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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

UM NOVO 1968 PODE ESTAR COMEÇANDO


O protesto dos estudantes contra a palestra ultradireitista...
Esta notícia é atual:
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"O campus da Universidade da Califórnia em Berkeley foi fechado nesta quarta-feira (1) em meio a um protesto violento contra uma palestra do editor do site de extrema-direita Breitbart, Milo Yiannopoulos.

...A polícia ordenou que os manifestantes da universidade se dispersassem e, de acordo com a rede de TV americana CNN, pelo menos um incêndio foi iniciado pelos manifestantes".

Este trecho de um ótimo artigo da revista Cult, assinado por Sean Purdy (professor do departamento de História da USP), nos mostra o papel histórico que tal universidade desempenhou na década de 1960:
                                                                                                              .
"A primeira grande mobilização do movimento estudantil nos Estados Unidos aconteceu na Universidade da Califórnia em Berkeley em 1964-1965 sobre o direito dos estudantes de organizar atividades políticas no campus, já que, nos anos 1950, os administradores dessa renomada universidade pública haviam banido tais atividades.

No outono de 1964, estudantes abertamente organizaram atos no campus em solidariedade ao movimento negro para desafiar as proibições. O aluno Jack Weinberg foi preso pela polícia e uma manifestação espontânea de 3 mil estudantes cercou o carro da polícia, proibindo-o de partir por 32 horas. Por dois meses, estudantes continuaram organizando grandes atos e manifestações sob a bandeira do Movimento pela Livre Expressão. Em dezembro, alunos ocuparam o principal prédio da administração da universidade. A polícia entrou e mais de 700 alunos foram presos.
...veio na sequência das manifestações de repúdio a Trump. 

Em janeiro, a universidade suspendeu os líderes da ocupação, provocando uma greve estudantil e manifestações amplas que efetivamente fecharam a universidade. Logo depois, a administração da universidade cedeu e atividades políticas foram permitidas no campus.

O Movimento pela Livre Expressão obteve uma vitória importante, inspirando a organização estudantil no país inteiro. Com a aceleração da guerra no Vietnã, a SDS e outras organizações montaram campanhas nacionais contra a guerra e contra o serviço militar obrigatório".

Estamos passando por momento semelhante, com uma difusa insatisfação entre os jovens dos EUA e Europa, cientes de que a crise econômica colocará enormes obstáculos no seu caminho para a inserção profissional e sucesso nas futuras carreiras. 

Os avanços autoritários pipocam em várias nações e a recém-iniciada presidência de Donald Trump vai na contramão de quase tudo que é belo, digno e justo na face da Terra, ameaçando tanger a humanidade para uma nova Idade Média ou mesmo para o extermínio (em função de seus desvarios ambientais).

Não é utópico trabalharmos com a hipótese de que os EUA novamente se dividirão entre uma embotada e intolerante parcela reacionária e uma ampla frente comum de pessoas esclarecidas e idealistas, dispostas a deter a marcha para a insensatez trumpiana. 
Trump poderá bisar o papel da Guerra do Vietnã: o de aberração contra a qual os melhores se unem.
Sendo que, desta vez, a correlação de forças não será maioria silenciosa x minoria estridente, mas, provavelmente, meio a meio (não esqueçamos que a o apresentador de reality show só ganhou permissão para tocar o terror graças ao estapafúrdio sistema eleitoral estadunidense, pois foi sua hilária adversária quem obteve maior quantidade de votos).

E, com os rigores que se abatem sobre a Europa, tudo leva a crer que uma escalada de protestos estudantis e outras manifestações de inconformismo contra as políticas de Trump repercutirá instantaneamente no velho continente, alavancando o ressurgimento, em larga escala, da contestação jovem.

