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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Mais um factóide numa grande coleção



Quem acusa Correios de favorecer Dilma na distribuição de panfletos não sabe o que diz. PSDB, PMDB e DEM utilizam dos mesmos serviços, em condições idênticas

Na triste coleção de denúncias sem base real, destinadas a criar fatos políticos capazes de prejudicar o governo Dilma na reta final do primeiro turno, será difícil encontrar um caso mais notável do que a distribuição pelos Correios de 4,8 milhões de panfletos no interior de São Paulo.

É o caso clássico da anedota do sujeito que se chamava João e morava em Niterói — até que se viu ele não se chamava João nem morava em Niterói.

Não se questiona o pagamentos pelo serviço, no montante de R$ R$ 786 000, ou 16 centavos por panfleto, a preços de mercado, conforme a empresa já divulgou oficialmente. Também não se aponta para nenhuma irregularidade, desvio, ou abuso.

A tese é dizer que os Correios teriam “aberto uma exceção” em suas normas de funcionamento para ajudar Dilma a pedir votos em São Paulo sem cumprir uma formalidade — a chancela dos panfletos, que comprova que houve a postagem oficial do material distribuído aos eleitores do mais populoso estado brasileiro. A falta da chancela seria, é claro, uma prova de “uso da máquina” para ajudar a presidente na reeleição. Ridículo.

Só na campanha de 2014, os Correios distribuiram 134 000 panfletos eleitorais sem chancela — em Minas Gerais. O cliente foi o PSDB. Os 134 000 panfletos tucanos estão lá, nos registros da entidde. Também foram distribuídos, semanas atrás, 380 000 panfletos (sem chancela) em nome do PMDB de Rondonia. Edinho Araujo, do PMDB paulista, distribuiu 50 000 panfletos nas mesmas condições. Outro deputado paulista, o tucano Mauro Bragato, fez duas distribuições (s/c) assim. Gilson de Souza, do DEM paulista, também realizou serviços, nas mesmas condições (s/c), para distribuir 120 000 panfletos.

Isso acontece porque a entrega de material sem postagem nada tem de irregular e muito menos ilegal. Já frequenta a lista de práticas de atendimentos usuais nos Correios há bastante tempo — quem sabe há duas décadas, calculam funcionários graduados da empresa — e envolve clientes de todo tipo. Para conservar sua posição no mercado, a entrega s/c é aceita sem maiores dificuldade. A formalidade a mais é que um funcionário graduado precisa autorizar a operação, o que muitas vezes ocorre sem que o cliente fique sabendo.

Os mesmos registros que mostram a entrega para Dilma, para o PMDB de Rondonia, para tucanos mineiros e paulistas, também apontam para serviços prestados a estelecimentos comerciais comuns. Na lista de sem postagens recentes é possível encontrar a Pet Rações, para quem os Correios distribuíram 5 000 panfletos (s/c) em Salto, no interior de São Paulo. O Sindicato dos Metalúrgicos de Jundiaí, para quem o Correio o fez 3 870 entregas (s/c) em sua cidade. Em Junqueirópolis, a Regina Modas enviou material s/c para 990 possíveis clientes. Os dados estão lá, oficiais.

O sem-chancela se explica por um cálculo econômico banal. Em luta permanente para manter receitas capazes de compensar, ao menos em parte, as perdas imensas provocadas pela internet, os Correios não acham razoável abrir mão de clientes que acabariam batendo às portas da concorrência de empresas privadas que fazem o mesmo serviço.

Mais complicado do que entender o que ocorre nos Correios é explicar por que notícias dessa natureza foi publicada sem a devida checagem. Não podemos generalizar, é verdade.

O Jornal da Cidade, de Bauru, recebeu a mesma notícia no início de setembro — 16 dias antes dela sair nos jornais nacionais — e cumpriu sua obrigação. Ouviu o outro lado e avaliou que a entrega sem chancela sequer poderia ser considerada ilegal — esclarecendo o fato para seus leitores, em notas internas, sem procurar um escândalo onde não havia.

