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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Como possuir as mulheres mais belas segundo Jean Jacques Rousseau


Rousseau
Diário do Centro do Mundo  

"Vamos elevar o nível dos debates.

Jean Jacques Rousseau, o popular Rousseau. Todos conhecem, com certeza. Presumo que citem frases dele com frequência. É pelo menos o que todos fazíamos em minha Havana natal, nos breves intervalos em que não estávamos na praia tomando sol ou derrubando mulatas maravilhosas que faziam nossos bispos (os sobreviventes) chutar postes.

Rousseau fez o mundo como o conhecemos. Os franceses que eliminaram brutalmente a monarquia foram inspirados por Rousseau e seu Contrato Social, que certamente vocês já decoraram de tanto ler, como fazíamos em Havana quando as mulatas não tinham outros planos.

Rousseau inspirou os jacobinos primeiro, e depois Napoleão. Mas até ele tinha que se inspirar em alguém para poder inspirar os outros. JJR se inspirou em Agostinho para escrever As Confissões. Agostinho, o santo, confessou que roubava maçãs na mocidade, assim como nós cubanos, na velha Havana, roubávamos virgindades.

JJR confessou que era adepto fervoroso do onanismo. “A masturbação permite a nós possuir as mulheres mais belas sem que elas tomem conhecimento”, explicou o “maior amigo da humanidade”, como ele era conhecido.

Pronto. Depois de escrever sobre tanta coisa que mamãe, uma santa, não poderia ver sem me punir com sua aberta reprovação, enfim um texto iluminado por Agostinho e Jean Jacques Rousseau.

Estou orgulhoso de mim mesmo."

quinta-feira, 28 de março de 2013

A receita de Rousseau para uma sociedade harmoniosa é extremamente atual

Ei-la: “Não tolerem opulência e nem mendidância”.

Rousseat
Rousseau
“QUEREM DAR consistência ao Estado? Aproximem os extremos. Não tolerem nem a opulência nem a mendicância.”
A frase de Rousseau em seu Contrato Social me ocorre ao refletir sobre o projeto de Bill Gates e Warren Buffett de convencer bilionários como eles a destinar, no testamento,  parte de sua fortuna para a filantropia.
É mais marketing que outra coisa. O problema na sociedade americana é o abismo entre bilionários (pouquíssimos) e o resto (muitíssimos). Essa desigualdade é maquiada pela fantasia de que qualquer um pode se tornar Bill Gates. É lorota. Veja quantos iguais a Bill Gates existem e quantos sonham, na fronteira cabulosa entre a esperança e o desespero, com a proteção do Projeto de Saúde de Obama, inspirado nos países mais desenvolvidos da Europa.
Uma digressão: ri comigo mesmo ao imaginar o que Jorge Paulo Lehman teria dito a seu amigo Buffett caso este o tivesse  convidado a entrar no grupo dos filantropos blionários.
A melhor coisa que li sobre o projeto estava num editorial do Global Times, da China. Antes de perguntar por que os bilionários decidiram ser generosos, dizia o editorial, você deve perguntar por que eles têm tanto dinheiro.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo