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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Mídia se afoga na lama da privataria tucana



Jornalismo brasileiro: vergonhoso, corrompido e revoltante 

Pablo Villaça 

Só pra deixar claro: o livro "A Privataria Tucana", que traz 200 páginas de denúncias e outras 120 páginas de documentos comprovando-as, é lançado na sexta-feira, dia 9. José Serra, que usa o twitter compulsivamente e é um dos personagens principais do livro, desaparece do microblog nos dois dias seguintes; não posta absolutamente nada. Ao mesmo tempo, as denúncias passam a repercutir na blogosfera de maneira avassaladora.

E praticamente nenhuma linha sobre o assunto é publicada no Globo, na Foxlha e demais veículos que vivem bradando a própria imparcialidade, mas que não hesitam em transformar em manchete por dias contínuos até mesmo denúncias contra o governo Dilma feitas por criminosos condenados e sem qualquer linha de evidência a não ser "minha palavra contra a sua". Reparem: nem estou dizendo que as denúncias contra o PT são inválidas; aponto apenas que são tratadas com estardalhaço mesmo quando não trazem um centésimo das evidências apresentadas pelo livro recém-lançado.

Como alguém pode observar isso e afirmar que temos uma imprensa limpa no Brasil? 

Neste momento, o UOL encontra espaço em sua capa para todas as chamadas seguintes: "Minotauro opera fratura de braço; Stallone manda mensagem de apoio"; "Falcão e humoristas sabatinam INRI Cristo"; "Carolina Dieckman responde cutucada de Luana Piovani"; "Portugueses querem recordes de fantasiados de Papai Noel"; "Cão que foi enterrado precisa ser acordado para se alimentar"; "Polícia do Rio recupera carro do jogador Marquinhos"; "Estudo mostra que sono no metrô de NY quase nunca é produtivo" (WTF); "Ivete Sangalo fala sobre meningite no Faustão"; "Bodas de Prata de Zeca Pagodinho e Mônica reúne famosos"; "Silvio Santos se esconde dentro do armário"; "Britney Spears leva filhos Sean e Jayden para o palco"; "Ana Carolina lança clipe oficial em preto e branco"; "Após UFC 140, veja beldades das plaquinhas"; "Especialistas ensinam o que fazer para chegar linda ao destino"; "Concurso que descobriu Gisele Büchen tem final na China"; "Ronaldinho vai à balada, na BA, acompanhado"; "Justin Bieber é flagrado em carinho ousado com namorada"; "Ser solteira no Rio é uma grande vantagem, diz Suzana Pires"; "Doeu! Rapaz resolve pular (sobre) na piscina e se dá mal"; "Marca de sutiã patrocina salto de bungee jump em sutiã de modelo"; "Homem é rejeitado por mulher e envia email gigante dando segunda chance"; "Pizza retangular é atração em bar industrial chique de Madri"; entre várias outras chamadas igualmente tolas.

E, no entanto, o maior portal jornalístico do Brasil não encontra um único espaço, por menor que seja, para abordar o assunto que dominou a internet durante todo o fim de semana.

Não ficarei espantado caso a primeira manchete real dedicada ao tema seja algo como "Serra classifica insinuações de livro como 'levianas'" ou algo do gênero.

Depois reclamam do fim do diploma. Deveriam protestar contra o fim da vergonha na cara.

vi no esquerdopata

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“Hacker” da Folha é um tiro no pé

Folha publicou ontem que um “hacker” invadiu o computador pessoal da então candidata à Presidência da República e o do ex-ministro José Dirceu, e tentou vender dados sobre a correpondência de cada um deles ao PSDB e ao PFL.
Historinha mal-contada.
O tal hacker não invadiu o computador de ambos, mas os do UOL, pertencente à empresa que edita a Folha, onde estavam armazenadas as mensagens. Aliás, nem a matéria o nega......

domingo, 1 de maio de 2011

UM JORNAL A (DES)SERVIÇO DO BRASIL

Veja como o Uol/Falha de S.Paulo, com sua ética e imparcialidade já conhecidas, noticiou maliciosamente os dados do censo 2010:
"Em 10 anos, Brasil cresceu no menor ritmo da história"
A chamada na página principal diz: “Em 10 anos, Brasil cresceu no menor ritmo da história”.
Aí você pensa: tem a ver com PIB, crescimento econômico, renda individual, etc. Não, a "reporCagem" diz respeito a demografia, crescimento populacional.
Vitor Oliveira

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Imprensa golpista chama críticos de "censores" e lhes nega voz

