Mostrando postagens com marcador POLITICAGEM S/A. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador POLITICAGEM S/A. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A gandola chavista que fez um vuelco e parou a Marcha dos Patetas em Caracas


Fernando Brito, Tijolaço 

"Sensacional!

Descobrimos que foi o “comando chavista” que bloqueou a passagem da “comitiva libertadora” liderada por Aécio Neves!

Chama-se gandola!

Sabem o que é? É carreta, no espanhol que se fala por lá. Ganhou este nome como corruptela (calma, coxinhas, não é corrupção) de gôndola, porque os empresários de transporte na Venezuela eram italianos.

Pois a gandola chavista, fez um vuelco – isto é, capotou, exatamente às 6:30 horas de Caracas – que tem duas horas e meia de fuso a mais que Brasília- ou às 9 horas do Brasil, interrompendo trânsito de veículos entre Caracas e La Guaira, que fica próxima ao Aeroporto de Maiquetía.

Está no jornal, acessível a qualquer um pela internet!

Aliás é bom ler lá, porque senão vão achar jeito de me processar por insinuações, já que a carga da gandola era farinha.

Foram três horas de interdição, até às meio-dia do Brasil (9:30 de Caracas). E, depois disso, os reflexos no trânsito, claro.

Bem na hora que a turma do Aécio chegava e denunciava o “engarrafamento ditatorial”.

E a Folha noticiando  que um policial “confessou” que o engarrafamento  era uma sabotagem.

Será que quando acontece um acidente no Rio ou em São Paulo e o trânsito para é sabotagem?

Não estou dizendo que o repórter mentiu, porque em qualquer parte do mundo policial anônimo conta muita mentira nestas horas. E não é difícil ter policial por lá querendo da uma mãozinha anti-Maduro, como aqui dariam contra Dilma.

Mas que não apurou coisa alguma, lá isso foi. Coloquei até o mapa de onde fica La Guaira, bem no caminho da auto-estrada que vai ao aeroporto de Maiquetía.

Aliás, quem já foi a Caracas sabe que esta estrada passa num vale estreito, o que é, aliás, a razão de a cidade não ser, apesar de próxima, localizada na costa: é que Caracas era uma fortificação natural, pela dificuldade de acesso.

E tem mais: boa parte dela é cercada por barrios – nome das favelas por lá –  onde o chavismo é forte, muito forte, fortíssimo.

Mas agora descobrimos, afinal: é a gandola o que cortou o “barato” do Aecinho.

Ainda mais gandola com vuelco, arma secreta dos esquadrões bolivarianos.

Este Aécio seria uma comédia, se não fosse uma tragédia!"

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ao buscar o impeachment, Aécio tem tudo para ser vítima da histeria coletiva que ajudou a criar


Kiko Nogueira, DCM

O ódio, já apontou alguém, não é um bom conselheiro. Aécio Neves tem tudo para ser uma vítima da histeria coletiva que ajudou a fomentar.

Tentando pegar uma carona nos protestos, o senador está articulando com outros cinco partidos a pavimentação para um pedido de impeachment.

Depois de o PSDB encomendar pareceres a juristas, Aécio afirmou que, caso se comprove a participação de Dilma nas chamadas “pedaladas fiscais”, vai agir “como determina a Constituição”. Leia-se tentar o impedimento.

Líderes dos movimentos antigovernistas se reuniram com ele e com dirigentes do DEM, PPS, PSB, PV e SD. Cobraram uma posição clara sobre o afastamento de Dilma e de Toffoli, entre outras reivindicações listada numa Carta do Povo Brasileiro (sacou a pegadinha?).

Rogério Chequer — chamado popularmente de “Chequer Sem Fundo” –, do Vem Pra Rua, falou que o resultado das manifestações dependia agora do Congresso. “Por que a oposição não pode se organizar? Chegamos ao nosso limite, levamos 3 milhões de pessoas as ruas”, disse.

“Quero deixar claro que viemos aqui para dizer um sonoro sim para a pauta das ruas e queremos o apoio das redes sociais, dos movimentos, isso é o impulso que essa Casa precisa para fazer valer esse sentimento”, devolveu Aécio. “Vocês tem o instrumento que nos faltava, que é o apoio popular”.

Até ontem, Aécio era um golpista recalcitrante. No dia 15, deu o ar da graça na janela do apartamento no Leblon com uma camisa da seleção brasileira. No 12, não atendia nem o telefone. Isso depois de gravar um vídeo conclamando a população a ir para a avenida. Foi xingado, posteriormente, de cagão para baixo.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro era tratado como heroi. O deputado fascista foi tietado e apareceu em mais selfies na Paulista do que os PMs. Seu competidor era Ronaldo Caiado, o médico que veste uma camiseta amarela com quatro dedos em homenagem a Lula e está a cada dia mais celerado, especialmente depois da cacetada que tomou de Demóstenes Torres.

Embora esses grupos tenham dado um voto útil para Aécio contra Dilma, a agenda é obscurantista e antidemocrática, embora supostamente liberal. Têm como ponto em comum a inspiração em Olavo de Carvalho e seu anticomunismo doidivanas. O velho Olavo que considera o PSDB “um partido da Internacional Socialista” e que disse que Aécio foi uma “ejaculação precoce” em 2014. A tal carta cita uma das obsessões lelés olavísticas, o Foro de São Paulo.

Em Curitiba, o vereador tucano Professor Galdino saiu escorraçado da marcha do dia 12, depois de tomar cascudos. Um retrato do pessoal que essas milícias estão mobilizando está na pesquisa conduzida pelos professores Pablo Ortellado, da USP, e Esther Solano, da Unifesp, em São Paulo no 12 de abril. Apenas 23% confiam muito em Aécio e 11% no PSDB.

“Baixa confiança nos partidos; baixa confiança na imprensa: pilares da democracia liberal colocados em xeque”, resumiram Ortellado e Ester num artigo.

