tanto o OS X, com o Monitor de Atividade, quanto o Windows, com o Gerenciador de Tarefas, permitem fazer isso.

Se você usa um Mac, procure em Preferências do Sistema, selecione "Usuários e Grupos" e clique nos processos que quer parar.

Se você tem um PC, você pode usar o software gratuito Autoruns, que controla todos os programas executados automaticamente.

Escolha programas antivírus de acordo com as especificações do seu computador – há muitas opções gratuitas
4. Elimine vírus e 'malware'

Alguns insistem que é possível ficar sem um programa antivírus, afirmando que eles usam muita memória e poder de processamento, especialmente em PCs mais antigos.

Mas para quem não é especialista, é melhor se prevenir e instalar o programa.
É importante escolher o antivírus de acordo com as especificações do seu computador. Alguns dos programas que usam menos memória e processamento são o Microsoft Security Essentials, o Panda Cloud e o Avira. Para PCs, a lista é bem longa.

Apesar do mito popular de que Macs não são vulneráveis a vírus, suspeite se seu computador estiver mais lento do que o normal. Use uma ferramenta gratuita como o Avast ou o Sophos.

5. Use aplicativos web

Caso nenhuma destas alternativas funcionem, pode ser a hora de trocar de aparelho
Para que instalar o Office se você pode usar programas online gratuitos como Google Docs, o Adobe Buzzword ou com os conjunto de programas Zoho e Peepel?

Aplicativos web, abertos em um navegador, conseguem desempenhar quase todas as funções necessárias para criar ou compartilhar arquivos.

Eles também têm duas vantagens: são mais leves (por isso exigem menos poder de processamento para serem executados) e não enchem o disco rígido.

Se você tentar estes cinco passos e, mesmo assim, seu computador não executar as tarefas mais rápido, talvez seja a hora de chamar um técnico – ou de investir em uma nova máquina!"

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Tecnologia faz pessoas se tocarem menos, diz Will Self


Thinkstock
Tecnologia estaria limitando nossos toques interpessoais?
"Em seu romance de ficção científica Os Robôs, de 1957, Isaac Asimov inventou um mundo, Solaria, no qual uma população de humanos vive em enormes propriedades, atendida por dezenas de robôs. O ambiente social de Solaria é algo parecido com o de um romance russo do século 19.

 

Solarianos desenvolveram um grande tabu contra qualquer tipo de aproximação física. Assim, nunca chegaram a ocupar o mesmo quarto ou mesmo se tocaram. Qualquer relação sexual entre eles assumia a forma de "telepresença holográfica", uma espécie de conferência 3D. Então, ao invés de se visitarem, os solarianos participavam do que chamam de "visualização".

Como todas boas obras de ficção científica, a de Asimov refletia tanto a era dele quanto a de qualquer futuro remoto. Escrevendo no final dos anos 1950, ele assistiu às consequências da produção e distribuição automatizadas aliada às telecomunicações ─ em outras palavras, uma diminuição constante no número e duração dos contatos pessoais que uma pessoa teria que fazer durante qualquer dia.

Mas quanto o nosso próprio mundo se tornou como Solaria na segunda metade do século?

É verdade que dificilmente conseguimos nos livrar da necessidade de trabalhar de forma automática ─ embora muitos de nós suspeitem que o nosso trabalho, tal como é, esteja fundamentalmente separado da base real do nosso sustento.

Podemos não ter servos robóticos, mas dependemos de linhas de montagem de robôs e sistemas de controle de tráfego cibernéticos, por exemplo. E, no lugar da telepresença holográfica, gastamos grande parte do nosso tempo nos comunicando pela internet.

A tela sensível ao toque, a porta automática ou as compras online nos privam do exercício do nosso próprio sentido de toque, e, em particular, nos privam da necessidade de tocar outras pessoas ─ podemos não ser solarianos ainda, mas estamos chegando lá.

De maneira alguma desejo voltar ao tipo de sociedade hierárquica em que um senhor ou senhora começam o dia sendo vestidos por algum criado ou empregada. No entanto, com certeza não estou sozinho em sentir nostalgia de um mundo mais meloso.

Passamos nossos dias cercados por dedos que digitam freneticamente e por corações que batem acaloradamente ─ mas que, apesar disso, permanecem friamente inviolados.

