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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Como era o sexo na Idade Média?


Encontrei no Terra Brasilis
por Marina Motomura

Na era medieval, a vida entre quatro paredes ficou mais recatada por causa da influência da Igreja Católica. No mundo ocidental, tudo que era relacionado ao sexo - exceto a procriação - passou a ser pecado. Até pensar no assunto era proibido! O único que se dava bem era o senhor feudal: além de colocar cinto de castidade em sua esposa, ele tinha o direito de manter relações sexuais com qualquer noiva em seu feudo na primeira noite do casamento dela. A datação tradicional da Idade Média vai de 476, queda do Império Romano do Ocidente, a 1453, queda de Constantinopla. Já no Oriente, em países asiáticos, a liberdade sexual era maior. Os homens orientais podiam, por exemplo, ter quantas mulheres quisessem, desde que conseguissem sustentar todas. "Mas o segundo casamento tem de ter autorização da primeira esposa. Isso foi feito para a mulher não ficar sozinha e desamparada", diz o historiador Claudio Umpierre Carlan, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e pesquisador da Unicamp.

PROIBIDÃO

Sexo era pecado e deveria ser evitado a todo custo

Paquera
Por volta do século 12, surgiu o chamado amor cortês. Na corte, o cavaleiro levava o lenço da mulher amada. Mas era uma amor platônico e infeliz - como os casamentos eram arranjados por interesses econômicos, o cavaleiro e a dama quase nunca ficavam juntos. Os noivos arranjados muitas vezes só se conheciam por meio de retratos pintados a óleo.

Posições
Só uma posição era consentida pela Igreja: a missionária (atual papai-e-mamãe). Ela tem esse nome porque os missionários cristãos queriam difundir seu uso em sociedades onde predominavam outras práticas. Para os cristãos, ela é a única posição apropriada porque, segundo são Paulo, a mulher deve sujeitar-se ao marido. O recato entre quatro paredes era tamanho que, em alguns lares mais tradicionais, o casal transava com um lençol com um furo no meio!

Masturbação
Para desincentivar o prazer sexual solitário, surgiram nessa época os mitos de que os meninos ficavam com espinhas ou calos nas mãos caso se masturbassem. Se uma menina se tocasse, ou estava tendo um encontro com Satã ou havia sido enfeitiçada por bruxas. A paranoia era tão grande que muitos tomavam banho vestidos - até o banho era considerado um ato libidinoso.

Casamento
A família da noiva, que podia casar logo após a segunda menstruação, pagava um dote (dinheiro ou bens) ao noivo, que tinha, geralmente, entre 16 e 18 anos. Mas havia proibições, claro: o papa Gregório I proibiu o casório entre primos de terceiro grau, e Gregório III proibiu a união de parentes de até sexto grau!

Ciência
A anatomia não evoluiu muito na era medieval, mas os conhecimentos técnicos para evitar o sexo, sim! Não há consenso entre os historiadores sobre a invenção do cinto de castidade, mas acredita-se que o modelo mais antigo seja o de Bellifortis, de 1405. Feito de metal, ele tinha aberturas farpadas que permitiam urinar, mas não copular. Também foi inventada a infibulação, técnica de costura da vagina para garantir a fidelidade da mulher ao senhor feudal quando ele viajava.

Homossexualidade
A relação homossexual era chamada sodomia e era crime com pena de morte, além de ser considerada heresia pela Igreja - os homossexuais poderiam até ser queimados em fogueiras. No Oriente, era aceito - mas na surdina. Por exemplo, em exércitos em guerra, era preferível a relação entre soldados do que recorrer a prostitutas.

Prostituição
Como os homens não podiam ter prazer com as esposas, com quem só transavam para procriação, a procura por prostituas era grande. Ao mesmo tempo em que eram malvistas pela sociedade e pela Igreja, as profissionais do sexo tinham que doar metade de seus lucros ao clero - foi o que instituiu o papa Clemente II (1046-1047).