É com essa massa cheirosa que Aécio Neves está flertando em sua louca cavalgada. Parabéns aos envolvidos."

sábado, 1 de novembro de 2014

Tapetão: a ideia de “jênio” do PSDB



Miguel do Rosário, Tijolaço  

"O assunto talvez seja um pouco repetitivo, mas eu ainda não tive a oportunidade de abordá-lo, e queria um pretexto para publicar a charge do Aroeira, presente no jornal O Dia deste sábado.

Além disso, é preciso sim ridicularizar ao máximo esse tipo de postura. 
Eu acho, nós achamos, todos acham, que o TSE deveria investir em maior segurança nas urnas. Mas para as próximas eleições.

Um derrotado reclamar de eleição perdida é apenas patético. Quem entra num pleito eleitoral, tem de dar um voto de confiança ao juiz.

Essa é a regra democrática, tanto que ambos os partidos monitoram todos os processos tecnológicos do TSE, os métodos e a apuração.
Perdeu, perdeu, playboy.

E se a única razão alegada for a presença de “comentários em redes sociais”, torna-se, além de patético, grotesco.

Ora, os tucanos de redes sociais também pedem intervenção militar. Aliás, não só em redes sociais. Na TV Folha, vimos uma eleitora de Aécio afirmar com todas as letras que o seu desejo mesmo era uma intervenção militar, e que, na impossibilidade desta, votaria no tucano.

O PSDB vai pedir ao Supremo Tribunal Federal analisar a constitucionalidade de uma intervenção militar, com base em “comentários em redes sociais”?

Felizmente, os ministros do TSE estão revelando lucidez para tratar o caso como deve ser tratado, com firme indignação contra a tentativa de manchar a reputação da nossa democracia, gerando prejuízos a nossa imagem no exterior.

Segundo relatos repassados à imprensa, os ministros têm se referido à iniciativa tucana simplesmente como “antidemocrática”.

PS: Depois dêem uma espiada nesse post do blog E-Farsas. Ele mostra que muitas das “fraudes” mostradas por tucanos são, na verdade, falsas fraudes."

Veja’: da mentira ao caos


(Imagem: Pragmatismo Político)
Mailson Ramos, Pragmatismo Político 

"A ‘Veja’ esteve próxima de concretizar mais um golpe eleitoral. Desta feita, rompeu todos os limites: os de sua moribunda credibilidade e o do bom senso do eleitorado. Mas não estava sozinha; ao derredor do lamaceiro criado pela principal publicação do Grupo Abril havia também a atenciosa TV Globo, aquela que cumpriria papel fundamental, mais uma vez, nos bastidores da política nacional.

Por essas e outras é que a televisão conserva ainda um papel de essencialidade na propagação de informações neste país. Entretanto, as mídias sociais foram motores propulsores de um novo debate: aquele em que a notícia ou o fato é confrontado imediatamente com a veracidade das fontes.

Na quinta-feira (23/10) à noite, a notícia-manchete “Eles sabiam de tudo” lançada inicialmente nas mídias sociais tentava colocar freios à campanha de Dilma Rousseff à vésperas do pleito com a certeza de que a candidata petista não teria mais tempo para se defender. Na sexta-feira (24/10), subjugada ao curto espaço de tempo do últimoprograma eleitoral reservado às despedidas e conclamação dos eleitores, Dilma foi obrigada a relatar o assunto que corria as ‘sete freguesias’ desta república causando furor no eleitorado, especialmente nos indecisos. Se Dilma não falasse naquela oportunidade o resultado seria desastroso. Ainda assim, a perspectiva não era das melhores.

No sábado (25/10), o Jornal Nacional resolveu tomar pé da situação; mas isso aconteceu de maneira camuflada. A TV Globo utilizou o quebra-quebra em frente ao prédio do Grupo Abril, em São Paulo, para somente então explorar o assunto. O embate entre ‘Veja’ e Dilma foi mostrado como agente causador da manifestação. A partir deste momento o eleitor indeciso adquiriu sentido o suficiente para não votar em Dilma. Naturalmente a candidata tinha muito mais o que perder; a ‘Veja’ lançava mão desta cartada sem precedentes na história da política brasileira.

Caso as grandes emissoras de TV dessem coro à ‘Veja’ ainda na sexta-feira, não há duvidas de que Aécio seria o vencedor. Os blogueiros da publicação da Abril apostaram suas próprias calças em Aécio confiantes na vitória pelo sucesso da cartada contra o PT. Não tão convictos assim, outros reforçavam a ideia de impeachment, caso Dilma fosse novamente eleita. A questão é seríssima. A produção de conteúdo jornalístico sério e a ética pela veiculação das informações têm sido agredidas constantemente por ‘Veja’. Por isso é preciso aprovar urgentemente uma lei de meios. Não para cassar a liberdade de expressão, como querem fazer ver os grandes oligopólios de comunicação. Não. É por uma fiscalização autônoma e respeitada.

Desde 1989, com Collor e Lula, as organizações de comunicação interferem, segundo seus interesses financeiros e de influência, nas eleições presidenciais. É como se o povo estivesse subjugado aos ideais econômicos das grandes emissoras de TV, rádio e jornal do país.

‘Veja’ extrapolou todos os seus limites, inclusive foi conduzida ao discurso humorístico pelos militantes, através de jocosas recriações de suas capas.

 Perda de credibilidade parece não incomodar mais os seus editores. Não se exime de mergulhar ao submundo do crime para depois emergir com noticias nunca comprovadas. Com o mesmo ódio vociferam os colunistas e repórteres em seus artigos. São capazes de antecipar uma edição em dois dias e estampar na capa uma manchete que, segundo O Globo, não é comprovada pelo advogado de Youssef.

Nos próximos capítulos desta novela idílica de ‘Veja’ contra o PT mais desdobramentos da crise de credibilidade da publicação com a ratificação de que o doleiro jamais afirmou o conhecimento de Dilma e Lula sobre a corrupção na Petrobrás. Naturalmente a revista deve debandar para outras temáticas antipetista como a ‘nova república bolivariana brasileira’ ou o ‘Brasil cubano’. Há ainda a questão do impeachment da presidenta eleita; o apoio da bancada conservadora, separatista e fundamentalista eleita pelos paulistas.

