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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Por que a mídia e os EUA são contra os governos bolivarianos? Oliver Stone explica

aosul
Por Cynara Menezes, via Socialista Morena

Não tem sido fácil para a esquerda latino-americana derrotar seu principal inimigo: a imprensa burguesa, submissa ao grande capital e anti-nacionalista. A mídia tem sido o braço pseudodemocrático dos golpes brancos que vêm ocorrendo na América do Sul ao longo da última década. Como não consegue ganhar eleições, a direita se alia aos principais jornais e emissoras de TV e apela a soluções jurídicas, quando não diretamente para a força bruta, para chegar ao poder.
Assim aconteceu na Venezuela em 2002, no Paraguai em 2012 e ameaça acontecer no Brasil em 2015: um governo legitimamente eleito é deposto, sob desculpas esfarrapadas, por inimigos sedentos por chegar ao poder na marra e com as piores intenções. No caso de Hugo Chávez, como havia construído uma teia de apoiadores dentro do Exército, o golpe falhou –mas Chávez morreria em 2013, vítima de um câncer. No Paraguai, um golpe “constitucional” (eufemismo que a mídia criou para os golpes brancos) derrubou Fernando Lugo. No Brasil, tramam o mesmo contra Dilma Rousseff.
No documentário Ao Sul da Fronteira, o cineasta norte-americano Oliver Stone examina o porquê de a mídia hegemônica e os EUA se unirem contra os governos progressistas do cone Sul. Debruçado sobre anotações, Chávez explica para ele: no Iraque era o petróleo, no Irã é o petróleo, na Venezuela é o petróleo. É o petróleo, estúpido! Ou vocês acham que é à toa que este movimento de desestabilização do governo venha junto com a tentativa do PSDB de entregar o pré-sal para os gringos?
Stone também mostra como a principal oposição aos governos ditos “bolivarianos” têm vindo dos setores mais privilegiados da sociedade, incomodados com a ascensão dos mais pobres e o consequente abalo no status quo. Não querem governos de esquerda porque não querem se sentir ameaçados em seus privilégios. Algo em comum com os médicos que rejeitam cotistas? Algo em comum com os ricos que falam que os aeroportos parecem rodoviárias? Algo em comum com os que se manifestam contra o bolsa família?
Para conseguir convencer os incautos de que os governos de esquerda são ruins, a mídia hegemônica mente, e mente muito. Nos EUA, Chávez era pintado como “ditador”, dizia-se que “financiava o terrorismo” e que era “pior que Bin Laden”. Apenas, segundo Oliver Stone, por não se colocar aos pés do imperialismo, como faziam alguns governantes da América do Sul no passado, como Fernando Henrique Cardoso ou o colombiano Álvaro Uribe. Na abertura do documentário, uma apresentadora da Fox News chega pateticamente a dizer que Chávez é viciado em drogas, confundindo “cacau” com “coca”.
Stone lembra que, até aparecerem os governantes bolivarianos, os pobres da América do Sul eram utilizados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) como “ratos de laboratório” de suas experiências espoliadoras da riqueza alheia. Cristina Kirchner lembra que o antecessor de Evo Moralez na Bolívia, Sánchez de Lozada, não sabia nem sequer falar espanhol direito porque morou nos EUA quase a vida inteira e por isso tem um forte sotaque norte-americano que deixa quase ininteligível o que diz.



Oliver Stone também mostra o que era a Venezuela antes de Chávez, coisa que seus críticos desconhecem totalmente. Em 1989, sob a presidência de Carlos Andrés Pérez, a economia do país estava em frangalhos quando o presidente Carlos Andrés Perez foi, “de joelhos”, pedir ajuda ao FMI. Após o aumento das tarifas de ônibus ordenada pelo Fundo, milhares de venezuelanos foram às ruas protestar.

Como resultado do chamado “Caracazo”, 300 pessoas foram mortas a tiros pela polícia e mais de 2 mil desapareceram. E pensar que hoje os reaças compartilham fotos falsas de “mortos” pelo governo de Nicolás Maduro… O presidente de direita acabou defenestrado do cargo por fraude e corrupção. Que exemplo! Em 1998, Hugo Chávez se elegeria presidente pela primeira vez.

