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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Nossas Verdades não tão Secretas

Luciano Alvarenga




Verdades Secretas, a melhor novela em anos na TV Globo, termina nessa sexta feira, dia 25 de setembro. É uma aula de sociologia contemporânea, mais especificamente, uma aula sobre a Modernidade Líquida. Todo o enredo, os personagens, o viés que assume aqui e ali, são todos expressões mais ou menos contundentes daquilo que perfaz a modernidade no seu estágio líquido, pra ficarmos nas expressões do sociólogo polonês Zigmunt Bauman.
A novela é o retrato da decadência da sociedade urbana contemporânea nos grandes centros cosmopolitas, globais. Todos os personagens são expressão, há seu tempo e a partir dos seus peculiares interesses, da decadência moral geral. Nenhum valor, nenhuma tradição, nenhum princípio pode ser reivindicado como norma, limite ou impedimento aos desejos e escolhas dos personagens. Todos são guiados pela força de se dar bem a qualquer custo e, ao custo de todos.
O sociólogo alemão Ulrich Beck, afirma que o cosmopolitismo da sociedade globalizada dá origem a outro nível de problemas e crises (ambientais, terroristas, poluição) que suplanta as crises locais da 1º modernidade, assentadas em valores tradicionais e familiares, e injetam nessas localidades, agora globais, novos grupos de problemas, ligados as revoluções tecnocráticas e científicas e, portanto, culturais. Verdades Secretas é o desligamento do indivíduo de qualquer raiz local e familiar e, seu lançamento na aldeia global desenraizada e desconectada de qualquer tradição. Esse indivíduo desconectado de qualquer tradição lançado num mundo hi tech, está mergulhado naquilo que Beck chama de Modernidade Reflexiva. Isto é, tudo o que fazemos e somos resulta não mais do passado e da herança da cultura, mas daquilo que escolhemos e decidimos a cada passo do caminho, a cada página que escrevemos em nossa biografia.  
“Angel”, a personagem central da trama em Verdades Secretas, vai do cisne branco ao negro, pra ficarmos numa alusão ao filme, “O Cisne Negro” e, a peça de balé clássico “O Lago dos Cisnes”. Angel encarna o tipo social interiorano, tradicional e conservador que, chega à cidade cosmopolita e global, São Paulo, e se vê lançada pelas contingências num universo de códigos e condutas fluídas e desmoralizadas, em que à medida que mais e mais de vê reconhecida, mais e mais se distancia das raízes de onde saiu. A modernidade líquida, em Verdades Secretas, é o abandono de qualquer passado, qualquer moral ou regra social que impeça o indivíduo de fluir, deslizar suavemente pela vida sem peias, sem peso.
Angel completa a passagem de “Cisne Branco” ao “Cisne Negro”, quando assume num dado momento, já nas últimas semanas da novela, que o marido da mãe na verdade é “seu” homem. Quando despida do remorso, da culpa e do medo, se coloca em cena como a mulher, que poderosa e dona dos signos ali valorizados, beleza e juventude, está em condições de empurrar sua mãe, “pobre”, “velha” e “burra”, para um nível abaixo de onde, ela, Angel, está. Ainda que o custo moral disso seja significativo, é condição sine qua non pra realizar seu desejo de posse e poder, que é o que significa estar com o “Alex”, o dono do mundo na novela. A mãe passa de uma referência moral e de amor (raízes da Angel), no inicio da novela, pra uma qualquer que precisa ser desalojada do lugar que está usurpando dela, Angel, jovem e linda. Numa linha, de mãe a coisa nenhuma.
Todos os personagens, sem exceção, ainda que uns mais outros menos estão, em algum grau, negociando escrúpulos e posições de poder e posse uns em relação aos outros. Todos abrem mão de alguma porção de valor, senão de todo o valor, pra poder realizar seus sonhos e desejos de ascensão e felicidade.
A novela coloca como nenhuma outra até agora, muito menos o cinema nacional, a completa desconstrução de valores, caríssimos pra nossa sociabilidade, e a destruição da cultura tradicional, que se fez acompanhar pela ascensão do liberalismo cultural (o indivíduo como senhor de tudo) e a política de justiça social da esquerda (não há moral na pobreza) que se espraiou fortemente entre nós desde os anos 1980.
O resultado na novela e em toda parte, de cima a baixo nos estratos sociais, é a cultura da corrupção como ferramenta na conquista de espaços sociais reconhecidos, e, o ressentimento geral daqueles que não se entregam a cultura da canalhice inescrupulosa da modernidade líquida, mas se veem exilados morais num mundo amoralizado. Luciano Alvarenga





terça-feira, 28 de julho de 2015

Você está fazendo essas coisas em nome do amor? Pare agora mesmo.




