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domingo, 19 de julho de 2015

Resultado das privatizações: empresas estrangeiras cortam o fornecimento de luz de milhões de brasileiros

Ninguém escapa: Quem deve dois meses, tem a luz cortada, e o nome sujo nos serviços de espionagem de proteção ao crédito. 
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Manos Symeonakis
Manos Symeonakis
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Publica o Estadão: Aumento na tarifa da energia triplica calote na conta de luz

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O uso do termo calote não confere. Caloteiro é aquele que contrai dívida sem intenção de pagá-la. Não é o caso de quem tem a luz cortada. A grande maioria dos brasileiros recebe salário ou aposentadoria ou pensão de matar de fome. A meleca de 788 reais. Uma ninharia que nunca passa dos 300 dólares. Tão vergonhoso que governo e oposição escondem a cotação. Que piora no mercado negro.
O tarifaço aplicado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nas contas de luz ao longo do primeiro semestre do ano já triplicou o crescimento da inadimplência no setor. Com aumentos nas tarifas superiores a 50% em algumas regiões do País, a expansão dos `calotes` nas faturas saltou de uma variação média de cerca de 6% no começo do ano para 17,35% em junho, na comparação com os mesmos meses de 2014. A preocupação das distribuidoras de energia é que esse problema resulte no crescimento de outro: os `furtos` de energia, popularmente conhecidos como “gatos” na rede elétrica.
De acordo com dados do SPC, um dos serviços de espionagem financeira, a falta de pagamento de contas de luz já respondia por 6,47% das dívidas dos brasileiros no mês passado. Essa é a maior participação do setor no total de ‘calotes’ desde quando a entidade passou a acompanhar os dados, em janeiro de 2010. Na época, os atrasos nas faturas de eletricidade representavam apenas 2,53% da inadimplência no País.
“Além do aumento nas tarifas, o cobertor está cada vez mais curto devido ao aperto na renda (leia salário indigno, mínimo do mínimo) e à alta dos juros. Com isso, os consumidores estão atrasando até faturas essenciais, que acarretam o corte de serviço, como é o caso das contas de luz. Nesse cenário, é ainda mais importante que as famílias reavaliem seus orçamentos e economizem eletricidade, evitem o desperdício”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. Isso é crueldade do capitalismo selvagem. Sacanagem dos piratas e de suas prostitutas, as Anas, no caso, a Aneel. As Anas são agências que regulam os preços dos serviços essenciais – luz, água, gás, telefone -, notadamente das estatais que foram privatizadas. Doadas a preço de banana. Ninguém deve ser privado do fornecimento de luz e água. E gás, para ferver a água podre que se vende no Brasil para consumo.
E pior do que o crescimento dos débitos em aberto no setor, as dívidas mais longas estão cada vez mais frequentes. O levantamento do SPC Brasil mostra que 71,98% dos atrasos nas faturas se referem a contas de luz vencidas há mais de 90 dias, prazo após o qual as companhias de eletricidade cortam o fornecimento. E como se trata de um item básico nas residências, sempre que um movimento desses é detectado, ocorre um aumento nas chamadas “perdas não técnicas” de energia, ou seja, nos gatos nas redes.
— Esse é o pior dos mundos. Com a dívida acima de 90 dias, além do corte de energia o consumidor passa a ficar com o CPF negativado. E ele pode até conseguir fazer um gato na rede de luz, mas não consegue fazer um gato para comprar qualquer mercadoria a prazo”, alerta Marcela. “O importante é tentar renegociar a dívida”. Essa história de “negociar” na escuridão é piada, humor negro.
Os dados mais recentes da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mostram que a porcentagem desses gatos nas redes das elétricas vinha caindo lentamente ou mantendo-se constante entre 2010 e 2014 para praticamente todas as distribuidoras.
Cada região do País tem um porcentual diferente de furtos apurados pelas empresas, e a Região Norte apresenta os piores resultados. Mas como o tarifaço deste ano foi maior para os consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, as companhias temem uma deterioração dos indicadores de perdas nessas regiões, que hoje são as mais eficientes em conter os furtos.
Para a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), as companhias precisam aumentar a fiscalização para que falta de pagamento não resulte em ainda mais prejuízo com o furto de eletricidade. “Não existe um patamar melhor ou pior de inadimplência. Sempre é ruim. E quando aumenta isso significa mais trabalho e mais custo para as empresas para evitar um transtorno ainda maior”, avalia o presidente da entidade, Nelson Leite. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, transcritas pelo portal R7.
Vladimir Kazanevsky
Vladimir Kazanevsky
https://andradetalis.wordpress.com/2015/07/19/resultado-das-privatizacoes-empresas-estrangeiras-cortam-o-fornecimento-de-luz-de-milhoes-de-brasileiros/

