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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Madame não acha mais empregada doméstica. Que horror!

O motorista da madame no ato de contratar empregada doméstica
Saiu na Folha, na capa do caderno dito “ Cotidiano”:
“Achar doméstica vira desafio na metrópole”.
“Famílias antes acostumadas a contar com serviços dentro de casa têm de adaptar hábitos ou pagar salários melhores (que horror ! Salário melhor, onde já se viu? – PHA )”
“Brasil tende a seguir caminho dos países desenvolvidos, onde contratar empregada é luxo …”
“Especialista” da Folha diz que a culpa é o aumento das oportunidades de trabalho e de educação.
Imagina, amigo navegante, elas agora estudam!
Que horror!
Amigo navegante entra numa oficina mecânica para consertar o carro.
Vê um carro ali parado, na frente da oficina.
Ele nunca tinha visto esse carro ali, antes.
Pergunta ao mecânico que o serve há anos.
De quem é esse carro?, ele pergunta.
É meu, responde o mecânico.
Este ansioso blogueiro vai tomar café da café na Padaria Aracaju e sente falta do pernambucano que serve na parte de fora, onde ficam o Armênio Guedes e seu chapéu de palha.
Cadê o rapaz que ficava lá fora, aquele pernambucano mal humorado?, pergunto à garçonete (também mal humorada).
Voltou para Pernambuco. Vai abrir o boteco dele.
Que horror!
O mecânico tem um carro melhor do que o do cliente.
O pernambucano vai embora de São Paulo para abrir o negócio próprio na terra dele.
A madame tem que pagar salário melhor do que a remuneração de senzala que pagava.
Esse Nunca Dantes, realmente.
Olha só o que ele foi fazer!
Nunca que a Madame de Higienópolis vai perdoar ele!
Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Política social do Lula quebrou o Silvio

Bye-bye Silvio

Como se sabe, o SBT não é uma rede de televisão.
O Boni costumava dizer que o SBT não tinha nem grade de programação.
Mas, sim, um conjunto de programas que não formavam um conjunto coerente e, portanto, comercializável.
O SBT não é uma rede, porque seu objetivo não é ganhar dinheiro como rede de televisão.
Mas, sim, ser um instrumento de venda dos produtos do grupo empresarial do Silvio.
O Silvio na TV vendia o Silvio fora da TV.
E o Silvio fora da TV era o maior anunciante da TV do Silvio.
Os produtos do Silvio fora da TV eram uma forma rudimentar de financiar a compra de bens duráveis.
O que funcionou enquanto havia inflação e faltava renda.
Quando a inflação acabou e o Governo Lula botou dinheiro no bolso da Classe “D” e a Classe “D” passou à Classe “C”.
E quando botou dinheiro no bolso da Classe “E” e uma parte da Classe “E” foi para a Classe “D”, o modelo de negócios do Silvio foi para o beleléu.
Além disso, houve o impressionante fenômeno da banqueirização.
Ou seja, com carteira assinada, as Classes “D” e “C” abriram conta em banco, passaram a ter cartão de crédito, começaram a se endividar e comprar bens duráveis com juros e condições mais razoáveis do que ofereciam os produtos do Silvio.
Para simplificar, o Lula quebrou o Silvio.
Sem querer, é claro.
Quem quebrou o Silvio foi o Silvio, que enchia o auditório de Classe “C” e Classe “D” e não percebeu que elas tinham mudado.
Paulo Henrique Amorim, via com textolivre