Mostrando postagens com marcador False Flag. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador False Flag. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de março de 2016

Será que os americanos vivem numa realidade falsa criada por orquestração?


 
Por Paul Craig Roberts, via resistir

A maior parte das pessoas conscientes e capazes de pensar abandonaram os chamados "media de referência". Os presstitutos destruíram a sua própria credibilidade ao ajudarem Washington a mentir — "armas de destruição em massa de Saddam Hussein", "ogivas iranianas", "utilização de armas químicas por Assad", "invasão russa da Ucrânia" e assim por diante. Os media "de referência" também destruíram a sua credibilidade pela sua aceitação completa do que quer que seja que as autoridades digam acerca de alegados "eventos terroristas", tais como o11/Set e o Boston Marathon Bombing, ou de alegados tiroteios em massa tais como Sandy Hook e San Bernardino. Apesar de gritantes inconsistências, contradições e falhas de segurança que parecem demasiado improváveis para acreditar, os media "de referência" nunca questionam ou investigam. Eles simplesmente relatam como facto tudo o que dizem as autoridades .

Sinal de um estado totalitário ou autoritário é a existência de órgãos de comunicação que não sentem a responsabilidade de investigar e descobrir a verdade, que em vez disso aceitam o papel de propagandistas. Todos os media de Washington desde há muito estão em modo propaganda. Nos EUA a transformação de jornalistas em propagandistas foi completada com a concentração de meios de comunicação diversificados e independentes em seis mega-corporações que já não são dirigidas por jornalistas.

Em consequência, pessoas judiciosas e conscientes confiam cada vez mais nos media alternativos que questionam, organizam factos e apresentam análises ao invés de uma narrativa oficial inacreditável.

O primeiro exemplo é o 11/Set. Grande número de peritos destruíram a narrativa oficial que não tem evidências factuais que a suportem. Contudo, mesmo sem a evidência real apresentada por aqueles que dizem a verdade sobre o 11/Set, a narrativa oficial abandona-as. Querem que acreditemos que uns poucos árabes sauditas sem tecnologia além de canivetes e sem apoio do serviço de inteligência de qualquer governo foram capazes de iludir a maciça tecnologia de vigilância criada pela DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) e pela NSA (National Security Agency) e efectuar o mais humilhante golpe a uma super-potência alguma vez dado na história humana. Além disso, eles foram capazes de fazer isto sem o presidente dos Estados Unidos, o Congresso dos EUA e os media "de referência" exigirem responsabilização por um fracasso tão total da alta tecnologia do estado para a segurança nacional. Ao invés de uma Casa Branca conduzir a investigação desta falha de segurança tão maciça, a Casa Branca resistiu durante mais de um ano a qualquer investigação que fosse até que finalmente cedeu aos pedidos das famílias do 11/Set que não podiam ser subornadas e concordou com uma Comissão do 11/Set.

A Comissão não investigou mas simplesmente sentou e escreveu a narrativa contada pelo governo. Posteriormente, o presidente da Comissão, o vice-presidente e a assessoria jurídica escreveram livros nos quais dizem que foi recusada informação à Comissão, que responsáveis do governo mentiram à Comissão e que a Comissão "foi estabelecida para falhar". Apesar de tudo isto, os presstitutos ainda repetem a propaganda oficial e por isso permanecem bastantes americanos crédulos para impedir a responsabilização.

Historiadores competentes sabem que acontecimentos forjados (false flag) são utilizados para fazerem frutificar agendas que não podem ser conseguidas de outro modo. O 11/Set deu aos neoconservadores que controlavam a administração George W. Bush o novo Pearl Harbor que consideravam necessário a fim de lançar suas invasões militares hegemónicas a países muçulmanos. O Boston Marathon Bombingpermitiu um experimento do Estado Policial Americano, completado com o encerramento de uma grande cidade americana, colocando 10 mil tropas armadas e equipes SWAT nas ruas onde estas efectuaram buscas domiciliares casa a casa forçando os moradores a saírem dos seus lares a ponta de bala. Esta operação sem precedentes foi justificada como sendo necessária a fim de localizar um jovem ferido de 19 anos, o qual era claramente um bode expiatório.