Como os senhores e senhoras podem ler, não faltará assunto para as futuras publicações de ‘Veja’. Se faltar, eles não vão pensar duas vezes antes de criar um fato ou um factoide."

Mailson Ramos é escritor, profissional de Relações Públicas e autor do blog Opinião e Contexto. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político.

Os maus perdedores e a democracia: o pedido de auditoria das urnas feito pelo PSDB

Carlos Sampaio, à esquerda, autor do pedido de auditoria
Carlos Sampaio, à esquerda, autor do pedido de auditoria
 DCM

"Poucas coisas na vida são mais desprezíveis do que maus perdedores — talvez, os maus ganhadores. O pedido de auditoria do PSDB para verificar a “lisura” da eleição presidencial é um caso de estudo.

O autor é o coordenador jurídico da campanha de Aécio, o deputado federal Carlos Sampaio (é impressionante a quantidade de “coordenadores” em campanhas. PT e PSDB os tinham aos milhares, nunca se soube exatamente fazendo o quê).

Sampaio, com a anuência de Aécio Neves, colocou em dúvida a confiabilidade da urna eletrônica. “Não tem nada a ver com recontagem de votos e nem estamos questionando o resultado”, disse ele. Tem a ver com o que, então?
Explicação: com as reclamações no Facebook.

O deputado deixou um recado elucidativo em sua página. Escreve ele que é para “evitar que esse sentimento de que houve fraude continue a ser alimentado nas redes sociais”.

Se ele quer investigar outros temas amplamente difundidos nas redes, pode também apurar se é verdade que John Kennedy foi morto pelos iluminatti, se a Pepsi usa células de fetos abortados como adoçante e se os círculos concêntricos em milharais foram obra do capeta.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, declarou que “não há nada que comprometa” o processo. ”Não somos a Venezuela, a Bolívia. Para Noronha, o que embasa o questionamento não pode ser “fofoca”. A ele se somaram outras vozes insuspeitas.

É direito de Sampaio e colegas, obviamente, mas se essa atitude contribui para algo, é para a instabilidade. A reação do PSDB à derrota tem apequenado espetacularmente o partido. Aécio reclamou de “calúnias”, Aloysio recusou o diálogo, reclamou de facas nas costas, jurou vingança.

Sampaio é a cereja do bolo. Reeleito para o quarto mandato consecutivo na Câmara com 295 623 votos, foi de uma irresponsabilidade galopante no últimos meses. “Como é que é??? O doleiro Youssef denuncia Dilma e Lula e, repentinamente, é internado na UTI!!! Qual o seu quadro de saúde e o tratamento pelo qual está passando??? Acabei de enviar uma nota para a imprensa exigindo explicações!”, escreveu no FB.

O homem que fala em esclarecer fatos nebulosos divulgou todas as pesquisas picaretas da Istoé/Sensus, aproveitando para acusar o Datafolha e o Ibope de fraudulentos. “Lembrem-se: Datafolha e Ibope há anos fazem pesquisas para o Governo Federal! Só o governo Dilma pagou mais de R$ 12 milhões aos institutos de pesquisa!!!”

Carlos Sampaio conseguiu sua notoriedade. Seus adversários políticos são gratos pela falta de noção. E agora todos os milhares de idiotas no Facebook que acreditam em invasão cubana e que Paul McCartney morreu em 1966 e foi substituído por um sósia já sabem com quem falar. Basta entrar no site dele e exigir uma explicação."

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Marina ou caos ou o mercado é irracional?



"Reta final da eleição é inaugurada com o pior pregão da Bovespa em três anos; depressão inversamente proporcional às chances de presidente Dilma Rousseff liquidar eleição em primeiro turno; Petrobras cai 11%, Eletrobras perde 7% e até o Itaú, que faz parte do índice Marina Silva, também recua sete pontos; dólar sobe para R$ 2,47, máxima desde 2008; para se fortalecer, Dilma prometeu mudar política econômica, mas mercado prefere operar no caos e apostar na caixa preta de Marina; irracionalidade progressiva

Marco Damiani, Brasil 247 


A gangorra estabelecida entre o crescimento da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de opinião e a depressão do mercado financeiro chegou ao seu ponto mais extremo nesta segunda-feira 29. O índice Bovespa atingiu seu ponto mais baixo em três anos, aos 54.625 pontos, em queda de 4,52%. Na outra ponta, Dilma nunca se mostrou tão em alta, ao marcar 40,3% em pesquisa CNT/MDA, 15 pontos à frente de Marina Silva, do PSB, no primeiro turno, e com nove pontos de vantagem na segunda volta.

O dólar deu mais peso para a derrubada da Bovespa, com aumento de 1,6% e fechamento em R$ 2,47, a maior taxa desde 2008. Um cenário econômico caótico a partir de um fato político que já era pedra cantada. Dilma vem abrindo diferença para Marina desde que começou a apontar-lhe paradoxos em seus posicionamentos públicos e contradições entre seu programa de governo e sua prática política.

A fobia a Dilma chegou ao ponto da irracionalidade. Enquanto a presidente anunciou que pretende mudar a equipe econômica e fazer ajustes em pontos considerados fundamentais pelo mercado, como um aumento nos preços dos combustíveis, sua adversária Marina Silva foi flagrada em diferentes contradições entre como agiu no passado e o que promete para o futuro. No entanto, ainda assim a Bovespa continuou a operar na lógica de que Marina é pró-mercado, e Dilma, contra.

Os agentes do mercado sabem, no entanto, que é Marina quem mostrou potencial para desnortear investidores, inverter regras e trocar prioridades por outras que ainda não estão claras.

Dilma, por seu lado, anunciou com todas as letras que irá mudar a equipe econômica caso conquiste a reeleição. Sofreu, no entanto, pelo dito e o não dito. A presidente foi acusada simultaneamente de esvaziar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e não atender aos clamores por mais motivação para investimentos.