Não disputo vaga de ombudsman mas cabe reconhecer que este episódio não é um caso isolado. Faz parte da prática cotidiana de boa parte dos meios de comunicação desde a AP 470, o processo de provas fracas e penas fortes que criou o mito do maior escândalo do século — sem que ninguém tivesse acesso à íntegra das investigações, nem a documentos oficiais que desmentem desvios e abusos, sem a necessária separação entre interesse político-eleitoral e aplicação da Justiça.

De lá para cá nossos veículos assumiram-se como organismos políticos. Não separam os fatos das opiniões e retratam a realidade conforme aquilo que interessa a sua visão de mundo e aos políticos de sua preferência.

Vivemos uma era de impunidade — na mídia meus amigos.

Em breve, em função de sua própria inconsistência, o factóide dos Correios será esquecido, suas contradições serão ignoradas, e um episódio que só entre aspas poderia ser chamado de denúncia será colocado embaixo do tapete. Não se quer esclarecer, nem explicar. O que se busca é o efeito eleitoral, enfraquecendo uma candidatura a que a mídia se opõe através da dúvida, da negatividde, porque não consegue combater no terreno das ideias, propostas e realizações ocorridas no país de 2003 para cá.

Aprendi, desde meus tempos de centro acadêmico, que eleição é debate de propostas.

A busca permanente do escândalo é um sintoma claro de fraqueza política, acima de tudo. Em vez de debater ideias de um panfleto, o que faz parte do processo democrático, o máximo que os adversários do governo conseguem no momento é tentar usar a mídia para questionar como ele foi distribuído. Fraco, né?

Paulo Moreira Leite via http://www.contextolivre.com.br/2014/09/mais-um-factoide-numa-grande-colecao.html

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Acabou. O laudo de Ricardo Molina é totalmente falso

O post a seguir desmonta qualquer possibilidade de que o laudo do Molina tenha qualquer rigor científico. Leiam. É hilário justamente por ser sério!

Esta matéria investigativa tem o objetivo didático de mostrar aos meus alunos como se faz análise de material digital. A fim de despertar interesse dos estudantes, uso um fato midiático de grande repercussão, embora de importância reduzida.

sábado, 23 de outubro de 2010

O artefato que a Globo achou no local onde Serra foi agredido covardemente


Cloaca News

Serra com Capacete de Segurança no resto da Campanha!!!!

Por recomendação médica, Serra deverá usar Capacete anti-BOLINHAS DE PAPEL durante o resto da campanha, pois foi constatado na TOMOGRAFIA..MIOLO MOLE!!!!... Presidente pode ter MIOLO MOLE???

VEJA ele pronto para a Batalha!!!
By: Francisco de Assis d´Avila

Vídeo mostra um suposto tucano atirando bola de papel em Serra

Este vídeo, abaixo, pode ser a pá de cal no factóide da bolinha de papel ou da fita crepe. Mostra um braço com camisa azul – o uniforme de todos os integrantes da campanha de Serra que estavam no local dos fatos – atirando a bolinha de papel na careca de Serra.
blog da cidadania

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Serra acha que somos todos idiotas

Sherlock Holmes, célebre personagem do escritor Conan Doyle, costumava resolver intrincados mistérios a partir de detalhes. Pelo jeito de uma pessoa se vestir, andar, falar, a forma como se assentava, toda uma gama de detalhes que somados lhe permitiam chegar ao criminoso.
E quando perguntado por seu amigo o médico Watson sobre como conseguira, respondia com o clássico “elementar meu caro Watson”.
José Arruda Serra aposta na passionalidade da campanha eleitoral neste segundo turno. É maneira de evitar que os programas de governo sejam discutidos, que a realidade do Brasil de Lula com o Brasil de FHC seja enxergada, comparada, tanto quanto, de passar mentiras que pretende se transformem em verdades, tudo nesse modo paixão, forma de cegar as pessoas e impedir num primeiro momento a percepção clara dos fatos.
Tem a seu favor a mídia privada – podre, corrupta – e apoios das principais quadrilhas nacionais e internacionais, interessadas na posse de um país com dimensões continentais.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Novas informações sobre a empresa da filha do Serra