Triste é ver Oliver Stone dizer que lhe impressionou a “força” do comandante. “É um touro”, diz no filme. Nem podia imaginar que o touro iria morrer tão pouco tempo depois…

Vale a pena assistir ao documentário na íntegra neste momento.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

É o Pré-Sal, meus camaradas! E a eleição...

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre



Você quer saber de uma coisa: o que me emociona, o que me deixa confiante e satisfeito, o que me faz, a partir de agora, ter uma nova visão sobre os propósitos e a conduta da direita brasileira, da nossa generosa, isenta de preconceitos e democrática burguesia é, indelevelmente, sua enorme preocupação com os rumos e o destino da Petrobras, com o Brasil e com o povo brasileiro. Quando vejo homens do quilate moral e político de Aécio Neves, Agripino Maia, Álvaro Dias, Roberto Freire, José Serra, FHC — o Neoliberal I — e os tantos e quantos tucanos, demonistas e ex-comunistas do partido de aluguel conhecido como PPS, fico, realmente, a pensar: “Nossa! Como essa gente se preocupa com a Petrobras! Se preocupam de tal maneira que eu fico até comovido”.

E não é que de repente, não mais do que de repente, até mesmo os próceres e barões da imprensa-empresa também, em tom uníssono, começam a defender a Petrobras, o que me deixou completamente atônito, boquiaberto, porque ser surpreendido dessa forma não é para qualquer vivente comum, sem, antes, ter feito um exame completo no coração. Afinal, pessoas compromissadas com os interesses do País, com o povo brasileiro, a exemplo dos magnatas bilionários de todas as mídias em oligopólio, como o Octávio Frias, os irmãos Marinho (sempre esqueço os nomes deles), os filhos de Robert Civita, o Mesquita que tenta salvar o Estadão da falência, além de outros donos de empresas familiares espalhados de Norte a Sul pelo Brasil, realmente merecem todo o respeito e a atenção.

Há cerca de um mês tenho visto e ouvido uma verdadeira ode à Petrobras. O amor de espécies não tão raras porque ordinárias, como os tucanos, os demos, os ex-stalinistas de aluguel, juntamente com os magnatas bilionários da imprensa de negócios privados e seus empregados pela Petrobras é comovente, pois remonta o mesmo amor que seus ancestrais sentiram pela brasileiríssima estatal do petróleo nos idos anteriores à sua criação pelo estadista trabalhista Getúlio Vargas, em 1953, bem como em cerimônia de sua fundação até os dias de hoje. É uma beleza! Comove, sabe?  Nunca vi tanto pendor e nacionalismo.

Ao ler, ver e ouvir editoriais, matérias e opiniões dessa velha imprensa de mercado carcomida pelo tempo e corrompida pelos seus próprios interesses, percebe-se, rapidamente, que sua hipocrisia, cinismo e vocação para a manipulação e a mentira não tem limites. Para desconstruir a imagem do Governo trabalhista e macular a honra e a moral de lideranças petistas exemplificadas em nomes como o de Lula e Dilma, os tucanos e seus aliados, mancomunados com a imprensa alienígena que odeia secularmente o Brasil, tratam de atacar a Petrobras e, consequentemente, mexer com as emoções do povo brasileiro, que, desde antes de 1953 e durante a campanha do “O Petróleo é Nosso!” tem uma relação cívica com a megaempresa, que o leva ao sentimento de brasilidade e à condição de saber que é cidadão nacionalista. Sentimentos estes tão decantados pelos norte-americanos e elogiados pelas nossas “elites” colonizadas, provincianas e complexadas quando se trata de admirar o nacionalismo yankee.