Assim como ter catapultado, de maneira artificial, a Bovespa para acima dos 60 mil pontos, logo após a entrada de Marina na sucessão, em agosto, agora os mesmos investidores e especuladores derrubam o índice para menos de 55 mil. Na cascata de quedas que foi liderada na segunda 29 pela Petrobras, com recuo de 11%, até mesmo ações que compõem o chamado índice Marina, de companhias que lhe são amigas, como o banco Itaú, sofreram. No caso, a instituição financeira perdeu 7%, mesmo índice do prejuízo da Eletrobras.

Para a chamada tigrada do mercado, o caos com pretexto nas pesquisas só se aquece na reta final de uma eleição. É típico. A desorganização é o melhor ambiente para a irracionalidade. Já está claro que, para os moldes pretendidos, seria mais fácil realizar pactos com Dilma do que apostar na caixa preta de Marina, mas é exatamente o contrário o que mais interessa para quem está na gangorra."

terça-feira, 27 de maio de 2014

Contra o PT e a Copa, Jabor é agora o anti-Nelson


"Em campanha pelo insucesso da Copa de 2014 e pela derrota do PT nas eleições de outubro, o colunista Arnaldo Jabor agora se coloca como o anti-Nelson Rodrigues; diz que o Brasil deixou de ser a pátria de chuteiras para se transformar nas "chuteiras sem pátria"; artigo faz parte do esforço para que os brasileiros se sintam "envergonhados" durante o torneio, como disse o atacante Ronaldo; Jabor se inspira no dramaturgo, mas o que mais Nelson Rodrigues criticava era o complexo de vira-latas dos brasileiros; "somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos", disse Jabor; alguém escutou um au-au?

Brasil 247

Arnaldo Jabor, em campanha aberta pelo insucesso da Copa de 2014 e pela derrota do PT nas eleições de outubro, agora se coloca como uma espécie de anti-Nelson Rodrigues. Se o dramaturgo via o Brasil como a "pátria de chuteiras", Jabor enxerga "chuteiras sem pátria". Se Jabor criticava o "complexo de vira-latas" do brasileiro, Jabor nos vê como um bando de fracassados. "Somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o País é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes", diz ele.
 
Para ele, não teremos uma Copa do Mundo, mas sim a "Copa do medo", sobre a qual paira o risco de um vexame planetário. "O mais claro sinal de que vivemos uma mutação histórica é esta Copa do Medo. Há o suspense de saber se haverá um vexame internacional que já nos ameaça. Será péssimo para tudo, para economia, transações políticas, se ficar visível com clareza sinistra nossa incompetência endêmica, secular", diz Jabor.

Na verdade, para as pretensões de Jabor, não será tão ruim assim. Ele torce por esse vexame. Leia, abaixo, seu artigo:

A Copa da esperança e a Copa do medo

Arnaldo Jabor

Meu avô chegou em casa chorando. As ruas estavam desertas e o silêncio era total. Isso, no dia 16 de julho de 1950, quando o Brasil perdeu para o Uruguai. Lembro de meu avô dizendo que só se ouviam os sapatos. Os chinelos, até pés descalços desciam as rampas do Maracanã e, vez por outra, alguém soluçava. Eu era pequeno e não entendia bem aquele desespero que excitava a criançada - ver adultos chorando! Muitos anos depois o Nelson Rodrigues me disse a mesma coisa: só os sapatos falavam. Mas por que isso aconteceu?

A guerra tinha acabado, a Fifa nos escolhera para a sede da Copa porque a Europa estava ainda muito combalida pela guerra. Tivemos de construir o Maracanã, que o prefeito Mendes de Morais inaugurou como se fosse o símbolo de um Brasil novo - o maior estádio do mundo. Getúlio Vargas já era candidato a presidente democraticamente eleito e tínhamos a sensação que deixaríamos de ser um país de vira-latas para um presente que nos apontava o futuro. O governo Dutra tinha gasto a maior parte de nossas altas reservas do pós-guerra em importações americanas. Inteiramente submisso ao desejo dos gringos, nos enchemos de produtos inúteis: meias de nylon, chicletes de bola, bolinhas de gude coloridas com que jogávamos, ioiôs, carros importados, o novo clima do cinema americano, dos musicais da Metro, o sonho de alegria e orgulho que pedimos emprestado aos Estados Unidos. Com ingênua esperança de modernidade, achávamos que nossa vez tinha chegado. E fomos ao jogo para ver nossa independência. Tínhamos certeza absoluta da vitória. 

Os jornais já fotografavam os jogadores do "scratch" como campeões invencíveis. Tínhamos ganho tudo. Apenas um empate com a Suíça, sete a um contra a Suécia, seis a um contra a "fúria" espanhola. O estádio estava cheio de ex-vira-latas, de ex-perdedores; como diria Nelson Rodrigues, todos éramos patrióticos granadeiros bigodudos e dragões da independência, Napoleões antes de Waterloo. Não queríamos apena uma vitória, mas a salvação. Só a taça aplacaria nossa impotência diante da eterna zona brasileira. Queríamos berrar ao mundo: "Viram? Nós somos maravilhosos!".

Precisando de somente um empate, a seleção brasileira abriu o marcador com Friaça aos dois minutos do segundo tempo, mas o Uruguai conseguiu a virada com gols de Schiaffino e Ghiggia. Claro que foi um terrível lance de azar, mas, para nós, o mundo acabou. No estádio mudo, sentia-se a respiração custosa de 200 mil pessoas. Ouvia-se a dor. Foi uma mutação no País.