As duas, juntas, bateram o record mundial da violação de sigilo
Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante Charles:
Assunto: PHA veja o que achei da Decidir.com
PHA: olha o que encontrei. Deve ter coisa interessante por ai.
Aqui a ficha da empresa de Veronica Serra e V.Dantas – clique aqui para ver.
A tela inicial do que as dondocas (a filha do Serra e a irmã do Daniel Dantas) vendiam – veja aqui.
Aqui todo o arquivo da atividade da empresa http://web.archive.org/web/*/http://www.decidir.com
Clique aqui para ler “Carta e Leandro: empresa da filha do Serra bateu o record mundial da abertura de sigilo”.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Globo joga a bóia para Aécio no escândalo da quebra de sigilo

A "reporcagem" da revista Veja, feita a toque de caixa, recheada de erros e com falta de apuração, não foi por acaso.

Se o factóide do sigilo fiscal estivesse rendendo votos para Serra, o "petista" Atella seria o assunto da capa da Veja.

O problema é que o escândalo do sigilo fiscal virou-se perigosamente contra a filha de Serra, com a revista Carta Capital que chegou às bancas na sexta-feira (a tempo da Veja ler, antes de soltar sua edição). A Carta Capital resgatou a sociedade na firma Decidir.com, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas, presa na operação Satiagraha. A empresa vazou dados do cadastro de cheques sem fundo do Banco Central, e encontrou facilidades para ter acesso a informações de órgãos governamentais, na época em que o papai José Serra era o todo poderoso homem forte do governo FHC e escolhido para sucessor.

Por isso a revista Veja empenhou-se em mudar a pauta de factóides e escândalos no PIG, (Partido da Imprensa Golpista demo-tucana).

Além disso, o tucanato mineiro tornou-se alvo da "bala de prata" do vazamento dos sigilos fiscais, podendo abater Anastasia (PSDB/MG) e ferir Aécio Neves (PSDB/MG).

Por isso o Jornal Nacional não mudou a pauta de assuntos, mas tratou o vazamento de sigilo como questão policial esvaziando o viés político, mostrando pessoas comuns que também tiveram seus sigilos vazados. Para tirar Aécio da linha de fogo.

É sintomático a capa do Jornal O Globo deste domingo, "milagrosamente" defendendo a Receita Federal, mostrando que o órgão já demitiu diversos funcionários por delito semelhante, e que há centenas de processos administrativos semelhantes. Ou seja, o jornal também tirou o viés político do assunto, retirou as críticas à atuação da Receita Federal, que até pedia a cabeça do chefe do órgão.

Ficou óbvio que é para tirar Aécio da linha de fogo, porque se fosse só para mudar a pauta, simplesmente não tocaria no assunto. 
By: Os Amigos do Presidente Lula, via com textolivre

domingo, 12 de setembro de 2010

Dilma diz que denúncia contra Erenice é coisa do Zé Baixaria tentando "bala de prata"

"Estão procurando uma bala de prata", afirmou Dilma Rousseff, na tarde deste sábado (11), sobre as últimas denúncias contra a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

Zé Serra avisa: Vai fazer comício de protesto fora Dilma

Zé baixaria vai entrar pelo cano

Bastou eu perguntar para vocês leitores porque o candidato tucano José Serra não faz comícios, e hoje recebo a notícia de que Serra vai fazer um "grande comício" em Mauá, (São Paulo).
O PSDB escolheu Mauá como palco para promover, às 18h da próxima quinta-feira, um comício em tom de protesto contra a Receita Federal, que segundo Serra, por ter quebrado o sigilo de sua filha.José Serra, está pedindo aos militantes -- pagos--, convocados via e-mail e torpedos, que usem camisetas amarelas. A ideia é lembrar o movimento das Diretas. Com direito a fora Dilma e tudo mais.
Então, eu gostaria de fazer mais algumas perguntas...
José Serra, hoje, admite conhecer desde janeiro a quebra de sigilo, quando diz ter “alertado” Lula.Mas, somente agora Serra aperece na TV se dizendo indignado.
Pergunta: Por que Serra não ficou indignado em janeiro quando soube?
Por que José Serra esperou 9 meses para ficar indignado e cobrar proviências?
José Serra é oportunista que usa a própria filha em busca de votos?
Serra é um político azarado.
Em 2002, o povo queria mudança. José Serra queria a continuidade do governo FHC.
Em 2010 o povo quer continuidade do governo Lula, José Serra quer mudança para o governo FHC.
Há uma semana, 69% achavam que Dilma vence. Hoje, compartilham dessa idéia 72%.
Com sigilo sem sigilo, com filha sem filha, Bye bye Serra.
Por falar em filha, Veja o site da empresa de Verônica Serra e como ele "facilitava" a vida de seus clientes.http://bit.ly/bX3CkN
By: Os Amigos do Presidente Lula, via com textolivre

