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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

PARA QUE SERVE MESMO O FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL?

"O único modo de descobrir os
limites do possível é ir além
deles, rumo ao impossível." 
(Arthur C. Clarke, escritor)
.
Começou dia (17) em Davos, na Suíça, a reunião das mais altas autoridades do mundo político e econômico mundial, que aprofundarão o tema repensando o capitalismo

Como o próprio nome do fórum deixa claro, participarão do encontro figurões comprometidos com o modo de produção capitalista e empenhados em salvá-lo da derrocada em curso. 

Daí sua esperança, expressa na escolha do tema, de que seja possível concertarem uma reforma do capitalismo decadente, para que tudo permaneça como sempre esteve. 

Se olharmos a agenda do representante brasileiro, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles – ele se reunirá com empresários da OBS, Lloyd’s e AT&T, dentre outros, e com os ministros das finanças da Suíça e da Argentina, tudo sob o magnânimo patrocínio do Banco Itaú –, podemos deduzir o que se pretende com tal  repensar

A ênfase do encontro deste ano pretende ser “o povo”, e não mais “o mercado”, como tema principal, afirmam os organizadores. Mas não se trata, obviamente, de emancipar o povo do capital, e sim de mantê-lo inserido no processo de produção/exploração capitalista, uma vez que tal mecanismo histórico está fugindo do controle e se tornando inviável. Convenhamos que a tarefa deles não é fácil. 
Os filósofos conservadores como Francis Fukuyama – aquele que foi guru de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, elucubrando sobre um suposto fim da história, com a supremacia definitiva do mercado e da democracia como pilares de sustentação do progresso, desenvolvimento, liberdade e justiça social  se veem às voltas com uma realidade inesperada: depois de o capitalismo ocidental haver triunfado da Rússia oriental ao Leste Europeu, indo até a China e aos confins da Ásia e da África, eis que, no exato momento do seu apogeu, começou a emitir sinais pra lá de alarmantes, de que não é mais capaz de segurar a ondaTem de ser repensado porque já não consegue servir minimamente como modo de mediação social viável...      

Os dirigentes e megaempresários insistem na retomada do desenvolvimento econômico e se reúnem para buscarem a solução milagrosa que mantenha o status quo mercantil mundial. Em desespero de causa, abandonam o neoliberalismo tradicional e admitem uma participação maior do Estado para conter eventuais descontroles. Os seus gurus de plantão são convocados.  

Neste contexto, o modelo chinês de capitalismo privado + autoritarismo político ganha força. Não por acaso, é o premiê chinês Xi Junping quem abrirá o encontro, falando sobre a necessidade de mecanismos de controles quanto a esta preocupação comum a todos esses capitalistas ali presentes.

Trocando em miúdos: um estado militar, totalitário, com economia de mercado, é o que está na pauta do dia, para conter a insatisfação crescente

Os movimentos da desintegração do capitalismo globalizado são evidentes. Eles vão desde a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, passando pela verborragia desconectada com a realidade de um Donald Trump, cujo discurso protecionista viaja na contramão do capitalismo one world.  Aliás, neste sentido, há uma tenebrosa semelhança da retórica trumpetista com as arengas de Hitler. 

Trump fala uma coisa e os seus ministros da área de segurança internacional e comercial dizem outra; tal qual Hitler, que mentia da mesmíssima forma, descaradamente. Fico a me indagar sobre qual a natureza de tal desencontro de opiniões governamentais na futura Casa Branca. Seriam falsidades estratégicas ou, meramente, irresponsáveis e inconsequentes?          

Mas, voltemos a Davos, que se tornou um encontro cada vez mais concorrido de homens de negócios em consonância com governantes e politicas econômicas governamentais, num mundo perplexo diante dos problemas cujas estruturas tradicionais de governo e da economia não são capazes de resolver. 

Os problemas da emigração, com a quantidade cada vez maior de pessoas que fogem da fome e da guerra causada pelo terror; da desintegração dos estados nacionais dominados por milícias; da renitente queda da economia mundial e do crescimento do desemprego estrutural, dentre outros, já não encontram soluções dentro da lógica de mercado, colocando em xeque os tradicionais discursos desenvolvimentistas repetidos anos após ano em Davos. 

A questão que se coloca não érepensar o capitalismo, mas sim superá-lo. De nada adianta insistirem num modo de produção de mercadorias que se tornou incompatível com o saber tecnológico aplicado irreversivelmente nesta produção e que deixou de produzir valor num volume necessário. 

A exploração capitalista chegou ao seu ponto de contradição inconciliável e os homens têm de se conscientizar disto, começando a pensar em produzir para dar, e não para vender. 

