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sábado, 4 de julho de 2015

Estados aumentam arrecadação com ICMS da energia e da gasolina e jogam culpa na Dilma e no Governo Federal



Graças aos reajustes de energia elétrica e de combustíveis, os Estados conseguiram ampliar a arrecadação de impostos nos primeiros quatro meses de 2015. Em 17 Estados, a elevação do ICMS sobre estes dois itens reforçou o caixa, como no Pará, onde a arrecadação foi 31% maior entre os meses janeiro e abril de 2015, comparado com o mesmo período do ano passado.

Já no Rio Grande do Sul, a estimativa é de que a receita extra chegue a R$ 600 milhões. O aumento da arrecadação do ICMS na energia e nos combustíveis acaba compensando a queda da atividade no comércio e na indústria.

No fAlha

Apesar da crise, Estados ampliam arrecadação com reajustes de energia

Em meio à crise econômica e à grave situação das finanças públicas, a maioria dos Estados conseguiu ampliar em números reais a arrecadação de impostos nos primeiros meses de 2015.

Os fortes reajustes de combustíveis e da energia elétrica no semestre levaram a um consequente aumento da arrecadação do ICMS sobre esses dois itens, o que reforçou o caixa dos governadores.

Levantamento mostra que a arrecadação caiu só em 9 dos 26 Estados. Grandes economias como Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Bahia elevaram a arrecadação em números reais.

Em Santa Catarina, por exemplo, o valor obtido com ICMS pelo consumo de energia no mês de maio pelo governo praticamente dobrou em comparação com 2014.

Em locais como Mato Grosso e Bahia, a arrecadação com os setores de combustíveis e de energia corresponde a mais de 35% do total obtido com o ICMS, imposto que é a base dos caixas estaduais.

O aumento nas contas de luz no início do ano foi de até 48%, com reajuste médio de 23%. Com a elevação da tarifa bem superior à inflação e a alíquota de imposto mantida igual, o valor obtido pelos Estados aumentou.

A verba extra pode compensar a arrecadação menor com a indústria e o comércio, já que o ICMS é muito sensível à diminuição da atividade econômica.

O governo do Rio Grande do Sul estima que, neste ano, a receita extra decorrente dos aumentos tarifários chegue a R$ 600 milhões. O volume é suficiente para quitar um terço de um mês da folha de pagamento, que o Estado vem sofrendo para manter em dia.

"Os preços administrados, como energia elétrica, têm subido absurdamente e esse é um imposto do qual não se foge", afirma o secretário da Fazenda de Pernambuco, Márcio Stefanni.

O professor de direito tributário da Universidade Federal da Bahia Helcônio Almeida afirma que energia, telecomunicações e combustível são hoje os grandes contribuintes dos Estados devido às alíquotas "altíssimas" e pelo regime de arrecadação "insonegável", junto às concessionárias.

"A crise dos Estados não é maior por conta disso. Não tem como deixar de pagar conta de luz ou do combustível ou do telefone. Quando se fala em aumento de energia elétrica, pode-se colocar na conta um aumento de imposto também."

O Rio de Janeiro teve a maior queda de arrecadação entre os Estados no período, mas o governo diz que houve uma mudança no método de contabilidade neste ano.

Ainda assim, segundo a Secretaria da Fazenda, as receitas do ICMS recuaram, entre outros motivos, devido à incerteza na indústria do petróleo, o que prejudicou a arrecadação e provocou até atrasos em pagamentos.