Há tantas coisas estranhas na narrativa de Sandy Hook que provocaram uma série de cépticos. Concordo em que há anomalias, mas não tenho tempo para estudar a questão e chegar à minha própria conclusão. O que tenho percebido é que não nos são dadas explicações muito boas quanto às anomalias. Por exemplo, neste vídeo feito a partir de noticiários da TV , o seu criador pretende que a pessoa do pai choroso que perdeu o seu filho é a mesma que está fardada como SWAT a seguir ao tiroteio em Sandy Hook. A pessoa é identificada como um actor conhecido. Agora, parece-me que isto é fácil testar. O pai choroso é conhecido, o actor é conhecido e as autoridades têm de saber quem é membro da equipe SWAT. Se estas três pessoas, que podem passar uma pela outra, puderem ser reunidas numa sala ao mesmo tempo podemos afastar a revelação afirmada neste vídeo. Entretanto, se as três pessoas separadas não puderem ser reunidas, então devemos perguntar porque este engano, o qual levanta questões sobre toda a narrativa. Pode assistir todo o vídeo ou apenas saltar para a marca dos 9:30 e observar o que parece ser a mesma pessoa em dois papeis diferentes.

Os media "de referência" têm as capacidade para fazerem estas investigações simples, mas não as fazem. Ao invés disso, os media ditos "de referência" chamam os cépticos de "teóricos da conspiração".

Há um livro do professor Jim Fetzer e Mike Paleck a dizer que Sandy Hook foi um ensaio do FEMA para promover o controle de armas e que ninguém teria morrido em Sandy Hook. O livro estava disponível na amazon.com mas subitamente foi proibido. Por que proibir um livro?

Aqui está um sítio para efectuar o descarregamento gratuito do livro: rense.com/general96/nobodydied.html . Não li o livro e não tenho opinião. Sei, entretanto, que o estado policial em que a América se está a tornar tem um interesse poderoso em desarmar o público. Hoje também ouvi uma notícia de que pessoas que dizem ser pais das crianças mortas estão a promover um processo contra o fabricante da arma, o que é coerente com a afirmação de Fetzer.

Aqui está uma entrevista com Jim Fetzer. Se a informação que Fetzer apresenta é correcta, é evidente que o governo dos EUA tem uma agenda autoritária e está a utilizar eventos orquestrados destinada a criar uma falsa realidade para os americanos a fim de alcançar esta agenda.

Parece-me que os factos de Fetzer podem ser facilmente verificados. Se os seus factos se mostrarem correctos, então exige-se uma investigação real. Se os seus factos não forem correctos, a narrativa oficial ganha credibilidade pois Fetzer é um dos cépticos mais acérrimos.

Fetzer não pode ser afastado como um tolo. Ele tem uma licenciatura magna cum laude da Universidade de Princeton, tem um Ph.D. da Universidade de Indiana e foi um eminente professor da Universidade de Minnesota até a sua aposentação em 2006. Ele teve bolsa da National Science Foundation e publicou mais de 100 artigos e 20 livros sobre filosofia da ciência e filosofia da ciência cognitiva. É um perito em inteligência artificial e ciência computacional e fundou a publicação internacional Minds and Machines. No fim da década de 1990, foi solicitado a organizar um simpósio sobre a filosofia da mente.

Para uma pessoa inteligente, as narrativas oficiais do assassínio do presidente Kennedy e do 11/Set são simplesmente não críveis, porque as narrativas oficiais não são coerentes com as evidências e com o que sabemos. A frustração de Fetzer com pessoas menos capazes e menos observadoras mostra-se progressivamente e isto funciona em seu desfavor.

Parece-me que se as autoridades por trás da narrativa oficial de Sandy Hook estão seguras da mesma, elas deveriam saltar diante da oportunidade de confrontar e desmentir os factos de Fetzer. Além disso, em algum lugar deve haver fotografias das crianças mortas mas, tal como o alegado grande número de gravações por câmaras de segurança de um avião a chocar-se com o Pentágono, ninguém as viu. Pelo menos ninguém que eu conheça.