Há muitas coisas que as mulheres fazem pelos homens que amam. Algumas vão tão longe a ponto de sacrificar a sua felicidade. No entanto, só porque algo pode ser feito em nome do amor não significa que seja a coisa certa a fazer.

Aqui estão seis coisas que uma mulher nunca deve fazer pelo homem que ela ama:
1. Comprometer seus padrões
Seus padrões e crenças são uma parte de quem você é. Estão no âmago do seu ser. Quando alguém tenta alterar essas normas ou crenças, está demonstrando não amar verdadeiramente quem você é. É importante para uma mulher nunca se contentar com um homem que não respeita os seus padrões, não importa o quão alto ou rigorosos sejam. Em vez disso, uma mulher deve procurar alguém que quer compartilha seus padrões ou a admira por causa deles. Pode levar algum tempo para encontrá-lo, mas ele existe.
2. Alterar sua aparência
É perfeitamente natural que uma mulher queira ficar bonita para o homem que ela ama. Não há nada de errado em dedicar um tempo extra em seu cabelo e maquiagem antes de um encontro. É uma grande oportunidade para que você possa acentuar a sua beleza natural e ficar um pouco mais confiante em olhar no rosto de seu par quando você desce as escadas. No entanto, você deve se sentir confiante também caso desça as escadas de jeans e camiseta como quando usa aquele vestido azul que ele ama. Não há nenhuma razão para sentir a necessidade de estar constantemente arrumada. Apenas seja você.
Nunca altere a sua aparência para a aprovação de um homem. Se o seu namorado a pressiona para se vestir do jeito que ele quer, cortar o cabelo a seu gosto ou alterar o seu corpo através de cirurgia estética ou dieta, ele não vale o seu tempo. Encontre alguém que acha que você é a mulher mais bonita na terra, mesmo em seus dias de cabelo ruim.
3. Ser submissa
Homens e mulheres devem ser parceiros iguais numa relação. Ambos são seres humanos independentes, com diferentes opiniões e maneiras próprias de fazer as coisas. Embora aprender a trabalhar em conjunto pode incluir a adoção de novos hábitos e sacrificar alguns luxos para começar o seu próprio caminho, uma pessoa não deve se dobrar à vontade do outro.
Não importa o quanto você o ama, seu parceiro não controla sua vida. Você controla. Isso não quer dizer que vocês nunca devam aconselhar-se mutuamente na tomada de decisões. Isso significa que você não deve considerar a palavra dele como lei. Você nunca deve recuar e deixá-lo tomar as rédeas da sua vida.
4. Esconder seu intelecto
Por alguma razão absurda algumas mulheres parecem pensar que agir como idiota é atraente. Sim, você não deve agir como a dona da verdade, mas você também não deve esconder a sua inteligência, a fim de valorizar o ego de um homem. Se você tem uma opinião, compartilhe-a. Se você sabe a resposta, diga. Acredite ou não, os homens acham atraente quando uma mulher é confiante, independente e não tem medo de admitir que tem um cérebro.
Eles também acham chato quando uma mulher age completamente impotente e incompetente. Qual o problema se você sabe jogar futebol ou consertar a pia da cozinha? Impressione-o com a sua capacidade incrível de abrir um frasco sem qualquer ajuda. Embora ele possa gostar de resgatar sua donzela em perigo, ele também não se importaria de ter uma heroína por perto de vez em quando.
5. Morrer de fome
Há um engano generalizado de que os homens só são atraídos por um tipo de corpo. Essa mentira tem feito as mulheres arriscar a sua saúde a fim de alcançar a estranhamente pequena cintura de uma modelo photoshopada. Isso é um absurdo. Você nunca deve privar-se de alimentos, a fim de ser fisicamente atraente para um homem. Se ele se apaixonou por você, isso significa que ele quer você e não a modelo da capa de revista. Ele provavelmente acha suas formas arredondadas atraentes. Aceite o fato de que, quando ele diz que você é bonita, ele realmente acha isso.
Lembre-se que as mulheres são muitas vezes os seus piores críticos. Colocam pressões desnecessárias sobre si mesmas para ser ou parecer de uma determinada maneira quando, na verdade, elas são perfeitas do jeito que são. Se você realmente sente a necessidade de perder algum peso extra, existem muitas alternativas ao invés de morrer de fome. Exercitar-se e seguir uma dieta saudável vai ajudá-la a eliminar os quilinhos não desejados e a se sentir a mulher linda que você já é.
6. Desistir de seus sonhos
Só porque uma mulher encontrou o amor de sua vida, não significa que todos os seus sonhos se tornaram realidade. Todo mundo tem secretas esperanças, sonhos e desejos para o futuro. Estar em um relacionamento não deve significar que você tem que desistir de tudo isso. Pelo contrário! Seu amado deve fornecer incentivo e apoio para você viver os seus sonhos.
Se você realmente encontrou o homem dos seus sonhos, você não deve ter que escolher entre ele e seus sonhos. Deve ser capaz de ter a ambos. Portanto, não desista do seu sonho de viajar pelo mundo. Encontre uma maneira de viajarem juntos. Obter um doutorado, abrir sua própria loja, correr uma maratona, perseguir seu sonho de ser um artista. Sonhe, e deixe seu homem fazer o mesmo.
Por:familia.com via: http://saoasideias.blogspot.com.br/2015/07/voce-esta-fazendo-essas-coisas-em-nome.html

