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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Capital financeiro, é hipócrita...

           

Desde os anos 1970, a vida econômica no globo tem sido crescentemente subordinada à lógica da acumulação financeira. Para o sociólogo Giovanni Arrighi, isto é parte de um padrão evolucionário do capitalismo, em que fases de financeirização emergem ao final de cada ciclo de expansão do sistema mundial. Socialmente, isto significa o controle crescente das instituições – incluindo o Estado e os mercados – pelas elites financeiras, ao custo da maioria da população, que vê seus esforços produtivos drenados para alimentar o rentismo.
'A financeirização vem acompanhada de conflitos sociais, à medida que aqueles que são prejudicados por ela protestam'               
Por causa disso, a financeirização vem acompanhada de conflitos sociais, à medida que aqueles que são prejudicados por ela protestam. No entanto, até meados dos anos 2000, esta resistência não foi eficaz. Reformas neoliberais foram implementadas na América Latina, garantindo a reprodução do capital financeiro, a despeito da oposição de sindicatos e partidos de esquerda. Mais recentemente, porém, o jogo começou a virar. Uma vez que a estabilidade monetária foi conquistada, os efeitos negativos do neoliberalismo sobre o emprego e a desigualdade levaram a população a eleger presidentes ligados a movimentos sociais e partidos de centro-esquerda. Mesmo quando a subordinação às elites financeiras não foi rompida – caso do Brasil – o relaxamento das restrições externas ao crescimento permitiu maior independência em relação ao FMI, órgão máximo de gestão das finanças mundiais....

sábado, 17 de setembro de 2011

A crônica não-anunciada do colapso neoliberal


O colapso do neoliberalismo tornou-se crônico e, só não se anuncia oficialmente, devido à oposição da mídia hegemônica que detém o monopólio da negação do óbvio, dificultando a saída da crise e tornando o debate uma farsa, um jogo de cartas marcadas. Esta é a posição do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos debatedores que, esta semana em Sampa, discutiram no Seminário “Neoliberalismo, um colapso inconcluso”, promovido pela Carta Maior e PUC-S.Paulo, e que contou com a participação ainda de Emir Sader (Uerj), Samuel Pinheiro Guimarães (Itamaraty), Ignacy Sachs (Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais – Paris), Ladislau Dowbor (PUC-SP), entre outros...