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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Semente do medo

Por Mauro Santayana
Os Estados Unidos celebram a morte de bin Laden, e um ex-embaixador brasileiro considerou-a “espetacular”. É melhor ver a morte de qualquer homem, bom ou mau, como a morte de parte de nós mesmos. Como no belo poema em prosa de Donne, any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee. A morte de qualquer homem me diminui, disse o poeta, porque sou parte da Humanidade, e, por isso, não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por você. Todos nós morremos um pouco, quando as Torres Gêmeas vieram abaixo, e todos nós morremos quase diariamente com os que tombam e tombaram, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Costa do Marfim, no Realengo, em Eldorado dos Carajás, na Candelária e nas favelas brasileiras.....

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Só a esperança não vencerá o medo



Começo a escrever bem antes do fim da apuração dos votos. Neste momento, desenha-se um 2º turno. Ou seja: o bombardeio midiático teve maior êxito do que o previsto, como em 2002 e em 2006, e não foi possível vencer com a facilidade imaginada.
Ainda assim, vamos contextualizar as coisas: Dilma Rousseff era a única candidata que não tinha a perspectiva de ver tudo terminar no 1º turno e vence com larga vantagem o 1º, apesar da frustração de quem esperava ver o fim da disputa em 3 de outubro.
Nesta segunda etapa da eleição, pois, haverá que corrigir a rota da primeira no que diz respeito não só à campanha governista, mas à militância.
A campanha de Dilma optou por apanhar calada, sem se defender e, sobretudo, sem atacar. A mídia pôde tomar partido à vontade e a denúncia do partidarismo se resumiu a um discurso exaltado e destemperado do presidente Lula.
Já a militância, nos dias que antecederam a eleição registrava no Twitter e até em comentários nos blogs que estava com “medo” do 2º turno.
Convenhamos: ninguém vence uma luta em que entra com medo ou na qual se deixa espancar sem reagir. É luta, não campeonato de fleuma, do lado da campanha governista, ou uma terapia psicológica, no que se refere à militância.
Dito isso, vejamos qual é a situação de Dilma e de Serra na segunda rodada.
Dilma termina o 1º turno com quase metade dos votos válidos e Serra, com cerca de um terço. Os votos de Marina se dividirão entre os dois. Em que medida, ninguém sabe. Mas ninguém imagina que o tucano herdará todos os votos daquela que serviu para lhe gerar uma chance adicional na eleição.
Marina teve cerca de 1/5 dos votos válidos. Ora, Dilma só precisa de pouco mais de 1/4 desses votos para vencer a eleição em 2º turno. Não se imagina que ela tenha muito menos de 1/3 desses votos. E há os votos dos nanicos, ainda. O quase 1% de Plínio já está com Dilma.
Dilma continua a franca favorita para vencer a eleição, portanto. Mas se a sua campanha continuar deixando a mídia fazer o mesmo jogo do 1º turno, está demonstrado que a capacidade da população de compreender o jogo não é tão grande, sendo necessário, desta vez, enfrentar as acusações que virão pela mídia.
Este blogueiro já dizia que, de alguma maneira, estava dividido entre o desejo de ver a eleição terminar no 1º turno e o de ela ir para o segundo para que finalmente fosse denunciado o trabalho sujo que a imprensa golpista vem fazendo nesses anos todos.
Diferentemente de 2002 e de 2006, e sem o mito Lula na disputa, para enfrentar a máquina da direita midiática não será possível contar só com a esperança para vencer o medo. Quem terá que ajudar a vencê-lo, desta vez, será a coragem.
Por Eduardo Guimarães

domingo, 29 de agosto de 2010

Engenharia reversa


Uma velha estratégia maquiavélica diz que se tudo o mais falhar, tente o pânico.

O tucanato já tentou com Regininha Duarte. Não colou. 

Agora tentam a chamada engenharia reversa. Desmontam o carro pra ver como é feita a engrenagem. Daí tentam copiar.

Sendo assim, pegaram o cerne da crise passada e tentam criar a figura do pânico baseado nisso. Aliás, pseudo crise. Era uma crise criada em laboratório, mas que o Governo resolveu não bater de frente por ser mais adequado. Vão-se os anéis. Ficam os dedos.

Agora querem espalhar o medo por causa dos "demoníacos" Dirceu e Palocci. Se Dilma ganhar, os endemoninhados vão estar presentes no Governo e Lula não estará aqui para impedir...
Que medo!

Espere muito mais desse tipo de atitude. A mídia vai ver se encontra um novo filão pra salvar o morto.
Anaís Políticos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estou com medo!

EU TAMBÉM ESTOU COM MEDO!
*José Flávio Abelha
redecastorphoto
Lamento não ter os seus holofotes, nem a mídia. Tenho meia dúzia “de três ou quatro” leitores e só.

Estou com medo do que as FARC estão fazendo na Colômbia. Todo o aparato militar norte-americano instalado no país vizinho, as bases aéreas, os marines, o poderoso armamento ultra sofisticado, tudo está cercado, sem ação, sem mobilidade, enquanto os famosos guerrilheiros rompem fronteiras livremente, sem qualquer impedimento ou coação, rumo aos países vizinhos, invadindo-os e proporcionando o fabuloso tráfico de cocaína rumo aos indefesos EUA que, sem desejar, estão se drogando e, ainda, sendo obrigados a fabricar e vender armas numa troca mortífera: pó branco versus armas e mais armas, como fazem, com êxito, no México.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Jogue fora o Masoquismo



Conversando hoje com uma amiga, comentamos sobre o vasto número de pessoas que não vive um bom relacionamento e insiste em mantê-lo por não ter coragem de encarar a realidade tal qual se apresenta, tem medo de investir em si próprio(a) e acabar se arrependendo em nome do que sente. É inseguro(a) para romper com uma rotina medíocre e insossa por ter esperança de que as coisas melhorem. Quem sabe um dia ele(a) se apaixona por encanto, não é? Para essas pessoas, tenho uma única pergunta: - Um bom relacionamento depende de quem?