Em parte, a rejeição da nossa cultura de toque pode ser vista como um legado do dualismo mente/corpo implícita na tradição judaico-cristã. Afinal, a nossa posse da consciência ─ esta "matéria mental" imaterial ─ nos eleva acima da mera criação bruta, e nos coloca aempé de igualdade com os anjos e o próprio Deus.

É claro que há uma forma de contato que nós privilegiamos acima de todas as outras. Desenvolvemos algo que é, por um lado, a concepção mais exaltada da forma de contato humano e, por outro, uma das mais degradadas.
Mas se nos afastarmos do que pensamos sobre a nossa sexualidade ─ sendo pela janela rosada do romantismo ou pela tela manchada da pornografia ─, o que descobrimos é que o sexo é apenas a forma mais abrangente que temos de perceber como alguém experimenta o seu próprio ser.
Passamos nossos dias cercados por dedos que digitam freneticamente e por corações que batem acaloradamente ─ mas que, apesar disso, permanecem friamente inviolados, escreve Will Self

A visão clichê da plenitude sexual é que ela nos faz "sentirmos vivos". Mas, na verdade, ela nos faz sentir a vivacidade de outra pessoa ─ o sexo nos diz, de forma definitiva e incontestável, que não estamos sozinhos.

Não que o sexo seja a única forma de toque socialmente sancionada. Há outros, mas eles, em comum com o sexo, são feitos com todo tipo de regras e proibições.

Quando praticamos esportes de contato, estamos autorizados a tocar outras pessoas, mas apenas em determinadas maneiras. Apesar disso, o esporte de contato é extremamente importante para nós e, em particular, para o macho da espécie. Às vezes me pergunto se o que um atacante de rúgbi realmente busca ao empurrar sua cabeça contra seus companheiros de equipe não é uma noção abstrata de excelência ou realização, mas a experiência muito concreta do ser de outro homem.

Mulheres que dão à luz, com certeza, independente das outras crenças que têm sobre o mundo, se agarram em algum nível à ideia que a sua própria existência ─ e a de seu filho ─ é fundamentalmente corporal, e o modelo psicológico conhecido como teoria do apego valida isso pela afirmação de que todas as crianças precisam do toque de seu cuidador.

É na nossa relação tátil com os nossos próprios filhos ─ e outros que estamos autorizados a termos intimidade ─ que experimentamos este sentido primordial de apego.

Durante o furor perene sobre amamentar em público, o que sempre me chamou atenção é que o que perturba aqueles que se opõem a esta prática é que ela afronta a ideia que eles têm deles mesmos de serem fundamentalmente desencarnados e distintos do resto da criação bruta.

Na ficção de Asimov, o estilo de vida intocado dos solarianos é interrompido por uma forma de contato que a maioria (embora não todas) as sociedades professam abominar ─ o assassinato violento. Enviado da Terra para investigar o crime, o detetive de homicídios Elijah Baley descobre que, na verdade, não houve um toque humano.

Em vez disso, um dos ajudantes robô solarianos foi usado num trote, e seus circuitos de moralidade foram manipulados de maneira que ele fosse capaz de levar uma vida humana.

O conto de Asimov pode ser entendido como uma fábula frankensteiniana ─ cuidado com equipamentos que lhe prestam serviços, pois eles podem se tornar contra nós, seus criadores.

Mas, enquanto Asimov nunca pode ser acusado de grande sutileza em sua escrita, há uma história de fundo relevante, uma que revela outro nível de preocupação.

Elijah Baley chegou a Solaria de uma Terra cujos habitantes, três mil anos no futuro, recuaram e passaram a morar em enormes cavernas de ferro. O resultado é que o detetive é cronicamente "agorafóbico".

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dez truques para usar melhor o WhatsApp


Com 700 milhões de usuários no mundo, o WhatsApp é o aplicativo de mensagens instantâneas mais popular do mundo.
"Tornou-se comum usar o programa para bater papo com os amigos, enviar recados de voz e, cada vez mais, compartilhar fotos e informações.

Da BBC 

Mas algumas pessoas talvez não saibam que alguns truques podem melhorar esta experiência.
Confira a seguir dez dicas e funções pouco conhecidas do WhatsApp:
1. Evite que saibam que você leu uma mensagem

Em novembro, o WhatsApp lançou uma nova função, em que os sinais de mensagem entregue mudam de verde para azul para indicar que o remetente saiba que o texto foi lido.