Neste momento verme de ser e se sentir, os coxinhas infelizes e recalcados dessas paisagens tropicais fazem questão de esquecer a frase “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Porque para a nossa medíocre burguesia somente é permitido, ou seja, tolerado, o nacionalismo dos europeus colonizadores e dos EUA, que ela, entusiasmada, além de servil e subalterna, aprendeu a admirá-los por intermédio dos filmes de Hollywood e de enlatados que eram e são transmitidos pelas televisões. São tantos séculos de lavagem cerebral através de gerações de coxinhas burgueses, que se torna muito difícil para tais pessoas olharem para si com autoestima e o sentimento e desejo de compreender que o povo brasileiro é capaz, inteligente, competente, trabalhador e corajoso.

Afinal, somos empreendedores por natureza e sempre soubemos nos virar em momentos difíceis de nossas vidas, bem como do País. Além disso, controlamos um território continental, e este fato, podem acreditar, não é para qualquer povo, pois sabemos que muitos povos perderam territórios e até hoje lamentam perante a história. Todavia, o Brasil tem uma “elite” perversa, autoritária e egocêntrica. Poder-se-ia dizer que é uma classe dominante quase esquizofrênica, e que é capaz, como já foi comprovado, de apoiar e ser cúmplice de invasão de gringo para que ela possa, por exemplo, derrubar um governo eleito, e, dessa forma, locupletar-se com a nova ordem política e ideológica imposta à força, como ocorreu, inquestionavelmente, em 1964, quando a direita efetivou um golpe civil-militar, que durou o tempo de 21 anos.

A direita partidária, a burguesia e a pequena burguesia (classe média) em geral sabem disso e trataram logo de emplacar a Petrobras como alvo para que o Governo trabalhista seja desmoralizado e, por sua vez, sinta o peso de sua “desqualificação” como gestor em um ano eleitoral. Trata-se do vale-tudo das eleições e, se a Petrobras cresceu por ter investido muito em todas suas áreas e segmentos, não importa, porque o que está a valer é Pasadena, mesmo os tucanos e a imprensa-empresa receberem informações da presidente da estatal, Graça Fortes, que, no Congresso, não deixou pergunta sem resposta, mostrou dados, índices e números, o que não foi o suficiente para os conservadores, pois a verdade é que esse pessoal que odeia o Brasil quer mesmo que a Petrobras exploda, como sempre quiseram desde quando a estatal foi fundada.

Agora, a estratégia da direita, à frente o candidato-playboy, Aécio Neves, é judicializar mais uma vez um processo político-eleitoral, pois o PSDB, o DEM, o PPS e o PSB, do quinta coluna Eduardo Campos, além da imprensa de mercado, não querem que a CPI seja ampla, ou seja, que sejam investigados os casos de corrupção bilionária da Alstom e Siemens, em São Paulo, e do Porto de Suape, em Pernambuco. A direita e os traidores do PSB querem apenas que seja investigada a Petrobras. A petroleira multinacional é considerada a “Geni” dos reacionários, ficam a jogar pedras, porque querem um Brasil VIP para as classes privilegiadas e um povo cativo e longe de sua emancipação.

Contudo, não somos ingênuos e sabemos, sem sombra de dúvida, que essa gente da oposição, na verdade, objetiva concretizar seus desejos mais abissais e inconfessáveis... A luta político-eleitoral e as falsas polêmicas, acusações e denúncias vazias repercutidas pela imprensa alienígena e corporativa têm, irrefragavelmente, o propósito de atacar o modelo de partilha do Pré-Sal. Exatamente isto, meus camaradas: o Pré-Sal, como combustível dos ataques ao Governo trabalhista e à Petrobras é o que move a oposição partidária, os grandes grupos empresariais nacionais e estrangeiros, e, especialmente, os magnatas bilionários de imprensa (privada), que desejam ardorosamente a volta dos tucanos ao poder, e, por conseguinte, retomar o processo de privatizações, extinguir a maioria dos programas sociais, diminuir os investimentos em infraestrutura, saúde e educação, para, desse modo, atender aos anseios do mercado financeiro internacional e dos países considerados desenvolvidos, que perderam muito dinheiro e influência com a diplomacia independente e não alinhada aos Estados Unidos e à União Europeia efetivada pelos presidentes trabalhistas Lula e Dilma.