Pecados
Segundo a suma teológica de são Tomás de Aquino, documento escrito de 1265 a 1273, havia dois tipos de pecado pela luxúria:
- Pecado contra a razão
Fornicação e adultério, por exemplo
- Pecado contra a natureza
São os pecados que contrariam a ordem natural do ato sexual. Aí se incluem masturbação, sexo com animais, homossexualidade e a prática antinatural do coito. Leia-se: não podia ser feito sexo em orifícios não naturais (boca e ânus), mesmo que fosse entre marido e mulher!

Revista Mundo Estranho

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Do ponto G ao orgasmo múltiplo: ciência tenta desvendar segredos do prazer feminino


Existem várias vias pelas quais os genitais se comunicam com o cérebro na mulher
"O escritor americano J. D. Salinger afirmou, certa vez, que "o corpo de uma mulher é como um violino: é preciso um músico fantástico para tocá-lo direito".

 

Acariciada da maneira correta, uma mulher pode ser transportada a um êxtase tão incrível que, por alguns segundos, o resto do mundo deixa de existir. Mas basta um errinho para que a dor, a frustração ou uma sensação de vazio tomem conta.

É uma experiência altamente contrastante com aquela vivida pelo homem. Desde que ele consiga uma ereção, alguns minutos de estimulação vigorosa geralmente resultam na ejaculação.

Por que o orgasmo é tão prazeroso? Como as mulheres sentem o orgasmo múltiplo? E o famoso ponto G existe mesmo? Esses são alguns dos mais antigos mistérios da medicina.

"Conseguimos ir até a Lua, mas não sabemos o suficiente sobre nossos próprios corpos", afirma o professor de sexologia Emmanuele Jannini, da Universidade de Roma Tor Vergata e um dos cientistas que dedicam sua carreira a tentar explicar esses mistérios.

Nos últimos anos, a comunidade científica vem acompanhando uma enxurrada de estudos feitos por esses "mestres" do sexo, e finalmente as respostas estão surgindo.

Transando em nome da Ciência

Região cerebral que processa prazer pode ser ativada por drogas e certos alimentos

Talvez a maior habilidade desses cientistas tenha sido convencer algumas mulheres a deixar suas inibições de lado e se masturbarem – ou até transarem – em nome da Ciência, incluindo experiências em inusitado aparelho de ressonância magnética.

Um dos líderes dessas pesquisas é o psicólogo Barry Komisaruk, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, que queria avaliar se as diferenças cerebrais poderiam explicar por que homens e mulheres vivenciam o sexo de maneira distinta.

A conclusão é que, apesar das diferenças, homens e mulheres apresentam praticamente a mesma atividade neural durante o orgasmo. "As semelhanças são bem maiores do que as diferenças", afirma Komisaruk. "O que observamos é uma ativação completa do cérebro, com todos os sistemas funcionando ao mesmo tempo".

Mas se a floresta inteira está em chamas, é difícil identificar as pequenas fogueiras que estavam ali no início. Os cientistas, pelo menos, conseguiram encontrar uma delas: o núcleo accumbens, uma região do cérebro que lida com o prazer e a recompensa através da liberação de um neurotransmissor chamado dopamina.

Explicação para o orgasmo múltiplo?

Diferenças neurais explicam por que homens e mulheres reagem diferentemente depois do orgasmo
Experimentos mostraram que, se tiverem que escolher, ratazanas preferem receber estímulos elétricos nessa área cerebral do que comer – tanto que algumas chegavam a morrer de fome.

Esse ponto do cérebro também pode ser ativado por cocaína, anfetaminas, cafeína, nicotina e chocolate. Não há dúvidas sobre por que um orgasmo sempre faz a gente querer mais.

Depois do clímax sexual, no entanto, surgem algumas diferenças importantes, o que pode explicar por que homens e mulheres reagem de maneira tão distinta.
Komisaruk e a psicóloga australiana Kachina Allen descobriram indícios preliminares de que regiões específicas do cérebro masculino deixam de responder a estímulos sensoriais dos órgãos genitais logo depois do orgasmo.

Enquanto isso, o cérebro da mulher continua a ser ativado.

Isso poderia explicar porque algumas mulheres experimentam o orgasmo múltiplo, enquanto os homens, não.

Anatomia do prazer

O ponto G foi tem sido objeto de investigações desde os anos 50
Se as experiências com ressonância magnética geraram alguma polêmica, as tentativas de se entender a anatomia do orgasmo foram ainda mais controversas.