Um novo 1968 não só é possível, como pode já estar começando.

https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2017/02/um-novo-1968-pode-estar-comecando.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

LINHAS MESTRAS PARA A ESQUERDA PÓS-PT


Lançamento do movimento Mais, no final de julho.
Se ainda havia dúvidas quanto ao fato de o Partido dos Trabalhadores ter-se descredenciado para o papel de força hegemônica da esquerda brasileira, as últimas eleições municipais as dissiparam. A derrota acachapante provou que a narrativa do golpe não convenceu a opinião pública nem levou o eleitorado a absolver o PT. Pelo contrário, a condenação foi inequívoca.

Emblematicamente, um dos agrupamentos que se propõem a ocupar o vazio deixado pelo PT marcou para este sábado (8) encontros municipais que pretende realizar em várias cidades: aNova Esquerda.

No final de julho, já fora fundado o Mais - Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista (vide aqui). Iniciativas semelhantes pipocam pelo País.  

Sentindo-me um pouco como pai dessas crianças, encaro com simpatia todas as tentativas de recolocar a esquerda nos trilhos. 

Foi no terceiro trimestre de 2014 que me dei conta, simultaneamente, da iminência de uma grave crise econômica e do esgotamento do papel positivo do PT, que já não era capaz de formular propostas que empolgassem os explorados, apontando-lhes objetivos e direcionando suas lutas. Em desespero de causa, tentava sobreviver à custa da satanização dos adversários e do mais primário e falacioso alarmismo, já não mais pretendendo ser o melhor partido, mas sim martelando que "os outros são piores".
Nova Esquerda inicia sua trajetória

Percebi que a decadência do PT era irreversível e que a recessão vindoura criaria um caldo de cultura muito perigoso, pois poderia até propiciar um golpe como o de 1964, mergulhando o país numa nova ditadura.

Hoje admito ter superestimado a força que ainda restava ao partido. 

Conseguiu reeleger Dilma Rousseff na bacia das almas, à custa do pior estelionato eleitoral até hoje cometido num pleito presidencial em nosso país, mas foi praticamente destruído pela insistência em tentar corrigir os erros até então cometidos na condução da política econômica rendendo-se incondicionalmente ao inimigo em 2015. 

Como eu também alertara, caiu na mesma armadilha de João Goulart: governo de esquerda que encampa o receituário econômico da direita acaba não conquistando a confiança do grande capital nem convencendo suas próprias hostes, que passam a alvejá-lo com um desmoralizantefogo amigo. Resultado: bastou um piparote do Congresso para encerrar o segundo mandato de Dilma. Caiu de podre.
O QUE FAZER?

Agora, só nos resta juntarmos os cacos, começando de novo a empurrar a pedra para o topo da montanha.

Após o fiasco no pleito municipal, salta aos olhos que não adianta continuarmos questionando a legalidade do Governo Temer, pois ele já se consolidou.

Nem combatermos furiosamente suas propostas, antes mesmo de implantadas, pois é o outro lado que detém o poder de mídia e nos apresentará como inimigos do Brasil, sabotadores da recuperação do país (a ditadura militar utilizou amplamente tal lengalenga e a maioria da população engoliu a patranha, pelo menos até omilagre econômico começar a fazer água).

Em vez de darmos murros em ponta de faca numa conjuntura que nos é desfavorável, temos mais é de limparmos e reformarmos nossa casa, reagrupando-nos, fazendo rigorosa autocrítica dos erros cometidos, discutindo o que deve ser mudado, atualizando estratégias e táticas, depurando nossas fileiras (quem utilizou a causa para obter benefícios pessoais de forma ilícita não pode nelas permanecer, caso contrário o povo jamais voltará a acreditar em nós), criando novas forças, dando oportunidade à afirmação de outras lideranças, etc.

Não será num passe de mágica que vão surgir movimentos com propostas totalmente satisfatórias e incontroversas, há um caminho a percorrermos até tal estágio ser atingido. Até lá, convém sermos tolerantes com algumas inconsistências e impropriedades, na esperança de que sejam corrigidas adiante (vale, contudo, criticá-las francamente, como fez o Dalton Rosado, pois este é o momento em que tudo deve ser colocado em xeque, questionado e discutido).