É o Pré-Sal, estúpido! Como já disseram. É ele que está em jogo. E se os campos de petróleo das bacias de Campos e Santos estão a sofrer questionamentos de tucanos fundamentalistas do mercado e da imprensa entreguista, pois quase conseguiram desmantelar a megaestatal para vendê-la, é sinal que o modelo de concessão dos tempos de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — é o que agradava a todos aqueles que viviam da jogatina diária do mercado, bem como faziam com que os altos dirigentes das petroleiras internacionais em todo fim do dia abrissem champanhes para comemorar seus exorbitantes lucros e remessas em cima da riqueza brasileira, como o fazem até hoje quando auferem os lucros da Telebras e da Vale do Rio Doce, privatizadas e alienadas, pois vendidas por tucanos irresponsáveis e incompetentes a preço de banana.

É o Pré-Sal, coxinha de classe média com complexo de vira-lata e que pensa que vai ser um dia convidado para o baile dos ricos e depois bater com a cara na porta deles. É o Pré-Sal, pobre de direita, cuja maioria nem sabe o porquê de ser reacionário, mas compreende, lá no seu íntimo, que sua vida melhorou, em todos os sentidos, por causa dos governos trabalhistas e não por interferência dos governos do PSDB, que, além de irem ao FMI três vezes, humilhados, de joelhos, e com o pires nas mãos, não tiveram competência nem ao menos para criar empregos e, por sua vez, empregar o povo brasileiro.

Nem isso quanto mais elevar as reservas internacionais e colocar o Brasil em um patamar de importância internacional jamais experimentado em seus 514 anos de história. Ponto! O negócio é o seguinte: O senador tucano Aécio Neves no poder significa retrocesso e perda de investimentos, empregos e sossego. Exatamente isto: sossego. Porque ninguém vai ficar feliz ou satisfeito com o desemprego e o fim de dezenas de programas sociais que elevaram o padrão de vida do povo brasileiro, bem como permitiram o aumento exponencial do consumo, que, por seu turno, viabilizou a criação de empregos e também de pequenas e micros empresas, as maiores responsáveis neste País em criar postos de trabalho e gerar renda.

Aécio Neves representa o atraso, porque o novo que ele diz ser, na verdade, é mais velho e conhecido do que os currais eleitorais dos coronéis deste País. O novo é a revolução social silenciosa que o PT e os trabalhistas fizeram em apenas 12 anos. O povão sabe disso, pois passou a ter acesso ao que ele nunca pensaria um dia ter. Basta viajar, meus camaradas, pelo interior deste País para verificar o que eu afirmo, além de irem às favelas e às periferias para observar que até a vida dos miseráveis melhorou, afinal o IBGE constou que 36 milhões de pessoas saíram da miséria.

O Pré-Sal é do Brasil e não de um monte de burocratas fundamentalistas do mercado, a exemplo de Armínio Fraga, que pensam que a vida é feita de apenas números, gráficos e índices. Não mesmo. Atrás da matemática, da contabilidade, da administração e da economia existem pessoas com sonhos e desejos. Elas querem para seus filhos um mundo melhor e com serviços públicos de qualidade. E, terminantemente, não vai ser o PSDB de Aécio Neves e FHC, bem como seus aliados políticos, empresariais e midiáticos que vão favorecer o povo brasileiro.

Eles nunca fizeram isto. Jamais! Então, por que os emplumados colonizados agora o fariam? Por que este ano tem eleição? Não, meu camarada. A Casa Grande não ajuda a ninguém. Ponto! Em qualquer hora, lugar e tempo os proprietários da Big House vão continuar a edificar muros e valas para impedir o desenvolvimento sustentado e linear de todas as sociedades e nações. É o seu mais elementar vampiresco destino. Você não pode esperar da ferroada do escorpião a suavidade do sono quando te surpreende sem você perceber que dormiu.

