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terça-feira, 12 de novembro de 2019

TIMING DE TCHUTCHUCA: GUEDES ESCOLHEU UM MOMENTO EM QUE O MUNDO PEGA FOGO PARA JOGAR GASOLINA NA NOSSA FOGUEIRA


TIMING DE TCHUTCHUCA: GUEDES ESCOLHEU UM MOMENTO EM QUE O MUNDO PEGA FOGO PARA JOGAR GASOLINA NA NOSSA FOGUEIRA

"No frigir dos ovos, Evo foi o grande inimigo de si mesmo"
O golpe de Estado contra Evo Morales é o desfecho de um processo de instabilidade política propiciada pelo atingimento doa limites da expansão capitalista na Bolívia. 

Limite não muito bem expresso em número de PIB, mas perceptível nos indicadores econômicos do dia a dia do povo boliviano. 

O resultado foi a erosão da base de apoio de Evo, levando à fragilização de sua liderança, fato já visível na derrota sofrida por ele no plebiscito sobre seu quarto mandato. 

Político hábil ao estilo lulista, Evo acabou tendo forçar uma situação impraticável e, com isto, deu munição à direita boliviana, de matriz racista, que tenta há anos apear o presidente do poder e reverter os avanços políticos e sociais lá registrados. No frigir dos ovos, Evo foi o grande inimigo de si mesmo. 

Mas, não é possível considerar a situação boliviana em separado do quadro maior internacional. No mundo inteiro, insurreições, revoltas ou impasses políticos assolam o sistema planetário de produção de valor. 

No centro do capitalismo, o impeachment de Trump avança, tornando-se, cada vez mais, uma luta aberta entre a Presidência da República e o Congresso.  
"Luta aberta entre a Presidência da República e o Congresso"

Numa situação jamais vista na história dos Estados Unidos, o presidente recusa-se terminantemente a colaborar com o Legislativo, faz ameaças aos congressistas e se queixa abertamente de que estariam tentando dar um golpe de estado contra ele.

Na Europa, o drama do Brexit leva o Reino Unido a mais uma eleição e ameaça seriamente o futuro da unidade do país. Escoceses querem novo plebiscito sobre independência e os norte-irlandeses não admitem o fechamento de suas fronteiras com a República da Irlanda. 

Na França, Macron se sustenta a duras penas, após a crise dos coletes amarelos, a qual foi postergada, mas nem de longe solucionada. 

Na Espanha, uma crise política paralisa o país há pelo menos três anos, impossibilitando a formação de um governo, pois nenhum partido consegue alcançar a maioria. O separatismo catalão aguça ainda mais os problemas, levando igualmente a dúvidas sobre o futuro da unidade nacional. 

Podemos considerar a crise planetária como estando ainda em limites civilizados no centro do capitalismo. A paralisia das instituições e a possível dissolução de estados nacionais ainda é uma forma relativamente branda de manifestação da enfermidade que assola o dito cujo neste início de século. 
"A crise dos coletes amarelos nem de longe foi solucionada"
Até quando a fervura ficará neste nível por lá é algo complicado de se prever, mas caso se realizem as previsões econômicas de aprofundamento da crise atual, o centro também pode entrar em erupção completa. 

Se formos para a periferia, a coisa fica pior, com o nível de violência muito mais intenso e com os poderes abertamente saindo de seus esquadros. 

Chile e Haiti vivem levantes populares há semanas, já com mortes na casa das dezenas. O Equador era palco até outro dia de massivos protestos que quase levaram à queda do presidente. 

Na Ásia, o Iraque passa por imensos levantes populares há pelo menos uma semana. Hong Kong sofre há meses com confrontos nas ruas entre manifestantes e policiais, enquanto a Indonésia é varrida por manifestações estudantis. 

Onde não há levantes populares, há paralisia política e bateção de cabeça entre as forças institucionais, resultado do colapso econômico processado no mundo desde a grande crise dos anos 2008-2009. 

O empobrecimento generalizado, o desaparecimento da classe média, o alto custo de vida e a estagnação econômica geram inconformidade global. 
Na 6ª feira passada, o povo chileno novamente foi às ruas exigir a renúncia de Piñera


O impacto é maior e mais doloroso na periferia, onde o baixo poder financeiro das populações torna a situação mais dramática. 