O que me perturba é que ninguém entre as autoridades ou os media "de referência" tem qualquer interesse em verificar os factos. Ao invés disso, aqueles que levantam assuntos incómodos são descartados como teóricos da conspiração.

Esta incriminação é enigmática. A narrativa do governo do 11/Set é a de uma conspiração, tal como a narrativa do governo quanto ao Boston Marathon Bombing. Estas coisas acontecem por causa de conspirações. O que está em causa é: conspiração de quem? Sabemos, da Operação Gladio e da Operação Northwoods , que governos se empenharam em conspirações assassinas contra seus próprios cidadãos. Portanto, é um erro concluir que governos não se empenham em conspirações.

Ouve-se frequentemente a objecção de que se o 11/Set fosse um ataque forjado (false flag), alguém teria falado.

Por que teriam eles falado? Só aqueles que organizaram a conspiração saberiam. Por que iriam eles minar a sua própria conspiração?

Recordem William Binney . Ele desenvolveu o sistema de vigilância utilizado pela NSA. Quando verificou que este estava a ser utilizado contra o povo americano, ele falou. Mas não levou documentos com os quais provasse suas afirmações, o que o salvou de um processo mas não lhe deu provas para confirmar o afirmado. Eis porqueEdward Snowden levou os documentos consigo e divulgou-os. No entanto, muitos vêem Snowden como um espião que roubou segredos da segurança nacional, não como um denunciante a advertir-nos de que a Constituição que nos protege está a ser demolida.

Responsáveis de alto nível do governo contradisseram partes da narrativa oficial do 11/Set e a versão oficial que liga a invasão do Iraque ao 11/Set e a armas de destruição em massa. O secretário dos Transportes, Norman Mineta, contradisse o vice-presidente Cheney e a narrativa oficial da cronologia do 11/Set. O secretário do Tesouro Paul O'Neill disse que o derrube de Saddam Hussein foi o assunto da primeira reunião do gabinete na administração George W. Bush muito antes do 11/Set. Ele escreveu isso num livro e disse-o no programa 60 Minutes da CBS. A CNN e outras estações noticiosas relataram-no. Mas não houve efeito.

Os denunciantes pagam um alto preço. Muitos deles estão na prisão. Obama processou e aprisionou um número recorde deles. Uma vez que lançados à prisão, a questão passa a ser: "Quem acreditaria num criminoso?"

Em relação ao 11/Set, toda espécie de gente falou. Mais de 100 polícias, bombeiros e primeiros socorristas relataram ouvir e sentir um grande número de explosões na Torres Gémeas. O pessoal de manutenção informou ter sentido explosões maciças na sub-cave antes de o edifício ser atingido por um aviãoNenhum destes testemunhos teve qualquer efeito sobre as autoridades por trás da narrativa oficial ou sobre os presstitutos.

Há 2.300 arquitectos e engenheiros que escreveram ao Congresso requerendo uma investigação real. Ao invés de serem tratados com o respeito que 2.300 profissionais merecem, foram descartados como "teóricos da conspiração".

Um painel internacional de cientistas relatou a presença de nanotermita reagida e reagida incompletamente na poeira dos World Trade Centers. Eles ofereceram suas amostras a agências do governo e a cientistas para confirmação. Ninguém as tocou. A razão é clara. Hoje o financiamento da ciência está fortemente dependente do governo federal e de companhias privadas que têm contratos federais. Os cientistas entendem que falar acerca do 11/Set significa o término das suas carreiras.

O governo nos tem onde nos quer ter — impotentes e desinformados. A maior parte dos americanos é demasiado inculta para ser capaz de diferenciar entre um edifício ruir de um dano assimétrico e um que cai por explosão. Jornalistas "de referência" não podem questionar e investigar e manter seus empregos. Cientistas não podem falar e continuarem a ser financiados.

Contar a verdade foi relegado aos media alternativos da Internet onde eu apostaria que o governo activa sítios a proclamarem conspirações selvagens, cujo propósito é desacreditar todos os cépticos.
     