Muitos não ficaram satisfeitos com a novidade. Mas há como desabilitá-la.
É mais fácil para quem tem um celular com sistema Android: basta baixar a versão beta do aplicativo e ir em Configurações > Informações da Conta > Privacidade e desmarcar a opção "Confirmação de leitura".
Para iPhone, é um pouco mais complicado.


Primeiro, é preciso desbloquear o sistema do aparelho, um processo conhecido como "jail break", que permite baixar aplicativos que não estão na loja oficial de aplicativos da Apple, a App Store.

Depois, é preciso baixar o aplicativo "WhatsApp receipt disabler by BigBoss", que permite desativar a notificação de leitura.
Bônus: quando esta opção estiver ativada, é possível saber a hora em que o destinatário leu a mensagem, clicando sobre ela e movendo o dedo para a direita.

2. Envie arquivos em outros formatos

WhatsApp é aplicativo de mensagens mais popular do mundo

O WhatsApp só permite enviar arquivos de foto, áudio e vídeo.

Mas, ao usar outros aplicativos, como "Cloud Send" no Android ou "MP3 Music Dowloader" no iPhone, é possível mandar arquivos PDF ou documentos do programa Word.

3. Bloqueie seu WhatsApp

Mesmo que os celulares tenham senha para bloqueá-los, isso não parece ser suficiente para alguns.

Se for o seu caso, use o aplicativo "WhatsApp Lock" para instalar uma senha para acessar o programa.

4. Veja notificações pelo computador

Aplicativos como "Notifyr" no iPhone e "Desktop Notifications" no Android permitem ver as notificações que chegam ao celular por meio do computador.

Normalmente, é preciso instalar o aplicativo no celular e um outro programa, conhecido como extensão, no computador.

5. Instale o WhatsApp em seu tablet com Android

O WhatsApp não permite a instalação em um tablet, mas há uma saída.
No aparelho, é preciso baixar a última versão do WhatsApp, no formato APK, que pode ser encontrada no site do aplicativo para computadores.

Também é necessário baixar o aplicativo SRT AppGuard, que impede que o aparelho seja reconhecido pelo mensageiro como um tablet.

No SRT AppGuard, selecione "WhatsApp" e pressione "Monitor", o que permite a este programa fazer uma revisão do WhatsApp.
Quando isso terminar, desative as funções "read phone status" e "identity under Phone calls".

Depois, ative o WhatsApp usando sua linha de telefone fixa para receber uma chamada com o código de verificação de três números.

6. Evite que saibam quando você usou o programa pela última vez

O WhatsApp exibe abaixo do nome do contato a hora em que ele entrou no aplicativo pela última vez.

Para evitar que isso seja informado, vá em Configurações > Informações da Conta > Privacidade > Visto por último.

Ali haverá três opções: Todos, Meus Contatos, Ninguém.
Escolha a que mais lhe agradar e, assim, tenha um pouco mais de privacidade.

7. Recupere conversas que foram apagadas

Você pode ter apagado uma conversa por acidente. Ou fez isso de propósito e se arrependeu.

Às vezes, o celular guarda a conversa em sua memoria.

Mas, quando o programa é desinstalado e instalado novamente, ele pergunta ao usuário se quer restaurar o histórico de mensagens.

Assim, você pode ter suas conversas perdidas de volta.

8. Evite que fotos e vídeos sejam baixados para o celular automaticamente

Uma das razões pelas quais mais se usa a franquia de dados de um plano é o fato das fotos e vídeos que chegam ao WhatsApp serem baixados pelo programa por conta própria - e muitos destes arquivos você pode nem querer ver,

Para evitar isso, há um forma fácil: Configurações > Opções de Conversa > Download automático de mídia.

Nesta seção, é possível escolher se você quer que fotos e vídeo sejam baixados só quando se estiver conectado a uma rede WiFi, nunca ou sempre.

9. Veja suas estatísticas no WhatsApp

O programa reúne alguns dados curiosos, como o número de mensagens recebidas e enviadas.

Mas isso também pode ser útil: ao zerar as estatísticas, é possível monitorar o uso do programa em determinado período de tempo, algo que pode ajudar a economizar seu pacote de dados.

Para isso, é simples. Vá em: Configurações > Informações da Conta > Uso de rede.