Portanto, afirmo que a direita em qualquer parte do planeta quer um mundo usufruído por ela, que é conjunto das classes abastadas que ela representa. Por isto e por causa disto o ódio às camadas sociais mais baixas que ousaram, por intermédio de um governo popular e trabalhista, ascenderem, mesmo que modestamente, a uma vida de melhor qualidade.

Este é o real motivo de os ricos, os grandes conglomerados econômicos e financeiros e os partidos de direita, como o PSDB, detestarem o Lula, a Dilma, o Jango, o Brizola, o estadista Getúlio Vargas e a... Petrobras. Como as “elites” detestam o povo, automaticamente passam a detestar também a grande estatal brasileira e tudo aquilo que possa beneficiar o Brasil e diminuir seus poderes e influência.

O Pré-Sal é nosso! Já o teria dito, se fosse vivo, o escritor Monteiro Lobato. A CPI da Petrobras é mais uma farsa eleitoral. Realmente, estou muito comovido com o interesse e a preocupação dos tucanos e da imprensa de caráter golpista com o destino da Petrobras. É o Pré-Sal, meus camaradas! E a eleição. É isso aí.   

sábado, 10 de dezembro de 2011

Greenpeace acoberta Chevron e ataca pré-sal



O Greenpeace, grupo financiado pelo cartel das Sete Irmãs, segundo o insuspeito Washington Post, pregou que o Brasil não deve explorar o pré-sal porque “vai poluir o mundo” e o país não pode ver “em suas reservas de petróleo o atalho mais rápido para o desenvolvimento econômico e social”. Para ele, só as petroleiras norte-americanas e europeias podem buscar “atalhos rápidos para o desenvolvimento” e outros expedientes bem ecológicos, como saquear, assassinar, roubar, trapacear e falsificar.

Com certeza ele acha que devemos deixar o pré-sal nas mãos desses mastodontes petrolíferos e nos conformar com o subdesenvolvimento, eternizá-lo. O pré-sal, na opinião dele, é o único que pode poluir, mas as grandes petroleiras norte-americanas e europeias, não. Aliás, o que a British Petroleum (BP), essa grande incompreendida, fez no Golfo do México foi uma grande ação em prol do meio ambiente, colorindo de preto aquelas águas monótonas.....

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O desastre da Chevron prova: pré-sal, só com a Petrobras

Com este escândalo que foi – e ainda está sendo – o vazamento de óleo em um dos poços da Chevron-Texaco no Campo de Frade, ao largo do Rio de Janeiro, trouxe, em toda a mídia brasileira, a discussão sobre a capacidade e o preparo do país para a exploração de petróleo no subsolo marinho.

Embora a discussão seja mais do que legítima, os objetivos com que ela é trazida, neste momento, não o são.
É como discutirmos a segurança nas estradas ao lado de um acidente onde o automóvel que o provocou tinha os pneus carecas e andava a 250 km por hora e ainda tinha tomado uns tragos.
A estrada poderia ser uma autobahn alemã e o desastre teria sido igual. Sobretudo porque a responsável pelo acidente ainda tem muitas explicações a dar sobre as razões de seu “erro de cálculo e, sobretudo, porque ocultou-o o quanto pôde.
Como é que não tem níveis pelo menos razoáveis de segurança um país que explora petróleo no mar há 35 anos, em milhares de poços perfurados no leito marinho e só agora tem o seu primeiro acidente de alguma expressão na plataforma continental?...

domingo, 20 de novembro de 2011

WikiLeaks: as conversas de Serra com a Chevron sobre o pré-sal






Folha de S.Paulo – Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal – 13/12/2010


Petroleiras foram contra novas regras para pré-sal


Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse


Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo


JULIANA ROCHA

DE BRASÍLIA

CATIA SEABRA

DE SÃO PAULO


As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.


É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.


“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.


Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.


“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”


Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.


SENSO DE URGÊNCIA


O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.


O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.


A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.


A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.


Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.


Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.


Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.


Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.


A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.


Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.


O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.


O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.


Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.


Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

by: Coversa Afiada

PF investiga se Chevron tentou atingir pré-sal ao perfurar poço que vazou

Suspeita também é levantada por técnicos da ANP; vazamento no Campo de Frade já dura 11 dias



A Polícia Federal está investigando a possibilidade de a petroleira norte-americana Chevron estar tentando indevidamente alcançar a camada pré-sal do Campo de Frade. Na tentativa, teria ocorrido a ruptura de alguma estrutura do poço perfurado, dando origem ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), que já dura 10 dias. Técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) admitiram nesta sexta-feira, 18, que discutem internamente essa possibilidade. 
Mancha de óleo no mar: estimativa de vazamento é de 200 a 330 barris por dia entre os dias 8 e 15 - Divulgação
Divulgação
Mancha de óleo no mar: estimativa de vazamento é de 200 a 330 barris por dia entre os dias 8 e 15

O delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF e responsável pelo inquérito, disse que “uma das hipóteses com as quais trabalhamos é a de que o acidente pode ter ocorrido pelo fato da empresa ter perfurado além dos limites permitidos”. Os especialistas da ANP suspeitam que o emprego pela Chevron de uma sonda com capacidade para perfurar a até 7,6 mil metros, quando o petróleo em Frade aparece a menos da metade dessa profundidade, é um indicativo de que a companhia poderia estar burlando seu plano de prospecção do campo.
Além de investigar a hipótese de que haveria em curso, antes do acidente, uma ação exploratória em direção ao pré-sal, a ANP pretende apurar falhas na construção do poço, o emprego de material inadequado e a falta de realização de testes de segurança antes do início da perfuração....

sábado, 12 de novembro de 2011

Pré-sal e a mensagem da Líbia

“Nossa soberania termina onde finda o alcance de nossas armas”.
Provérbio romano
Se quiser de fato ter soberania nacional sobre o petróleo pré-sal, o Brasil deve investir, até 2030, nada menos que 223,5 bilhões de reais para dotar o país de poder naval do porte das riquezas a defender. Essa, a tônica em audiência pública realizada no Senado, com a presença de autoridades militares: Como defender o pré-sal? Despertou vivo interesse corpo diplomático, mas, não teve cobertura midiática à altura da envergadura dos temas ali tratados., decisivos para os destinos da Nação. Vale constatar: defesa nacional não é debate prioritário na sociedade brasileira. Tampouco é tema com presença regular na agenda das forças progressistas, muito embora o Governo Lula tenha dado uma boa mexida na Política Nacional de Defesa.
As autoridades militares deram o tamanho do problema: o Brasil precisa ter 20 novos submarinos convencionais e pelo menos seis nucleares. Precisa ainda de uma segunda esquadra. Enfatizou-se: isto não é megalomania, mas indispensável poder de dissuasão em tempos de paz. Leia-se, tempos em que o mundo dispõe de reservas petrolíferas para apenas mais 45 anos e os EUA para apenas mais 10 anos. Tempos em que os EUA estão tomando na marra as riquezas energéticas de quem as possui, invadindo o Iraque, o Afeganistão e agora, com carnificina selvagem, a Líbia.
Foi dito também que a Aeronáutica aguarda ansiosa a decisão sobre a compra dos jatos supersônicos. Mas, Ozires Silva, fundador da Embraer, disse que estes contratos devem se dados não a estrangeiros, mas àquela indústria nacional, assegurando que ela teria plenas de fabricar aqui mesmo os caças indispensáveis. Por enquanto, pode-se dizer, diante do porte do país e das riquezas a defender o Brasil anda desarmado. A audiência foi encerrada com citação de provérbio romano: “Nossa soberania termina onde finda o alcance de nossas armas”. Tudo indica, na caserna entendeu-se com mais realismo a Mensagem da Líbia enviada pelo império, consumidor viciado em petróleo. Não devem as forças progressistas agendar concretamente o debate da sinistra Mensagem da Líbia.?
Beto Almeida, Jornalista
No SOA Brasil
via com textolivre

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Petrobras: poço confirma potencial da área de Franco no pré-sal



“A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (9/11) que o primeiro poço perfurado comprovou a extensão dos reservatórios de óleo localizados na área de Franco, no pré-sal da Bacia de Santos.

