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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Redução da maioridade penal legalizaria pornografia e álcool aos 16

Sérgio Rodas - Consultor Jurídico

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos faria com os adolescentes desta idade não fossem mais protegidos pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Dessa forma, produzir, publicar ou vender pornografia envolvendo jovens de 16 e 17 anos não seria mais crime, nem vender bebida alcoólica ou cigarro a uma pessoa dessa faixa etária.

Essa é a opinião de juristas ouvidos pela revista Consultor Jurídico. De acordo com o advogado e professor de Direito Penal da USP Pierpaolo Cruz Bottini, a redução da maioridade penal faria com que adolescentes com mais de 16 anos recebessem tratamento jurídico criminal de adultos, o que os excluiria da proteção do ECA.

Com isso, as infrações penais e administrativas elencadas no Título VII do ECA deixariam de ser imputáveis a quem as cometesse contra maiores de 16 anos. Além da produção e venda de pornografia (artigos 240 a 241-E do ECA) e da venda de bebidas (artigo 243), também não seria mais possível punir quem submetesse adolescente dessa faixa etária a vexame ou constrangimento (artigo 232), promovesse o seu envio ao exterior para obter lucro (artigo 239), lhe fornecesse arma ou fogos de artifício (artigos 242 e 244) ou hospedasse-o em motel (artigo 250).

O crime de submeter criança ou adolescente à prostituição (artigos 218-B do Código Penal e 244-A do ECA) também não poderia mais ser aplicado a quem praticasse essa conduta com jovens de 16 e 17 anos. Nesse caso, a pessoa deveria responder por favorecimento à prostituição (artigo 228 do CP), que tem penas menores quando envolve somente adultos (reclusão de dois a cinco anos — contra reclusão de quatro a dez).

O juiz e professor de Processo Penal da Universidade Federal de Santa Catarina Alexandre Morais da Rosa também aponta que o crime de corrupção de menores (244-A do ECA) ficaria incoerente. Segundo ele, não faz sentido que um maior de 16 anos possa ser tanto autor quanto objeto de um delito que se destina a proteger a infância e a adolescência.

Além disso, o professor lembra que, caso a diminuição seja aprovada, um adolescente de 16 que tiver uma relação sexual com um de 13 comete estupro de vulnerável, sujeito a reclusão de oito a 15 anos. 

Redução seletiva

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (17/6), a Proposta de Emenda à Constituição 171/93, que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos apenas para casos em que forem cometidos crimes hediondos (como estupro e latrocínio), lesão corporal grave e roubo qualificado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias). O texto agora segue para votação no plenário da casa.

Juristas ouvidos pela ConJur foram unânimes em criticar essa redução seletiva. Para o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo Walter de Almeida Guilherme, “isso é uma verdadeira aberração jurídica”. A seu ver, se um maior de 16 tem capacidade de entender a gravidade de um homicídio ou de um roubo qualificado e as consequências que eles acarretam, ele também compreende a gravidade de um furto ou incêndio. De acordo com Almeida Guilherme, ou se faz a redução da maioridade para todos os crimes ou não se faz nada.

Na opinião de Bottini, essa diferenciação de responsabilidade fere o princípio da igualdade. Por causa dessa violação, a emenda constitucional que a instituísse poderia ser questionada no Supremo Tribunal Federal por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Já Morais da Rosa afirma que a diminuição da maioridade apenas para crimes hediondos “não se sustenta do ponto de vista lógico”, e classifica a medida de “populismo penal”. O juiz também entende que projeto contraria a igualdade e aponta mais um argumento para questionar a constitucionalidade da PEC 171/93: o que de que o artigo 228 da Constituição Federal (que estabelece que são penalmente inimputáveis os menores de 18 anos) é uma cláusula pétrea, e não poderia ser modificado devido ao princípio da proibição do retrocesso social. A única forma de alterar seu conteúdo seria via Assembleia Constituinte.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Psicologia de massas do coxismo


Escreveu Gustave Le Bon, em "Psicologia das massas", em 1895 (citado por Freud em "Psicologia das massas e análise do eu"):

"Pelo simples fato de pertencer a uma massa, o homem desce vários degraus na escala na civilização. Isolado, ele era talvez um indivíduo cultivado, na massa é um instintivo, e em consequência um bárbaro. Tem a espontaneidade, a violência, a ferocidade, e também os entusiasmos e os heroísmos dos seres primitivos".