sábado, 11 de setembro de 2010

Folha usou dados vazados por Verônica Serra

Vejam que interessante. A Folha de S.Paulo em 30 de janeiro de 2001 publicou matéria usando dados vazados pelo site decidir.com, que tinha Verônica Serra e Verônica Dantas como sócias. (veja aqui). No texto, registram que o site "divulga na Internet dados comerciais e bancários sobre consumidores e correntistas de todo o país - o que é irregular, segundo as regras do BC. Vejam o texto, no arquivo para assinantes:
18 deputados emitiram cheques sem fundos
WLADIMIR GRAMACHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Na República, ninguém emite mais cheques sem fundos do que deputados federais. No último dia 18, a "lista negra" do Banco Central, que guarda os nomes de quem tem pendências nas agências bancárias do país, flagrava 18 deputados com 153 cheques emitidos sem o devido saldo.
Entre senadores, ministros de Estado e ministros de tribunais superiores não houve nem sequer um registro de cheques sem fundos em suas contas correntes naquele dia, segundo levantamento feito pela Folha sobre dados bancários de 692 autoridades brasilienses.
As informações foram obtidas no site Decidir.com (www.decidir.com.br), que divulga na Internet dados comerciais e bancários sobre consumidores e correntistas de todo o país -o que é irregular, segundo as regras do BC.
A maioria dos deputados federais flagrados integra o chamado "baixo clero", como ficaram conhecidos os parlamentares de pequena expressão, que em geral apenas seguem as orientações dos líderes partidários.
Até mesmo o maior expoente desse grupo, o deputado federal Severino Cavalcanti (PPB-PE), candidato à presidência da Câmara, aparece na "lista negra", com cinco cheques devolvidos pela agência do Banco do Brasil instalada no prédio dos gabinetes de deputados. Em média, cada um tem valor de R$ 4.000.
"Eu fui traído por uma pessoa que depositou o cheque antes do prazo e desestabilizou minha conta", justifica Cavalcanti, que já pagou os cheques e agora aguarda que o Banco do Brasil retire seu nome da lista. "Isso para mim é um negócio terrível. Acaba comigo", disse o deputado, referindo-se à sua candidatura.
Além de candidato, Cavalcanti também é o corregedor-geral da Câmara, a quem compete investigar e denunciar parlamentares por quebra de decoro.
Mas, nesse caso, afirma que não há falta de compostura. "Isso acontece acidentalmente. Só valeria denunciar se houvesse alguém prejudicado", disse o corregedor.
Se fosse processar algum colega da "lista negra" do BC, Cavalcanti teria que começar pelo deputado Pedro Canedo (PSDB-GO), o recordista de cheques sem fundos, com 41 registros.
Desde 22 de abril de 1996, portanto há mais de quatro anos, existem 11 cheques sem fundos na agência 0005 da CEF (Caixa Econômica Federal).
E, desde o último dia 10 de janeiro, outros 30 cheques foram registrados na agência 2223 da Caixa, instalada nas dependências da Câmara dos Deputados.
"Isso é coisa de quem vive no baixo clero, capengando", afirma o deputado João Caldas (PL-AL), ao explicar o motivo de ter três cheques sem fundos no BB.
"Para atender os amigos, a gente tem que fazer o que não pode, um sacrifício. Tem muito pedido de matrícula, de pagamento de IPTU atrasado, de consórcio. E eu vou ajudando", explica o deputado, que aponta o salário baixo como razão dos calotes.
O salário dos deputados é de R$ 8.000, e alguns deles têm limites de cheque especial que superam os R$ 20 mil. Juntando tudo, dá mais de 180 vezes o salário mínimo em vigor, de R$ 151.
Dinheiro insuficiente para atender a todas as demandas da vida parlamentar, segundo a experiência do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), que tem cinco cheques pendentes na Caixa Econômica Federal, há um mês.
"Eu custeei a corrida de uns 18 prefeitos aqui no Ceará, dos quais 13 foram eleitos", justificou o deputado, logo esclarecendo: "Não (eram cheques altos), eram de R$ 20 mil, R$ 30 mil".
As informações sobre os cheques sem fundos também ajudam a derrubar um mito: de que todos os deputados têm privilégios no Banco do Brasil. Todos, certamente não.
Dos 18 deputados flagrados na "lista negra" do Banco Central, 11 foram colocados ali pelo gerente da agência 3596 do Banco do Brasil, que fica no prédio dos gabinetes parlamentares.
"Aqui, a regra vale para qualquer correntista, seja ele deputado ou um cliente normal", afirma Luciano Moreira, gerente da agência do Banco do Brasil há um ano e meio. "E o nome só sai da lista depois que pagar todos os cheques e as taxas, tudo dentro das regras", diz Moreira.
Além do pouco prestígio e das pendências bancárias, outro dado une esse grupo de deputados federais. A maioria deles tem mais cheques sem fundos registrados no Banco Central que projetos apresentados em 1999, último dado disponível na Câmara.
Canedo, por exemplo, tem dois projetos e 41 cheques sem fundos. Carlos Batata tem um projeto e 28 cheques sem fundos. Ao todo, 13 dos 18 deputados citados na lista têm mais cheques pendentes que projetos apresentados. Textos aprovados, nenhum deles teve.
By: AbundaCanalha, via com textolivre