Quanto às linhas mestras para nossa atuação neste novo momento das lutas sociais, a minha visão é de que:
  • ruíram as ilusões reformistas, não fazendo mais sentido acreditarmos que o capitalismo possa ser maquilado ouhumanizado (ou seja, contentarmo-nos em dele arrancar pequenas concessões, que acabam sendo esvaziadas num momento posterior, como hoje ocorre com a volta da nova classe de remediados à velha pindaíba);
  • ruíram as ilusões eleitorais, não compensando mais coonestarmos uma democracia flagrantemente a serviço da classe dominante mediante nossa participação no Executivo e Legislativo, pois o poder político hoje não passa de um patético fantoche do poder econômico;
  • o foco principal de nossa atuação tem de voltar a ser a sociedade, com empenho total em recuperarmos as ruas, pois a praça que é do povo como o céu e do condor (Castro Alves) não tem nada a ver com a Praça dos Três Poderes;
  • temos de travar de novo as lutas do povo ao lado do povo, pois é assim que acumularemos força para voos maiores, evitando a violência que só dará pretextos para nossa criminalização e deixando sempre claro que todas as vitórias obtidas sob o capitalismo são transitórias e a solução definitiva só virá quando o primado da competição canibalesca e da ganância desenfreada der lugar à livre cooperação dos homens em prol do bem comum.
https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/10/linhas-mestras-para-esquerda-pos-pt.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Golpe, recessão e as possibilidades para os nossos netos

Por: Saul Leblon

Lula Marques / Agência PT
A negociação de um novo ministério em que o PMDB passa a deter fatias consideráveis do orçamento e do poder -- imediatamente, não na arriscada perspectiva de um golpe— deixou o conservadorismo entre estupefato e irritadiço.
 
O ex-presidente Fenando Henrique Cardoso apressou-se em sentenciar seu douto entendimento sobre mais essa lâmina que cruza a noite de golpes, autogolpes e contragolpes em que se transformou a luta pelo poder no país.
 
‘Dilma se aliou ao demônio’, esbravejou, passando recibo.
 
Estamos falando do personagem cujo governo foi uma clássica coabitação com demos de carne e osso que há séculos espetam o tridente no lombo da população brasileira.
 
O muxoxo expressa mais que a ressentida perda da exclusividade.
 
Comodoros da esquadra golpista, em cujos porões se replica o balé de punhais, agora entre Aécio, Serra, Alckmin etc--  temem que a reacomodação ministerial abra uma janela de tempo e oxigênio no labirinto da crise econômica.
 
E ponha tudo a perder.
 
Opera-se na estreita pinguela que interliga o tudo ou nada em meio à densa noite de azeviche que desce sobre a história brasileira.
 
Encadear à aposta ministerial uma iniciativa capaz de reverter  a assombração recessiva é a única chance do lado do governo, antes que o parafuso econômico vare do outro lado.
 
Colonizado pela circularidade do ajuste, o senso comum já reage à insuficiência  dos cortes pedindo outros.
 
Uma espécie de suicídio induzido pela dedução do Estado a partir da contabilidade doméstica asfixia o debate das ‘possibilidades econômicas dos nossos netos’, para emprestar um título inspirado de Keynes, utilizado na chamada desta nota. 
 
 ‘E, todavia, são coisas muito distintas’, ensina a paciência jesuítica do economista brasileiro Luiz Gonzaga Belluzzo. 
 
Aos repórteres que o procuram cheios de ardor pela tesoura ortodoxa, ele adverte: ‘Se o Estado age como o desempregado, que corta tudo, a economia naufraga; a recessão se aprofunda’. E quase num desabafo diante da resistência do material a ser desasnado: ‘Sem crescimento é inviável. Sem crescer, no capitalismo, as coisas começam a ficam muito complicadas’.
 