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Falta energia e falta de vergonha


"Não dá para falar no perigo da falta de energia sem debater quem fez campanha permanente contra hidroelétricas

Paulo Moreira Leite, BlogPaulo Moreira Leite

É inacreditável. Os cortes de energia ocorridos nos últimos dias têm sido usados por economistas e observadores ligados à oposição para sua revanche diante dos benefícios obtidos pela população mais pobre nos últimos anos e tentar desgastar o governo.

O argumento é sentimental: dizer que ocorreu uma grande ampliação do consumo, em particular de eletro-domésticos, mas lamentar em tom lacrimoso que não houve um aumento correspondente na oferta de  energia.

O truque é esconder o que ocorreu com nossa oferta de energia — e quem é responsável pelo que acontece agora. Não estamos falando de um episódio que aconteceu ontem ou na semana passada nem há dois anos, mas de uma política de décadas.

Qualquer que seja a causa real para os cortes de energia dos últimos dias, a verdade é que o país estaria em situação muito mais segura e confortável se não tivesse sido obrigado a enfrentar —  e ceder — diante de pressões poderosas, ocupadas  em atrasar os principais  investimentos no setor, com argumentos razoáveis, absurdos ou apenas estúpidos mas que, na prática, apenas contribuíram para enfraquecer o desenvolvimento do país. O governo Lula-Dilma encontrou o dinheiro, fez o projeto, definiu como seria feito — mas foi impedido de seguir em frente, por campanhas políticas, de marketing, ou através da judicialização do debate.

Segunda maior hidroelétrica do país, a terceira maior do mundo, Belo Monte é um projeto de três décadas, que sofre um massacre  sistemático e agressivo,  inclusive campanhas internacionais com estrelas de Hollywood, onde se multiplicaram  ações na Justiça e repentinas preocupações com o bem-estar dos trabalhadores dos canteiros de obras apenas para justificar o apoio a todo tipo de paralisação. Poderia estar pronta, contribuindo para acender lâmpadas no país inteiro, mas só vai entrar em funcionamento no ano que vem. Irá produzir menos da metade de seu potencial porque a pressão ecológica levou a uma reforma do projeto para agradar entidades ambientais.

Contra a usina de Madeira se insurgiram os amigos de um tipo especial de bagres que se reproduzem pelo rio — e poderiam ser ameaçados pelas turbinas.

Faça sua lista e não esqueça de incluir as usinas nucleares que, de uma forma ou de outra, asseguram energia para a maioria das sociedades desenvolvidas, inclusive aquelas que financiam milionárias entidades ecológicas abaixo da linha do Equador. Não pense em teorias da conspiração.

É disputa de interesses, pura e simplesmente, tão antiga como a história do capitalismo. Falando na forma de caricatura, apenas para tornar as questões mais claras: houve uma época na qual as potências mundiais usavam a religião para submeter os povos da América e da Ásia com a ameaça do inferno cristão. Hoje, a ameaça de destruição da Terra serve como argumento ideológico para manter tudo como está — e azar de quem ainda não possui aquilo que necessita e tem direito.

É claro que Marina Silva tem explicações a dar nesse debate, vamos combinar. Suas responsabilidades são óbvias, ainda mais como candidata presidencial, que se apresenta como porta-voz da natureza ameaçada. Emprestou um prestígio adquirido na luta popular para causas que nada têm a ver com a melhoria no bem-estar das maiorias. Ajudou a dividir a resistência brasileira para defender o direito ao desenvolvimento. Mas não só.

