Mostrando postagens com marcador Jornal da Globo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jornal da Globo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional



O noticiário da Globo é tendencioso. Ninguém que seja medianamente informado pensará diferente. Entretanto, não sei se as vítimas desse noticiário perceberam que no afã de denegrir o Governo, o que está perfeitamente dentro de suas prerrogativas de imprensa livre, a Tevê Globo, sobretudo nas pessoas dos comentaristas William Wack e Carlos Sardenberg, passaram a atacar o Estado brasileiro, o que sugere crime de lesa-pátria.



O Jornal da Globo de ontem, terça-feira, ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras através de uma análise distorcida de fatos e estatísticas. Os dois comentaristas tomaram por base valor de mercado, comparando-o com dívidas, para sugerir que a empresa está quebrada. É puro charlatanismo, economia de botequim, violação das mais elementares regras de jornalismo sério.

Valor de mercado não mede valor de empresa; é simplesmente um indicador de solvência de ações num dia no ambiente ultra-especulativo de bolsas de valores. O que mede o valor real de uma empresa é seu patrimônio comparado com seu endividamento. As dívidas que a Petrobras contraiu para suas atividades produtivas, notadamente do pré-sal, são muitíssimo inferiores a seu patrimônio, no qual se incluem bilhões de barris medidos de óleo do pré-sal.

Evidentemente que os dois comentaristas da Globo torcem para que o petróleo fique por tempo indefinido abaixo dos 45 dólares para inviabilizar o pré-sal brasileiro. Esqueçam isso. É uma idiotice imaginar que a baixa do petróleo durará eternamente: a própria imprensa norte-americana deu conta de que os poços em desenvolvimento do óleo e do gás de xisto, os vilões dos preços baixos, tem um tempo de vida muito inferior ao que se pensava antes.

É claro que o preço baixo do petróleo tem um forte componente geopolítico a fim de debilitar, de uma tacada, a economia russa, a economia venezuelana e a economia iraniana — e muito especialmente a primeira. Mas o fato é que atinge também empresas americanas que entraram de cabeça no xisto, assim como países “aliados” que produzem petróleo. No caso do pré-sal, ele só se tornaria inviável no mercado internacional com o barril abaixo de 45 dólares.

Os ataques dos dois comentaristas da Globo à Petrobras têm endereço certo: é parte de uma campanha contra o modelo de partilha de produção do pré-sal sob controle único da Petrobras, contra a política de conteúdo nacional nas encomendas da empresa e contra a contratação das grandes construtoras brasileiras para os serviços de construção de plataformas e outras obras civis, principalmente de refinarias.

Esses três pontos foram assinalados no discurso de Dilma como inegociáveis. É uma decisão de Estado, não apenas de Governo. Sintomaticamente, os dois comentaristas da Globo sequer mencionaram esses pontos. Preferiram dar destaque maior ao noticiário pingado da Lava Jato, que, cá pra nós, já está ficando chato na medida em que não tem nada realmente novo, mas simples repetição à exaustão de denúncias anteriores.

P.S. Talvez os dois comentaristas teriam maior simpatia pela Petrobras se parassem para dar uma olhada nos anúncios televisivos sobre a performance vitoriosa da empresa,  e que ela está pagando para serem exibidos na Globo, para mim de forma absurda e injustificável.

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.
No GGN, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/globo-nao-ataca-o-governo-ataca-o.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Por que Dilma fez muito bem em não ir ao Jornal da Globo


WW
WW
Errar uma vez, tudo bem.
Mas duas, uma em cima da outra?
Acho que foi mais ou menos esta a lógica que governou Dilma ao recusar participar da entrevista-suplício para a qual fora convidada-intimada pelo Jornal da Globo.
Depois da experiência excruciante da entrevista no Jornal Nacional, seria incrível que Dilma comparecesse ao Jornal da Globo.
Foi um ato de sanidade o WO presidencial.
Ter Dilma seria bom para o JG. Mas e para ela?
William Waack mostrou as perguntas que seriam feitas. A mais branda delas indagava se Dilma achava correto oferecer dentes postiços a uma “cidadã pobre” pouco antes que ela participasse de um programa da campanha.
Num tom acima, Dilma era questionada sobre até quando continuaria a culpar a crise internacional pelos problemas econômicos brasileiros.
Quer dizer: Waack já decretara, com toda a sua genialidade econômica, que a culpa não é da crise internacional.
Na atitude de Dilma, há um gesto tardio, mas ainda assim relevante. Por que os candidatos têm que comparecer aos telejornais da Globo?
Porque a Globo manda no país?
É um comportamento obtuso e inercial. No passado, os Ibopes da Globo eram intimidadores, do ponto de vista dos candidatos.
Mas hoje o quadro é outro.
A internet está matando a audiência da tevê aberta.
O Jornal da Globo tem um Ibope na faixa de 7%, coisa que antes você associava a emissoras de segunda ou mesmo terceira linha.
O próprio Jornal Nacional faz força, hoje, para se manter na casa dos 20%, uma migalha em relação às taxas de alguns anos atrás.
Dias atrás, soube-se que a Globo teve em agosto o pior Ibope de sua história no horário nobre: 12,5% em média. (Uma hora, e não vai demorar, o desabamento da audiência vai-se refletir fortemente na bilionária receita publicitária da Globo. O milagre da Globo, hoje, é ter a maior publicidade de sua história com a menor audiência. Só que este paradoxo é, simplesmente, insustentável. Quando um grande anunciante acordar, haverá um efeito dominó, semelhante ao que vem acontecendo no universo das revistas.)
Poderia haver uma razão maior para os candidatos se submeterem às entrevistas da Globo: informação para as pessoas sobre planos, visões, etc.
Mas essa informação – na era da internet – está espetacularmente disseminada.
Coisas boas, coisas más, coisas nebulosas: você pode saber tudo sobre qualquer candidato se rodar pela internet.
Com algum cuidado, você pode se informar sem o conhecido viés – já que estamos falando dela – da Globo.
Em suma: Dilma só teria aborrecimento caso fosse ao Jornal da Globo. Perguntas hostis, feitas para matar e não para informar, e se não bastasse isso uma audiência esquálida e composta maciçamente de antipetistas viscerais.
Dilma tinha muitas razões para não ir, e nenhuma para ir.
Sua decisão não poderia ser melhor.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.