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O escândalo não decola

Dilma dispara e João pergunta: quem teme a devassa?
Devassa é o nome de uma cervejaria. E de uma cerveja no Rio. Na gíria da rapaziada esperta, é também o apelido que se dá a moças pouca regradas. Já em português mais ou menos arcaico, é sinônimo de grandes investigações – muitas vezes levadas a cabo pelo próprio Estado, de forma autoritária (como a Devassa em Minas, que levou à Inconfidência, e à morte de Tiradentes, no fim do século XVIII).
Mas antes que esse texto vire samba-enredo, e misture Verônica Serra com Silvério dos Reis, queria lembrar aos diletos leitores que Dilma não para de subir. O “tracking” Vox/Band/IG mostrou hoje que ela chegou a 55% e Serra afundou para 22%.
A conclusão óbvia é que a história da “devassa” nas declarações de Verônica não rendeu votos para Serra. Até porque o povão deve se perguntar: ah, fizeram um dossiê, e o que mostra o dossiê? Isso o “JN”, a “Folha” e a “Veja” não revelam. Então, a história fica sem graça: é o escândalo de um dossiê que não veio à tona.  Ainda que o vazamento mereça – sim – ser investigado pela PF e pela Receita.
E se o tal dossiê viesse à tona, o que haveria de tão terrível para a filha de Serra? Sobre isso, recebo ótimo texto do arquiteto e urbanista João Whitaker.  
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QUEM TEM MEDO DA DEVASSA?
Vocês repararam como no discurso oficial em torno do “escândalo” da Receita Federal aparece reiteradamente o argumento da “vida devassada” – no caso, a vida da Verônica Serra?