O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Atentados em Paris não aconteceram


Por  Wilson Roberto Vieira Ferreira , via Cinegnose

Acumulação, consonância e onipresença. Esses três palavras definem a atual cobertura da grande mídia brasileira aos ataques em Paris. Ao contrário da autêntica Chernobyl brasileira em que se transformou a catástrofe ambiental e humana em Mariana/MG com o rompimento da barragem de detritos da Vale do Rio Doce/Samarco. Por que essa diferença de tratamento? Há muitos motivos políticos e econômicos em não expor uma empresa privada anunciante na grande mídia. Mas também porque a essência do terrorismo é midiática para ser midiatizável. Os atentados em Paris foram praticamente um kit imprensa dado de mão beijada para as redações com personagens, histórias e roteiros prontos. Será que esse é o motivo da recorrência de relatos sobre a sensação de irrealidade em depoimentos de vítimas e testemunhas? E também o motivo da espiral de especulações sobre uma suposta Operação False Flag? E se os mais de 100 mortos não forem prova de que testemunhamos um acontecimento real?

Terminado o jogo França X Alemanha no Stade de France na fatídica noite de sexta-feira 13 dos ataques em Paris, os torcedores se dirigiram ao gramado à espera da autorização para deixar o local. Depois a TV mostrou ao vivo a multidão dirigindo-se aos corredores de saída. Cantavam a Marselhesa, agitando a bandeira da França e erguendo os punhos.

Certamente não era pela comemoração da vitória da França por 2 a 0. Informados pelos celulares sobre o que transcorria fora do estádio, o clima era de ódio, revolta e evidente desejo de revide contra os terroristas. Essa talvez tenha sido a imagem mais emblemática daquela noite, porque mostrou ao vivo o resultado imediato dos ataques terroristas, de conveniência política e geopolítica – com a maior população muçulmana da Europa e uma das sociedades mais divididas do continente, reforça ainda mais a xenofobia contra a atual onda de imigrantes fugidos da guerra na Síria e Afeganistão.

Além de criar um conveniente Estado policial reforçado pelo medo e tensão popular, reforçar o papel da França na coalização militar liderada pelos EUA contra a Síria e atingir o país mais simbólico da Europa: a terra da Liberdade, Igualdade e Fraternidade.  


Terrorismo é um fenômeno midiático: não visa tomada de poder, mas a dissuasão – voltado para as ondas concêntricas da mídia objetiva produzir a percepção de pânico, tensão, insegurança, divisão e todo um conjunto de sentimentos mais baixos da psique humana. Fenômeno tão midiático que, certa vez, fez o filósofo francês Jean Baudrillard afirmar que os atentados de 2001 jamais ocorreram. Não teriam sido fatos “reais” ou “históricos” mas fatos midiatizados.

Mesmo com imagens de vítimas sendo arrastadas deixando rastros de sangue e mortos cobertos pelos paramédicos nas ruas, é paradoxal a sensação de irrealidade relatado tanto pelas vítimas como por analistas na Internet.

A “irrealidade” dos atentados

Por exemplo, em poucas horas depois dos ataques já era possível ler publicações que já enumeravam inconsistências e estranhas coincidências no episódio (que abordaremos mais adiante). O que seriam evidências de que estaríamos diante de mais um evento False Flag (Falsa Bandeira) – espécie de auto-terrorismo onde atentados são criados pelo próprio Estado para justificar determinada agenda política ou econômica. Hipótese absurda para muitos (é impensável o Estado matar seus próprios cidadãos) mas já fartamente documentada como estratégia de propaganda para criar tensão, como também veremos adiante.

 Uma testemunha da chegada da polícia na cada de shows Bataclan relatou: “eles agiam como se estivessem em um filme” (clique aqui). Enquanto isso, o jornalista do Le Monde que mora atrás do Bataclan filmou com o celular o desespero das vítimas fugindo da sala de espetáculos. “Estava trabalhando em casa e estava passando um filme em que Jean-Huges Anglada interpreta um policial... tinha gente correndo para todos os lados... pensei nas imagens do 11 de setembro”. Uma meta-memória, sabendo-se que no próprio 11 de setembro testemunhas relataram que acreditavam que o incêndio nas torres era um efeito cenográfico de alguma produção hollywoodiana.