E Freud acrescenta, em seu ensaio de 1920:

"Inclinada a todos os extremos, a massa é também excitada por estímulos desmedidos. Quem quiser influir sobre ela, não necessita medir logicamente os argumentos; deve pintar com as imagens mais fortes, exagerar e sempre repetir a mesma coisa.

Como a massa não tem dúvidas quanto ao que é verdadeiro ou falso, e tem consciência da sua enorme força, ela é, ao mesmo tempo, intolerante e crente na autoridade. Ela respeita a força, e deixa-se influenciar apenas moderadamente pela bondade, que para ela é uma espécie de fraqueza. 

O que ela exige de seus heróis é fortaleza, até mesmo violência. Quer ser dominada e oprimida, quer temer os seus senhores. No fundo inteiramente conservadora, tem profunda aversão a todos os progressos e inovações, e ilimitada reverência pela tradição."

(Tradução de Paulo César de Souza.)

http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/03/psicologia-de-massas-do-coxismo.html

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

OS HOLOCAUSTOS DE ONTEM E DE HOJE

GAZA DESTRUÍDA POR BOMBARDEIO DE ISRAEL NÃO TEM VERBA PARA SER RECONSTRUÍDA.


NÃO SE CONSTRÓI UM FUTURO DE JUSTIÇA E PAZ REPETINDO OS MESMOS ERROS E ATROCIDADES COMETIDOS NO PASSADO.

70 ANOS se passaram do FIM do Holocausto de JUDEUS nos Campos de Concentração, e a humanidade pouco aprendeu com a BARBÁRIE do NAZISMO e a insânia da teoria de superioridade RACIAL colocada em prática pelo criminoso ADOLF HITLER.

TODO O TERROR das cercas, fome, frio, humilhação, penúria e morte vividos pelos JUDEUS que foram feitos prisioneiros e vítimas dos alemães nazistas, parece que não nos ensinaram NADA. 

Continuamos a assistir o emprego da FORÇA e uso das MÁQUINAS DE GUERRA para impor FORMAS DE PENSAR e de CONQUISTAR TERRITÓRIOS. 

No dia em que se relembra e comemora a libertação de 7.000 JUDEUS sobreviventes do Campo de Concentração de Auschiwitz na Polônia, vem a notícia terrível de que GAZA não tem como ser reconstruída. Milhões de Palestinos continuarão sem CASA, água, saneamento, alimentos, trabalho e escola.
  
Continuarão CERCADOS por "ARAMES E MUROS", vivendo em meio aos escombros, e sem nenhuma ESPERANÇA de que possam ser LIBERTADOS.

São tocantes e merecidas as lembranças e o repúdio pelo HOLOCAUSTO dos JUDEUS, é REVOLTANTE A INDIFERENÇA pelo HOLOCAUSTO na PALESTINA / GAZA.


Por falta de fundos e recursos, ONU anuncia suspensão de ajuda para reconstruir Gaza
Redação | São Paulo - 27/01/2015 

UNRWA alega que US$ 5,4 bilhões prometidos por países doadores como Egito e Noruega em 2014 não foram de fato repassados para agência

A agência da ONU para os refugiados palestinos, UNRWA, foi obrigada a suspender o programa de assistência financeira na Faixa de Gaza por falta de recursos, após os países doadores não realizaram os depósitos prometidos, anunciou o órgão nesta terça-feira (27/01).

Estima-se que a falta de fundos e de recursos afetará mais de 96 mil famílias de refugiados palestinos que tiveram suas casas destruídas e passam por situações de necessidade extrema.

sugado do: http://007bondeblog.blogspot.com.br/2015/01/os-holocaustos-de-ontem-e-de-hoje.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)