No Luiz Müller Blog, via http://www.contextolivre.com.br/2015/07/estados-aumentam-arrecadacao-com-icms.html

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Tarifaço de energia é, também, resultado da traição da CNI e da Fiesp

Governo errou ao fazer afagos ao empresariado sem exigir contrapartidas de curto/médio prazo
Governo errou ao fazer afagos ao empresariado sem exigir contrapartidas de curto/médio prazo
Em 2012, após intensa campanha publicitária da Fiesp, o governo resolveu baixar uma medida provisória que reduziria os custos da energia elétrica, para consumidores residenciais e dos setores produtivos.
A presidenta chegou a afirmar em um evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI),  “reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará, apesar de lamentar profundamente a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”. Os índices alcançaram recuo de 20% nas tarifas de energia elétrica e foi saudado pelo empresariado como uma medida modernizadora e significativa para a redução do custo Brasil, redução da inflação, através dos preços de produtos industrializados, dos produtos agrícolas e no comércio.
O governo até então era demonizado pelos agentes do mercado como intervencionista, em excesso, na economia.
Mas esta intervenção foi saudada, com entusiasmo, pela CNI, FIESP e pela indústria alimentícia.
O agrado desmedido aos empresários e a tentativa de forjar uma agenda de aliança com as grandes empresas do país, sem um norte definido e de longo prazo, de imediato, provocou o desequilíbrio financeiro das empresas do setor elétrico.
Somente a Eletrobras, maior empresa do ramo da América Latina e uma das maiores do mundo, teve que suportar prejuízos sucessivos, nos balanços de 2012 a 2014, da ordem de R$17 bilhões! A Medida Provisória nº 579, convertida na Lei nº 12.783/2013, de 14 de janeiro de 2013, que antecedeu em dois anos o fim das concessões para quem quisesse manter a concessão, sem nova licitação, teve este resultado devastador sobre as estatais, que no final das contas, são os entes que mais investem em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no Brasil.
Por outro lado, não se observou a tão propagada redução do custo Brasil…
Em 2012, a inflação do segundo ano de Dilma, fechou em 5,84%, pelo IPCA, índice oficial do governo, medido pelo IBGE.
Logo, 2013 e 2014 deveriam apresenta recuos na inflação, não é mesmo?
Mas não foi o que houve. Em 2013 subiu para 5,91% e em 2014 para 6,41%. Nos três primeiros meses de 2015 este índice já alcança 3,82%.
Fica claro que o governo Dilma foi passado para trás pelo grande empresariado e suas representações de classe.
Além do custo Brasil permanecer alto, houve o aumento do lucro Brasil. Ou seja, os empresários realizaram lucros com o afrouxamento das tarifas de energia elétrica e ganharam sobre o consumidor, assim como aconteceu na ápoca em que CPMF foi abolida pelo Congresso.
O governo atendeu aos empresários e agora todos estão pagando o alto custo do tarifaço de energia elétrica, medida corretora adotada pela equipe econômica do governo, para salvar as empresas do setor elétrico e manter a salvo os gigantescos investimentos no setor.
Apesar da maior seca no nordeste e sudeste, em décadas, o governo e suas empresas controladas conseguiram manter a oferta de eletricidade, sem apelar para racionamentos.
As empresas do setor elétrico foram estranguladas pelas medidas de proteção ao grande capital, mas, mesmo em condições difíceis, conseguiram ótimos resultados operacionais, mantendo o país a salvo do apagão.
A inflação de 2015 será duramente impactada pelo tarifaço nas contas de luz.
E o que se tira de lição desta ação?
O governo pensou estar fazendo acordos com quem poderia cumpri-lo, mas a realidade é que gente como Gerdau e Trabuco, do Bradesco, tiraram proveito do governo e aumentaram seus lucros, sem apresentar a contrapartida para a sociedade, a queda dos preços industrializados , por exemplo.
Em 2014, em pleno período eleitoral, os representantes do capital fizeram diversos encontros e emitiram diversos alertas ao mercado sobre o risco de uma vitória de Dilma nas eleições e, disfarçadamente, recomendando voto em Aécio Neves.
Pior ainda, empresas consideradas aliadas da política econômica foram flagradas no escândalo de evasão fiscal, nas contas secretas do HSBC na Suíça, e agora, no escândalo de sonegação fiscal bilionário, que veio a tona através da operação Zelotes, “amplamente escondida” pela grande mídia.
Os que tiraram de vantagem do tesouro em forma de incentivos fiscais e tarifas mais baixas de energia elétrica, aumentaram ainda mais, em malfeitos excepcionais, com evasão e sonegação fiscais, seus ganhos imorais.
Moral da história: não se faz aliança na base da vantagem imediata, com a faca no pescoço, sem exigir contrapartidas.
Os aliados de Dilma são outros, são estes que precisam ser ouvidos mais vezes e com atenção.
do: https://blogpalavrasdiversas.wordpress.com/2015/04/18/tarifaco-de-energia-e-tambem-resultado-da-traicao-da-cni-e-da-fiesp/