Não estávamos preparados para perder! Essa era a verdade. E a certeza onipotente leva à desgraça. Traz a morte súbita, a guilhotina. Sem medo, ninguém ganha. Só o pavor ancestral cria uma tropa de javalis profissionais para o triunfo, só o pânico nos faz rezar e vencer, só Deus explica as vitórias esmagadoras, pois nenhum time vence sem a medalhinha no pescoço e sem ave-marias. Isso é o óbvio, mas foi ignorado. E quando o óbvio é desprezado, ficamos expostos ao sobrenatural, ao mistério do destino. Um amigo meu, já falecido, Paulo Perdigão, escreveu um livro essencial para entender o País naquela época - A Anatomia de Uma Derrota, em que ele cria uma frase que nos explicava em 50 e que nos explica até hoje: o Brasil seria outro país se tivéssemos ganho "aquela" Copa, "naquele" ano. "Talvez não tivesse havido a morte de Getúlio nem a ditadura militar. Foi uma derrota atribuída ao atraso do País e que reavivou o tradicional pessimismo da ideologia nacional: éramos inferiores por um destino ingrato. Tal certeza acarretou nos brasileiros a angústia de sentir que a nação tinha morrido no gramado do Maracanã..." E aí ele escreveu a frase rasgada de dor: "Nunca mais seremos campeões do mundo de 1950!".

Esta sentença nos persegue até hoje. Talvez nunca mais tenhamos o peito cheio de fé como naquele ano remoto.

Lá, sonhávamos com um futuro para o País. Agora, tentávamos limpar nosso presente. Somos hoje uma nação de humilhados e ofendidos, debaixo da chuva de mentiras políticas, violência e crimes sem punição. Descobrimos que o País é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes. E mais grave: a solidariedade natural, quase 'instintiva', das pessoas está acabando. Já há uma grande violência do povo contra si mesmo. 
Garotos decapitam outros numa prisão, ônibus são queimados por nada, meninas em fogo, presos massacrados, crianças assassinadas por pais e mães, uma revolta sem rumo, um rancor geral contra tudo. Repito: estamos vivendo uma mutação histórica.

Há uma africanização de nossa desgraça, com o perigo de ser irreversível. E não era assim - sempre vivemos o suspense e a esperança de que algo ia mudar para melhor.

Isso parece ter acabado. É possível que tenhamos caído de um 'terceiro mundo' para um "quarto mundo". O quarto mundo é a paralisação das possibilidades. Quem vai resolver o drama brasileiro? As informações criam apenas perplexidade e medo, mas como agir? Não há uma ideologia que dê conta do recado.

O mais claro sinal de que vivemos uma mutação histórica é esta Copa do Medo. Há o suspense de saber se haverá um vexame internacional que já nos ameaça. Será péssimo para tudo, para economia, transações políticas, se ficar visível com clareza sinistra nossa incompetência endêmica, secular. Nunca pensei em ver isso. O amor pelo futebol parecia-me indestrutível. O governo pensava assim também, com o luxo dos gastos para o grande circo. E as placas nas ruas se sucedem: "Abaixo a Copa!". "Queremos uma vida padrão Fifa!"

Como vão jogar nossos craques? Com que cabeça? Será possível ganharmos com este baixo astral, com a gritaria de manifestantes invadindo os estádios? Haverá espírito esportivo que apague essa tristeza?

Antes, nas copas do mundo, éramos a pátria de chuteiras. Hoje, somos chuteiras sem pátria."

domingo, 11 de maio de 2014

Globo dá tiro no pé com GER4CAO BR4SIL


"A ideia de associar o número do PSDB à nova novela não representará nenhum reforço substancial à candidatura tucana. Mas será mais um argumento fortíssimo em favor dos que entendem a mídia como um partido político


Tenho escrito sobre essa mistura de dramaturgia, marketing e jornalismo que caracteriza os grupos de mídia. Utilizam-se recursos da propaganda, da dramaturgia e do jornalismo para uma geleia geral que compromete todas as pontas.

Quando a Globo lançou a novela sobre tráfico de crianças, o jornalismo foi acionado para uma série de matérias sensacionalistas sobre adoção.

Quando as eleições entram em jogo, o grupo age sincronizando todas as pontas, criando vilões que lembram os adversários, mocinhos que emulam os aliados.

À medida em que as informações e as discussões sobre mídia avançam pelas redes sociais, e que o conceito e o papel dos grupos de mídia viram foco de discussão, o uso reiterado dessas jogadas apenas ajuda a reforçar os argumentos dos críticos da mídia.

É como se houvesse um laboratório online, no qual práticas seculares anacrônicas pudessem ser dissecadas ao vivo e em cores.

Em tempos de concentração maior de mídia, falava-se muito na propaganda subliminar, os merchandisings, utilizados para jogadas comerciais.
Quando entra-se no campo eleitoral, o jogo é dúbio.

Tome-se essa besteira da Globo, de associar o nome da novela ao número 45 do PSDB

O custo é alto. Uma emissora aberta, com o alcance da Globo, não pode se colocar contra mais da metade do eleitorado brasileiro, ainda mais em um momento em que ocorre uma implosão geral da audiência, fruto do avanço das tvs fechadas e da Internet. É um risco de imagem que gerações anteriores, mais sábias, não ousaram correr, mesmo quando a força do grupo era proporcionalmente muito maior.

Quando o espírito das diretas tomou conta do Brasil, a maior preocupação de Evandro Carlos de Andrade e Roberto Marinho era tirar o estigma da emissora, de ser contra a democratização

Depois que o estilo Murdock surgiu, deixou-se de lado toda a prudência e decidiu-se tomar partido de uma forma escancarada.

A ideia de associar o número de PSDB – 45 – à nova novela não representará nenhum reforço substancial à candidatura tucana. Mas, sem dúvida, será mais um argumento fortíssimo em favor dos que entendem a mídia como um partido político."

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Senador tucano ameaça governo federal 'se falar em Alstom'


Se quiserem investigar, que se investigue. Mas por que não fizeram antes? Evidentemente porque não há interesse. Mesmo porque, se o governo for falar em Alstom, nós vamos tocar em vários assuntos incômodos para o governo federal. A Alstom forneceu para o sistema elétrico federal, metrôs e trens”, disse o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) sobre a tentativa do PT de emplacar a CPI do metrô em SP

Brasil 247

Diante da pressão do PT para aprovar a CPI do Metrô, após negativa do STF de unir investigação no caso da Petrobras, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) ameaça: “Se o governo for falar em Alstom, nós vamos tocar em vários assuntos incômodos para o governo federal”.