domingo, 5 de setembro de 2010

Campanha de Serra perdeu noção do ridículo, mas PF precisa intimar Álvaro Dias



A campanha de Serra estão sem noção do ridículo, e de delinquência.
Hoje acusou o PT de ter simulado um assalto ao comitê do partido em Mauá (SP) para "queimar arquivo". 
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) deu essa declaração ridícula e delinquente: 
"Foi um roubo simulado, roubaram a si próprios. Desapareceram com fichas de filiações para esconder quem as abonou... Foi queima de arquivo".
Ora, se o PT de Mauá quisesse sumir com qualquer ficha, era só fazê-lo. As fichas estão sob seu total controle. Seria só procurar no arquivo, rasgar, queimar, jogar no vaso sanitário. Acabou.
Não há nada mais idiota do que acusar de simular roubo a si mesmo para desaparecer tal ficha. 
Além de idiota, a declaração é delinquente, porque é caluniosa.
Polícia Federal precisa intimar Álvaro Dias a depor, urgente.
A Polícia Federal deve tomar depoimento do senador Álvaro Dias, para ouvir direitinho o que ele tem a dizer, sobre essa história de roubo.
No último episódio de roubo de informações da Casa Civil, a Polícia Federal descobriu que o receptador foi um funcionário do gabinete do senador demo-tucano. 
O que o senador sabe que está por trás desse roubo em Mauá, que o Brasil ainda não sabe? 
By: Os Amigos do Presidente Lula, via com textolivre

sábado, 4 de setembro de 2010

 A candidata do PV, Marina Silva, cobra explicação de Mantega sobre violações de sigilo fiscal na Receita. Devagar com o andor, dona Marina, a PF e o MPF já estão investigando. Mas, conforme está estampado nos jornais, na mídia, quem encomendou a quebra do sigilo do Serra foi Ademir Estevam Cabral, filiado a seu partido, o PV, conforme relata o contador Carlos Atella Ferreia. Então, dona Marina, caberia ao seu partido investigar o filiado, descobrir para quem ele está trabalhando, quem é o mandante. Como diz o presidente Lula, tem que investigar, apurar, doa a quem doer. E depois, dona Marina, se tudo se confirmar, expulsar o filiado do seu partido e pedir desculpas.
Veja, dona Marina, o que foi apurado:
“O Antonio Carlos (Atella) faz pesquisas para mim na Receita e em outros órgãos federais, mas nunca passou pelas minhas mãos documento algum sobre essa pessoa (Verônica)”, rebateu Cabral, que disse ser filiado ao PV em Francisco Morato, onde reside e possui um bar.
O Blog do LEN fez uma breve pesquisa e descobriu que o PV de Francisco Morato é aliado do PSDB e nas eleições de 2008 apoiou candidata tucana Andréa Pelizari, que perdeu para o petista José Aparecido Bressane.
Então, dona Marina, o seu partido vai tomar uma atitude contra o filiado, prestador de serviços para o PSDB, ou vai fingir que nada aconteceu?  
By: Jussara Seixas, via com textolivre

A cronologia da Bala de Prata

 Para se entender a lógica desse episódio da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, a gênese de tudo e as entranhas da que seja, talvez, a mais bem-urdida trama de espionagem político-eleitoral jamais tentada, há que se raciocinar como um deles; há que pensar como um, digamos, operador das profundezas do subterrâneo malcheiroso em que se transformaram o entorno e o núcleo da entourage próxima a José Serra.

A cronologia do bestialógico:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um golpe está em marcha