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Nossa vida no universo paralelo


O corte, seletivo, de energia elétrica na segunda-feira à tarde, determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, provocou frisson em toda a imprensa - se é que podemos chamar assim esse conglomerado de mídia que se propôs a varrer do país qualquer resquício de modernidade.

A torcida para que o Brasil mergulhe nas trevas, por parte desse pessoal, é imensa e nem mais disfarçada.

Um blecaute de cerca de 40 minutos em algumas regiões virou "apagão", esse termo maldito que se vulgarizou no governo do maior ídolo das elites, o indefectível "Príncipe dos Sociólogos".


Às pressas, foram convocados os palpiteiros de sempre, os especialistas em tudo e em coisa nenhuma, os salva-pautas sempre de plantão para descascar o governo trabalhista.

Faz calor?

Dilma deveria ter previsto.

Chove?

Faltou planejamento.

As edições de hoje dos jornalões - e provavelmente de toda esta semana - são uma festa só.

O Brasil, mais uma vez, para delírio geral, vai acabar.

Some-se ao terrível apagão o "saco de maldades" do novo ministro da Fazenda.

E o "manchetômetro", essa invenção acadêmica para medir de que lado está a imprensa, vai registrando a maior goleada que um presidente da República já levou na história.

Um verdadeiro vexame para o time de Dilma.

Enquanto tudo isso ocorre, a Eletropaulo, talvez a pior empresa do universo, continua com seus "apaguinhos" diários, infernizando a vida do paulistano.

E não merece uma linha nos jornalões.

E a Sabesp, então?

E o governo Alckmin?

O fato é que a imprensa brasileira revolucionou o conceito de jornalismo, ao retratar não este mundo em que vivemos, mas outro, talvez de uma dimensão desconhecida.

Parece loucura - e é mesmo loucura.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/01/nossa-vida-no-universo-paralelo.html

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

A Eletropaulo, o apagão e o mito da eficiência empresarial


Os relatos que chegam via redes sociais dos amigos paulistanos são dramáticos. Grande parte da cidade está sem energia elétrica e o racionamento de água começa para valer nesses dias, em pleno verão de 40 graus.

A Jornalista Wanise Ferreira foi direto ao ponto, no Facebook:

Acho que está na hora de admitirmos: São Paulo enfrenta um dramático apagão de energia elétrica. A-P-A-G-Ã-O !!! Com todas as letras. Não se trata mais de uma questão circunstancial ou que esteja relacionada a condições climáticas. Todos os dias, chova ou faça sol, vários bairros da cidades ficam horas sem luz. Alguns lugares -- principalmente na periferia -- ficam assim por dias. E não é de hoje.

São alimentos que estragam, remédios que precisam de refrigeração que se perdem, comércio que tem seus serviços comprometidos, semáforos desligados piorando ainda mais o trânsito e muito, muito trabalho sendo prejudicado. São milhões de pessoas afetadas, em maior ou menor escala.
E a Eletropaulo, o que faz? Fala publicamente sobre o assunto, admite o problema e anuncia quais as soluções que estão sendo programadas? Não, nada. Afinal, qual é mesmo o problema, não? E o governador, que para quem não sabe é a autoridade que tem sob sua gestão o fornecimento de energia (e de água) no estado, se manifesta? De jeito nenhum.

Bobagem perguntar porque a imprensa não trata o assunto seriamente, né?
E assim vamos, convivendo com o caos como se normal fosse. Mas não é, gente. Não é normal !!!


