Mostrando postagens com marcador zygmunt baumann. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador zygmunt baumann. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de junho de 2011

Domine o déspota que vive em você

Os pressupostos básicos do regime democrático nem deveriam ter que ser escritos. A convivência pacífica e civilizada entre os que pensam de formas diferentes nem deveria ter nome. A nominação da coexistência entre contrários (democracia) pressupõe que princípios que deveriam ser tão lógicos e naturais quanto respirar, em uma sociedade, tiveram que ser enumerados porque as pessoas não são capazes de agir coerentemente por si sós.
A internet vai tornando clara uma faceta da natureza humana que os estudiosos da alma, em última instância, enumeraram, quantificaram, dimensionaram há séculos. Pensadores como Hannah Arendt, Zygmunt Baumann, Manoel Castells, cada um a seu modo e a seu tempo, contribuíram com a “Hipótese do Monstro” que habita cada um de nós e que, sob determinadas condições, pode se revelar.
Há um vídeo em que o professor da universidade norte-americana de Stanford Philip Zimbardo relata o “Experimento do Aprisionamento de Stanford”, no qual pesquisou reações humanas diante de condições de poder sobre semelhantes. O vídeo explica melhor condutas despóticas e até monstruosas que brotam em pessoas que, até então, poderiam ser consideradas “decentes”, “boas”, “civilizadas”.
Esse vídeo também explica ataque anônimo que minha filha doente sofreu recentemente em comentário postado neste blog. A menina tem doze anos, sofre de paralisia cerebral e está com a saúde gravemente abalada, sobrevivendo com home-care em casa. Isso, porém, não impediu que sofresse insultos e agressões de um comentarista que discorda do autor desta página.
Abaixo, o vídeo. O texto prossegue em seguida. ( click em mais informações)
Philip Zimbardo: Como pessoas comuns se tornam monstros… Ou heróis