Neste quadro, as elites dirigentes mais realistas já se deram conta da impossibilidade de simplesmente seguirem adiante com suas antigas receitas de austeridade fiscal e arrocho sobre o povo. 

Até bilionários estadunidenses já admitem a necessidade da taxação de suas pornográficas fortunas, além da criação de mecanismos de proteção social mínimos. E o próprio FMI mudou seu clássico discurso neoliberal e hoje pensa de modo menos ortodoxo. 

Por isso, fica mais chocante a política seguida por Paulo Guedes e aplaudida pela plutocracia nacional. Com atraso de décadas, Guedes tenta implantar no Brasil o que já não é seguido em quase lugar nenhum do mundo. 
"O medíocre Guedes acenderá o estopim da revolução brasileira?"

Mais, tenta aplicar um modelo que comprovadamente conduziu a toda essa condição crítica hoje vivenciada e que faz explodir as ruas, os parlamentos e os palácios governamentais. 

Guedes e sua trupe, alheios à realidade, pretendem jogar gasolina no fogo ainda brando que se aproxima do barril de pólvora brasileiro. Só conseguirão com isto acelerar a explosão. 

No entanto, talvez esta seja a forma da história se acelerar e efetivar suas rupturas, com as classes dominantes apertando o parafuso e involuntariamente empurrando os subalternos para a ruptura. 

Foi assim na Inglaterra e na França quando, diante da penúria social, os aristocratas resolveram impor mais impostos ao povo, daí resultando a eclosão das revoluções que acabaram levando tais insensatos a perderem tudo, de cavalos aos pescoços. 

Será, então, o medíocre e lunático Guedes quem acenderá o estopim da revolução brasileira? Só o tempo dirá. (por David Emanuel de Souza Coelho) 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

SEIS MESES DE BOLSONARO: ATÉ QUANDO, JAIR, ABUSARÁS DE NOSSA PACIÊNCIA?


1. Na política, Bolsonaro patina, derrapa, escorrega quase todo dia. Em seis meses, não conseguiu formar uma base de apoio no Congresso. Cometeu erros primários na relação com o Legislativo e quis medir forças com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Perdeu terreno na negociação da reforma da Previdência, cedendo espaço e protagonismo na sua possível aprovação.
2. O partido do presidente, o PSL, mais atrapalhou do que ajudou. Foi pivô do principal escândalo até aqui, o caso das candidaturas de laranjas nas eleições passadas, que levou à queda de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral e transformou o único ministro da sigla, o do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em um morto-vivo na Esplanada. No Congresso, o PSL arrumou confusões desnecessárias, expôs divisões na bancada e nada fez para liderar uma base aliada.
3O modelo de Bolsonaro governar emitiu sinais trocados de janeiro para cá. Começou parecendo uma gestão descentralizada, com núcleos delineados (militares, Moro, Guedes, entre outros). Nos tempos recentes, no entanto, Bolsonaro tomou as rédeas e, muitas vezes de maneira atabalhoada, tem dado as cartas, trocando peças e anunciando medidas.
4A política externa não surpreende. É tacanha, da veneração ao governo Trump (EUA) a retóricas ideológicas. No G20, porém, Bolsonaro entrou no jogo: teve de puxar o freio do blá-blá-blá bravateiro para se enquadrar na liturgia do diálogo.
5Na economia, o governo comemora o acordo Mercosul-União Europeia. Mesmo tendo a digital de gestões passadas, o mérito de quem o celebrou fica. De resto, as fichas estão na Previdência, enquanto o PIB está em baixa e outras medidas adormecem no escaninho de Guedes. 
6. Fiador ético do governo, Sergio Moro está nas cordas com as mensagens graves da Lava Jato. Será defendido por Bolsonaro até quando não for mais útil para o presidente. 
                                                                                                                         
  .
TOQUE DO EDITOR — Bolsonaro começou seu governo acreditando que poderia encenar no Palácio de Planalto o show de besteiras ultradireitistas com que seus filhos e o Rasputin de Virgínia tolamente sonhavam.