Já tratei desse assunto nestas "Crônicas" inúmeras vezes ao longo dos anos. Quando morava em São Paulo fui vítima sei lá quantas vezes da incompetência criminosa da Eletropaulo. Numa delas escrevi que a capital vivia apagões diários que passavam imperceptíveis para a nossa gloriosa imprensa. 

Creio, porém, que, como se diz, o buraco é mais embaixo.

Criou-se no Brasil o mito de que tudo da iniciativa privada é sinônimo de eficiência e tudo que depende do poder público não presta.

Mas o trabalho da Eletropaulo, entre o de tantas outras empresas, está aí para desmentir essa tese.

Gostaria de saber de existe alguma pessoa que não tenha tido problemas sérios com a NET, Vivo, Claro, Oi, Bradesco, Itaú, Santander, lojas virtuais, planos de saúde, companhias de seguro, supermercados - ou até com a padaria da esquina.

As empresas brasileiras, sejam do tamanho que for, prestam, com raras exceções, serviços péssimos, horrorosos, inclassificáveis.

Há cerca de cinco anos escrevi uma croniqueta sobre o assunto, que reproduzo abaixo.

Acho que ela ainda está atual e reflete a situação que vive não só o paulistano, mas o brasileiro em geral, vítima dessa mentirosa "eficiência empresarial".

O mito da eficiência empresarial 

Depois de passar cerca de 40 minutos, divididos em dois telefonemas, ouvindo música da pior qualidade entremeada por mensagens sem nenhum sentido, tive a percepção de que um dos axiomas mais divulgados nesta nossa sociedade - a ineficiência do setor público - deveria ser mudado.

Sim, pois se o setor público é ineficiente, o que falar então do privado?
Os telefonemas foram feitos para a Eletropaulo e tinham como objetivo saber a que horas a energia elétrica voltaria ao prédio em que moro, já que ela havia sido interrompida depois da ventania que assolou meu bairro no começo da tarde do feriado de segunda-feira.

As informações dadas pelos atendentes da empresa não ajudaram muito. O serviço foi normalizado apenas no começo da noite - os dois funcionários erraram feio.

Dessa vez, porém, pelo menos consegui ouvir uma voz do outro lado da linha. Sinal que, se a Eletropaulo ainda está muito longe de cumprir o que manda a legislação que disciplina o atendimento ao consumidor, pelo menos já parece não ignorar que existe um cliente insatisfeito. Meses antes, numa situação similar à deste feriado, não consegui falar com ninguém.

A concessionária de energia elétrica paulistana é um bom exemplo de uma empresa privada ineficiente, pois presta um serviço de péssima qualidade. 

Ficou evidente que seus atendentes não dispunham de informações sobre o andamento do conserto da rede. E que o reparo demorou mais que o necessário - cerca de seis horas, num dia de trânsito absolutamente tranquilo.
Mas não é somente ela que contraria o mito da eficácia do setor privado. Basta ver que, à testa do ranking das reclamações do Procon estão as gigantes de telecomunicações e do setor bancário.

Embora eu não seja nenhum especialista no assunto, é relativamente fácil perceber que as empresas brasileiras sofrem de males variados, que, em síntese, revelam a fragilidade de suas administrações.

Rapidamente, listei alguns dos problemas que são facilmente observados em grande parte das companhias:

1) Desperdício;
2) Má qualidade do serviço/atendimento ao consumidor/pós-venda;
3) Práticas desleais de concorrência (formação artificial de preço, concentração, venda casada);
4) Práticas aéticas de negócio (pagamento de suborno, corrupção);
5) Sonegação fiscal;
6) Desrespeito às leis trabalhistas;
7) Desrespeito à legislação do consumidor;
8) Desprezo ao papel social da empresa.

Pode haver quem diga que eu não tenho nada com isso, pois se a empresa é privada, não tem ações negociadas em Bolsa, o dono faz o que quer com ela. Mas é claro que uma alegação dessas só teria sentido se vivêssemos num sociedade pré-capitalista, mais de 200 anos atrás.