As coisas estão ficando muito complicadas no Brasil, onde níveis de endividamento pessoal, privado e público, em moeda local e estrangeira, estão sendo desguarnecidos dos fluxos de receita que os mantém solváveis.
 
Como num efeito dominó, as distintas peças da economia vão caindo.
 
Quem pode deter o fluxo?
 
A intuição atilada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva soou o sinal amarelo: o país precisa urgentemente de uma agenda pós-ajuste.
 
Por onde começar?
 
O programa do golpe não hesita. 
 
Ademais do arrocho inclemente, as ‘complicações’ decorrentes da purga recessiva recomendam concluir o trabalho iniciado pelo PSDB nos seus oito anos de poder.
 
A ex-diretora do programa de desestatização do BNDES então, Elena Landau, deu a largada em artigo de 17/09, publicado na Folha, cujo título é imperativo -- ‘É hora de privatizar’.
 
A tucana que saiu do BNDES para o banco Oportunity, onde –junto com o ex-marido, e ex-presidente do BB no governo FHC, Pérsio Arida--  foi assessorar clientes de Daniel Dantas  a adquirir empresas públicas por ela privatizadas, dobra a aposta:
 
‘A crise abre oportunidade para nova rodada de privatizações... A lista de ativos federais, estaduais e municipais a serem vendidos pode e deve ser ampliada. Some-se ainda o plano de desinvestimento da Petrobrás e os valores duplicam’.
 
A abrangência do desenvolvimento e a sorte das gerações futuras estão com o destino ameaçado.
 
A peça-chave da segunda onda de alienação patrimonial é formada pelas maiores reservas de petróleo descobertas e inteiramente mapeadas no século XXI.
 
Pré-sal  significa dinheiro na mão.
 
Em quantidades oceânicas.
 
Ainda que a cotação do barril se estabilize em US$ 55, a densidade energética imbatível e a rentabilidade  líquida e certa das reservas brasileiras,  fazem desse patrimônio um dos alvos mais cobiçados ativos da guerra econômica global. 
 
Serra –‘ o maior entusiasta da venda da Vale’, já disse FHC— é o general de campo dessa cobiça incansável.
 
O assalto ganha vapores de pertinência  quando se verifica que a dívida da Petrobras –mais de US$ 100 bi--  atingiu uma dinâmica preocupante.
 
A estatal criada por Vargas em 1953, a contragosto do PSDB que se chamava UDN, arfa sob um torniquete de duas voltas.
 
Uma queda da ordem de 50% nas cotações do barril nos últimos 12 meses espreme sua receita; a desvalorização de mais de 50% do real, potencializa seu passivo. 
 
Para arrematar, o corner financeiro é vitaminado pela paralisia da rede de fornecedores e empreiteiras, em consequência da Lava Jato.
 
A cadeia do petróleo foi redesenhada no Brasil nos últimos anos.
 
Para o desenvolvimento do país, a Petrobrás hoje é muito mais importante do ponto de vista estratégico do que quando foi criada por Vargas. 
 
O petróleo deixou de ser apenas uma marca de abastecimento para ser uma usina industrializante, geradora de emprego, ciência e pesquisa, fundos para educação e a saúde, soberania e poder geopolítico. 
 
Representa talvez o derradeiro e o mais valioso legado da luta pelo desenvolvimento ao  futuro da nação e o de seus filhos.
 
Está tudo por um fio. 
 
Ações irrefletidas de venda e desmembramento para fazer caixa podem seccionar cadeias de coerência estratégica e produtiva.
 
A pressão de centuriões das petroleiras multinacionais, a exemplo de Serra e assemelhados, avança para romper o lacre garantidor de toda a engrenagem.
 
Se o regime de partilha for derrubado, como querem, a supervisão obrigatória da Petrobrás na exploração das novas reservas, graças a uma participação cativa de pelo menos 30% nos consórcios, cairá por terra.
 