É evidente que esta conclusão é tão inaceitável para os homens de Davos, como seria para o conde Drácula viver sob o sol de Ipanema. Equivaleria à renúncia a sua condição de capitalistas e governantes políticos, e eles estão em Davos justamente para tramarem o contrário, ou seja, para discutirem como fazer para que os problemas possam ser minimamente contornados, permitindo que a opressão continue a ser exercida. 

A reunião de Davos não visa à emancipação do povo, como querem fazer crer, mas a uma forma de relação social na qual se possa amenizar a crise de extermínio que ora se abate sobre esse mesmo povo, de modo a que se possa continuar a extrair-lhe mais-valia. Mas, não está fácil de tal objetivo ser concretizado. 

O interessado, exatamente o povo, pretenso foco do encontro, não foi convidado para esta festa em que pratos sofisticados e bebidas caríssimas coexistem com discursos que buscam contornar a realidade, tudo isto sob os auspícios dos maiores bancos do sistema financeiro internacional e das grandes corporações industriais e comerciais. 

Só rematados ingênuos  acreditam que a emancipação do povo possa advir da boa vontade dos seus opressores. 
(por Dalton Rosadohttps://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2017/01/para-que-serve-mesmo-o-forum-economico.html

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A NATUREZA DA CRISE POLÍTICO-ECONÔMICA BRASILEIRA E QUE POSTURA A ESQUERDA DEVE ADOTAR FACE A ELA


"Quando o capital se converte em ídolo e conduz as escolhas
dos seres humanos; quando a avidez do dinheiro tutela todo
o sistema sócio-econômico, arruína a sociedade, condena o
homem e o converte em escravo, destrói a fraternidade entre
os homens, coloca o povo contra o povo e, como vemos, põe 
em risco esta terra comum – a Mãe Terra!" (papa Francisco)
.
Vivemos um impasse político-econômico. A Operação Lava-Jato foi capaz de tornar explícita uma verdade histórica guardada a sete chaves, ainda que conhecêssemos sua existência: o organismo institucional estatal brasileiro sempre foi corroído pela corrupção, que avançou agora a níveis antes nunca vistos. 

Qualquer um de nós sabe de uma história envolvendo uma falcatrua desde o mais modesto vereador ou prefeito do mais modesto município até os mais altos escalões da República (aí incluídos os representante dos três poderes).

Mas, a explicitação da crise política, reforçada pela crise moral expressa na corrupção, só se deu devido à péssima conjuntura econômica: caso houvesse satisfação popular, com bons níveis de empregabilidade, aumento de salário real e crescimento do PIB, o poder político já teria sufocado a luta contra a corrupção travada por destacados membros do Poder Judiciário. Exemplos disto são as tentativas temerárias ora em curso.

Quando a economia mostra a sua insustentabilidade, cria-se um quadro de anomia social no qual se atribui culpa a diversos fatores, menos àquele que é sua base primária: a contradição da lógica capitalista em processo, que agora atinge o estágio de necessidade de superação de sua forma e conteúdo. Afinal, não se pode negar aquilo que se defende.

A política conduzida incompetentemente e com níveis de corrupção elevados, como ocorre no Brasil, pode causar sérios estragos à economia; mas a política bem conduzida e isenta de corrupção não pode sanar as contradições próprias da economia em seu conjunto, nem evitar a evolução negativa das relações econômicas. Quanto muito, os governos competentes e bem assessorados transferem para zonas periféricas do capital os infortúnios que são próprios da mecânica funcional capitalista. 

É o que acontece com o Brasil e todos os países periféricos do capitalismo, que agora pagam o pesado ônus da sustentação da decadência capitalista mundial, também presente nos países hegemônicos (estes igualmente definham, mas contam com regalias financeiras salvadoras e, eventualmente governos competentes, assessorados por sábios conhecedores da lógica do capital, além de apresentarem baixas taxas de corrupção interna).
A questão que ora se coloca não é apenas de competência administrativa e de combate à corrupção, que são inegavelmente importantes para a sôfrega continuidade do sistema, mas de compreensão sobre o que está na base dos problemas, que são mundiais.

No Brasil, tais problemas são agravados por uma elite política aculturada nos privilégios e na corrupção, de resto cada vez mais composta por bandidos ignorantes travestidos de homens públicos, e que por isto mesmo não percebem estarem cavando as próprias sepulturas. As invasões das instituições parlamentares e de executivos municipais no Brasil afora são exemplos irrefutáveis da consequência desse estado de coisas. 

Os países ricos (que ora definham) não são ricos por serem sábios, sagazes, e por respeitarem as regras do jogo, evitando e punindo até certo ponto a corrupção interna com o dinheiro público; mas sim porque eles são os beneficiários diretos de um jogo que, em si, é corrupto. As suas condições de cultura científica elevada e domínio da tecnologia de produção proporcionam níveis de produtividade de mercadorias que os fazem ricos à custa dos que não têm os mesmos níveis de produtividade. Uma lógica de corrupção em si. 