domingo, 14 de dezembro de 2014

Tudo tem validade, até mesmo o amor


Karen Curi, Revista Bula

"Fim de ano. Chegou aquela hora de mexer nos armários, desencaixotar saudades, separar o que te cabe e o que já não cabe mais. Aquilo que em uma época te fez bem, feliz, ainda mais bonita, e hoje, te aperta, entristece, pesa mais de uma tonelada. Olha, não se aflija por isso não, pelo que um dia foi luz e acabou se transformando em sombra. Acontece com você, comigo, com todo mundo. É que tudo nessa vida tem um prazo de validade, e não poderia ser diferente com o amor.

Mas, amor, como eu costumo dizer, tem de todo tipo e pra todo lado. Às vezes, o que pra gente é verdadeiro, pro outro é só um passa tempo, paixão, amizade colorida, ou seja lá o que for. Então… O amor expira. Tem vezes que ele passa por um longo e rigoroso inverno, depois se renova, reinventa, renasce de mansinho e, quando menos se espera, floresce outra vez. Pode ser que as flores já não venham lindas como antes, mas surgem indiscutivelmente fortes e resistentes.

Outras vezes não. O amor morre mesmo e o defunto fica ali, fedendo no armário, enquanto a gente tapa o nariz, empurra a porta, finge não estar vendo. Mas ele está lá, apodrecendo dentro de caixas e envelopes, roupas com perfume velho, papéis amarelados e apagados, deteriorando dentro e fora de nós. Há quem diga que AMOR, em caixa alta, nunca morre… O que eu sei é que as lembranças, essas sim, duram para sempre.

Memórias são como estrelas, infinitas, que se deixam ver quando chega a noite, piscando no céu da vida. Não importa quanto tempo passe, nem as manchas e as rugas são e serão capazes de apagar cheiros e gostos, músicas, sorrisos, momentos… Algumas sensações continuam galopando desenfreadamente dentro do peito. E, por obra da sorte ou não, elas já são parte do que nos tornamos e vamos levando adiante.

Fim de ano é pra essas coisas… Para decidir, entre tudo que é perecível, o que fica conosco e o que vai para o lixo. Chegou a vez de jogar fora as flores secas que ficaram largadas pelos cantos da casa, varrer as tristezas, lavar os pratos com frustrações. É hora de limpar cada decepção que virou pó e se acumulou durante esses meses. Agora é o momento de abrir as portas e janelas e deixar o vento novo entrar, circular, refrescar. Aquele cheirinho de azedo dos planos que mofaram nas gavetas, precisa sair, e dar lugar à novas promessas penduradas em lindas e coloridas molduras. Porque sonho é assim, se não ficar à vista, a gente esquece mesmo.