A afirmação foi feita em entrevista ao blog do Ricardo Noblat. Leia:

O senhor será vice na chapa de Aécio?

Digo com toda sinceridade que o assunto não está sendo discutido. Estamos cuidando agora dos arranjos regionais, superando dificuldades em estados, fazendo composições.

Muitas vezes, o Eduardo Campos mostra mais vontade de ser presidente do que o Aécio Neves. Falta algo para engrenar?

Falta campanha.

Mas o Eduardo também não está em campanha...

Mas qual é o crescimento do Eduardo? Nenhum. Como nós também não temos. Porque não temos campanha eleitoral. Quem deve estar preocupada é a presidente (Dilma). Ela, apesar de toda exposição, está caindo.

Se o Eduardo for eleito, o PSDB vai fazer parte do governo dele?

Vamos fazer a eleição, primeiro. E tudo indica que estaremos juntos na disputa contra a Dilma, se a Dilma for para o segundo turno.

O PSDB sempre escondeu o Fernando Henrique em eleição. Fará outra vez?

Eu nunca escondi Fernando Henrique. Comecei minha campanha eleitoral para o Senado mostrando o Fernando Henrique. Na campanha do Serra em 2010, todas as vezes que o governo Fernando Henrique foi atacado ele foi defendido pelo próprio Serra.

Mas o partido vai defender as privatizações?

(Defenderemos) Tudo o que fizemos e deu certo. Os resultados são bons. Inclusive em relação à Petrobras. O PT mudou o que deu certo. O resultado foi a estagnação na produção do petróleo, o sufocamento financeiro, a perda de valor patrimonial e o endividamento da estatal.

O senhor falou em Petrobras. Está em discussão a CPI da Petrobras. Não é importante apurar também as denúncias do caso Alstom?

Se quiserem investigar, que se investigue. Mas por que não fizeram antes? Evidentemente porque não há interesse. Mesmo porque, se o governo for falar em Alstom, nós vamos tocar em vários assuntos incômodos para o governo federal. A Alstom forneceu para o sistema elétrico federal, metrôs e trens.

A CPI da Petrobras não terminará igual à do Cachoeira, sem resultado efetivo?

Quem inviabilizou a CPI do Cachoeira foram eles (os governistas). Quando começaram a aparecer grandes empreiteiras, como Delta, quem embananou a CPI foram os governistas. Agora a CPI da Petrobras vai ser um catalisador das investigações que estão em curso.

O governo acusa a oposição de fazer uso político da CPI.

Estamos em uma casa política. É papel da oposição fazer política de oposição, usando os instrumentos que temos nas mãos para isso. E a CPI é um deles.

Quem o PSDB indicará para a CPI?

Estou querendo pôr Alvaro Dias (PR) e Mário Couto (PA). O Alvaro tem muito vivência de Petrobras. Há muito tempo vem propondo requerimentos, investigações e diligências. O Mário é um bom esgrimista."

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Articulação Aécio-Marina passa pela Globo



João Roberto Marinho, editor do jornal O Globo, procurou Guilherme Leal, da Natura, e transmitiu a informação de que a chapa dos sonhos da família mais poderosa do Brasil seria formada pelo tucano Aécio Neves e pela ainda sem partido Marina Silva, que, nesta sexta-feira, anuncia seu destino; em nota, senador estendeu o tapete vermelho: "o PSDB continuará trabalhando para apresentar um projeto alternativo ao que está aí, com a permanente preocupação com algo extremamente caro a ex-senadora e a todos nós brasileiros, assegurar ao Brasil um desenvolvimento sustentável"; será que sai casamento sob as bençãos da Globo?


Família mais poderosa do Brasil, com patrimônio somado de mais de US$ 21 bilhões, os Marinho, da Globo, sempre se notabilizaram por influenciar o destino político do País. Apoiaram os militares, ajudaram a eleger Fernando Collor e deram apoio irrestrito à eleição e à reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Os três governos do PT foram uma espécie de ponto fora da curva, na lógica política do Projac.

Por isso mesmo, a família parece estar decidida a, novamente, usar sua força para tentar influenciar o processo político. Nesta última semana, quando já parecia clara a derrota da Rede Sustentabilidade no Tribunal Superior Eleitoral, João Roberto Marinho, um dos donos do grupo e editor do jornal O Globo, fez chegar ao empresário Guilherme Leal, sócio da Natura e vice de Marina Silva na disputa de 2010, que os Marinho têm uma chapa dos sonhos: Aécio Neves e Marina Silva. Desnecessário dizer que a dupla teria apoio irrestrito da Globo em 2014. A informação foi transmitida ao 247 por fonte próxima à Globo e confirmada por apoiadores de Marina Silva.

Nesta sexta, a ex-senadora anuncia seu destino político. Ela promete uma decisão coerente, ou seja, dificilmente será candidata a presidente por outro partido. O que não impede que se filie para poder participar do jogo.

Ontem, em nota, Aécio Neves, estendeu o tapete vermelho para Marina. Leia abaixo:

Acompanhamos desde o início o esforço de Marina Silva para formação da Rede, e fomos solidários a ela, inclusive, quando a truculência do PT se fez mais presente na tentativa de impedi-la de alcançar seu objetivo no Congresso.

Lamentamos a decisão do TSE, mas temos que aceitar e respeitar a decisão da Justiça.

Mantemos a posição que já externamos em outras oportunidades: a presença de Marina Silva engrandece o debate democrático de ideias.
De nossa parte, o PSDB continuará trabalhando para apresentar um projeto alternativo ao que está aí, com a permanente preocupação com algo extremamente caro a ex- senadora e a todos nós brasileiros, assegurar ao Brasil um desenvolvimento sustentável.