10. Oculte uma imagem sobre outra

Sim, existem aplicativos que permitem mandar duas fotos em uma.
Quando uma imagem chega, ao clicar sobre ela, o destinatário por ver a outra.
"Magiapp" no Android e "FhumbApp" no iPhone permitem fazer isso."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Como se conectar à internet onde não há conexão


Equipe da BBC foi a deserto no Marrocos para testar conexões a internet
"Nos últimos anos, a tecnologia de satélite possibilitou a comunicação em áreas remotas mas, muitas vezes, o custo dos equipamentos e as taxas de chamadas tornavam a operação muito cara.
BBC Brasil  

Com o tempo e o avanço da tecnologia, estes custos foram reduzidos, embora ainda não estejam disponíveis para qualquer bolso.
Essas tecnologias podem atrair consumidores que passam muito tempo em áreas sem cobertura e pequenas ONGs que trabalham em áreas remotas e de desastre, já que permitem canais de comunicação e mobilidade de seus funcionários.

Uma equipe de fãs de tecnologia da BBC se perdeu num deserto do Marrocos para tentar se conectar à internet por menos de US$ 2.250 (cerca de R$ 6 mil). Veja o que eles descobriram.

Mini-antena de satélite - cerca de US$ 1.150

O iSavi, da Inmarsat, é, provavelmente, a menor antena parabólica do mundo. O equipamento não funciona bem em movimento, por isso deve ser colocado sobre uma superfície firme.

O iSavi é, provavelmente, a menor antena parabólica do mundo - mede 17,9 x 17 x 3 cm
O dispositivo se conectaao satélite da rede Inmarsat diretamente acima, permitindo o uso da internet através de um aplicativo no celular para enviar mensagens de texto e fazer chamadas usando qualquer smartphone. É possível também criar uma rede wi-fi, que atinje um raio de 30 m.

Nick Whitehead, líder de comunicações por satélite da Inmarsat, disse à BBC que este dispositivo fornece uma conexão de dados de 200 a 300 kilobytes, que não permite a reprodução de vídeos mas possibilita a navegação na internet.

Uma vez que o dispositivo esteja corretamente orientado, um aplicativo no telefone ajuda a estabelecer a ligação via satélite.

O custo deste equipamento está começando a baixar: falar por telefone custa cerca de US$ 0,90 (R$ 2,38) por minuto. Conectar-se à internet é muito mais caro, cerca de US$ 4,60 (R$ 12) por megabyte.

Apesar disso, pode ser muito mais barato do que o valor cobrado por algumas empresas de telefonia pelo roaming numa área com cobertura.

"Capa" de satélite - por US$ 1.050

Outra opção para se conectar à internet no meio do nada é a SATcase, uma capa protetora que torna qualquer telefone inteligente num "satélite". Custa cerca de US$ 1.050 - mas poupa ter que carregar dois telefones.

SATcase conta com botão de emergência que envia coordenadas GPS quando acionado
Funcionando como uma "capa" no telefone, você ainda tem acesso à maioria dos aplicativos, e-mails, contatos e outros apetrechos.

Esta "capa" permite que você, por exemplo, envie uma foto desde o topo do Everest. É possível usar a SATcase com um contrato anual ou um cartão pré-pago.

Outra vantagem deste dispositivo é que você pode alternar entre a conexão via satélite e de telefone, se estiver um lugar onde ela existe.

Telefones por satélite custam cerca de US$ 1 mil

O dispositivo também é útil numa situação de emergência, porque tem sua própria bateria e possui um botão vermelho de emergência que, quando pressionado, envia as coordenadas GPS a alguém que possa ajudar.

Se você mantê-lo pressionado, uma mensagem de apuros é enviada.

Telefone via satélite "tradicional"

Comprar um telefone "tradicional" via satélite, como o Iridium ou o Thuraya, custa em torno de US$ 1 mil (R$ 2.263).

Além disso, há os custos de um plano mensal de chamadas. O custo por minuto é de US$ 7,79 (R$ 20,75) para chamadas para outros telefones não-satélite."

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Cinco dos lançamentos tecnológicos mais aguardados em 2015


O Apple Watch pode dar impulso ao mercado de produtos 'wearable'
'Que novidades tecnológicas vão dominar as atenções neste ano que começa?

 BBC Brasil 

1. Apple Watch

Após meses de especulação, a Apple finalmente apresentou, em setembro de 2014, seu modelo de relógio de pulso inteligente.