Sonhos que não se realizam vêm acompanhados, geralmente, de um mesmo sintoma; sensação de incapacidade. Mas calma aí, a boa notícia é que pra isso tem cura! Em primeiro lugar você tem que deixar o sol entrar. Em casa, em você, na sua vida. Porque se “o tempo é mercúrio cromo”, o sol é ácido que queima todas as angústias. Uma vez que ele esterilizar todos os indícios de insuficiência, é hora de voltar ao parágrafo acima, e em porta-retratos dispor os novos e antigos projetos.

É que são tantas coisas por fazer, tantas contas para pagar, tantos prazos a cumprir, que os sonhos ficam lá, quietinhos, feito cachorros esperando o dono junto da porta. Enquanto isso eles dormem… Os mais animados se multiplicam! Sonhos são uma espécie de magia que nunca morre. Envelhecem, mas permanecem jovens. Não morrem jamais!

Por isso, eu te convido, neste fim de ano, a se desfazer de tudo que faz pesar o teu coração. Livre-se do medo do que o outro pensa, da agonia de querer agradar à todo mundo, da dependência de um amor vampiro. Liberte-se do seu próprio personagem socialmente perfeitinho, da prepotência de estar sempre com a razão, da mania de achar imperfeições em tudo. Mande embora as suas cobranças, suas neuras e quem te disser que você não é capaz.

Encha, sim, o seu coração de amor, amor do bom. Carregue junto a ti poucos e verdadeiros amigos. Fé, sempre, muita. Alegria de viver, de estar vivo, de ser o dono da sua vida. Sonhos de todos os tipos, cores, tamanhos e formas. Que os amores defuntos nos façam crescer e ter forças para seguir. E que os bons momentos se multipliquem no nosso céu estrelado!"

