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terça-feira, 24 de julho de 2012

Brasil cria 1 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre


“Em todo o governo Dilma, foram abertos 3 milhões de postos de trabalho

Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual

O mercado formal de trabalho manteve ritmo moderado em junho, abaixo dos dois anos anteriores, e criou 120.440 empregos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No primeiro semestre, foram abertas 1.047.914 vagas com carteira assinada, elevação de 2,76% sobre o estoque de dezembro. Em 12 meses, a expansão é de 4,08%, com acréscimo de 1.527.299 postos de trabalho. Em todo o governo Dilma, de janeiro de 2011 a junho deste ano, foram criados 3.064.257 empregos, crescimento de 8,54%.

Os resultados de junho perdem para os de 2011 e 2010 (melhor ano da série histórica do Caged), e superam os de 2009, ano em que a crise atingiu mais fortemente o Brasil. Isso também se repete na comparação com o primeiro semestre. Nos últimos dois anos, foram criadas pouco mais de 1,4 milhão de vagas em cada período, acima deste ano (1 milhão de janeiro a junho). Mas o resultado de 2012 supera de longe o da primeira metade de 2009, quando a criação de empregos formais não chegou a 300 mil. O salário médio de admissão (R$ 1.002,64) ficou 5,9% acima de igual período de 2011.”

Segundo o ministério, o emprego formal no primeiro semestre cresceu em todos os setores de atividade econômica, com destaque – em números absolutos – para o setor de serviços (469.699 vagas, expansão de 3,05%). As maiores taxas de crescimento foram do setor agrícola (8,69%), que abriu 135.440 postos de trabalho, e da construção civil (7,13%), com 205.907. O comércio teve saldo de 56.122 vagas (0,66%). A indústria de transformação abriu 134.094 empregos (1,64%).
O saldo de junho é resultado de 1.732.327 admissões, o segundo maior total para o mês, e de 1.611.887 desligamentos, maior número para o período. A agricultura foi responsável por metade das vagas criadas (60.141, expansão de 3,71%), com destaque para o cultivo de café. O setor de serviços abriu 30.141 postos de trabalho (0,19%), e a indústria de transformação, apenas 9.968 (0,12%), resultado considerado "modesto" pelo próprio governo.
O total de empregos celetistas no Brasil chegou em junho a 38.759.504. Destes, 15,8 milhões estão no setor de serviços, 8,5 milhões no comércio, 8,3 milhões na indústria de transformação, 3 milhões na construção e 1,7 milhão na agropecuária.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O nível de emprego no País está melhor ou pior?


Breno Costa, DCI

“Nos noticiários recentes estamos acompanhando que o nível de criação de vagas de emprego no País está em níveis mais baixos que o observado em outros anos. Ao mesmo tempo, quando pesquisamos a Taxa de Desemprego, percebemos recordes no sentido contrário.  O indicador apresenta quedas sucessivas e seu nível pode ser lido como “Pleno Emprego” (inédito no Brasil). Seria isso um paradoxo econômico? Vamos explorar esse assunto na coluna dessa semana.

Antes de avançar no assunto de emprego, permita-me estabelecer um conceito fundamental: Fluxo X Estoque. Fluxo são movimentações periódicas de entradas e saídas. Estoque é a resultante do estoque do período anterior somando os fluxos de entrada e saídas deste período. Enumeremos um exemplo prático: O quanto um cidadão tem investido no banco é estoque, o quanto ele aplica ou resgate mensalmente é um fluxo.

No caso em questão, a Taxa de Desemprego mede o estoque de pessoas desempregadas, comparada ao total de pessoas economicamente ativa. A criação de vagas é fluxo, seria a quantidade de pessoas que saíram da condição de desemprego e entraram na condição de empregadas.

Com esses conceitos postos, vamos derrubar esse aparente paradoxo.

Quando analisamos a tendência da Taxa de Desemprego por meio da média móvel de 12 meses para isolar efeitos de sazonalidade, observamos uma queda sistemática dos níveis desde o inicio de 2004.

Neste período de 2004, tínhamos uma taxa média de 12,5%. O valor observado nos últimos 12 meses é de 5,9%, ou seja, uma queda quase pela metade. O nível de emprego do último mês publicado (janeiro/2012) foi de 5,5%.”
Artigo Completo, ::Aqui::

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Brasil deve manter nível de "pleno emprego"


DCI

“O mercado de trabalho  passa a concretizar uma situação inédita no País. Apesar da crise internacional, especialistas afirmam que o País vive o chamado "pleno emprego". Isto é, há vagas e a maioria da população economicamente ativa está empregada, o que deve continuar a ser o cenário em 2012. O problema é que, muitas vezes, não há pessoal qualificado para preencher esses postos de trabalho. O diretor-executivo da consultoria Michael Page, Marcelo de Lucca, afirma que os empresários estão otimistas. Ele revela que pesquisa recentemente realizada pela consultoria mostra que entre 60% a 70% das empresas tendem a aumentar as contratações em 2012.”