O pênis tem apenas um caminho para levar as sensações até o cérebro, enquanto o aparelho genital feminino tem três ou quatro vias.

No comando da sexualidade da mulher está o clitóris. A existência desse pequeno órgão já é conhecida desde pelo menos a última era glacial, mas só começou a ser objeto de estudos científicos no século 16, quando foi descrito como uma estrutura com a função de induzir o prazer.

Já no início do século 20, Sigmund Freud, o "pai da psicanálise", afirmou que mulheres mais maduras experimentavam mais intensamente o orgasmo por estimulação vaginal do que clitorial, posteriormente irritando muitas feministas, por parecer que a falta desse tipo de clímax seria culpa das próprias mulheres.

Para tentar desmistificar o assunto, o psicólogo Barry Komisaruk e a sexóloga Beverly Whipple, também da Universidade Rutgers, conduziram, então, um estudo que examinou mulheres com vários graus de lesão na medula espinhal.

Eles descobriram que mesmo aquelas que perderam as funções normais do nervo pudendo (que leva as sensações do clitóris ao cérebro) eram capazes de sentir toques e até orgasmo na vagina e no colo do útero. "Essa é provavelmente a melhor prova de que o orgasmo vaginal existe", afirma Komisaruk.

Isso ocorre porque são os nervos vagos, situados fora da medula, que conduzem as sensações da vagina para o cérebro. "As mulheres descrevem o orgasmo clitoriano como mais localizado e externo, e o clímax vaginal como interno e algo que envolve todo o corpo", explica o psicólogo.

A cruzada pelo ponto G

Portanto, se nervos diferentes podem conduzir sensações de partes distintas dos genitais femininos, será que algumas regiões da vagina são mais sensíveis do que outras?

O famoso ponto G foi, por muito tempo, o principal alvo das buscas de cientistas e casais. O termo foi criado no início dos anos 80 em homenagem ao ginecologista e obstetra alemão Ernst Gräfenberg. Em 1950, ele descreveu a existência de uma zona erógena na parede frontal da vagina, que correspondia à posição da uretra do outro lado.

Estudos posteriores revelaram uma complexa rede de vasos sanguíneos, terminações nervosas e reminiscências de uma espécie de "próstata" feminina na mesma área. Espalharam-se, então, os rumores sobre um "botão mágico" na vagina, capaz de detonar orgasmos poderosos.

Mas as evidências para comprovar ou refutar a existência de um ponto G ainda são imprecisas. Para complicar, ainda há um grande debate sobre a terminologia e a morfologia corretas das várias regiões internas do aparelho sexual feminino.

Entretanto, cientistas conseguiram demonstrar com consistência que existem diferenças físicas entre mulheres que experimentam o orgasmo vaginal e as que não. Em 2008, Jannini publicou um estudo envolvendo 20 voluntárias. Exames de ultrassom revelaram que aquelas que sentiam os estímulos vaginais apresentavam um tecido mais grosso no espaço entre a vagina e a uretra.

Na época, Jannini chegou a concluir que esse pedacinho do corpo seria o ponto G, mas logo repensou o assunto, com base em novos estudos. "A palavra 'ponto' sugere a existência de um botão, algo que precisa ser apertado para se obter prazer", afirma. "Isso implica uma estrutura concreta que ou está lá ou não está."

A redescoberta do clitóris

Se não for um botão, o que é o ponto G, então? Bem, cada vez mais cientistas estão chegando à mesma conclusão: que se trata de nada menos do que o clitóris.

Imagens de ressonância magnética recentemente revelaram que o órgão está longe de ser diminuto como se pensava: trata-se de uma estrutura volumosa que mede até 9 centímetros de comprimento, em foma de "Y" e que serpenteia por fora da vagina e sobe até a pelve ao longo da uretra.

Sua parte externa é, na realidade, a glande, e também a área mais sensível. Mas suas "pernas" se abrem pela abertura da vagina e se estendem pelos grandes lábios.

Tanto o clitóris quanto o pênis derivam do mesmo tecido embrionário e se diferenciam no início da gestação segundo o sexo do embrião. Mas o órgão feminino continua crescendo em resposta a hormônios mesmo depois da puberdade, enquanto o masculino não.