Esse discurso só tem ressonância porque expressa interesses muito maiores, que nada têm a ver com os brasileiros que lutam dia e noite por um destino melhor na floresta — mas às grandes forças que sempre governaram o mundo e trabalham diariamente para manter tudo como está. Não foi por acaso que o esforço do PSDB para ampliar nosso parque energético esteve perto da nulidade.

Não se trata de negar a importância de medidas preservacionistas. Elas podem e dever ser estimuladas. A questão é de prioridade: preservar a natureza ou o status quo? Para quem? Para beneficiar o que?

O debate é este."

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Como iluminar um quarto por 40 dias só com uma batata


"O pesquisador Haim Rabinowitch e seus colegas dedicaram os últimos anos para tentar criar aparelhos "movidos a batata" - extraindo energia elétrica do tubérculo.


A ideia parece absurda, mas o cientista da Universidade Hebraica de Jerusalém em Israel, diz que, com placas de metal, fios e lâmpadas, é possível gerar energia assim.

"Uma batata tem potência suficiente para iluminar um quarto com lâmpada LED por 40 dias", diz o Rabinowitch.

Os princípios desta técnica já são ensinados há anos nos colégios e conhecidos desde 1780, quando o italiano Luigi Galvani fez as primeiras experiências do tipo. Mas a tecnologia desenvolvida em laboratório aumenta muito a potência.

A bateria com material orgânico é criada com auxílio de dois metais: um ânodo (um metal como zinco, com eletrodos negativos) e um cátodo (cobre, que possui eletrodos positivos). O ácido dentro da batata forma uma reação química com o zinco e o cobre que libera elétrons, que fluem de um material para o outro. Nesse processo, a energia é liberada.
'Super batata'

Em 2010, os cientistas da universidade de Jerusalém começaram a fazer experiências com diversos tipos de batatas para descobrir como aumentar a eficiência energética.

Eles descobriram que uma medida simples - cozinhar as batatas por oito minutos - quebra os tecidos orgânicos e reduz a resistência, facilitando o movimento dos elétrons e produzindo mais energia.

Outra mudança pequena - fatiar a batata em quatro ou cinco pedaços - aumentou a eficiência energética em até dez vezes.

Esses testes conseguiram comprovar que pode ser economicamente viável usar as batatas como fontes de energia.

"É energia de baixa voltagem, mas é suficiente para construir uma bateria que poderia carregar telefones celulares ou laptops em lugares onde não há rede de energia", diz Rabinowitch.

A análise de custos que eles fizeram sugere que uma batata cozida ligada a placas de cobre e zinco pode gerar energia a um custo de US$ 9 por quilowatt-hora. O custo da energia gerada por uma pilha alcalina AA de 1,5 volt chega a ser 50 vezes maior. As lâmpadas de querosene - usadas em muitos ambientes remotos para iluminação - costumam ser seis vezes mais caras.
Alimento ou fonte de energia

Por que, então, as batatas não são usadas em todo o mundo como fonte de energia?

O mundo produziu, em 2010, 324 milhões de toneladas de batatas. O alimento é plantado em 130 países. É barato, fácil de ser estocado e dura muito tempo.

Com 1,2 bilhão de pessoas sem acesso a luz elétrica no mundo, a batata poderia ser a resposta. Rabinowich sugere que a falta de divulgação sobre a potencial da batata como fonte de energia elétrica é parte do problema.
Mas autoridades dizem que a questão é mais complexa.

Com tanta fome no mundo, o uso de alimentos como fonte de energia é polêmico.

"A primeira pergunta a se fazer é: há batatas suficiente para comermos", pergunta Olivier Dubois, autoridade em recursos naturais da FAO, agência da ONU para agricultura e alimentos.

Há lugares em que isso seria impraticável. No Quênia, a batata só perde para o milho como fonte de alimentação.

Em outros países, há pesquisas para explorar a criação de energia com alimentos abundantes localmente. No Sri Lanka, pesquisadores estudam a forma de otimizar o uso da energia elétrica com bananas. As mesmas técnicas - cozinhar e fatiar - funcionaram.