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O amor vencerá o ódio

POR LULA MIRANDA
19 de Outubro de 2014 às 20:46
Comove-me, ainda hoje, ver verdadeiros exércitos solitários de indivíduos que ainda resistem e lutam, com tamanha entrega e generosidade, envolvidos por essa paixão, com a força das suas mais íntimas convicções
Creio ser indubitável e do conhecimento de todos, que um dos maiores representantes, e legítimo herdeiro, do autêntico “trabalhismo” no Brasil é o Partido dos Trabalhadores. Herdeiros de Leonel Brizola, Darcy Ribeiro e Celso Furtado – só para citar alguns poucos nomes com “pedigree” ou selo de origem, digamos assim.
Já disse aqui uma vez que o Partido dos Trabalhadores, o PT, é uma espécie de “religião”, pelo que guarda em si e para além de si, de modo emblemático, de fé e de paixão.
Sei que é difícil mensurar as supostas razões que movem uma tão determinada crença e paixão.
Mas, arriscaria dizer, que a principal razão que alimenta essa “raça” e que move essa paixão é a injustiça social, abissal, que ainda resiste/persiste, tal qual um carcinoma maldito, no seio da sociedade – apesar de tantas e tamanhas melhorias que foram implantadas nos governos de Lula e Dilma.
É muita e tamanha a injustiça para que os justos se calem.
Parece-me, sem querer aqui faltar ao respeito com o materialismo histórico ou fazer pouco caso com tão nobre e secular causa, um embate para além da clássica dicotomia trabalho x capital. Mas sim algo como uma luta renhida entre humanismo x patrimonialismo; solidariedade x egoísmo; justiça x injustiça; verdade x mentira; esquerda x direita.
Os caminhos e escolhas à esquerda devem ser sempre a via preferencial a nos orientar o rumo: trabalho, solidariedade, humanismo, justiça, fraternidade etc.
O que move essas pessoas, petistas e demais trabalhistas, assim de modo tão apaixonado? Careceria de lhes perguntar diretamente, talvez. Que sentimento é esse que os leva a argumentar e a defender interesses que não são necessariamente seus? Causas que não são necessariamente suas?
Ao contrário até: são pessoas, muitas dessas “apaixonadas” pelo PT e pelo trabalhismo, que já têm casa própria, têm bons empregos (são médicos, auditores, engenheiros, jornalistas, professores, metalúrgicos etc.), os filhos já estudam em boas faculdades. Portanto, não são potenciais “clientes” nem sequer carecem do Bolsa Família, do ProUni, do Minha Casa, Minha vida, do Pronatec etc.
 Por que então essa paixão?! Foi herdada? É atávica? É um traço do caráter dessas pessoas?
A minha pretensão de querer aqui mapear as possíveis razões que envolvem uma paixão pode estar, por definição, inexoravelmente fadada ao malogro, mas vale a ousadia de tentar. 
Comove-me, ainda hoje, ver verdadeiros exércitos solitários de indivíduos que ainda resistem e lutam, com tamanha entrega e generosidade, envolvidos por essa paixão, com a força das suas mais íntimas convicções ou “afetos”, digamos assim. Lutam em nome de uma causa. Lutam por aquilo que acreditam.
“Por que causa tu lutas, soldado?” – indagava um poema que nos servia como um libelo na luta contra a ditadura.
São pessoas “normais”, cidadãos comuns, como os que vi, ainda ontem, em diversos pontos da principal avenida da cidade de SP, a afamada Paulista, vestindo as camisas encarnadas e empunhando as bandeiras com a estrelinha branca do PT e com a logomarca da candidatura Dilma Rousseff. Vi, dentre eles, alguns jovens, mas também muitos senhores já grisalhos, como eu.
- Que gente valorosa e diferenciada é essa? – indaguei em meu íntimo.
Pessoas, dezenas, centenas de homens e mulheres, que poderiam/deveriam estar se ocupando de seus interesses particulares, cuidando de seus filhos e/ou netos. Ou mesmo, simplesmente, gozando, um pouquinho que fosse, do seu direito ao “ócio elegante”. Inalienável direito este que deve ser assegurado a todos, ao menos nos sagrados fins de semana. 
A graça e a alegria militantes daquelas pessoas tornavam-se ainda maiores e destacadas quando contrapostas à militância paga do outro candidato, perfilada no canteiro central ao longo de toda a avenida. Uma espécie de “não-militância”, cujas pessoas, desmotivadas, desalentadas, escoravam-se, como espantalhos inanimados, tristemente, nos paus das suas bandeiras e placas, que seguravam sem a mínima convicção – apenas para ganhar um trocado qualquer, pois aquilo também deve ser encarado como um trabalho, como um outro qualquer, para ganhar “um qualquer”.
Como estes graciosos militantes do trabalhismo no sábado, na Paulista, sei de muitos outros que se espalham Brasil adentro, pedindo votos pela continuação do caminho da verdadeira MUDANÇA em lugar do retrocesso; do PROGRESSO em lugar do atraso; da SOLIDARIEDADE e do AMOR no lugar da volta do individualismo e da intolerância, que já se insinuam sem vergonha ou pudor algum logo ali na esquina.
A quem você prefere/escolhe? 
Dilma & Lula ou Aécio & FHC
Você prefere, afinal, pássaros ou raposas?
Chico Buarque ou um pagodeiro arrivista qualquer?
Qual a sua escolha?
Eduardo Guimarães ou Reinaldo Azevedo? Azenha ou Villa? Miro ou Magnolli? Tereza Cruvinel ou Sheherazade?
Nassif? PHA? PML? Rodrigo Viana? Renato Rovai? Lassance? Davis Sena Filho? Leonardo Attuch? Breno Altman? Miguel do Rosário? Fernando Brito? Percebe como a balança dos talentos vocacionados à esquerda nos é nitidamente favorável?
Marilena Chauí ou Olavo de Carvalho?
Emir Sader/Flavio Aguiar ou Roberto Romano?
Jean Wyllys ou Feliciano?
Frei Betto/Leonardo Boff ou Silas Malafaia?
Qual a sua escolha?
Gregório Duvivier ou Dado Dolabella? Parece-me que os espancadores de mulheres, e todo o tipo de covarde da praça, já escolheram o seu lado.
Xico Sá ou Sérgio Dávila (editor-executivo da Folha)?
Esses antagonismos já falam por si só; são tão eloquentes e reveladores quanto redentores – não são?
De que lado então? 
De que lado você está nessa hora da derradeira escolha?
Trabalho ou capital? 
Tolerância ou intolerância?
Humanismo ou patrimonialismo?
Inclusão ou exclusão?
Senzala ou casa-grande?
Progresso ou retrocesso?
Esquerda ou direita?
De que lado? De que lado você está nessa hora da derradeira escolha?
Do lado de Dilma ou de Aécio?
Só mesmo a força inexorável dessa paixão poderá sobrepujar o ódio e conduzir o trabalhismo, mais uma vez, à vitória.