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

BRASIL CRIA 2,3 MILHÕES DE EMPREGOS FORMAIS NO ANO


RESULTADO FOI O SEGUNDO MELHOR NA SÉRIE DO CAGED PARA O PERÍODO.
 EM NOVEMBRO, FORAM GERADOS 42.735 EMPREGOS

“O Brasil gerou 2.320.753 postos de trabalho com registro em carteira entre os meses de janeiro a novembro deste ano, equivalentes a expansão de 6,46% em relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010. 

CAGED

O resultado - que incorpora as informações declaradas fora do prazo (série ajustada) - foi o segundo melhor na série do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para o período, sendo menor apenas do que em 2010, quando foram abertos 2.918.549 novos postos. Somente em novembro deste ano, foram criados 42.735 empregos formais, alta de 0,11% em relação ao estoque de empregos celetistas do mês anterior. 

“É importante ressaltar que o resultado dos meses de janeiro a novembro de 2011, considerando a série ajustada, foi bastante favorável ao atingir a criação de mais de 2,3 milhões de empregos, o segundo melhor desempenho da série histórica para o período. Porém, os dados do CAGED, no mês de novembro, ao apontar a criação de 42.735 postos de trabalho, mostram que o emprego formal continua crescendo, confirmando, porém, diminuição de dinamismo que já vinha sendo sinalizada nos últimos meses. Esse comportamento pode ser justificado, em parte, pela presença de fatores sazonais, como também conjunturais, em razão da repercussão dos efeitos da crise internacional“, explica o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto dos Santos Pinto.

Nesse período, a expansão do emprego foi influenciada pelodesempenho positivo em quatro setores de atividade econômica, sendo destaque o Comércio, com 107.920 postos e alta de 1,30%, a maior taxa de crescimento entre os setores e o terceiro maior saldo para o mês na série do CAGED; e Serviços, com 53.999 postos e crescimento de 0,36%. Já a Administração Pública contribuiu com 250 postos (+0,03%) e Extrativa Mineral com 129 postos (+0,06%).

Na contramão, tiveram desempenho negativo os setores daIndústria de Transformação, com retração de 54.306 postos (-0,65%) devido a fatores conjuntural e sazonal; Agricultura, com -42.297 postos (-2,55%), devido a fatores sazonais; Construção Civil, com -22.789 postos (-0,82%), resultado influenciado por fatores sazonais (climáticos) e conjunturais; e Serviços Industriaisde Utilidade Pública, com perdas de 171 postos de trabalho (-0,04%).

No recorte geográfico, houve elevação do emprego em vinte e uma Unidades da Federação, com três delas apresentando recordes, uma registrando o segundo melhor saldo e duas apontando o terceiro melhor desempenho para o mês. Os destaques, em números absolutos, couberam aos estados do Rio de Janeiro, com 24.867 postos (+0,70%), o segundo melhor desempenho para o mês; Rio Grande do Sul, com 12.875 postos (+0,52%); Santa Catarina, 12.089 postos (+0,66%); Minas Gerais, 5.825 postos (0,14%) e;Paraná, com 5.663 vagas (0,22%).

Já os estados que apresentaram desempenhos recordes foram:Pará, com 4.226 postos (+0,62%); Amapá, 496 postos (+0,76%) eRoraima, com 451 postos ou +1,13%. Influenciados por fatores sazonais e conjunturais, dentre os estados que tiveramdesempenho negativo estão: São Paulo (-29.145 postos ou -0,24%); Goiás (-10.466 postos ou -0,96%) e Mato Grosso (-5.791 postos ou -1,02%).

O CAGED também mostra expansão do emprego em quatro das cinco grandes regiões: Sul, com 30.627 postos; Nordeste, com 20.089 postos; Norte, com 4.870 postos e Sudeste, com 3.261 empregos. Devido a motivos sazonais e conjunturais, o Centro-Oeste foi a única região a apresentar redução no nível de emprego, equivalente a 16.112 postos (-0,57%).

Em doze meses, a geração de empregos atingiu 1.900.571 postos de trabalho, correspondendo ao aumento de 5,23%. 

No período de janeiro de 2003 a novembro de 2011, tomando como referência os dados da RAIS (que abrange Celetistas e Servidores Públicos Federais, Estaduais e Municipais) e do Caged,foram gerados 17.705.195 empregos formais.”

FONTE: Assessoria do Comunicação Social do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Transcrito no portal do PT  (http://www.pt.org.br/index.php?/noticias/view/pais_cria_23_milhoes_de_empregos_formais_no_ano) [imagem do Google adicionada port este blog ‘democracia&política’].