Mas, agora, mesmos os ricos veem muitas das suas unidades fabris se deslocando para outros países em busca de mão de obra barata, numa fuga do capital para a frente, pois, na medida em que reduzem a massa global de valor e de trabalho necessário e excedente (que formam a extração de mais valia), anunciam o fim irreversível do capital. 

De resto, lá também ocorrem ebulições políticas cada vez mais visíveis (vide o avanço da direita, fruto do desconforto dos nacionais, saudosos de um passado que não voltará).
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OS REVOLUCIONÁRIOS E O 
DERRETIMENTO DO GOVERNO TEMERÁRIO

Historicamente é a economia aquilo que dá sustentação aos governos federais. O Panis et circenses acalma a população e, infelizmente, a torna passiva diante da opressão histórica, pois com pouca coisa o capital mantém o seu domínio. Vejamos exemplos recentes:
- o ditador Figueiredo não suportou a vertiginosa queda do PIB havida entre 1981 e 1984 (-1,0% ao ano na média do período) e apressou o fim do regime de exceção; 
- o presidente FHC se elegeu nas asas do Plano Real, concebido por economistas, e que estancou a absurda inflação brasileira do final dos anos 80 e início dos anos 90, sob Sarney e Collor). Quando a inflação voltou e o crescimento do PIB se tornou pífio, o governo neoliberal tucano caiu do ninho;
- o governo Lula somente sobreviveu à crise domensalão graças aos bons e ilusórios números da economia brasileira enquanto o mundo amargava a crise do sistema financeiro de 2008/2009, capaz de ainda eleger Dilma Rousseff, a qual, por sua vez, não resistiu à renitente queda do PIB e foi defenestrada;
- o sistema apostou as suas fichas no presidente Temerário, que contou com o apoio dos segmentos políticos e empresariais para a retomada do crescimento. Sete meses transcorridos desde a posse, a economia não tem dado respostas e já se fala abertamente na sua queda via TSE, por irregularidades e abuso de poder na última campanha eleitoral, caminho juridicamente possível para a perda do seu mandato, ensejando umaeleição indireta (pois o TSE já decidiu que só julgará a chapa Dilma-Temer no ano que vem, com o que caducaria o prazo para a eleição de um ou uma presidente tampão ser direta). 
É natural que este eterno pêndulo da ineficácia seja constantemente objeto de tentativas de conserto ou aperfeiçoamento por quantos querem a permanência do capitalismo e o enxergam como única forma possível de relação social, aí incluídos os partidos socialistas mais ou menos radicais.
Mas, não é natural que tais iniciativas devam constar dos corolários de proposições de quem quer a superação do capitalismo e sua substituição por um modo de produção social que emancipe a humanidade.

Não é uma questão de apostar no quanto pior, melhor, mas sim de optar pelo quanto melhor, melhor.

Por que insistir em curativos diante de uma metástase sistêmica?

Proposições de melhoras econômicas como as que foram apresentadas pelo ministro Henrique Meireles, na tentativa de dar sobrevida ao governo do presidente Temerário, não passam de movimentos desesperados num terreno de areia movediça; ainda que possam alongar a agonia, terminarão por se evidenciar como insustentáveis, porque inseridas na imanência de um sistema que faz água estruturalmente. 

Assim, por que quem almeja a superação dos problemas estruturais e não consertos paliativos deveria participar de proposições dentro da imanência capitalista? Não há nenhuma razão para tanto.

A estes últimos somente cabe:
- a denúncia da farsa dos remédios institucionais e econômicos paliativos; 
 - a denúncia das medidas de austeridade que sacrificam o povo, impingidas como remédio amargo para a solução de problemas de base que, na verdade, são insolúveis dentro da imanência capitalista; 
- o abandono da participação parlamentar e de cargos executivos que apenas legitimam o conservadorismo de um Congresso eleito mediante práticas viciosas, denunciadas todos os dias pela grande mídia. Ao serem obrigados a administrar a crise do capitalismo da esfera estatal, tomando atitudes anti-povo, os governantes de esquerda só colhem descrédito e desmoralização;
- a afirmação paulatina de práticas fora da lógica de mercado; 
- o apoio a quem defende a liberdade e os direitos civis (ainda que sejam iludidos com o capitalismo) e que estejam sendo perseguidos;         
- a defesa de conceitos educacionais pela grade escolar básica, acadêmica e popular, que sirvam de elemento de conscientização popular sobre a essência dos males sociais e formas de sua superação; 
- o reforço das lutas dos trabalhadores, demonstrando que a saída é a própria negação da condição de trabalhadores e do trabalho como categorias capitalistas formadoras do capital privado ou estatal, afirmando que a produção deve estar voltada para a satisfação de suas próprias necessidades e das necessidades coletivas;  
- a denúncia dos crimes ecológicos como a poluição dos rios, lagos e oceanos, a emissão de gases que provocam o catastrófico e ecocida aquecimento global, etc.; e. por fim,
- a defesa de atitudes de afirmação da vida e da liberdade.(por Dalton Rosado) 
 https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/2016/12/a-natureza-da-crise-politico-economica.html