Os custos de se desenvolver uma tecnologia desse tipo e distribuir entre pessoas que necessitam de energia elétrica podem parecer economicamente viáveis. Fabricar placas de zinco e cobre é mais barato do que uma lâmpada de querosene. Mas ainda há outro tipo de resistência à técnica.

Gaurav Manchanda vende painéis solares no Quênia, que são colocados nos telhados de casas. Ele diz que muitos dos seus clientes não procuram apenas seu produto devido à eficiência energética ou preço.

"Eles precisam ver valor no produto, não só em termos de desempenho, como também de status social", conta Manchanda. Uma bateria a base de batatas não é algo que impressione muito a vizinhança."

sábado, 9 de março de 2013

Aquário de Ubatuba investe em projeto de iluminação que economiza 90% de energia



A reforma do sistema de iluminação foi realizada no Tanque Amazônico, no Tanque das Piranhas-Vermelhas e no Tanque Oceânico. | Foto: Divulgação




“Com o desafio de trazer mais iluminação aos ambientes dos tanques e, ao mesmo tempo, contribuir com a redução do gasto de energia elétrica, técnicos do Aquário de Ubatuba, em São Paulo, e da empresa Terramare desenvolveram um projeto no segmento de aquários de visitação pública, que utiliza equipamentos importados para aproveitar a luz do dia e lâmpadas de LEDs - pequenos e eficientes pontos de luz.

Inicialmente, a reforma do sistema de iluminação foi realizada no Tanque Amazônico, que comporta peixes coloridos como o Acará-Disco e o Tetra-Neon, no Tanque das Piranhas-Vermelhas e no Tanque Oceânico, que possui cerca de 80 mil litros de água salgada e comporta Raias e Tubarões.

Nos tanques de água doce, o projeto contempla a utilização de equipamento com tecnologia de alto desempenho para captação óptica de luz solar, que difunde a iluminação natural por meio de um tubo para chegar até os espaços interiores dos tanques de forma homogênea. Além disso, foram substituídas em cada tanque duas lâmpadas de 150 watts de potência cada uma, por uma lâmpada de LED de 30 watts, o que resulta na economia de 90% de energia elétrica.

No Tanque Oceânico, a economia chega a 71%, com a substituição das lâmpadas de vapor metálico de 1.200 watts no total, por sete lâmpadas de LEDs que totalizam 350 watts. “O resultado foi surpreendente, pois foi possível unir o belo efeito visual, enriquecimento ambiental e a redução significativa do gasto enérgico”, afirma Hugo Gallo, Oceanógrafo e Diretor-Executivo do Aquário de Ubatuba.

“O objetivo, agora, é estender o projeto a todas as áreas e tanques do Aquário de Ubatuba que, aliás, é o primeiro Aquário no país a adotar esta tecnologia”, complementa Hugo. O prazo para conclusão de todo o projeto é de seis meses.”

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Governo garante desconto de 20% nas contas de luz





“Apesar do uso acentuado das usinas térmicas, cujo custo deverá ser repassado para os consumidores, tarifa menor da energia elétrica continua garantida para oconsumidor em 2013. "Não podemos misturar uma coisa com a outra", declarou Márcio Zimmermann, secretário executivo do Ministério de Minas e Energia. Outro desafio enfrentado pelo governo para baixar o preço foi a resistência do PSDB, que tirou as elétricas de São Paulo, Minas e Paraná, estados governados pelos tucanos Alckmin, Anastasia e Richa, do contrato integral

Brasil 247

Apesar dos desafios, o governo federal garantiu, nesta terça-feira 8, o desconto de 20% na tarifa da energia elétrica para o consumidor em 2013. A notícia foi dada pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

Segundo ele, o uso acentuado das usinas térmicas, cujo custo será repassado na conta de luz, como já admitiu o próprio governo, não compromete o desconto prometido no final do ano pela presidente Dilma Rousseff.

"A redução de 20% é estrutural, enquanto o gasto com as térmicas é conjuntural. Não podemos misturar uma coisa com a outra", declarou Zimmermann. O secretário reafirmou ainda, como já havia dito Dilma, que o País não corre risco de precisar racionar energia e que, apesar de os reservatórios estarem baixos, o sistema hidrotérmico está equilibrado.