Outro estudo, realizado em 2009 por Rachel Pauls, uroginecologista em Cincinnati, no Estado americano de Ohio, analisou a influência do tamanho e da posição do clitóris na maneira como elas sentem o orgasmo vaginal. Com imagens de ressonância magnética de 30 voluntárias, a cientista descobriu que quanto menor a glande e quanto maior a distância entre o clitóris e a vagina, mais difícil é para a mulher chegar ao clímax.

Experimentar é preciso

Todas essas pesquisas significam que existem várias maneiras de as mulheres experimentarem o orgasmo. "Há uma boa base neuro-anatômica para diferentes tipos de orgasmos e diferentes tipos de sensações", afirma Komisurak.

Já para as mulheres que têm dificuldade de atingir o clímax durante a penetração – ou qualquer tipo de estimulação – a mensagem dos cientistas é simples: experimentem.

"Não há nada errado com essas mulheres. Todo o mundo é diferente e elas precisam explorar seus estímulos", afirma Pauls.

O psicólogo italiano Jannini concorda: "Além de curtir o sexo, curta se conhecer e entender quem você é hoje, porque amanhã você provavelmente será diferente". E não subestime a imensa variedade em oferta. "Não encare o corpo feminino como uma máquina que só pode operar de uma determinada maneira", conclui."