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/2014/10/o-amor-vencera-o-odio.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Poeminha desajeitado e machista


Eu preciso de um amor
que fale pouco,
cobre pouco,
gaste pouco,
não tenha TPM,
não venha com sogra,
não fique enjoada,
não tenha dor de cabeça,
não faça coleção de sapatos e bolsas,
e não viva às turras com a balança.
Ah, e que adore ter relação em vez de discutir a relação!
Já sei,
já estou indo...à merda!

by: interrogações

sábado, 17 de setembro de 2011

Os quatro erros mais comuns no relacionamento

fotos-belos-casais-19
         

Erro 1:  Permanecer muito tempo em um relacionamento
(mesmo sabendo que não te faz feliz) …
 
Ao permanecer em um relacionamento que não está bom, você gasta toda sua energia em algo que não está totalmente relacionado com você. Infelizmente, ao permanecer em um relacionamento errado e que você não quer, todas as suas ações te levam a outro caminho.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Você é capaz de explicar o que é o amor? E quanto a Deus?


Eu tenho visto repetidas vezes cristãos fazerem um paralelo entre a dificuldade que a maioria das pessoas tem em explicar o amor, com a impossibilidade da comprovação da existência de Deus.
Muitos cristãos quando se encontram diante de argumentos racionais que apontam para as incoerências factuais e intelectuais que questionam a existência de Deus tendem a papagaiar esse argumento chave, que lhes é passado qual um antídoto ao veneno da razão, durante os cultos religiosos.....

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nós todos casamos com a pessoa errada



Casais em crise frequentemente atingem o ponto em que se convencem de que não foram feitos um pro outro. Isso precede a decisão de terminar a relação e sair em busca da “pessoa certa”. Infelizmente, as chances de um casamento bem-sucedido diminuem a cada nova tentativa. Psiquiatra e autor de The Secrets of Happily Married Men [Os segredos dos homens bem casados], The Secrets of Happily Married Women [Os segredos das mulheres bem casadas], e The Secrets of Happy Families [Os segredos das famílias felizes], o doutor Scott Haltzman diz que aqueles casais estão corretos; nós todos casamos com a pessoa errada. Eu achei seus comentários em entrevistas na tevê tão intrigantes que pedi para entrevistá-lo e me aprofundar no assunto.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Espere o momento

Antes de fazer amor, sente-se em silêncio junto a seu parceiro durante 15 minutos, segurando as mãos um do outro: sua mão esquerda segurando a mão esquerda de seu parceiro e a direita segurando a direita.

Sentem-se no escuro ou na penumbra e entrem em harmonia. A melhor forma de fazer isso érespirar como se fossem um único organismo — não dois corpos, apenas um. Dentro de dois a três minutos vocês estarão no mesmo ritmo.

Olhem nos olhos um do outro com suavidade e apreciem o momento. Toquem um no outro. Não comecem a fazer amor, a menos que o desejo surja espontaneamente. Espere por esse momento. Ele virá um dia e o amor será profundo e silencioso como o oceano. Mas espere esse momento, não o force. Se ele não vier, vão dormir, não há necessidade de fazer amor.

Fazer amor é como meditar. É algo que deve ser desejado e apreciado muito lentamente, de forma que seu ser esteja profundamente fundido nesse ato e o transforme em uma experiência tão transbordante que você não esteja mais presente. Você não está fazendo amor, você éamor.

O amor transforma-se em uma energia muito maior em torno de vocês. Ele transcende ambos; vocês dois estão perdidos nele. Mas será preciso esperar até que esse momento chegue. Deixe a energia se acumular e fluir em seu próprio ritmo. Aos poucos vocês começarão a ver os primeiros sinais, o prelúdio, e já não haverá dificuldade alguma.