domingo, 31 de janeiro de 2016

A principal fonte de corrupção no Brasil



Por J. Carlos de Assis, via Contexto Livre


Pessoas ingênuas e de boa fé acreditam que o núcleo da corrupção no Brasil está na Esplanada dos Ministérios ou nas estatais. É um equívoco. A verdadeira máquina de assalto aos cofres públicos em favor de apaniguados privados, especialmente do setor financeiro, encontra-se no Setor Bancário Sul do Plano Piloto, ou mais especificamente no Banco Central do Brasil. Ali, sob a cobertura de operações monetárias especiais só dominadas por “especialistas”, rouba-se à vontade longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania.

Não se trata de abstrações ou acusações infundadas. Manobras financeiras com os chamados “derivativos” representaram, no ano passado, doações ao setor financeiro da ordem de R$ 89,6 bilhões, conforme dados oficiais, sendo que a perda correspondente foi transferida pelo Banco Central ao Tesouro. Isso significa mais de 40 vezes tudo que se tem dito sobre as fraudes na Petrobrás por parte da quadrilha de diretores que se apossou da estatal e a saqueou durante anos a fio!

Generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamenteparcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de juros que em outros partes do mundo, se efetivadas,resultariam em cadeia. Para ancorar essas taxas extorsivas numa política monetária restritiva — quando menos dinheiro houver no mercado mais “natural” é o aumento da taxa de juros —, o Banco enxuga continuamente as disponibilidades de moeda, fechando o cerco ao setor real da economia.

Que a sociedade não se mobiliza para reagir à quadrilha monetarista não deve surpreender: a política monetária é camuflada em tecnicalidades e sempre justificada com pretextos obscuros. O absurdo é não ter havido reação efetiva no Congresso, seja de partidos da oposição seja da situação. É a prova mais cabal da pusilanimidade da maioria dos nossos parlamentares. Tolerar uma taxa básica de juros de 14,25%, sabendo que a inflação brasileira não tem origem na demanda, é se acumpliciar com os quadrilheiros monetários.

Os ingênuos talvez pensem que não há interesse próprio em jogo na política monetária. É um engodo. Rastreiem as carreiras dos ex-diretores da instituição depois que largaram seus cargos. Em geral, viraram altos funcionários de bancos, ganhado milhões de reais por ano. Isso é pagamento por serviços prestados e, mais do que isso, acesso a informação privilegiada porque eles largam os cargos mas mantem as relações no banco. Duvidam? Esperem pela próxima leva de ex-diretores, quando se cansarem de defender o “interesse público” diretamente no BC.

Os R$ 89,6 bilhões a que me referi, literalmente doados a apaniguados do setor financeiro, se referem a um derivativo que leva o elegante nome de “swap cambial”, mas que no fundo não passa de uma operação de aposta de cartas marcadas entre taxas de juros e taxa de câmbio. Como tanto taxa de juros como câmbio estão sob controle indireto do Banco Central, ele dá o prêmio a quem quiser, de acordo com os olhos do freguês. Essa farra no mercado financeiro brasileiro vem desde os tempos de Armínio Fraga, que a inventou, passando por Henrique Meirelles. Tutti bona gente!

Alguém pode perguntar: Não tem como parar isso? Afinal, R$ 89, 6 bilhões é muito dinheiro em qualquer parte do mundo. Aqui seriam mais de 896 prêmios de loteria de R$ 100 milhões cada, dados de graça para o mercado financeiro. Se acham pouco, considerem que, desde meados de 2014, o volume acumulado de doações em “swap” atingiu cerca de R$ 130 bilhões. Façam as contas e confiram: isso é resultado exclusivo de um jogo de cartas marcadas operado pelo Banco Central sob a máscara de sua “independência” operacional.

Há uns seis anos, no tempo do inefável Meirelles, tentei, junto com dois especialistas, paralisar esse assalto às contas públicas. Denunciamos formalmente o esquema naPolícia Federal e na Procuradoria da República no Rio. Não soube de qualquer consequência. Aparentemente não entenderam a operação e nada fizeram. Infelizmente, não é simples. Apelei para o então vice-presidente José Alencar, meu querido amigo. Ele também não entendeu e, como já estava doente, não forcei a mão. O remédio definitivo será incluir o tema na pauta da Aliança pelo Brasil, junto com as propostas de regeneração da economia.

Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.

Por J. Carlos de Assis, via Contexto Livre