segunda-feira, 27 de abril de 2015

6 problemas no pênis que aparecem com a idade




PNIS




Seria ótimo saber que pelo menos algumas partes do nosso corpo serão poupadas do envelhecimento, mas um dia você percebe: “ele” também fica mais velho. “Você não acorda um belo dia e nota a diferença. É um processo gradual, mas, a partir dos 40 anos, as mudanças são mais perceptíveis”, diz Madeleine Castellanos, autora de "Penis Problems: A Man’s Guide" ("Problemas do pênis: um guia para os homens", em tradução livre). O que significam as mudanças do pênis?
COR
A aterosclerose, um problema comum do envelhecimento, restringe o fluxo do sangue, afetando coração, cérebro e pênis. Com menos sangue na área, o pênis ganha uma cor mais clara, diz Castellanos, que também é terapeuta sexual e atende em um consultório em Nova York. Se você faz check-ups regulares e está tudo em ordem, isso não deve ser motivo de preocupação. A pele mostra os sinais da idade, e isso também vale para a pele do pênis. Ela pode começar a apresentar pintas.
TAMANHO
Assunto delicado. A verdade é que o pênis encolhe um pouco com o passar do tempo por causa da redução dos fluxos de sangue e testosterona. “Quando um cara chega aos 60, 70 anos, pode perder entre 1 centímetro a 1,5 centímetro em comprimento”, explica Castellanos. Ela acrescenta que, se o homem tiver uma barriga proeminente, o pênis vai parecer menor, mesmo que não haja mudança no tamanho do membro. “O pênis começa dentro do corpo. Se você tem gordura na barriga, ela desce e se estende até a base do pênis. A barriga cobre a base do pênis, fazendo com que ele pareça mais curto.”
Mas eis o maior segredo: a maioria das mulheres não se importa com tamanho. Na verdade, se o pênis for grande demais, pode machucar. “O que importa é o que se faz com ele e o resto do corpo”, diz Lou Paget, educadora sexual certificada e autora de “The Great Lover Playbook” ("O livro de dos grandes amantes").
SENSIBILIDADE
A testosterona ajuda a manter os tecidos nervosos. Quando seus níveis começam a cair, haverá uma consequente diminuição da sensibilidade, o que dificulta o orgasmo. Além disso, as ereções não serão tão rígidas. “É um caso típico de usar para não estragar”, diz Castellanos. Ela afirma que uma das maneiras de preservar a saúde peniana é ter ereções diárias. Não é necessário chegar ao orgasmo, mas ereções diárias ajudam a manter as artérias em forma e levam sangue para a região. “Se você não for à academia, os músculos afinam e suas artérias se fecham. A mesma coisa acontece com o pênis”, diz ela.
DECLÍNIO DA FUNÇÃO URINÁRIA
Problemas urinários — ser capaz de ir ao banheiro ou de segurar a urina — têm a ver com a saúde da próstata. Eles afetam cerca de 20% dos homens de 40 anos, de 50% a 60% dos homens de 60 e de 80% a 90% dos homens de 70 e 80.
Ações preventivas, de acordo com Castellanos:
  • Manter um peso saudável.
  • Manter-se ativo. Ficar sentado o dia todo coloca muita pressão na próstata.
  • Fazer exercícios moderados várias vezes por semana para manter o tônus dos músculos do pavimento pélvico. Correr ou caminhar é suficiente. A Mayo Clinic também recomenda exercícios Kegel para homens.
  • Tomar zinco e selênio.
  • Limitar o consumo de álcool. O álcool aumenta a conversão de testosterona em estrogêneo e aumenta inflamações na área.
  • Ejacular várias vezes por semana para “limpar” a área.
DISFUNÇÃO ERÉTIL
A disfunção erétil (DE) é observada em 5% dos homens aos 40 anos e em até 15% dos homens aos 70. Ela pode ser resultado de várias causas relacionadas:
  • Biologia – doença, remédios, maus hábitos de saúde;
  • Psicológicas – ansiedade, depressão, estresse de um dos parceiros;
  • Relacionamento – falta de confiança e intimidade, ou conflitos emocionais entre os parceiros;
  • Habilidades psicossexuais – habilidades sexuais de um dos parceiros ou do relacionamento físico entre ambos.
Graças a essa complexidade, simplesmente tomar um comprimido de Viagra ou Cialis sem lidar com as causas subjacentes relativas ao casal não é a solução, diz Castellanos. “Primeiro, procure um médico para um check-up completo, para descartar qualquer problema crônico. Se isso não revelar informações conclusivas, procure a ajude de um terapeuta sexual competente, que possa ajudá-lo psicológica e fisiologicamente”, afirma.
ANDROPAUSA
E agora uma palavra sobre a menopausa masculina.
Tem-se falado muito recentemente de andropausa — basicamente, se ela existe ou não. Teoricamente, trata-se de uma resposta significativa ao hipogonadismo (quando os testículos não produzem mais níveis normais de testosterona). Com a andropausa, homens podem ter sintomas semelhantes aos das mulheres na menopausa: fadiga, depressão, sudorese noturna e falta de apetite sexual. Castellanos diz que pouquíssimos homens realmente sofrem de andropausa e precisam ser tratados com testosterona. Como a produção do hormônio decai com a idade e pode sofrer a interferência de vários fatores ambientais, Castellanos afirma que é importante:
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Dormir sete ou oito horas por noite;
  • Limitar o consumo de álcool a uma dose por dia;
  • Parar de fumar;
  • Manter os níveis de estresse sob controle.
“Todos esses fatores garantem o necessário para que o corpo produza quantidades ótimas de testosterona. O corpo responde constantemente ao ambiente e se ajusta de acordo. Se o ambiente é muito estressante (sono atrasado, má alimentação, muito estresse), o corpo compensa reduzindo a produção de testosterona — e vice-versa”, explica Castellanos.
Mesmo que você não tenha andropausa, uma vida mais saudável não faz mal a ninguém. E vale lembrar: é preciso ter cuidado, pois tomar testosterona sem necessidade prejudica a produção natural do hormônio pelo corpo, e testículos e pênis vão realmente encolher.
Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

http://www.brasilpost.com.br/2015/01/23/problemas-penis_n_6534766.html

domingo, 15 de março de 2015

O que significa ‘Status Orgasmus’ e outras 26 curiosidades sexuais


Fabio Hernandez, DCM

"Zanzando pelo twitter, descobri o FreakFact. FatoBizarro, ou coisa assim. O nome se explica em si mesmo. Curiosidades. Mas o que realmente me atraiu foi o foco e o tom. O foco é sexo, e o tom é bem humorado, divertido, irreverente, como, aliás, o sexo deve ser.

Virei seguidor na hora.

Selecionei, para você, um punhado de coisas que vi.

1) Há um preservativo ultrapequeno chamado Hot Shot. Ele foi projetado para garotos de 11 a 14 anos.