Não é uma fatalidade, embora o colunismo isento e patriótico faça enorme esforço para torna-lo assim. 
 
O país dispõe de três trunfos para reagir: reservas internacionais da ordem de US$ 380 bi; um mercado de massa que já representa 51% da população (escala que o credenciaria sozinho a figurar no G20) e o pre-sal.
 
Não é pouco.
 
Na verdade, é muito. 
 
Poucas nações no planeta menosprezariam essas potencialidades na resposta a uma transição de ciclo de desenvolvimento como a que se vive por essas bandas
 
A nação golpista, porém, cerra braços nas fileiras das exceções.
 
Mas a avenida existe.
 
Por exemplo.
 
As reservas brasileiras em dólar estão aplicadas predominantemente em títulos e papeis indexados à taxa de juro baixa do mercado internacional. 
 
No primeiro trimestre deste ano o governo tomou empréstimos no mercado interno à taxa de juro média de 5%, para adquirir dólares dos exportadores. 
 
Na aplicação desses dólares recebe juros de 0,16%. 
 
A diferença entre o custo de comprar e o de carregar as reservas foi de R$ 48,358 bilhões nesses três meses. Ou seja, cerca de US$ 11 bi por trimestre; algo como US$ 44 bilhões/ano.
 
O desequilíbrio autoriza um exercício bastante preliminar de realocação de passivos e ativos que pode dar lastro financeiro ao resgate do futuro acuado hoje na crise da Petrobrás.
 
Passo um:
 
-- se o governo brasileiro comprasse a metade da dívida externa da Petrobrás junto aos credores internacionais, com deságio, e gastasse nisso US$ 40 bi das reservas não abalaria seu air-bag de dólares, que cairiam para ainda expressivos US$ 340 bi.
 
Passo dois:
 
-- abre-se assim um espaço para aliviar drasticamente o impasse de caixa da estatal, sem gerar prejuízo ao Estado. 
 
Ao contrário.
 
A dívida que apenas trocou de mão seria alongada e indexada a barris/equivalentes de petróleo, com base na cotação média projetada para os próximos anos.
 
A Petrobrás recuperaria seu fôlego e a capacidade de reorganizar soberanamente a cadeia do pré-sal.
 
O carregamento das reservas brasileiras ficaria mais barato ao país.
 
Modelos semelhantes poderiam –deveriam—  ser testados  para sanear a cadeia das empreiteiras do PAC e do pré-sal trocando-se, no caso, a remuneração em barris por ações das respectivas companhias, com alívio para bancos credores e dividendos superiores à remuneração das reservas.
 
São especulações rudimentares, repita-se.
 
Exigem rigoroso trabalho de aprimoramento para a avaliação de sua consistência financeira.
 
O que fica claro é que há mecanismos de ajuste para além da lógica recessiva que faz apenas aprofundar gargalos existentes e criar outros novos.
 
Não é a ‘solução Elena Landau’ que aliviará o horizonte pesado das expectativas que ora asfixiam o investimento, o emprego, o consumo e a receita do governo.
 
A solução tucana tem sua consequência precificada na sulforosa receptividade que desfruta junto a círculos especulativos.
 
Irradia lógica sabida e sabichona.
 
Trata-se de empobrecer o Brasil para enriquecer fundos e capitais ansiosos por ‘comprar o país’ na bacia das almas de uma crise, em certa medida magnificada pelo autofalante conservador.
 
A alternativa consiste em ordenar a economia para servir aos interesses do mais importante credor de um país -- seu povo. Impedir a rapina do patrimônio público é o requisito, no caso brasileiro, para evitar que se sonegue aquilo que Keynes enxergava auspiciosamente, em um texto de 1930,  com ‘as possibilidade econômicas dos nossos netos’. A ver.
http://cartamaior.com.br/?/Editorial/Golpe-recessao-e-as-possibilidades-para-os-nossos-netos/34604