Um país que está entre as dez maiores economias do mundo e almeja chegar ainda mais longe precisa discutir seriamente a atuação de seu setor empresarial, sem preconceitos de nenhuma espécie.

Alimentar essa falácia de que tudo que vem do setor público é ruim e tudo que é privado é bom vai além da irresponsabilidade: chega a ser criminoso.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/01/a-eletropaulo-o-apagao-e-o-mito-da.html#more

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quer saber a diferença entre PSDB e PT?

Enquanto FHC fazia pronunciamento sobre racionamento de energia, apagão e multa...



...Dilma faz pronunciamento sobre a redução da tarifa de energia elétrica e o aumento da produção de energia!


Percebeu a diferença?

É simples assim!

vi no, http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/01/quer-saber-diferenca-entre-psdb-e-pt.html

sexta-feira, 13 de abril de 2012

ONGs ecológicas defendem interesses das potências estrangeiras


Radicais agora culpam usinas
por não terem reservatórios

Sérgio Barreto Motta (*)

Fábula Greenpeace e
Belo Monte
Na fábula O Lobo e o Cordeiro, de La Fontaine, o lobo acusa o interlocutor de sujar a água a ser consumida por ele, o lobo. “Que ousadia a tua, de turvar, em pleno dia, a água que bebo”. Em resposta, o humilde cordeiro informa que estava bebendo 20 metros após a água passar pelo lobo. Mesmo tendo se defendido dessa e de outras acusações, o cordeiro acaba virando refeição do lobo. Guardadas as proporções, isso é o que hoje fazem radicais políticos da área ecológica, em relação à usina de Belo Monte. O país tem extraordinário potencial de energia a ser gerada pela água, mas quase todo esse manancial se encontra no Norte do país. Enquanto o mundo usa e abusa de petróleo, gás e carvão, o Brasil usa 90% de energia elétrica gerada pela água – que sequer é consumida, sendo reentregue à natureza pelas barragens.

Na semana passada, Dilma Rousseff foi criticada por defender as usinas para obter energia. Nesta segunda-feira, em Washington, foi alvo do movimento Xingu para Sempre. Mas, por incrível que possa parecer, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia da ONG holandesa Greenpeace que as novas hidrelétricas da Amazônia “não têm segurança energética, por usarem fio d”água em vez de reservatório, ou seja, dependem do fluxo do rio. “Se ele está cheio, tem energia, do contrário, não” – afirmou ele a Giovanna Girardi, da Agência Estado.

E adivinhem quem impediu o Brasil de criar usinas com amplos reservatórios? Justamente as ONGs internacionais, tendo à frente a holandesa Greenpeace e a inglesa WWF. Verifica-se aí um enorme absurdo: dificultaram ao máximo a construção de usinas como Belo Monte e, como vitória parcial, impuseram a limitação dos reservatórios. Agora, acusam as usinas de serem ineficientes, por não terem reservatórios. É como se o lobo acusasse o cordeiro de poluir o rio. É um absurdo e deveria ser criada uma CPI, para saber se tais ONGs defendem mesmo uma posição ideológica natural ou refletem tão somente a preocupação de grandes potências, de que, agora e para o futuro, seja o Brasil uma potência com energia predominantemente gerada pela barata e ecológica água, enquanto o resto do mundo dependeria de um petróleo cada vez mais caro e escasso.

Em março, o consumo de energia no país subiu 8,4% em relação ao mesmo mês de 2011. Mesmo a fio d”água, Belo Monte é boa para o país. Vai gerar energia todo o tempo e, em fase de escassez, só aí, exigirá o acionamento de usinas termelétricas a gás, petróleo e carvão. Sem Belo Monte, as termelétricas poluentes teriam trabalho todo o ano. E mais: Itaipu tem enorme reservatório, que hoje é verdadeiro parque ecológico, com preservação de uma grande área e cultivo crescente de espécies marinhas, além de prover ajuda ao clima da região, através da evaporação.

A propósito, o escritor francês Gilles Lapouge relata que, na Alemanha e França e até na eficiente China, a energia solar e a eólica estão em crise, pois constatou-se que a geração e principalmente a interligação da energia à malha elétrica custam mais do que o previsto.