Brasil Econômico

"A descoberta foi comprovada por meio de amostragens de petróleo de boa qualidade obtidas em teste a cabo", afirma o comunicado da estatal petrolífera divulgado nesta quarta-feira (9/11).

O poço, situado a cerca de 188 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, ainda está em fase de perfuração com o objetivo de atingir a base dos reservatórios com óleo.”

De acordo com a estatal, "concluída a etapa de perfuração, a Petrobras dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Programa Exploratório Obrigatório (PEO) do contrato de cessão onerosa".
Esse é o primeiro poço perfurado após a assinatura do contrato de cessão onerosa.
Quando da megacapitalização da Petrobras realizada no ano passado com o objetivo de levantar recursos para explorada a camada do pré-sal, foi firmado um acordo em que o governo cedeu reservas de até cinco bilhões de barris de óleo equivalente em áreas não licitadas no pré-sal da bacia de Santos. Em pagamento, recebeu ações da empresa.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O pré-sal vai de vento em pôpa



Como quase não passa um dia sem que os jornais tragam alguma notícia negativa em relação à Petrobras, quando as novidades são boas, a gente tem quase de espalhar a informação.
Hoje, o  gerente de planejamento de Exploração e Produção da estatal, Mauro Yusi Hayashi, anunciou que a produção do pré-sal brasileiro já atinge 130 mil barris/dia. E vai chegar a 1 milhão de barris/dia, em seis anos.  Podia até ser mais, mas o engenheiro Hayashi explica porque a limitação....

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Novo campo no pré-sal. E por que a pressa em licitar?




O navio-sonda Stena Drillmax I, afretado pela Repsol-Sinopec, achou petróleo a quase 7 mil metros,
na Bacia de Campos. Mas esse é só 30% nosso. O resto é dos espanhóis, chineses e noruegueses.
A imprensa está noticiando a nova descoberta de petróleo no pré-sal, feita pelo consórcio Repsol (Espanha), Sinopec (China), Statoil (Noruega) e Petrobras, esta com apenas 30% dos direitos.
É coisa grande, mesmo não tendo sido informado o volume exato da descoberta. E os indícios são de óleo de boa qualidade e, por isso, de alto valor. Como foi afirmado que “é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos”, é certo que tem grandes dimensões, já que existem campos em desenvolvimento na região, como o Tracajás, no campo de Marlim Leste, que entrou em testes de longa duração com produção de 23 mil barris diários, o que é um grande volume......

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Chevron vai cortar os pulsos. Petrobrás descobre mais no pré-sal

A Chevron fica na Califórnia. A Petrobrás aí em cima
Mais uma descoberta no pré-sal da Bacia de Santos
A Petrobras comunica a descoberta de nova acumulação de petróleo de boa qualidade (26º API) nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, com a perfuração do poço 4-BRSA-818 (4-RJS-668).
Informalmente denominado Macunaíma, o poço está localizado em águas onde a profundidade é de 2134 metros, na área de avaliação do poço pioneiro 1-RJS -617D (Parati) e a 244 km da costa do Estado do Rio de Janeiro.
A descoberta foi comprovada por meio de amostragem de petróleo em teste nos reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.680 metros.
A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-S-10 (65%), formado ainda pelas empresas BG Group (25%) e Partex Brasil (10%).
O consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação das jazidas descobertas nessa área, conforme Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), cuja conclusão está prevista para abril de 2012.
Lamentavelmente, a Chevron não conseguiu alterar a lei do pré-sal, como tinha combinado com o Padim Pade Cerra.
Clique aqui para ver como se deu esse sinistro pacto, captado pelo WikiLeaks.
Pena, porque, dessa forma, a Petrobrás – e, não, a Petrobrax – vai continuar a mandar no pedaço, em nome do povo brasileiro.
É uma pena, amigo navegante.
Paulo Henrique Amorim