Senador Aécio Neves (MG)
Presidente nacional do PSDB

sexta-feira, 1 de março de 2013

O dedo de Serra no dossiê anti-Chalita



O ex-governador José Serra.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr


“Cotado para assumir um ministério no governo, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) entrou no foco do noticiário na última semana por supostas irregularidades praticadas há cerca de oito anos, quando era secretário da Educação de Geraldo Alckmin (PSDB).

As suspeitas vieram à tona por meio do analista de sistemas Roberto Grobman. Ele diz ter provas de que o grupo educacional COC pagou parte da reforma do apartamento do então secretário; em troca, obteve contatos (e contratos) com o governo – que resultaram, por exemplo, na venda de softwares de uma empresa ligada ao COC no valor de 2,5 milhões de reais. Grobman diz que prestava serviços ao grupo e se tornou auxiliar informal do secretário.

A acusação, soube-se depois, ganhou um empurrão do deputado tucano Walter Feldman, coordenador da campanha de José Serra à Prefeitura de São Paulo em 2012. Chalita, que também disputou a eleição para prefeito, é desafeto declarado de Serra. Segundo O Estado de S.Paulo, o responsável por levar Grobman ao Ministério Público foi o jornalista Ivo Patarra, assessor de Serra na campanha. Ele teria sido orientado por Feldman, que disse ter feito apenas a sua obrigação diante da “grave denúncia”.

Pouco depois, o ex-diretor da Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo Milton Leme foi a público dizer que Grobman ofereceu a ele 500 mil reais para ajudar a sustentar as acusações sobre Chalita.

Em 2006, quando emissários petistas montaram um dossiê sobre a suposta participação do então candidato ao governo de São Paulo José Serra na Máfia dos Sanguessugas, o teor das suspeitas foi esquecido pela mídia. Esta preferiu centrar fogo na ação dos “aloprados”, como ficaram conhecidos os envolvidos. Serra negou ser o aloprado da vez e se limitou a dizer que desconhecia os “fatos e as pessoas citadas”. Velhas ou não, as suspeitas levaram o Ministério Público a abrir 11 inquéritos sobre o caso. Chalita nega as acusações.”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PSDB usa 'Folha, 'Estadão', 'Globo' e 'Veja' para justificar ação contra Dilma



Para tucanos, roupa vermelha de
Dilma é propaganda disfarçada do PT
(Foto: Reprodução)
Orientando-se pelos editorais da grande imprensa, tucanos afirmam que presidenta fez promoção pessoal e propaganda eleitoral e partidária no pronunciamento do último dia 23 


PSDB usou editorais dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo, além de um texto da revista Veja, para justificar a representação que protocolou hoje (29) na Procuradoria-Geral da República contra a presidenta Dilma Rousseff. A ação – acompanhando a linha dos textos pulicados na grande imprensa – acusa Dilma de fazer “promoção pessoal” e “propaganda eleitoral e partidária” no pronunciamento de rádio e TV levado ao ar no último dia 23, quando a presidenta anunciou a redução das tarifas de energia elétrica e criticou os que são “do contra”.

Segundo a representação, assinada por advogados do PSDB, Dilma “transformou o espaço (...) em um palanque de lutas partidárias” e fez “puro proselitismo político”.

O texto argumenta ainda que o formato do pronunciamento lembra as peças publicitárias da campanha presidencial de 2010, como caracteres e recursos gráficos. Para o PSDB, as “semelhanças” são indicativos do caráter “eleitoreiro”.

A ação também questiona o uso da logomarca do governo na abertura do pronunciamento e o fato de Dilma vestir uma roupa vermelha, “em uma clara referência às roupas vermelhas utilizadas na campanha de 2010 e nos programas partidários, fazendo alusão à cor do seu partido”.

No entendimento dos tucanos, tais elementos mostram que Dilma cometeu um “verdadeiro crime de responsabilidade” e um “desvirtuamento do escopo legal”.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Assessor de Dilma acusa Globo de fazer política


“No momento em que a Globo se mostra receosa em relação a uma eventual proposta para democratizar a comunicação, Marco Aurélio Garcia a acusa de partidarismo. “Quando você tem uma emissora que dedica 19 minutos do seu principal noticiário para fazer um resumo do mensalão às vésperas do segundo turno ... não é uma questão que passa batido para nós”; comandada por Ali Kamel, emissora diz que "só faz jornalismo"

A Rede Globo, assim como os principais meios de comunicação do País, estão unidos contra uma eventual proposta que parta do governo para democratizar os meios de comunicação, a exemplo do que ocorreu com a Ley de Medios argentina, que entra em vigor em 7 de dezembro. Tanto Globo, Abril, Folha e Estado já dedicaram reportagens contra o que acusam ser um golpe contra a democracia.

Neste contexto, o assessor para Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, entrou no debate. E acusou a Globo de agir de forma partidária. Leia na coluna de Mônica Bergamo, da Folha:

CLIMA
Marco Aurélio Garcia, assessor de assuntos internacionais do governo Dilma Rousseff, é direto ao criticar a mídia no julgamento do mensalão: "É isso: eu estou falando da TV Globo", disse ele em entrevista à rádio BandNews FM no domingo das eleições. "Houve concretamente uma tomada de posição por parte de analistas", o que, segundo ele, vai além dos limites de órgãos de concessão pública. "Vamos ter claro: não estou me referindo a jornais, mas a órgãos de concessão pública."


CLIMA 2
Garcia referiu-se ao resumo que o "Jornal Nacional" fez do mensalão no dia 23 de outubro, quando mais da metade de seus 32 minutos foi dedicada a um balanço do julgamento. "Quando você tem uma emissora que dedica 19 minutos do seu principal noticiário para fazer um resumo do mensalão às vésperas do segundo turno (...) Não é uma questão que passa batido para nós."


CLIMA 3
Procurada pela coluna, a TV Globo diz que "não tem lado e só fez jornalismo".