no: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-dilma-fez-muito-bem-em-nao-ir-ao-jornal-da-globo/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O que o Jornal da Globo não perguntou a Serra



No começo da madrugada desta quarta-feira (1º de setembro), o Jornal da Globo levou ao ar a segunda da série de entrevistas com candidatos a presidente que o telejornal passou a promover a partir da madrugada de terça-feira, começando por Dilma Rousseff. O segundo entrevistado foi José Serra.
A exemplo do que aconteceu em série de entrevistas com os mesmos candidatos promovida pelo Jornal Nacional há duas semanas, as entrevistas da petista e do tucano naquele e neste telejornais da Globo foram marcadas por uma postura agressiva dos entrevistadores em relação a Dilma e suave, quase amistosa, em relação a Serra.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Entrevista José Serra no Jornal da Globo - Partes 1 e 2

 1º Bloco - Com ataque aos Blogs Sujos, outra vez!!!



2º Bloco - Aqui eu só consegui contar até 752 mentiras, depois me perdi na conta...
 A cara de pau do sujeito é tão grande que ele nem fica com vergonha de mentir tanto e de passar informações furadas.
Imaginem esse sujeito na presidência com o Índio assessorando!
Com textolivre

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O "poste" Dilma e o jornalismo de pegadinhas



As perguntas dos apresentadores do Jornal da Globo (vídeo aqui) mostram duas coisas: o único universo de temas que lhes interessa é o virtual,  esse mundo à parte criado pela velha mídia ao longo dos últimos anos. Nenhuma pergunta temática, nenhuma discussão sobre propostas de governo, nenhum questionamento à política econômica.
Apenas a peça de teatro que criaram para as eleições e que está sendo desmontada pesquisa após pesquisa.
1. A mudança física de Dilma, seguindo o script de mostrar uma candidata de duas caras.
2. A insistência em tentar colocar José Dirceu no debate.
3. A insistência em falar no fatiamento do governo pelos aliados.
4. Quebra de sigilo dos tucanos.
5. Caso dos presos de Cuba.
6. Narcoguerrilha e Farcs.
Nenhuma pergunta programática, nada que pudesse mostrar a visão ou falta de visão de futuro de Dilma, nenhum questionamento sobre as vulnerabilidades da economia, sobre o novo desenho do governo - social-democrata mas preso ao mercadismo do BC -, sobre as novas formas de governar, com participação popular.
Só a realidade virtual criada pela Globo.
Embarcaram em duas fantasias:
1. Achar que esse mundo virtual criado pela mídia (e que está sendo demolido, dia a dia, pelas pesquisas de opinião e pela exposição pública de Dilma) tivesse o mínimo de eficácia.
2. Acreditar na versão-poste, de que a Ministra mais forte do governo mais popular da história pudesse ser um "poste" que se enredaria com esse nível primário de perguntas. Conseguiram fortalecer mais ainda, junto à sua opinião pública, a percepção de que "o poste" é bastante articulado.
Surpreende, porque Waack é dos mais preparados jornalistas de televisão. Se descesse do pedestal para discutir conceitos com a candidata, poderia ter proporcionado aos seus telespectadores um dos momentos altos do jornalismo nessa campanha.
Venderam a idéia de que, quando exposta à luz, a candidata desmancharia. Ledo engano: exposto à luz do contraditório, quem desmanchou foi esse mundo virtual. A entrevista de ontem mostrou que a auto-suficiência no jornalismo, a arrogância, o tom de verdade absoluta imprimido a qualquer factóide, não resiste a 20 minutos de entrevista quando se dá a palavra à parte atingida.
By: Nassif