O depoimento do brasileiro João Lira, professor de arquitetura, também é significativo: “vi faíscas do outro lado da calçada. Juro que pensei que eram bombinhas de São João, uma girândola talvez, que poderia fazer parte de alguma brincadeira cenográfica”. O que relembra o episódio do chamado “maníaco do Shopping” em 1999 que abriu fogo em uma sala de cinema em São Paulo. Muitos acreditavam que faziam parte de alguma “pegadinha” (na época as “Pegadinhas do Faustão” da Globo estavam em evidência) referente ao filme Clube da Luta e demoraram para tomar pé da situação e se proteger.

Em uma das ações terroristas, um policial gritou para o público em uma pizzaria atingida pelos atiradores: “corram para casa, isso não é um filme!”.

Paris X Mariana/MG


A conveniência dos atentados não é apenas política e geopolítica. É midiática. Esse talvez seja um dos motivos do porquê a Chernobyl brasileira em que se transformou a catástrofe ambiental da Vale do Rio Doce/Samarco em Mariana/MG não tenha merecido a mesma onipresença, consonância e acumulação da grande mídia brasileira – não tem o appeal midiático e icônico de uma Paris com pessoas bonitas, cultas, de bom gosto e com uma certa ideia de civilização para aqueles que acham que a história da arte acabou no impressionismo e na art noveau.

O chamado “Estado Islâmico” sabe disso. Como todos os atentados, visam locais icônicos que parecem seguir o velho roteiro hollywoodiano: era uma vez um lugar bonito e civilizado cuja ordem é quebrada pelo mal para depois a ordem ser reestabelecida  pelos protagonistas – o Estado policial. Eles sabem que seus atentados preenchem os quesitos dos roteiros da coberturas “humanizadas” tão prezadas pelo marketing jornalístico. 


Essas relatos recorrentes de irrealidade em meio a um acontecimento tão realista e violento seriam sintomas de que todos os personagens da cena de terror (vítimas, atiradores, policiais e paramédicos) estão imersos em uma ação essencialmente midiática e midiatizável?

Para tentar responder a essa pergunta vamos nos aprofundar na espécie de Deep Web das informações em torno dos atentados de Paris: estranhas coincidências, inconsistências e clichês que parecem formar um roteiro pronto e oferecido para a grande mídia como fosse um kit imprensa.

(a) O encontro oportuno do passaporte


Ou “passaporte mágico” na ironia dos teóricos de conspirações. Nos atentados de 11/09/2001 nos EUA um passaporte foi inacreditavelmente encontrado a poucas quadras de distância do que sobrou do WTC: era do suposto sequestrador do Boeing 747 que se chocou contra uma das torres. Pouco depois do atentado ao Charlie Hebdo, a policia encontrou o cartão de identidade de um dos terroristas no interior de um carro. E agora, encontra-se um passaporte intacto ao lado do corpo de um dos homens-bomba. Alguém realmente acredita que um homem-bomba traria um passaporte real para o seu último ato em vida?
 


Claro que dai puxa-se uma conexão com refugiados sírios que entraram pela Grécia – a associação de terroristas oportunistas com a falência de um país que ameaça a Zona do Euro é irresistível.

E para não perder a carona, uma repórter da Globo News encontra o que seria o fragmento de um passaporte supostamente sírio na calçada próxima aoStade de France. E que não fora encontrado momentos antes pela perícia! Orgulhosamente, levou a suposta prova para a polícia para “ajudar nas investigações”. O que vimos depois é a repórter “tocando piano” na delegacia e tendo que recolher saliva para o fichamento do seu DNA, orgulhosa por colaborar com a “inteligência francesa”.

(b)  Estranhos exercícios de simulação


Os chamados “teóricos da conspiração vem encontrando outra recorrência: exercícios de simulação de atentados terroristas envolvendo policiais e paramédicos no dias dos próprios atentados reais. Aconteceu em 2001 nos EUA e nos atentados a bombas no metrô de Londres em 2005.

Na manhã do dia 13 foi realizado em Paris um “exercício de ataques múltiplos”. Patrick Pellloux, médico e presidente do sindicato francês dos paramédicos do EMT (a SAMU francesa) disse numa entrevista à Radio France no dia seguinte aos ataques: “as vítimas tiveram muita sorte, pois na parte da manhã fizemos um exercício de ataques múltiplos coordenando policiais, bombeiros e paramédicos. Por isso todos já estavam envolvidos e preparados”.