PIG e Serra protagonizam um ardil
Tanto o candidato Serra quanto o PIG (Partido da Imprensa Golpista) precisam explicar o motivo de a candidata Dilma ou o PT, vá lá, de bisbilhotar documentos fiscais de militantes tucanos ou parentes do próprio Serra.
Que vantagem Dilma levaria neste ato aloprado?
A candidata lulista seria por acaso uma tresloucada que estaria conspirando contra a sua própria condição de líder das sondagens de opinião?
Por que uma candidatura exitosa, em ascensão crescente, vai mexer com coisas menores, até criminosas, moral e eticamente reprováveis, para obter mais vantagens sobre alguém que já se sente antecipadamente derrotado?
Vejam, não é Dilma Rousseff que está se pretendendo vitoriosa, antes da hora. É José Serra que se afunda prematuramente na mais cava depressão. Que não hesita em cometer a insanidade de jogar a própria filha no centro de um debate infame e golpista, com manifesta intenção de interditar judicialmente a adversária. A direita brasileira não quer disputar eleições, quer disputar torneios jurídicos em tapetes remotos anos-luz da vontade popular. Não foi à toa que dias atrás o candidato tucano, reunido com militares, rememorou feitos considerados notáveis pelos golpistas de 1º de abril de 1964.
O PIG está, cada vez mais, dando mostras de que um ciclo da velha imprensa brasileira está se fechando. E que a sociedade civil, o Parlamento e os movimentos sociais, bem como o futuro governo saído das urnas em 3 de outubro, precisam promover um grande debate nacional sobre o papel dos meios de comunicação no País. A consolidação da democracia brasileira, o alargamento dos seus espaços institucionais e não-institucionais, não pode mais conviver com as aberrações que assistimos todos os dias na imprensa brasileira nos seus vários suportes técnicos. Há uma viva e crua contradição antagônica entre uma democracia que se quer mais participativa, horizontal e mobilizatória, de massas mesmo, e os seus obstáculos cotidianos sustentados por empresas de comunicação - poucas, cativas de não mais que dez famílias - fixadas em valores, conceitos e interesses já há muito superados pela história passada e recente do Brasil e do mundo.
O espetáculo degradante a que estamos assistindo na presente campanha eleitoral está dando o tom e o limite do que podemos tolerar. Mais e além, seria como retroceder a um tempo em que se empastelavam jornais e gráficas porque não se concordava com a manchete do dia. Por não querermos esse retrocesso, é que urge uma completa reforma dos nossos códigos de comunicação social no Brasil. Não dá mais. Batemos no teto da nossa capacidade de tolerância.