2) Urofilia é o nome técnico da Chuva Dourada, que é apenas o velho ato de pessoas ficarem mijando umas nas outras.

3) Após o primeiro encontro, os casais esperam em média sete dias para fazer sexo.

4) É normal que o pênis se curve ou se incline ligeiramente para a direita ou para a esquerda quando ereto. Muitos pênis se curvam para cima também.

5) Quando se trata de doenças sexualmente transmissíveis, nenhum lugar no mundo pode se comparar à Ásia. É sempre a número 1 em doenças sexualmente transmissíveis.

6) Sexo agitado queima mais calorias do que o sexo suave.

7) Dar sexo oral queima em torno de 32 calorias.

8 ) Alguns efeitos colaterais negativos da masturbação podem variar de fadiga e dor pélvica até alterações na visão e perda de cabelo.

9) 80% das mulheres não acham o peito nu de um homem particularmente sexy.

10) Esmegma é uma substância branca com cheiro de queijo que se acumula ao redor dos órgãos genitais de homens e mulheres.

11) Flocos de Neve é quando o homem ejacula na boca da mulher.

12) Bolas Azuis é quando o homem fica muito animado sexualmente mas não tem orgasmo. Seus testículos podem doer muito

13) Cabeça de Galinha é um termo pejorativo para a mulher que dá sexo oral com freqüência.

14) Aréola é a área mais escura da pele ao redor dos mamilos em ambos os sexos

15) 11 de Setembro é uma gíria usada para um sexo breve que dura menos de 5 minutos.

16) Vaginismo é o aperto involuntária da vagina, devido a um reflexo condicionado dos músculos.

17) Homens que foram circuncisados demoram um pouco mais para ter orgasmo do que aqueles que não foram.

18) Música durante o sexo pode ajudar você a se concentrar mentalmente e, assim, melhorar seu desempenho na cama.

19) Segundo a teoria, as pessoas que gostam de mastigar gelo têm uma grande energia sexual.

20) Quando uma mulher tem orgasmos múltiplos, a sua condição é conhecida como Status

Orgasmus. Eles duram entre 20 e 60 segundos.

21) Em média, são necessárias duas colheres de sangue para irrigar um pênis ereto.

22) Os primeiros preservativos legalizados nos Estados Unidos eram feitos de borracha vulcanizada e reutilizados até nove vezes.

23) 60% dos homens ficam excitados quando uma mulher beija seu pescoço.

24) O lubrificador original era azeite de oliva e há sinais de que era usado já em 350 AC.

25) Mais de 1 milhão de mulheres estão agora infectadas com gonorréia e não têm idéia

26) A maioria dos homens tem orgasmo em até seis minutos depois de penetrar a mulher.

27) Os pinguins têm um único orgasmo por ano."

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Antes de aprender a agradar os homens, as mulheres precisam aprender a agradar a si mesmas

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 Laís Montagnana, DCM

"Inspirada por um comentário de uma amiga – que dizia sentir que os homens, aparentemente, não estão sabendo “satisfazer” suas mulheres -, semana passada trouxe uma coluna com 14 atitudes que as mulheres odeiam no sexo, já que essas se mostram ainda como um grande impeditivo ao prazer feminino completo. Assim que publicada, alguns gentis cavalheiros me cobraram a recíproca masculina: “Que tal as 14 ATITUDES QUE OS HOMENS ODEIAM NO SEXO?”.

Até considerei pesquisar com amigos, conversar com quem estivesse à vontade para colaborar sobre o tema a fim de puxar esse assunto mas, de maneira alguma, forçar ser porta-voz dos homens. Entretanto, refleti melhor e, como quase sempre essa sugestão de pauta vinha em tom de alfinetada e não de curiosidade/esclarecimento, e eu, como mulher, sempre escrevo do meu ponto de vista feminino, cheguei à conclusão de que esse texto seria desnecessário.

Eu não preciso escrever sobre as 14 atitudes que os homens não gostam no sexo porque esse tópico já foi e é constantemente explorado. Porque não há simetria nessa comparação para eu me sentir na obrigação de discorrer uma recíproca para o público masculino.