Essas novas formas de energia – que hoje representam menos de 1% do consumo mundial – exigem subsídios crescentes de seus governos, pois não comprovaram eficácia para uso industrial e da sociedade. Embora com 89 anos, Lapouge está lúcido e revela que a alemã Q-Cells, uma das quatro produtoras de energia solar a falir na Alemanha, tinha ações cotadas a 80 euros que hoje valem 50 cents da moeda da comunidade. Lapouge passou três anos no Brasil e gosta do país, pois é autor do Dicionário Amoroso do Brasil.

(*) publicado em 11 de abril no Monitor Mercantil de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Estudo diz que veículos elétricos podem ser mais poluentes que os tradicionais

Ciclo Vivo

“Os veículos elétricos têm sido anunciados como a solução ambientalmente correta para se locomover, especialmente nas cidades. Mas uma pesquisa chinesa mostra que estes carros têm um impacto global sobre a poluição que poderia ser mais prejudicial à saúde do que os veículos convencionais.

O estudo da poluição realizado em 34 cidades chinesas revelou que a eletricidade gerada pelas estações de energia para conduzir veículos elétricos leva a emissões de partículas mais finas do que dos veículos movidos a gasolina.

Chris Cherry, professor assistente de engenharia civil e ambiental, e o aluno de graduação Shuguang Ji, analisaram as emissões e os impactos ambientais para a saúde em cinco tecnologias de veículos - carros a gasolina e diesel, ônibus a diesel, e bicicletas e carros elétricos, com foco nas partículas finas perigosas. Eles descobriram que a eletricidade gerada para mover os carros elétricos libera mais partículas de poluição do que um número equivalente de motores a gasolina.

O material particulado vem da combustão de combustíveis fósseis, e inclui ácidos, produtos químicos orgânicos, metais, e partículas de poeira.

"Uma suposição implícita é de que a qualidade do ar e os impactos na saúde são menores para os veículos elétricos do que para os veículos convencionais. Nossas descobertas compara o que é emitido pelo uso do veículo para o que as pessoas estão realmente expostas", explicou Cherry.”
Matéria Completa, ::Aqui::

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Consumo de energia elétrica continua em alta no país, informa NOS





Vladimir Platonow, Agência Brasil

“O consumo de energia elétrica no país registrou  alta de 3,7% em novembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No período de janeiro a novembro deste ano, em relação a igual período de 2010, houve aumento de 3,5%. Os dados constam no boletim de carga mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgado hoje (12).

Na comparação com outubro deste ano, o consumo em novembro foi positivo em 1,6%. Nos últimos 12 meses, houve crescimento de 3,7%. A Região Sul foi a que teve maior aumento, 5,2% em 12 meses, à frente do Sudeste/Centro-Oeste, que registrou 3,9%, e do Norte, com 4,4%. A Região Nordeste, nos últimos 12 meses, teve crescimento de apenas 0,7%.

Segundo o ONS, o aumento no consumo no Sistema Interligado Nacional (SIN) representa o momento econômico do país: “a taxa de crescimento da carga de energia verificada em novembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, reflete a continuidade do movimento de menor dinamismo da atividade econômica, no qual os índices da produção industrial vêm mantendo um ritmo mais moderado de crescimento”.

A íntegra do boletim pode ser acessada no endereço eletrônico da página do ONS:http://www.ons.org.br/download/sala_imprensa/Boletim_Mensal-nov2011.pdf.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Belo monte de inúteis

A contragosto – porque o assunto é chato e inútil – e a pedido de um amigo virtual assisti a uma peça publicitária que circula na internet. No vídeo, um bando de playboys e socialites militontos –  autoproclamados “artistas”, mas que não passam de arroz-de-festa – destilam baboseiras sobre a futura usina hidrelétrica de Belo Monte.
Por falta do que fazer, abraçaram causa pseudo “ecológica” e doaram um tiquinho do tempo que passam torrando dinheiro em shoppings para gravar um vídeo em que o bando de branquinhos, loirinhos de classe média alta se atira à defesa de “índios” em uma peça que, se tirarem som e legendas, facilmente pensarão que foi produzida na Noruega.....