Foi uma festa. Os estafetas da imprensa golpista desandaram a atacar o ato público contra o golpismo midiático que terá lugar nesta quinta à noitinha em São Paulo, no Sindicato dos Jornalistas, no centro da capital paulista. *Aqui em Ubatuba, como já era esperado, não vingou.  Para tanto, contaram com a prestimosa contribuição do presidente da OAB nacional, o mesmo que ajudou a legitimar o tiroteio contra a Casa Civil.
Outros bate-paus foram os de sempre – Josias de Souza, Noblat, Reinaldo Azevedo, além de matérias nos principais jornais, telejornais e portais da internet. Na Globo News, um frangote engomadinho dava voz à diatribe do indefectível Merval Pereira, naturalmente contra blogs que seriam “Todos financiados pelo governo Lula”.

sábado, 21 de agosto de 2010

Enquanto a Folha/Uol se justifica,

mais dois 'internautas' tucanos foram escolhidos a dedo no debate
Devido à grande repercussão da denúncia do nosso blog, que detectou partidarismo pró-Serra nas perguntas de internautas no debate Folha/UOL, eles publicaram outra notícia se justificando ...
Porém, enquanto a Folha/UOL se justifica, detectamos mais duas perguntas escolhidas a dedo pela Folha/UOL, também feitas por tucanos.
Além do assessor da liderança do PSDB na Câmara dos Deputados, agraciado com a escolha de sua pergunta do jeito que Serra gosta, também teve o caso do internauta Romeu di Sessa, escolhido com uma pergunta tentando constranger Dilma (perguntou se ela não era uma candidata "improvisada"). Ele é servidor da Secretaria de Cultura do governo tucano de São Paulo (segundo o Diário Oficial, na figura abaixo), e documentarista de projetos junto à TV Cultura.
Outra internauta escolhida a dedo, também é tucana: Juliana Fragetti. Fez uma pergunta agressiva e tendenciosa sobre aborto dirigida à Dilma. Ela faz parte do Movimento Franco Montoro, dentro do PSDB.
Ao contrário do que diz a Folha/UOL, houve clara percepção de desequilíbrio na escolha das perguntas, com viés partidário.
A quantidade de "internautas" tucanos selecionados só vem a comprovar o viés partidarizado na editoração das perguntas.
Qualquer editor minimamente experiente, percebe viés partidário e dirigismo em perguntas tendenciosas, que fogem à objetividade, com acusações embutidas na pergunta. Quando selecionam de forma desequilibrada, é porque escolhem tomar partido. 
APL, via Com textolivre

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Armação no debate Folha/Uol

Assessor do PSDB é escolhido para fazer pergunta 'de internauta' a Serra
Durante o debate Folha/UOL, duas perguntas "de internautas" dirigidas para Serra – uma sobre o loteamento de cargos, outra sobre impostos – chamaram atenção, por parecer combinada, sob encomenda para o demo-tucano.
“Foram vocês que mandaram as perguntas, né?”, ironizaram os assessores de Dilma e Marina, para os de Serra.
Pois a ironia se confirmou.
O "internauta" Kleber Maciel Lage, escolhido entre milhares, para fazer uma pergunta a Serra, tem em seu currículo "Assessor Técnico da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados", desde 2001.
Foi escolhido para fazer a singela pergunta, contra o "atual governo": 
"A sua candidatura faz críticas ao aparelhamento do Estado e ao uso de cargos por parte do atual governo. É público e notório que as alianças políticas no passado recente da, aspas, democracia, são feitas na base do “toma-lá dá-cá” de cargos, como mudar esse cenário?"
Ironia das ironias, a pergunta sobre “toma-lá dá-cá” de cargos, foi feita justamente por alguém que ocupa cargo público na base do “toma-lá dá-cá”, na Câmara dos deputados, na liderança do PSDB.
E quanto à Folha/UOL, depois disso, ainda quer que a gente ria quando falam que são "apartidários" e "isentos". 
A P L, via Com textolivre

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

No debate UOL Serra acusou o golpe


Ficou mais claro que Serra acusou o golpe das pesquisas que apontam uma provável vitória de Dilma no primeiro turno.
A cautela que vinha adotando até agora para não parecer oposição foi deixada de lado, e Serra, visivelmente nervoso, partiu para o ataque de forma agressiva, o que foi percebido por quem ouviu e participou do programa. Os jornalistas que cobriram o evento o questionaram sobre isso, mas Serra recusou ter elevado o tom, considerando sua participação normal.
Sua alteração foi tão evidente, que ele voltou a ser perguntado sobre isso em evento na Fundação Abrinq, horas mais tarde, e recorreu à ironia para não passar recibo: “Eu continuo sendo gentil como sempre”, disse o tucano, que sinalizou a postura que deve adotar a partir de agora.