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O dia em que o STF virou um tribunal político



Marco Aurélio Mello e Celso de Mello foram responsáveis pelos maiores arroubos retóricos no clímax do julgamento da Ação Penal 470. Um citou o número 13 do PT e comparou o partido à mafia italiana. Outro, ao PCC e ao Comando Vermelho, afirmando ainda que os réus, como José Genoino e José Dirceu, devem ser punidos como delinquentes – aliás, por que não enforcá-los? Talvez tenha sido coincidência que tudo isso tenha ocorrido a apenas seis dias das eleições. Talvez
Brasil 247

Este 22 de outubro de 2012 é o dia que, para o bem ou para o mal, entrará para a história do Supremo Tribunal Federal. A data em que dois ex-presidentes do partido político mais votado no primeiro turno das eleições municipais – José Dirceu e José Genoino – foram mandados para a forca como bandidos comuns e condenados como quadrilheiros.

Talvez tenha sido coincidência que o auge do julgamento do mensalão ocorresse a seis dias das eleições municipais. Outra possível coincidência, a edição do Jornal Nacional, que emendou a propaganda de José Serra com o noticiário sangrento sobre o tema. E que destacou, naturalmente, as peças de retórica mais ousadas. Ambas partiram dos dois “Mellos” do Supremo Tribunal Federal: o decano Celso de Mello e o sempre surpreendente Marco Aurélio Mello.

É possível que haja razões jurídicas para condenar boa parte dos réus da Ação Penal 470. Mas o dia de hoje ficará marcado como a data em que dois ministros preferiram trilhar um caminho político na suprema corte.”
Matéria Completa, ::AQUI::

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Conselho Curador da TV Cultura não sabia de parceria com Veja e Folha de S. Paulo


Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual 

“O deputado estadual Simão Pedro (PT), membro do Conselho Curador da TV Cultura, afirmou que ficou sabendo apenas nesta segunda-feira (6) sobre a parceria firmada entre a emissora pública e as empresas privadas de comunicação Abril e Folha da Manhã – que editam a revistaVeja e do jornal Folha de S. Paulo, respectivamente. O acordo foi conhecido na última sexta-feira (3) e ocupou boa parte das atenções na blogosfera e nas redes sociais durante o fim de semana.

Simão Pedro, que participa do Conselho Curador por ser o presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, disse à Rede Brasil Atual que só se pronunciará sobre o assunto depois de se reunir com o colegiado, o que deve acontecer na próxima segunda-feira (13). Antes disso, deverá se encontrar com o presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad. Ele disse ainda que existe a hipótese de convocar Sayad para explicar a situação à Comissão de Educação da Assembleia.

A Cultura é uma emissora pública gerida e financiada parcialmente pelo governo estadual de São Paulo, e possui caráter educativo e cultural. De acordo com o parágrafo 6º do artigo 14 do estatuto da Fundação Padre Anchieta, entidade sem fins lucrativos mantenedora da emissora de televisão, compete ao Conselho Curador "aprovar a celebração de convênios ou acordos com órgãos ou instituições públicas ou privadas, concernentes à programação”. 

A parceria com os grupos privados faz parte da proposta de reformulação da grade de programação da TV Cultura, que deverá entrar em vigor nas próximas semanas – provavelmente em março. De acordo com as informações publicadas pelo portalComunique-se, o programa Veja na TV, feito em parceria com a revista, terá o comando do jornalista Augusto Nunes. Não foram divulgadas informações sobre o programa que deve ser produzido com a Folha de S. Paulo.
Perguntada sobre a nova parceria e o resultado disso no conteúdo jornalístico exibido pela emissora, a TV Cultura se esquivou. "Estamos ainda em fase de definição de datas e programas da nova grade", limitou-se a responder.”
Artigo Completo, ::Aqui::

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DEM se debate na pior crise desde que deixou de ser PFL

Correio do Brasil

“A derrota nas eleições presidenciais tem levado os Democratas a correr contra o tempo no sentido de encurtar o mandato de Rodrigo Maia e apeá-lo da Presidência do partido, na pior crise já vivida pela agremiação desde que mudou de nome e deixou de ser o Partido da Frente Liberal (PFL), há mais de uma década. A Executiva da legenda pressionou o parlamentar a apresentar, nesta terça-feira, um “plano de restauração da imagem” do partido. A tarefa, segundo observadores da cena política, é inexequível e o fato será usado, oficialmente, para afastá-lo do comando da legenda.

A série de brigas internas entre as alas comandadas por líderes da extrema direita, como Jorge Bornhausen e José Agripino Maia, que conseguiram eleger dois governadores estaduais, e a ala de Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito Cesar Maia, que perdeu as eleições no Rio, agravou-se ao longo da campanha presidencial. A corrente encabeçada por Bornhausen busca antecipar as eleições para maio e trabalha simultaneamente para eleger Agripino Maia à Presidência da legenda e, assim, evitar que Gilberto Kassab saia do partido rumo ao PMDB.

Caso o prefeito de São Paulo resolva deixar o partido, levará com ele deputados estaduais e federais para o PMDB e passará, gradualmente, a exercer uma oposição a Geraldo Alckmin.

Rodrigo Maia (RJ), cujo mandato havia sido prorrogado até o fim de 2011, terá algo entre três e seis meses para deixar o cargo.”

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Eleições 2014 (Já!): Aécio Neves se reúne com Rodrigo Maia e ACM Neto às vésperas de reunião do DEM


“Às vésperas da reunião da executiva  nacional do DEM para resolver o impasse na definição do futuro do partido, o ex-governador de Minas Gerais e senador eleito Aécio Neves (PSDB) conversa neste momento com o presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), e com o deputado ACM Neto (BA). Na bancada do DEM na Câmara, a pressão é para que o senador José Agripino Maia (RN) desbanque Maia do posto.

Com fama de conciliador nos corredores do Congresso, Agripino já teria conversado com os deputados sobre a sucessão: “É disso que o partido está precisando, um pouco de calma. O Agripino tem 99,9% de chances de ganhar”, disse uma fonte. A ideia é apresentar um ultimato para Rodrigo Maia – de forma que ele deixe a presidência num prazo de no máximo cinco meses.”