A mídia e os grandes veículos de comunicação sempre foram falocentristas. Desde a indústria ponográfica até o conteúdo ~destinado às mulheres.

Discorda? Então abre aí uma revista Cláudia ou Nova e leia aquele manual lacrado (risos) de 35-maneiras-de-como-levar-seu-homem-a-loucura. Digite aí no seu navegador “pornohub”, “xvideos” ou qualquer outro site de porn pra ver uma mina chupando um cara por meia hora, receber a recíproca por 2 minutos e ainda gozar rapidão com um britadeira man. Não importa o meio, a abordagem é essa: o prazer do macho no centro dos holofotes. O que eu teria para acrescentar nessa discussão?

Enquanto não só 14, mas 1001 atitudes que os homens odeiam e o que também gostam são disseminadas, ninguém fala abertamente sobre o que as mulheres gostam. No campo sexual, ainda não alcançamos esse privilégio masculino. Até em um ambiente democrático como uma mesa de bar, que seja, você percebe que os homens sentem muito mais liberdade pra falar sobre o assunto que o sexo oposto – visto, por exemplo, que masturbação feminina AINDA é tabu e muitas mulheres nem se tocam enquanto os caras parecem que já nascem aprendendo como bater uma punhetinha. O que eu poderia acrescentar a vocês ao endossar o coro?

A mulher é catequizada desde menina a reprimir sua sexualidade e a se moldar aos padões do que “é bonito” e do que os homens gostam, mesmo sem se dar conta que está sendo. Por conta disso, tem muita mulher madura que ainda tá nos baby steps pra se sentir liberada. De ter que pegar o espelhinho, se conhecer, saber o que te dar prazer e aprender a gozar sozinha para, aí sim, conseguir gozar com o outro e então ser capaz de sincronizar orgasmos com o seu parceiro.

Antes de aprender a agradar os homens, creio que as mulheres precisam aprender a agradar a si mesmas. Há muitas mulheres que NUNCA tiveram UM orgasmo na vida. A repressão da sexualidade feminina gerou esse “atraso”, que nos impede de estar no mesmo patamar de liberdade sexual que os homens.

As mulheres são sempre rotuladas por suas escolhas comportamentais. Se for sexual, aí a etiqueta tem o dobro do peso. Se ela se monta toda é travesti, se raspa a cabeça é sapatão, se dá pra quem quer é promíscua, se dá do jeito que quer: libertina. Mulher livre, aparentemente, é um bicho MUITO assustador. Creio que me faço muito mais últil ao trazer para a roda essas irmãs.

Veja bem, não quero dizer as mulheres não erram. Só acho que o meu papel não é o de apontar esses erros. Tenho muito mais a contribuir trazendo essas questões renegadas para os holofetes sob a minha óptica feminina. Os homens que falem, com mais propriedade que eu, do ponto de vista deles. Estamos ansiosas para ouvir."

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sobre a sexualidade masculina (1)



Está fincado uma rotina embaroçosa: aceito falar sobre o assunto para, logo que me assento para pôr as ideias no papel, descobrir que nada sei sobre ele. Já aconteceu uma vez, e agora aconteceu de novo. Aceitei falar sobre a sexualidade masculina. Mas quando me pus a pensar cheguei à insólita conclusão de que sexualidade masculina nem mesmo existe. Assim, fui obrigado a falar sobre o que não existe. O que não deixou de ser um fascinante desafio, semelhante ao dos teólogos que, igualmente, falam sobre objetos inexistentes...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Como o homem machão "funciona" na cama



"O processo de socialização que transforma os meninos em homens 'machos' impede a espontaneidade na relação com as mulheres"


Brenda, professora de 32 anos, se separou do marido após oito anos de relação. Agora, solteira, ela estava decidida a viver um sexo intenso, de muita entrega, o que não ocorria no seu casamento. Conheceu Luiz e, numa das primeiras saídas, foram para um motel. Voltou desanimada. “Logo depois que ele gozou, esqueceu que eu existia. Em vez de se ligar em mim, ficou um tempão contemplando a camisinha com seu sêmen. Olhava orgulhoso e ficava falando sozinho, elogiando a quantidade de sêmen. Me senti péssima. Se pudesse teria largado ele lá e ido embora.”....