Sua realização mais notável no semestre findo foi a sétima que faltou na enumeração do Colon: conseguiu reerguer espetacularmente o movimento estudantil, plantando sem querer a semente de uma indispensável nova esquerda, agora que a versão genérica das últimas décadas, após apostar tudo na conciliação de classes e perder até o último centavo, já nada mais tem a oferecer.

Finalmente, depois de ter sido colocado no seu lugar aqui (pelo Alcolumbre e pelo Maia) e lá fora (pelo Macron e pela Merkel), Bolsonaro acaba seus péssimos primeiros seis meses aparentemente decidido a deixar a pauta neofascista de lado e jogar o jogo tradicional da velha política (aquela que ele vinha vituperando após comer nesse prato por apenas três décadas...).

A boa notícia é que, se ele realmente tomar o rumo para o qual o sistema o empurra, ao invés de sustos e sobressaltos voltaremos a ter mais do mesmo de sempre.

A má notícia é que, nesse caso, provavelmente teremos de aturá-lo por mais três anos e meio (O horror, o horror!), ao passo que, insistindo no show de besteiras, ele não esquentaria cadeira.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Partidos Social-Democratas europeus que adotaram a Terceira Via Neoliberal estão rachando e se enfraquecendo!

Partidos Social-Democratas europeus que adotaram a Terceira Via Neoliberal estão rachando e se enfraquecendo! - Marcos Doniseti!

Pedro Sánchez defende reformas moderadas para promover mudanças na economia e na sociedade espanholas. Mas ele foi derrubado do cargo de Secretário-Geral do PSOE pelas lideranças mais conservadoras do partido. Agora, ele disputará as eleições primárias que o PSOE convocou para este ano e tentará voltar ao cargo, com o apoio dos eleitores do partido.

As velhas e tradicionais legendas social-democratas europeias que aderiram à Terceira Via Neoliberal de Tony Blair e Anthony Giddens estão rachando e se enfraquecendo cada vez mais.

Estes são os casos do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), do PSF (Partido Socialista Francês), do Partido Trabalhista britânico e do Partido Democrático italiano.

A única exceção a este processo é o PSP (Partido Socialista Português), que lidera um governo progressista moderado de coalizão bem sucedido em Portugal.

1) Espanha - PSOE: O partido, liderado por Felipe González, foi o segundo mais votado na eleição para o Parlamento espanhol e acabou permitindo que o Partido Popular (Direita neoliberal), vencedor da eleição, mas que não conseguiu a maioria absoluta, continuasse governando a Espanha.

Assim, o PSOE acabou abrindo mão de fazer uma aliança com o Podemos, liderado por Pablo Iglesias, que conquistou uma votação muito próxima à do PSOE na eleição para o Parlamento espanhol.
Felipe González fez o tradicional PSOE adotar as políticas neoliberais da Terceira Via e ajudou na manutenção do governo do PP (liderado por Mariano Rajoy), o que provocou grandes divisões e conflitos no partido. 
Isso gerou uma grande crise no PSOE, que levou à renúncia de Pedro Sánchez do cargo de Secretário-Geral depois que a maioria dos líderes da legenda ficaram contra a sua liderança. 

Com isso, o PSOE está cada vez mais dividido entre suas alas mais conservadoras (liderada por Felipe González) e as mais progressistas (lideradas por Pedro Sanchéz).

Em algum momento esta divisão poderá levar a um racha ou a um brutal enfraquecimento do partido, que poderá perder seus eleitores mais conservadores para o PP ou para o Ciudadanos, e os seus eleitores mais progressistas poderão debandar para o Podemos.

E este racha poderá acontecer ainda em 2017, quando o PSOE irá realizar eleições primárias para escolher o seu novo líder. 

