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domingo, 7 de dezembro de 2014

Como a conexão 5G mudará o mundo



Até 2020 a conexão 4G pode não satisfazer toda a demanda
"Quando começarmos a usar roupas que se conectam à internet, comprarmos carros sem motorista que se comunicam com outros carros para evitar acidentes e usarmos latas de lixo que nos avisem quando estão cheias, vamos precisar de uma conexão de internet muito mais rápida. 
Da BBC Brasil  

Por isso começou a corrida mundial para desenvolver a internet 5G, a quinta geração de conexão móvel. Os cientistas envolvidos nesta corrida estão muito entusiasmados pois, desta vez, vão fazer tudo diferente.

A conexão 5G permitirá a existência de um mundo de cidades inteligentes e interconectadas, cirurgias realizadas à distância, com o uso de robôs e a imersão na internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), ou seja, a interconexão digital de todos os nossos objetos cotidianos.

Este cenário será comum em apenas seis anos: cientistas, governos e empresas de comunicações investigam e fazem planos para começar a usar o 5G a partir de 2020.

Os especialistas acreditam que, até lá, o número de conexões que temos hoje em dia poderá se multiplicar por dez.

"Antes se falava que em 2020 haveria 50 bilhões de dispositivos conectados à internet, agora se acredita que esta cifra é cautelosa", disse à BBC Sara Mazur, diretora de investigação da Ericsson, uma das companhias de comunicações que está liderando o desenvolvimento do 5G.

Segundo Mazur, a conexão 4G não aguenta esta demanda de conectividade, pois não foi criada para isto.

Rapidez e capacidade

Quando a Samsung anunciou em 2013 que estava experimentando a conexão 5G a 1 gigabite por segundo (Gbps), a mídia informou que os usuários poderiam baixar um filme em HD em apenas um segundo com esta conexão.

Cirurgias realizadas à distância com a ajuda de robôs também seriam facilitadas pelo 5G
Agora, o professor Rahim Tafazolli, que lidera do Centro de Inovação de 5G da Universidade de Surrey, na Inglaterra, acredita que, no futuro, será possível ter uma conexão de dados sem fio a 800 gigas por segundo, o que significa uma conexão cem vezes mais rápida que as conexões 5G que estão sendo testadas atualmente.

Uma velocidade de 800 Gbpse equivaleria a baixar 800 filmes em HD em apenas um segundo.

Mas, além de rápida, nossa futura conexão em 5G deverá ter uma capacidade maior.

Aumentar a capacidade de uma rede é o equivalente a ampliar uma estrada que passa por um túnel, se uma pista é acrescentada, mais veículos podem passar.

Também é importante colocar ordem nesta estrada: por exemplo, designar certas pistas para o transporte de grandes distâncias e deixar outras para o tráfego local.

Por isso, com a conexão 5G, se estabeleceriam bandas diferentes de frequência para suportar a demanda.

E este aumento gigantesco da demanda será o resultado do boom de objetos inanimados conectados à internet, ou a internet das coisas.

Não vai cair

Outra característica da internet 5G deverá ser de que esta conexão não poderá falhar.

"Terá (o nível de) confiança que atualmente temos com as conexões de fibra ótica", disse Sara Mazur.

Os avanços na tecnologia de antenas anunciam o fim dos cortes repentinos neste tipo de conexão e essa característica será essencial para a segurança.
Companhias como a Huawei, da China, já estão falando em usar o 5G para permitir a comunicação entre carros sem motoristas e entre esses carros e a infraestrutura que os cerca.

Veículos sem motoristas e que se comunicam entre si para evitar acidentes seria um dos usos do 5G
Além do mais, serviços como o transporte inteligente ou as cirurgias à distância, nas quais um médico humano usa remotamente um robô para realizar operações complicadas, dependerão da redução dos períodos de latência, ou seja, os tempos de demora entre ação e resposta.

A Ericsson prevê que o período de latência do 5G ficará em torno de um milissegundo, ou seja, será imperceptível ao ser humano e 50 vezes menor que o do 4G.

Preço?

As empresas Ericsson e Huwaei afirmam que, por enquanto, não se sabe o preço da conexão 5G.

Ainda não é possível fazer este cálculo até que comece a fase de desenvolvimento do produto. Mesmo assim, já existem iniciativas para levar os resultados das investigações ao mercado.

Na Coreia do Sul, que já foi a pioneira no desenvolvimento do 4G, a Samsung espera poder lançar uma rede temporária para testar o 5G a tempo dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018.


E a Huawei compete para colocar em prática sua própria versão de conexão 5G em Moscou, durante a Copa do Mundo da Rússia também em 2018.

A boa notícia é que, apesar da rivalidade e das quantias gigantescas de dinheiro que estas companhias estão investindo em pesquisa e desenvolvimento, em termos gerais elas estão colaborando para poder oferecer uma conexão em 5G.

E isso abre as portas para um desenvolvimento sem paralelo de novas tecnologias.

"Mas isto (vale) até a chegada a conexão 6G, até por volta de 2040", lembrou Rahim Tafazolli, do Centro de Inovação de 5G da Universidade de Surrey."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Rede 4G no Brasil só deve chegar em 2013



Monica Campi, Info Online

“O aumento no consumo de dados pelos brasileiros pode acelerar a implementação de conexões banda larga móveis de alta velocidade no país. Porém, com muitas cidades ainda enfrentando problemas com o atual 3G, a evolução natural à tecnologia  4G deverá levar alguns anos para chegar ao Brasil.

Segundo dados da consultoria Teleco, as operadoras ainda adotam estratégias diferenciadas na implementação do 3G no Brasil. A Vivo é que a mais investe na expansão dessa tecnologia e oferece cobertura em 1448 cidades brasileiras. Em contrapartida, suas principais concorrentes, Claro (cobertura 3G em 411 municípios), TIM (250 municípios) e Oi (211 municípios), apostam na cobertura em capitais e grandes cidades.

A expectativa média do mercado de telecom é que a realização de eventos de grande porte no país, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016, acelere os investimentos das teles em redes móveis de quarta geração.

Para isso acontecer, no entanto, será necessário que a Anatel, agência que regula o setor, determine quais faixas de frequência poderão ser exploradas pelo 4G. Projetos de redes móveis no padrão LTE (Long Term Evolution) e com tecnologia WiMAX, ambos chamados de 4G, ainda aguardam a definição de regras pela Anatel, como por exemplo a liberação de novas faixas de frequência.”
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