Palavras de Osho, em "Uma Farmácia Para a Alma

segunda-feira, 26 de julho de 2010

poema

“Dizem que desgraça atrai desgraça,
e é bom que assim seja, 
os baques me seriam muito dolorosos
se eu já não estivesse caído."

(Chico Buarque in: Leite Derramado)


   Que ela saia por ai florindo os olhos com toda essa cor de esperança e as mãos prontas pra enxugar qualquer errinho que ouse cair dos olhos. Caiu feio Moço, mas levantou. Porque a vida fica ainda mais bonita de lá do alto do coração e o tempo.. Ah, esse faz passado rapidinho. A verdade é que ela tem um medo danado de morrer assim fora de si, nesse chão. Seus medos doem o pé de quem pisa com verdade e não recua no primeiro soluçar. Mas olha, o amor aprende a ser próprio. E perdoa.

(Priscila Rôde)

Mar - íntimo http://priscilarode.blogspot.com/#ixzz0ul8WhmLE

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Se há amor, não há apego



O apego, a qualquer coisa que seja, demonstra desconfiança. Se você ama uma mulher ou um homem e se apega, isso só mostra que não confia. Se você ama uma mulher e pergunta: "Amanhã você ainda me amará ou não?", é porque não confia.

Se você vai ao cartório para se casar, é porque não confia. Confia mais no cartório, na polícia, na lei do que no amor. Se essa mulher ou esse homem tentar enganá-lo amanhã, ou deixá-lo na mão, você poderá obter apoio da justiça ou da polícia, e a lei estará do seu lado, e toda a sociedade o apoiará.

Você está tomando providências porque tem medo. Mas, se ama de verdade, o amor basta, é mais que suficiente. Quem liga para o amanhã? Mas, no fundo, há dúvida. Mesmo quando você acha que está apaixonado, a dúvida continua.

Dizem que, quando Jesus ressuscitou após a crucificação, a primeira pessoa que o viu vivo foi Maria Madalena. Ela o amava imensamente. Correu em direção a ele. O Novo Testamento narra que Jesus disse: "Não me toque".

Tenho minhas desconfianças de que ele realmente tenha dito isso. Não parece certo. Alguma coisa está errada aí. Claro que o papa pode dizer: "Não me toque", mas Jesus... é quase impossível.

Por isso , tentei pesquisar o original. No texto original em grego, a palavra pode significar tocar ou apegar-se. Encontrei a chave. Jesus disse: "Não se apegue a mim", mas os tradutores interpretaram como "Não me toque". O intérprete usou a própria mente para a tradução.

Jesus deve ter dito "Não se apegue a mim", porque, se existe confiança, não há apego; se há amor, não há apego. Você simplesmente partilha, sem se apegar; partilha em profundo relaxamento.

Osho, em "A Música Mais Antiga do Universo"
By: Palavras de Osho, via Comtezxtolivre

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jogue fora o Masoquismo



Conversando hoje com uma amiga, comentamos sobre o vasto número de pessoas que não vive um bom relacionamento e insiste em mantê-lo por não ter coragem de encarar a realidade tal qual se apresenta, tem medo de investir em si próprio(a) e acabar se arrependendo em nome do que sente. É inseguro(a) para romper com uma rotina medíocre e insossa por ter esperança de que as coisas melhorem. Quem sabe um dia ele(a) se apaixona por encanto, não é? Para essas pessoas, tenho uma única pergunta: - Um bom relacionamento depende de quem?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Saudades de um amor...



Queria mais que apenas versos
Escrever, quero ser a própria
Poesia, assim chegaria até você.
Mergulharia na imensidão dos 
Teus olhos quando visse aquela
Escrita, te abraçaria em cada 
Verso, te faria sentir todas as
Lágrimas vestidas quando cada
Verso de mim nascia.
Saudade é uma palavra sem
Significado, ela só pode ser
Sentida...É uma dor que inflama
A alma, é uma luz de claridade
Intensa que vem e te cega...

Tão longe de mim estás,
Mesmo assim tenho aqui 
O teu amor, guardo cada 
Verso e te mostrarei um dia.

Se me entregarem apenas 
Teu corpo, lamentarei por toda 
Vida não poder compartilhar
Contigo a dor da tua ausência
Que só consigo desafogar na 
Arte da escrita, tentando 
Grafar uma dor, maldita dor,
Desde o momento da tua partida.