2) França - PSF: Já o segundo (o PSF) governa a França, mas tem um Presidente da República (François Hollande) que fez um governo totalmente neoliberal e que é tão impopular que sequer tentou a reeleição. A reforma trabalhista, extremamente impopular, que Hollande impôs acabou sendo rejeitada pela maioria dos deputados do próprio PSF.
François Hollande fez um governo neoliberal e impôs uma reforma trabalhista extremamente impopular. Seus baixos índices de aprovação levaram-no a desistir da reeleição. No entanto, o seu ex-ministro da Economia (Emmanuel Macron) é o favorito para vencer a eleição presidencial.  
E agora, nas primárias do partido, os eleitores do PSF literalmente se rebelaram contra as políticas neoliberais de Hollande e escolheram Benoît Hamon, da ala mais esquerdista da legenda e que é um forte crítico do governo francês, para ser o candidato à Presidente da República.

Isso fez com que uma parte dos eleitores de Manuel Valls, ligado a Hollande e que é um defensor das políticas deste, se disponha a votar em Emmanuel Macron, candidato independente e de perfil mais moderado e centrista, abandonando a candidatura de Hamon.

Assim, existe o risco de Hamon (que tem 16% nas pesquisas) não passar para o 2o. turno (que contará com a presença mais do que certa de Marine Le Pen, que lidera as pesquisas com 26% das intenções d voto) pois também temos a presença de um candidato mais à Esquerda, que é Jean-Luc Mélenchon (líder da Frente de Esquerda), obtém 10% dos votos.

Assim, a divisão entre as duas candidaturas mais progressistas poderá fazer com que o 2o. turno seja disputado entre a Extrema-Direita (Marine Le Pen) e um direitista (o neoliberal Fillon ou o moderado Macron).
Emmanuel Macron (ex-ministro da Economia do governo de Hollande e que saiu do Partido Socialista) foi o maior beneficiado pelo escândalo que atingiu fortemente a campanha do direitista Fillon e tornou-se o favorito para vencer a eleição presidencial francesa. 
Somente uma eventual união, já no 1o. turno, entre Hamon e Melenchon é que poderia evitar esse desastre histórico para as forças mais progressistas da França de ficar de fora do 2o. turno da eleição presidencial.

3) Reino Unido - Partido Trabalhista: Já no Reino Unido, o novo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, enfrenta as fortes resistências dos deputados da legenda, quase todos comprometidos com as políticas Neoliberais da Terceira Via de Tony Blair, enquanto que a base política e eleitoral trabalhista, na sua maioria, rejeita tais políticas.

Inclusive, a maior parte do eleitorado trabalhista votou a favor do Brexit, contrariando totalmente a posição dos deputados da legenda, favoráveis à manutenção do Reino Unido na União Europeia.

Assim, Corbyn fica numa corda bamba, tendo grandes dificuldades para liderar um partido tão dividido.

Somente uma nova eleição para o Parlamento britânico, que levasse o eleitorado trabalhista a renovar inteiramente o seu quadro de deputados, com a eleição de parlamentares comprometidos com as políticas progressistas e keynesianas preconizadas por Corbyn, é que poderiam resolver esse impasse.
Benoit Hamon (à direita) derrotou Manuel Valls nas primárias do Partido Socialista Francês, defendendo propostas como a criação de uma Renda Básica Universal e a taxação das riquezas geradas pelos robôs da 4a. Revolução Industrial. 
Mas elas não acontecerão tão cedo e, enquanto isso, Corbyn e os deputados trabalhistas vão intensificando os conflitos, agravando o racha interno.

O fato do Partido Conservador ter uma Primeira-Ministra, Theresa May, que adotou uma política mais nacionalista e que é bastante dura nas críticas ao Neoliberalismo, poderá levar os divididos e rachados trabalhistas a sofrer uma nova derrota na próxima eleição para o Parlamento, que irá acontecer apenas em 2020;

4) Itália - Partido Democrático: Governa a Itália atualmente, mas o então Primeiro-Ministro, Matteo Renzi, foi derrotado em um referendo a respeito de propostas de mudanças no sistema político do país, no qual 60% dos eleitores votaram contrários às mesmas. Isso provocou a renúncia de Renzi que, no entanto, continua sendo uma importante liderança do partido. 

O governo Renzi também promoveu a adoção de reformas neoliberais, bastante impopulares, e o PD também está dividido sobre as políticas que deveria adotar. 

