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sexta-feira, 23 de março de 2012

O carimbo de Dilma Rousseff nas negociações políticas

 



Há uma aposta clara em que, ao escolher seus próprios interlocutores na base aliada, a presidenta conterá os movimentos de chantagem que têm sucedido de forma permanente a troca dos ministros vitimados por denúncias. E que existe espaço na agenda para correr esse risco.

Carta Maior - Não parece aleatória a estratégia política assumida pela presidenta Dilma Rousseff (PT), desde que iniciou uma reforma ministerial em capítulos. A leitura que deve ser feita da ação de Dilma junto à base aliada (aí incluídas as escolhas ministeriais e de lideranças no Congresso politicamente mais afinadas com o perfil que quer dar às relações entre Executivo e Legislativo) é a de que ela bancou o risco de desarranjar uma coalizão montada pelo governo anterior, que também deu sustentação à sua candidatura, para fugir ao permanente impasse de demitir auxiliares indicados pelos partidos a cada denúncia de corrupção, e em seguida ser obrigada a se submeter à chantagem dos mesmos partidos para manter as pastas nas mãos dos grupos hegemônicos nas legendas. E, se correu o risco, é porque o governo avaliou que há espaço para tentar arranjos na base partidária, já que não existem questões urgentes a serem decididas pelo Congresso – a única, o Código Florestal, prescinde de uma enorme base de apoio, já que as posições individuais dos parlamentares estão muito consolidadas e a bancada ruralista é muito forte. Mantendo ou não os instrumentos tradicionais de negociação com a base aliada, o Executivo não teria nenhuma garantia de lealdade nessa questão.

Daqui para o final do ano, a gestão do Orçamento, com toda a flexibilidade que a lei dá ao governo, e as medidas para neutralizar os efeitos da crise financeira internacional sobre a economia têm mais relevância do que as matérias que tramitam no Congresso. O que é importante de fato esbarra em questões que transcendem acordos partidários – caso não apenas do Código Florestal, mas também da Reforma Política, onde uma decisão partidária não consegue se sobrepor aos interesses individuais dos parlamentares. Apenas o PT consegue fechar questão sobre o assunto. (...)
*CLIQUE AQUI  para ler na íntegra.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Balcão de negócios




O Partido da República, mais conhecido como PR, centro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes, acaba de anunciar sua "independência" da base de sustentação do governo Dilma. Nem por isso, avisa na "Carta aos Republicanos" na qual dá conta de sua decisão, vai deixar de participar de "modo construtivo do debate e encaminhamento de todos os assuntos em pauta no parlamento" e apoiar, "de forma incondicional, todas as decisões que defendam e atendam os interesses do povo brasileiro, missão fundamental no exercício de nossos mandatos".
Em outras palavras, os parlamentares do PR, que avisa também que entregará todos os cargos que ocupa no governo, pretendem ficar em cima do muro...

domingo, 14 de agosto de 2011

A "classe política" realmente existente



O mandamento mais seguindo em Brasília!

 Não é fácil governar o Brasil. Uma fração considerável da "classe política" é viciada, patrimonialista, e cobra um alto preço pelo apoio. A  Dilma terá de ter muita habilidade para ultrapassar o campo minado...

Força, Presidenta!

Padrão de relação de Dilma com partidos não dura muito, diz analista 

Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, vê risco "real e concreto" de partidos médios montarem bloco independente do governo para dificultar votações de interesse de Dilma Rousseff. Padrão de relação estabelecido pela presidenta com os partidos "não se sustenta no longo prazo", diz. Risco só não é maior porque oposição está frágil e não consegue atrair descontentes.

BRASÍLIA – O tipo de relação estabelecido pela presidenta Dilma Rousseff com partidos aliados não sobrevive por muito tempo com a atual classe política. E já pode ser considerado uma ameaça ao próprio governo no Congresso. A avaliação é do cientista político Antonio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)....

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Base aliada dará trabalho

Base aliada dará mais trabalho a Dilma que oposição, diz analista
Por BERNARDO MELLO FRANCO
FOLHA DE SÃO PAULO
A presidente Dilma Rousseff deve enfrentar mais turbulências no Congresso com os próprios aliados do que com a oposição.
A previsão é de Fabiano Santos, coordenador do Núcleo de Estudos sobre o Congresso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ele aposta que o encolhimento de PSDB e DEM vai transferir o foco da tensão parlamentar para o campo governista. Em plena guerra por cargos no governo, Santos aponta nova crise à vista com o PMDB: as eleições de 2012.