"Em 2001 o problema era a falta de usinas, e hoje não temos esse problema. As usinas térmicas entram nos leilões de energia para serem usadas quando houver necessidade. Essa é uma característica do nosso sistema", disse o secretário.

Resistência do PSDB

Além do custo acentuado das usinas, outro desafio enfrentado pelo governo para a redução da tarifa foi a não aceitação inicial de três elétricas em renovar integralmente o contrato de concessão proposto, considerado um "boicote" da oposição por parte do governo federal. 
As empresas resistentes à renovação foram as maiores de energia elétrica do País: a Cesp, de São Paulo, a Cemig, de Minas Gerais, e a Copel, do Paraná, estados governados por Geraldo Alckmin, Antonio Anastasia e Beto Richa, todos do PSDB. Depois, a empresa elétrica de Goiás se juntou ao grupo.”

sexta-feira, 2 de março de 2012

Estudo diz que veículos elétricos podem ser mais poluentes que os tradicionais

Ciclo Vivo

“Os veículos elétricos têm sido anunciados como a solução ambientalmente correta para se locomover, especialmente nas cidades. Mas uma pesquisa chinesa mostra que estes carros têm um impacto global sobre a poluição que poderia ser mais prejudicial à saúde do que os veículos convencionais.

O estudo da poluição realizado em 34 cidades chinesas revelou que a eletricidade gerada pelas estações de energia para conduzir veículos elétricos leva a emissões de partículas mais finas do que dos veículos movidos a gasolina.

Chris Cherry, professor assistente de engenharia civil e ambiental, e o aluno de graduação Shuguang Ji, analisaram as emissões e os impactos ambientais para a saúde em cinco tecnologias de veículos - carros a gasolina e diesel, ônibus a diesel, e bicicletas e carros elétricos, com foco nas partículas finas perigosas. Eles descobriram que a eletricidade gerada para mover os carros elétricos libera mais partículas de poluição do que um número equivalente de motores a gasolina.

O material particulado vem da combustão de combustíveis fósseis, e inclui ácidos, produtos químicos orgânicos, metais, e partículas de poeira.

"Uma suposição implícita é de que a qualidade do ar e os impactos na saúde são menores para os veículos elétricos do que para os veículos convencionais. Nossas descobertas compara o que é emitido pelo uso do veículo para o que as pessoas estão realmente expostas", explicou Cherry.”
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Governo vai eliminar encargo sobre tarifa de energia elétrica

Maurício Godoi, DCI

“Um dos principais encargos sobre a tarifa de energia elétrica no Brasil tem data de validade. O Ministério de Minas e Energia (MME) informou na sexta-feira que estuda a construção de uma linha de transmissão que ligará Manaus (AM) a Boa Vista (RR), que será a última das capitais de estado a ser integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Associada à nova usina hidroelétrica de Ferreira Gomes (252 MW), localizada no Amapá e que foi concedida na sexta-feira no leilão A-5, o governo afirma que a Conta Consumo de Combustível (CCC) entrará em declínio a partir de 2011 e será eliminada em 2013.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Altino Ventura, a nova linha de transmissão terá prioridade do governo em função da crise de energia na Venezuela, país que fornece 200 MW para a capital de Roraima. Essas obras permitirão, já a partir de 2012 ou 2013, o fluxo de energia para toda a Região Norte, já que a linha passará por Macapá.

"Em 2013, teremos praticamente 100% da carga no sistema interligado nacional. Apenas uma pequena parte da Região Norte estará em sistemas isolados e utilizarão as fontes térmicas para geração, mas essa parcela será muito pequena", afirmou Ventura. Com isso, a tendência é de uma redução escalonada da CCC.”
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Consumo de energia deve crescer 7,7% em 2010

Agência Brasil

“O crescimento da economia fez com que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revisse suas projeções de crescimento de consumo de energia no Brasil neste ano de 7,2% para 7,7%, de acordo com dados divulgados neste domingo. "A economia está crescendo um pouco mais do que imaginávamos, então acabamos aumentando um pouco a projeção", explica o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.