A Apple prometeu a novidade para o início de 2015, mas não deu datas específicas.

Além de mostrar a hora, o relógio envia mensagens, fornece localização e faz pagamentos via conexão sem-fio. Também usará apps e deve funcionar em conjunto com o iPhone 5 ou modelos posteriores.

Talvez um dos fatores mais inovadores em relação a relógios inteligentes prévios seja sua estética: tem tamanhos e cores diferentes.

Alguns analistas preveem que se o sucesso do Apple Watch for confirmado, ele pode dar impulso à indústria dos "wearables" (tecnologia de "vestir", literalmente).

2. Windows 10

Em setembro, a Microsoft anunciou detalhes de seu novo sistema operacional, o Windows 10.

Para amenizar os aspectos mais criticados do Windows 8, a empresa disse que vai recuperar algumas características de versões anteriores, como a tecla "iniciar" para o acesso rápido às funções do computador.

O Windows 10 recuperará características de versões anteriores que deixaram saudades nos usuários
O novo sistema operacional deve chegar ao mercado no início de setembro de 2015.

3. OCULUS RIFT, VERSÃO PARA CONSUMIDORES

Trinta anos após os primórdios da realidade virtual, a tecnologia para vivenciá-la parece estar finalmente chegando mais perto dos consumidores.
Essa indústria tem como principal aposta os óculos Rift, cuja versão ao público em geral deve ficar pronta ao longo de 2015.

"Está a meses, e não a anos de distância", disse em novembro o diretor-executivo da Oculus Rift, Brendan Iribe.

O gadget promete realizar o sonho de trazer a realidade virtual da ficção científica à sala de estar dos fãs de games. Tanto o protótipo como a versão para programadores despertou grande entusiasmo.

Óculos podem trazer a realidade virtual para dentro das salas de estar

Os óculos vêm sendo observados com curiosidade pela indústria desde seu primeiro protótipo, de 2012, até a versão "Crystal Cove", bem mais bem acabada, apresentada no evento Consumer Eletronics Show, em 2014.
Em março deste ano, o Facebook anunciou a aquisição da Oculus por cerca de US$ 2 bilhões - uma aposta por um futuro não tão distante em que a realidade virtual e aumentada poderia ser parte da nossa vida cotidiana.

4. Google Glass, versão para consumidores

Muito tem sido dito sobre o Google Glass. No entanto, até o momento, ele não chegou ao mercado como um produto totalmente acabado.

Sua versão Explorer Edition foi colocada à venda em maio de 2014, como um produto para desenvolvedores, disponível nos EUA e no Reino Unidos por cerca de US$ 1,5 mil.

Agora, a indústria aguarda o próximo modelo, o Google Glass 2, segundo o jornal The Wall Street Journal (WSJ).

Essa nova geração de óculos inteligentes é esperada para 2015, mas não se sabe a data exata.

Acredita-se que o novo modelo já seja uma versão voltada ao consumidor, com um preço muito mais baixo e com apelo a um setor mais amplo do mercado.

WSJ informou que o novo Google Glass usará um microchip da Intel que, segundo analistas, pode aumentar a duração de sua bateria - um dos itens criticados na versão Explorer.

5. Celular OnePlus Two

OnePlus causou burburinho ao criar celular funcional e de baixo custo
O aparelho, o primeiro e único modelo sendo comercializado pela start-up OnePlus, causou burburinho em 2014, quando foi apontado como uma das revelações do ano.

A OnePlus é sediada em Shenzen, um gigantesco centro tecnológico em ebulição na China.

E, após o sucesso do OnePlus One, a empresa confirmou o lançamento do OnePlus Two em 2015, que deve chegar às prateleiras entre abril e setembro.
O modelo atual pode dar pistas a respeito de como seria a versão Two: é um celular atraente e funcional, ao preço competitivo de US$ 299 nos EUA para um modelo de 16 giga de memória.

Foi projetado para competir com modelos de grande peso, como o Samsung Galaxy S5, o HTC One M8 e o Google Nexus 5.

O OnePlus usa o sistema operacional CyanogenMod, sistema de código aberto para celulares e tablets baseado no Android.

Mas o OnePlus One ainda não está disponível na América Latina. A empresa diz estar em expansão e aumentando o número de países onde pretende vender o que é, por enquanto, seu único celular."