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pacientes em tratamento médico em casa não pagarão conta de luz

As pessoas em tratamento médico que mantêm em casa equipamentos de saúde e que estão inscritas no cadastro único do governo federal não vão pagar mais pela luz que consomem.

A portaria que determina a isenção do pagamento de tarifa de energia elétrica foi assinada nesta terça-feira pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e de Minas e Energia, Edison Lobão.

Um dos grandes problemas enfrentados por quem precisa manter permanentemente em casa equipamentos médicos essenciais, como de aspiração de secreções ou de apoio à respiração, é a dificuldade de pagar a conta de energia, relatou o ministro da Saúde.

"Esse é um dos grandes problema da atenção domiciliar, um dos grandes gastos feitos pelas famílias".

Para ter direito à isenção, é necessário comprovar, por meio de laudo da secretaria de saúde estadual ou municipal, a necessidade de uso dos equipamentos e atualizar regularmente as informações cadastrais na concessionária de distribuição de energia e na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

no jornalisticamente falando

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ABIN identifica as ONGs estrangeiras que boicotam Belo Monte

Para ler essa matéria, click em... mais informações.

O martelinho de Serra e os bueiros explosivos




Serra, Ministro do Planejamento, bate o martelo 
da venda subsidiada da Light
Outro bueiro acaba de explodir no Rio de Janeiro. Uma tampa de ferro foi arremessada de uma galeria entre as ruas Dias da Rocha e Barata Ribeiro, em Copacabana, felizmente, desta vez sem provocar vítimas.
Por mais boa-vontade que se tenha, não é possível deixar de dizer que isto é um acidente.....

sábado, 16 de abril de 2011

Belo Monte será apenas mais uma no Xingu

O Conselho Nacional de Política Energética assegura que Belo Monte será a única usina hidrelétrica construída na bacia do rio Xingu. Mas o professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP e ex-assessor do Ministério de Minas e Energia, Célio Bermann, (foto), afirma que o empreendimento não será viável sem a construção de mais quatro usinas na mesma região, necessárias para aumentar a vazão das águas e, portanto, à produção energética de Belo Monte.
O projeto atual da hidrelétrica prevê uma capacidade de produção igual a 11 mil MW/h. Para se ter ideia o potencial instalado de Itaipu, atualmente a maior usina hidrelétrica do mundo, é de 14 mil MW/h. O problema, explica o professor, é que a capacidade de Belo Monte só poderá ser aproveitada durante 4 meses do ano, quando o volume de águas é maior, em decorrência do regime de chuvas. No restante do ano, a hidrelétrica oferecerá 1 mil MW/h, portanto 10% do seu poder original. Logo, a capacidade instalada média anual será de 4500 MW, que corresponde a 39%, abaixo da medida de produção das demais usinas do país, de 55%......

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os interesses que estão por trás de Belo Monte

Bem do Século

A água é o recurso que mais preocupa o mundo e alimenta os interesses que levaram a OEA a solicitar a paralisação de Belo Monte.
"Brasil, potência hídrica do século 21" é o título bastante sugestivo da matéria de capa de recente edição especial da National Geographic em português, que traz considerações interessantes sobre o aproveitamento do que certamente será a riqueza mais disputada nos próximos mil anos em nosso planeta.
Desde algum tempo tenho procurado mostrar que a água (mais que o ouro, minérios ou petróleo) é o que preocupa e motiva o enorme esforço de marketing promovido por ONGs de várias partes do mundo com o objetivo de provar que os brasileiros são incapazes de:....

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Câmara dos deputados aprovou por 285 votos a 54, na quarta-feira, o acordo entre o Brasil e o Paraguai para aumentar o repasse financeiro feito ao país vizinho pelo consumo do excedente de energia produzida na usina hidrelétrica de Itaipu......