O escândalo fabricado, como em 2006

A melhor ferramenta para desarmar o discurso desesperado de Serra, nesse episódio da Receita Federal, é ler com calma uma declaração do próprio candidato, durante evento nessa quarta-feira, em São Paulo:
“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”.
Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria desesperado para conter o avanço de Serra? Só na cabeça do candidato tucano.
Em 89, às vésperas do segundo turno, Lula subia nas pesquisas, estava a menos de 5 pontos de Collor. O ataque de Collor a Lula – utilizando depoimento escabroso da mãe de Lurian e ex-namorada de Lula – foi um ato desesperado. E deu resultado.
Agora, quem está desesperado é Serra, não Dilma.
Ouros fatos chamam atenção. Vamos a eles.
1) O vazamento de dados sigilosos precisa mesmo ser investigado, é fato grave, mostra a fragilidade do sistema da Receita. Negar esse dado da realidade, em nome da defesa da candidatura de Dilma, é negar-se a ver a realidade.
2) O contador que levou a procuração (falsificada) até a delegacia da Receita em Santo André tem amplo histórico de falcatruas. Chama a atenção que diga: “Voto no Serra, sou eleitor dele”.
3) Por hora, não há qualquer indício de que o PT tenha atuado para obter os dados de Verônica. Cá entre nós: se existe o tal “Estado policial” a que se referem os tucanos, para que ir até uma delegacia da Receita e levantar o sigilo fiscal da filha de Serra? Bastaria ao malvado diretor da Receita obter os dados, que são registrados em computadores e podem ser acessados de Brasília, por exemplo. Pra que ir até o ABC paulista , e deixar tudo registrado (como registrado ficou, convenientemente, para a campanha tucana)?
4) Quem são os petistas envolvidos nisso? Como associar Dilma e sua campanha? A quebra de sigilo ocorreu ano passado, quando nem havia campanha. Se houver gente do partido de Dilma envolvida, deve haver punição a quem praticou a ilegalidade – como a qualquer outro cidadão. É óbvio. Mas isso tudo não faz sentido: que vantagem teria Dilma em quebrar sigilo numa eleição praticamente ganha?
5) O sigilo fiscal foi quebrado em setembro de 2009. De novo, convenientemente, só veio à tona um ano depois, às vésperas da eleição, num momento em que Serra despenca nas pesquisas, contrata um guru indiano, muda slogan e tenta relançar a campanha. Detalhe: a primeira informação sobre o episódio saiu na “Folha” – amiga do peito dos tucanos. O “escândalo” tem toda a pinta de um factóide lançado na mesma esteira da “renovação” da campanha serrista, agora nas mãos do tal guru.
6) O “Painel” da “Folha” dá hoje uma nota que é quase uma confissão da tática tucana: “Os tucanos garantem que os episódios de violação de sigilo não param nos já investigados“. Ou seja, outros factóides virão por aí, os tucanos já sabem, a “Folha” já sabe. Virão a conta-gotas, conforme interesar possam à candidatura de Serra.
7) É evidente a diferença de tratamento para o caso nos diferentes portais da internet. Acabo de conferir: UOL (do grupo “Folha”) mantém a história na manchete principal (com um viés politizante, que interessa à campanha de Serra); Terra e IG tratam do tema com mais cuidado, abrindo o leque para todas as possbilidades; o G-1 (da Globo), supreendentemente também é cuidadoso, e trazia na quinta-feira (2 de setembro)  pela manhã manchete sobre o crescimento da produção industrial no Brasil.
O que isso tudo quer dizer?
A “Folha” é a mais desesperada e a mais serrista. Na Globo, a turma de Ratzinger deve estar à espera das pesquisas. Se sentirem que o episódio tem alguma chance de ajudar Serra, entrarão no jogo dos tucanos, com matérias diárias no “JN”, durante um mês. Se o indício for de que Serra está mesmo perdido (como tudo indica), a Globo deve tirar o pé, e acompanhar o caso com mais parcimônia. Deixará ao “O Globo” a tarefa de bater pesado (os leitores tucanos do jornal, na zona sul do Rio, querem ver sangue).
Em 2006, a família Marinho e Ratzinger farejaram que o caso dos “aloprados” podia garantir segundo turno. E partiram pra cima de Lula. Eu trabalhava na Globo, e vi tudo de perto. Farão o mesmo agora? Saberemos em breve…
Vale lembrar que o caso da Receita, ainda que não consiga reverter a tendência pró-Dilma, talvez tenha força para conter parte da onda vermelha que se avoluma em todo  Brasil. Serra ainda pensa em ganhar a eleição. “Folha”, UOL e as viúvas de FHC, a essa altura, querem evitar que o lulismo ganhe também em São Paulo e faça uma bancada muito forte no Senado. Vão jogar tudo nisso agora.
Por último, queria lembrar que há um mês escrevi aqui sobre o excesso de confiança de alguns eleitores de Dilma. Lembrei do passado de Serra, do desespero de um candidato que, derrotado, perderá  Brasil e São Paulo (Alckmin, se ganhar, não dará moleza para o serrismo); um candidato capaz de qualquer coisa. Os alidos dele – no Jardim Botânico, na Barão de Limeira e às margens fétidas da marginal – também são capazes de qualquer coisa.
Desprezar o adversário é um erro grave. E a volúpia com que eles avançam nessa caso – pra lá de esquisito, com dados de um ano atrás, e relançado às vésperas da eleição – mostra que não há limites nessa guerra.
Serra não tem pudores de usar nessa guerra a própria filha – sócia da família de Daniel Dantas, é bom lembrar. Na verdade, é Serra que se parece com Collor na estratégia despudorada de usar a família em campanha.
Estratégia, além de tudo, golpista. O tucano, primeiro foi aos militares falar em República Sindicalista. E o PSDB agora pede a cassação de Dilma. Com qual indício? Não precisa. Eles querem sangue. Estão desesperados.
Numa entrevista recente, fui perguntado sobre a possibilidade de golpe no Brasil, como em 64. Expliquei que as coisas mudaram, e que golpe, se houver, será na linha hondurenha: com apoio da Justiça e aparência de legalidade. Sobre isso, falei aqui.
É para esse caminho que se dirigem agora os desajuizados tucanos paulistas.  Terão sucesso? Tudo indica que não. Mas a atitude mostra como será tratada Dilma num provável governo.
Lula terá que entrar em campo, com cada vez mais força.
By: Rodrigo Vianna, Com textolivre