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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Relatório recomenda aos EUA apoio ao Brasil por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU

WASHINGTON - As pretensões brasileiras de obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU foram o principal ponto de dissensão nos debates do aguardado relatório sobre o Brasil elaborado pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais prestigiados e influentes centros de estudos americanos, com divulgação prevista para breve e ao qual O Globo teve acesso. O documento recomenda que o governo Barack Obama "apoie totalmente" o Brasil como um membro permanente do CS, e que incentive negociações com esse objetivo.
"Um endosso formal para o Brasil contribuiria muito para superar a suspeita remanescente dentro do governo brasileiro de que o compromisso dos EUA com uma relação madura entre iguais é em grande parte retórica. (...) Há pouco a perder e muito a ganhar com o apoio americano oficial a um assento brasileiro permanente neste momento", diz o texto prévio do "Independent Task Force on Brazil" (Força-Tarefa Independente sobre o Brasil), dirigido por Julia Sweig, reputada especialista em América Latina do CFR.......

sábado, 19 de março de 2011

A guerra como solução


O Brasil se absteve de votar a resolução do Conselho de Segurança da ONU que permite que forças estrangeiras metam o  bedelho na conturbada Líbia. Foi o suficiente para que a turma de sempre lascasse o pau no país, que, mais uma vez, não se alinhou aos interesses "ocidentais" (leia-se os dos Estados Unidos e alguns países europeus). O não-voto brasileiro foi acompanhado pelo dos outros Bric - China, Índia e Rússia - e pelo da Alemanha....

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Veto à resolução contra assentamentos ilegais filiou Obama ao Likud

Se houvesse um governo responsável em Israel, teria parado com a construção de assentamentos há muito tempo. Se os EUA tivessem agido como uma superpotência, teriam votado pela resolução que despertasse Israel do seu sono perigoso. Israel, que é condenado pelo mundo inteiro mas continua alegremente desse jeito, é um país que está perdendo sua conexão com a realidade. É também um país que vai se encontrar, afinal, jogado à própria sorte. É por isso que a decisão dos EUA prejudica os interesses de Israel.
Na semana passada o Likud ganhou um novo membro – e não apenas no partido da situação, mas na sua ala mais à direita. Situado em algum lugar entre Tzipi Hotovely e Danny Danon, o presidente Barack Obama foi para a direita de Dan Meridor e Michael Eitan e enfraqueceu a posição deles.
O primeiro veto dos Estados Unidos do mandato de Obama, um veto que em vão ele prometeu não usar como seus predecessores o fizeram, foi um veto contra a chance e a oportunidade de mudança, um veto contra a esperança. Esse não é um veto amigável para Israel; ele apoia os assentamentos ilegais e a direita israelense; e somente eles.