Além disso, o partido que mais cresce na Itália e que lidera as pesquisas mais recentes, neste momento, é o 'Movimento 5 Estrelas' (liderado pelo humorista Beppe Grillo) e que combina, em seu programa, propostas mais progressistas (fim das políticas neoliberais e de arrocho), com outras mais conservadoras, fazendo ainda duras críticas à União Europeia. 

Assim, o 'M5S' tem grandes chances de vir a liderar um futuro governo na Itália. 
Matteo Renzi (à esquerda) foi derrotado no referendo italiano, onde o 'Não' para as suas propostas de reforma constitucional foi vitorioso 60% dos votos, provocando a sua renúncia. O 'M5S' (liderado por Beppe Grillo) condena as políticas neoliberais (adotadas por Renzi) e é o partido que mais cresce na Itália. 
5) Portugal - PSP (Partido Socialista Português): Este foi o único caso de recuperação vitoriosa por parte de um tradicional Partido Socialista europeu que tivemos nos últimos anos.

Na eleição para o Parlamento português que se realizou no final de 2015, as forças políticas mais progressistas acabaram conquistando a maioria absoluta.

Apesar da divisão dos deputados entre quatro partidos (Socialista, Comunista, Verdes e Bloco de Esquerda) os mesmos conseguiram fechar um acordo e elegeram Antonio Costa (PSP) para Primeiro-Ministro.

Com isso, as políticas neoliberais e de arrocho foram enterradas e o salário mínimo voltou a ter aumentos reais.

Desta maneira, Portugal retomou o crescimento econômico e está conseguindo reduzir o desemprego.

Por isso mesmo é que, segundo uma pesquisa divulgada em Janeiro deste ano, mostra que se a eleição para o Parlamento português fosse realizada neste momento, os quatro partidos progressistas (Socialista, Comunista, Verdes, Bloco de Esquerda) que governam o país teriam, no total, 54,6% dos votos (conquistaram 50,75% dos votos em 2015), contra apenas 36,9% da oposição formada pelos partidos PSD/CDS-PP (Direita Neoliberal; conquistaram 38,4% dos votos em 2015). 

Assim, a maioria parlamentar dos partidos progressistas ficaria maior caso a nova eleição fosse realizada agora. 

Como se percebe, a defesa ou a rejeição de políticas neoliberais está dividindo, rachando e enfraquecendo os principais e tradicionais partidos da Social-Democracia europeus. A única exceção entre os mesmos é o do PSP, pelas razões que apontei.

Tais partidos enfrentam um dilema: Eles deverão manter o seu apoio às políticas neoliberais, que são cada vez mais impopulares na União Europeia e que estão provocando sucessivas derrotas eleitorais para tais legendas? 

Ou então eles devem retomar projetos e ideias mais progressistas, de perfil keynesiano, tal como fizeram em suas origens (quando eles foram fundamentais na construção do Welfare State na Europa Ocidental no Pós-Guerra), como desejam promover, por exemplo, Jeremy Corbyn, Benoit Hamon e, em menor grau, Pedro Sánchez?
Jeremy Corbyn foi eleito o líder do tradicional Partido Trabalhista britânico (Labour Party), mas as suas propostas social-democratas e keynesianas enfrentam uma forte resistência dos deputados da legenda, que são defensores da Terceira Via Neoliberal de Tony Blair e Anthony Giddens, provocando fortes divisões entre os Trabalhistas. 

Links:

Benoit Hamon recupera propostas progressistas para o Partido Socialista Francês:


A fratura da Esquerda europeia:


Direção do PSOE entrega o governo espanhol para o PP:


Pedro Sanchéz lança candidatura para liderar novamente o PSOE:


O momento de Emmanuel Macron:


Portugal: Partidos que apoiam Antonio Costa teriam 54,6% dos votos em eleição para o Parlamento, contra apenas 36,9% da oposição (Direita Neoliberal):


Portugal: Taxa de Desemprego diminui para 10,2% com o fim das políticas neoliberais e de arrocho:


Portugal: Taxa de Desemprego era de 12,2% no final de 2015:


Emmanuel Macron ultrapassa Fillon no 1o. turno e derrotaria Marine Le Pen, no 2o. turno, com 65% dos votos:

via: http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2017/02/partidos-social-democratas-europeus-que.html