Desde 2004 Pelloux publica artigos na revista satírica Charlie Hebdo sobre as situações de um médico de emergências. Coincidentemente Pelloux estava próximo ao prédio da revista no momento do atentado do início desse ano e foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local após o tiroteio e imediatamente ligar para o presidente francês Hollande para descrever o que havia ocorrido.

Pelloux também é ator é trabalhou em filmes como Saint Laurent (2014), Incognito (2009) e minisséries na TV.

Coincidências ou evidência de treinamentos para False Flag?

(c) False Flag 


Por essas e outras recorrências, coincidências, timing e conveniência estratégica (quem ganha com os atentados?), muitos analistas levantam a hipótese dos atentados do Estado Islâmico serem False Flags: ações sustentadas financeiramente pelo próprio Ocidente para criar o caos e divisão como tática de propaganda para manter a hegemonia sobre o Oriente Médio. Principalmente agora que a Rússia de Putin também entra no cenário de guerras na Síria.
 


Paul Craig Roberts do Institute for Political Economy (IPE) lembra do documento intitulado “A Clean Break: a New Estrategy for Securing the Realm” de 1996. Nesse documento elaborado pelos neocon insiders que arquitetaram as bases da futura doutrina Bush pós-2001 estão as principais diretrizes para “dividir, conquistar e reinar” no Oriente Médio – Primavera Árabe, invasão do Iraque, desestabilização da Síria, o projeto de “Choques de Civilização” e a criação do estado Islâmico estão lá por baixo de diversas camadas de eufemismos – sobre isso clique aqui.

Sabe-se que a primeira mensagem de autoria do atentado do Estado Islâmico foi “descoberta” pelo SITE Intelligence Group (Search for International Terrorist Entities) e que sua fundadora, Rita Katz, é uma insider do atual governo e colega dos Neocons autores do documento acima citado: Richard Perle, Douglas Feith (dirigiu a máquina de propaganda da guerra no Iraque) e David Wurmser.

Mas como um governo iria matar seus próprios cidadãos? Craig dá o exemplo da Operação Gladio na Itália nos anos 1970-80 onde uma série de atentados eram articulados pela inteligência italiana e executados em locais escolhidos a dedo para impactar a mídia Ocidental. Objetivo: desacreditar oscomunistas e tirá-los da vida política italiana.

(d) Conexões oportunas


Repete-se o mesmo script de acordo com as conveniências geopolíticas ocidentais: no episódio do Charlie Hebdo a grande mídia informou que os terroristas encapuçados gritavam na rua “digam para a imprensa que somos da Al-Qaeda do Iêmen”. A região do Iêmen é um dos gargalos para o transporte de petróleo. EUA e OTAN procuram o controle desses gargalos críticos.

Agora, os homens-bomba encapuçados gritam “Isso é pela Síria!”. Uma feliz coincidência num momento em que a força aérea russa bombardeia alvos do ISIS na Síria, perturbando o plano “Clean Breake” traçado pelos Neocons em 1996.
 


(e) Mais vídeos com terroristas canastrões

E como a cereja no bolo no momento em que o presidente Françoise Hollande decreta que “a França está em guerra”, são divulgados pela enésima vez vídeos com terroristas sujos, feios e malvados do suposto Estado Islâmico ameaçando a tudo e a todos.

Os personagens parecem que saíram do filme do Woody Allen "Bananas" de 1971 (com hilários comunistas cubanos barbudos e cheios de ódio) ou alguma paródia dos filmes hollywoodianos feitos pela turma de humor “Hermes e Renato”.

Em postagem anterior discutíamos a canastrice (personagens estereotipados, não-espontâneos, over etc.) como estratégia de propaganda em ambientes altamente midiatizados como os atuais – nossa percepção já foi há muito tempo invertida: tomamos a realidade a partir das imagens estereotipadas das mídias – sobre isso clique aqui. Terroristas reais não seriam reconhecíveis – precisam ser midiáticos e midiatizáveis. Assim como é a própria natureza do terrorismo.


Postagens Relacionadas